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terça-feira, 20 de abril de 2010

A única, e verdadeira, Nova Ordem Mundial



Não tenha medo! Para haver luz são precisos dois pólos, um positivo e um negativo. Aí está o segredo do equilíbrio. A esquerda, Quimbanda, nada tem a ver com o mal. Para o mal existir precisa de agente, este por sua vez possuí inteligência, livre arbítrio.

Um terremoto, tempestade ou qualquer tipo de desastre natural é obra divina. A própria morte, apesar de negativa, em sua origem enquanto energia, é inevitável, desfecho natural à vida corpórea.

Temos o vício, que nada mais é que programação mental, como negativo; entretanto quem não é viciado? Jogo, chocolate (pantagruelismo), drogas ilícitas ou lícitas, contato sexual por prazer, bens materiais... qualquer um dos 'pecados' capitais e até mesmo a fé cega... isso tudo não é vício também? Claro que é, e certo também é que se trata de energia negativa, pois consome.

O pólo positivo, carregado com sentimentos e atitudes como: amor, pacificação, compreensão, tolerância, auto-controle, razão, dentre outros adjetivos, é que alimenta, ilumina.

Agora me diga: Existe propósito em alimentar quando não existe fome? Em doar quando não existe carência? Em curar quando não existe doença? Em abster-se quando não existe abuso?

A lista de qualidades é infindável, tanto positivas quanto negativas. Fato é que para tudo existe remédio, e mesmo este que muitas vezes é amargo, promove a cura.

Você deve estar se perguntando -> então o mal não existe? Utopias apartadas, sim! É liquído e certo que existe o mal, porém trata-se de criação da psiquê humana.

Acredite! Vivemos em uma esfera que até pouco tempo era apenas sítio destinado a expiação. O famoso purgatório, descrito nos textos católicos, foi aqui mesmo na Terra. Espíritos impuros e com déficit evolutivo, encarnados e desencarnados, mantiveram-se atados ao Planeta Terra por mais de 10 mil anos.

Acontece que em 2002 o Planeta X, astro interdimensional deveras semelhante ao que habitamos, iniciou um cruzamento com a órbita de nosso Planeta. Esta esfera também conhecida como Nibiru, faz parte de um sistema solar quase idêntico ao nosso, porém existe em outra dimensão, em um Universo paralelo.

Seria massante, neste momento, descrever, detalhadamente, fenômeno de tal grandeza. O fato, na síntese, é que esta congruência acarretou resultado ainda inexato.

Nosso Universo, veja bem, Universo e não Sistema Solar ou Galáxia, acaba de cruzar com um Macrossomo outrora paralelo. Acontece que estamos transcendendo esta realidade antes superior, enquanto a única esfera habitável pela vida, tal qual a conhecemos, cruza com outra Esfera semelhante.

O desfecho deste grande acontecimento é evolucional. Espíritos involuídos, degradados irrecuperavelmente, estão deixando a Terra. Este exôdo é ambivalente, tendo em vista que enquanto grande número de almas deixam a Terra, outras tantas aqui chegam para fazer sua morada.

No momento, os seres que deixam nossa esfera, dão lugar a outros de Esfera imediatamente superior. Estes que se vão nunca mais hão de voltar, exceto exceção rara da vontade divina.

Antes do final desta década a Terra deixa de ser local de expiação. Nossa Esfera, o sistema através do qual viajamos pelo tempo e espaço, ascende neste exato momento a um patamar cósmico, vibratório, de neutralidade. Esta entropia é total, irreversível, indo além das leis da física conhecidas, isto pois, o Planeta que cruza a nossa Esfera ocupa o mesmo lugar no tempo e no espaço.


Por fim, a Galáxia 'fantasma', da qual o Planeta X faz parte, está trocando de lugar com o Universo; no qual o círculo terrestre por nós conhecido é membro indelével. Em nosso Universo inexiste a involução. Materialmente expandimo-nos inexorávelmente, no Astral Superior.

No Plano que compreende toda criação, seja ela material, imaterial, ou da espécie compreensível ou incompreensível que for, chegamos ao tempo por vezes profetizado.

A dualidade, que por milênios afligiu aos seres humanos, está prestes a findar. Dentro de um curto espaço de tempo, ilusório no Multiverso, entretanto por nós contado, ingressaremos num período apolar, trasnscendente.

Estamos acostumados a medir atos de nossos semelhantes através de princípios, descritos por povos, dos quais muitos de nós fizeram parte em outra vida. Hoje ainda julga-se o próximo por atos inexoráveis. A Lei das leis não julga, retribuí. Arrebatadora é a imutável Lei do Carma, sabia a voz popular que conclama: "Quem com ferro fere, com ferro será ferido".

Oremos pelas milhões de almas que partem de nosso Globo para nunca mais voltar. Rendamos graças ao novo tempo que se inicia. Compartilhemos conhecimento a fim de esclarecer aos que não estão sendo arrebatados, mas carecem de discernimento quanto a coletividade.

Sem medo, com fé; amor e compaixão, livres da paixão que vicia e destrói, aceitemos pois este círculo de confiança que se materializa na Terra. O mal não é, e nem nunca foi; apesar de inoculado na coletividade, pelos fracos, durante a passagem dos séculos dos séculos, parte da natureza deste mundo.

A vida carnal resulta na morte, pela falência do sistema orgânico de cada ser posto na carne. Uma atitude beligerante para com o meio ambiente reverte-se em sofrimento. O prazer carnal aplaca a dor por momentos, entretanto nada mais é que embuste à vida real, reles hedonismo. Levando-se em conta a eternidade do espírito, aí sim, é com esta ciência que encaminhamos nossas almas na senda da perfeição. O verdadeiro e puro gozo de prazer é de natureza espiritual!

Não existe fim para o espírito, como não existe começo. Todos somos na verdade incriados e indestrutíveis. Não o ego, a passagem corpórea momentânea, este serve somente a um projeto maior. Nossa encarnação é etapa pela qual interagimos com a matéria, com o meio ambiente temporário e ilusório, findável e destrutível.

Acredite, somos todos um. Toda criação, baseada no átomo, faz parte de uma mesma cepa veicular. Fazemos parte de um organismo único, fadado a um destino comum.

Chegou o tempo profetizado que irá compreender mil de nossos anos contados, no qual reinará a paz através da aceitação, a igualidade por meio da fraternidade e caridade, a liberdade advinda do bom senso no exercício do livre arbítrio.

Aos que teimam na ardilosa programação social; manipulação de sentimentos visando ganho, arquitetura da maldade, da vingança, ganância, inveja e cobiça desmedida, digo adeus, até nunca mais ver. Os arrebatados jamais integrarão o círculo no qual habitamos e jamais serão vistos em carne ou espírito.

Eis que, finalmente, após milhares de anos de escravidão; nos quais muitos serviram a poucos, chega o momento da igualidade. Não existe ninguém melhor, ou, ninguém pior que ninguém. A Terra oferece recursos suficientes para que vivamos todos bem, felizes e com dignidade. Se existiu, ou ainda é imposta uma pirâmide, esta é obra do homem e de nada serve realmente. Não tenha medo, nenhuma pirâmide pode ser sustentada sem base firme, muito menos erguida sem o árduo trabalho dos herdeiros da Terra.

A Terra, com sua nova organização social, é um farol do saber, que semeia, cultiva, e logo irá distribuir conhecimento e sabedoria por todo Multiverso. Da união dos pólos positivo e negativo é que nasce a Luz. A maldade é pura invenção da mente humana deturpada; resultante da desilusão gerada por atos equivocados.

A subserviência aos detentores do falso capital; pregada e defendida por oportunistas, que se utilizam de recursos humanos para mera obtenção de meio, através do qual possam satisfazer sentimentos impertinentes ao mundo espiritual, justo, perfeito e real, em breve terá fim. Nada pode deter o eminente advento da Conciência Coletiva, resultante da Inteligência Coletiva, na qual inexiste espaço para a dualidade, dúvida ou temor.

Acorde! Hoje você vive em um novo mundo. Nenhum ser humano pode mais sobrepujar seu semelhante. Somos todos iguais, irmãos e irmãs, e o Deus é um só. Axé!

Com amor,

Seu irmão.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Todo poder emana de Deus




(...)Estou junto nessa barca de começar a mudança por dentro. Só assim os problemas externos, comuns, terão solução definitiva.

A perfeição é impossível não só neste mundo, mas em muitos outros também. O mais nobre dos predicados é exclusivo de Zambi!

No terreiro tenho este título de Pai-de-santo, entretanto fora dele, seja no mundo físico ou no virtual, sou seu irmão, e irmão também de todo mundo que quer um mundo novo.

Este mundo novo não é o da utopia, é apenas aquele no qual a maioria está livre da programação que vem nos sendo imposta através dos séculos.

Todos devem ter a liberdade plena de exercerem seu livre arbítrio e o dever de arcar com as consequências, positivas ou negativas de seus atos.

O mundo novo é de crença livre, respeitada por todos que compreendem a beleza única da diversidade. O fato inegável a todas as religiões é que o Deus é um só.

O que estamos aprendendo neste momento pelo qual passa a humanidade peregrina é que nós também somos um!

Estejamos todos dentro deste círculo, a nova ordem tem a ver com o universo e não com a pirâmide. A linha reta é obra do homem e não encontra paralelo na Geometria Sagrada.

Confiemos em Deus e não no dinheiro, isto pois nada há de faltar aos que tem Fé. Basta crer para ter e crer é saber que dispomos exatamente daquilo de que precisamos. Materializemos pois!

Que Yansã beba em seu cálice e nos empreste a espada. Com este sabre de luz iremos juntos, homens, mulheres e crianças construir um mundo livre da programação e propagação da ignorância.

O espírito é livre, se somos imagem dEle somos livres também! Todo poder emana de Zambi e para Zambi deve voltar.

Axé!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Hipocrisia, fardo pesado

"O hipócrita com a boca arruina o seu próximo; mas os justos são libertados pelo conhecimento" (Provérbios 11:9)

"Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve" (Mt. 11:28-30)


"Perdoai-nos Senhor, por nossa hipocrisia cotidiana. Princípios bonitos nos transbordam da boca, escritos em mensagens de Páscoa e Natal, ornamentadores de discursos, agregadores de prédicas, colados nos átrios das instituições e no quadro de avisos de empresas. Frases melosas recortadas em agendas, proclamadas aos filhos e os jovens em formaturas e eventos.

Tudo falsidade, contos da Carochinha nas tardes de hospícios.

Dinheiro não traz felicidade. Mas por ele vivemos, uns trabalham, outros roubam. O elixir da juventude eternamente buscado. Na sua falta, assume o estresse, uma angústia inexplicável cava úlceras no estômago. A família nos acusa de derrotados, a sociedade nos impinge o desprezo, os pretensos amigos nos ridicularizam.

As aparências enganam, o essencial é invisível aos olhos. E abarrotam-se as clínicas de plásticas sobre o visível. Cultivamos o corpo, valorizamos a roupa e o automóvel, pensamos por um mês ou mais nas roupas de uma festa. 

Como são importantes as colunas sociais com seu a comentários sobre chiques e bregas, seus elogios ao fútil e ao efêmero. E promovemos concurso de beleza, e compramos revista de decoração. Decoramos a casa e o escritório com os tons do momento, e contratamos assessores visuais na arquitetura de lojas e igrejas. E pintamos o cabelo, Senhor, fazemos implantes, clareamos os dentes e colocamos aparelho. Rejeita-se o feio, o gordo, o velho. Nas feiras e bancos, na televisão e nos restaurantes, as moças bonitos e os moços sarados lideram as frentes.

Todos são iguais perante a lei. Na prática, há muitos pesos e medidas. Somos todos diferentes. Algumas penas, inexplicavelmente se abrandam; outras, imperiosamente, se agravam. A terra do presidente não se iguala à dos índios. A uns, empréstimos; a outros, impostos. Pobre sempre mata por motivo fútil, rico age por violenta emoção.

A vida é o mais importante, dizem as camisetas. E fumamos, e bebemos, e usamos drogas. Senhor, é justa a morte na defesa dos bens com suor adquiridos, não achais? Matar pela honra é nobre. Contaminamos a água, envenenamos a terra, cobramos royalties por remédios. Salvar o sistema financeiro é mais importante do que matar a fome. Fazemos armas, e encarceramos os homicidas. Fabricamos carros potentíssimos, e penalizamos os velozes.

Estudar é preciso, insiste o pai no almoço. À tarde, idolatramos os jogadores de futebol analfabetos ganhando mais que juízes e professores universitários. No outro dia, a mãe tira a filha da escola para um teste na agência de modelos. Ontem, o bebê filmou um comercial de shopping.

A cultura salvara o país, Senhor, diz a apresentadora de televisão. Logo depois, entrevista um cantor milionário e ignorante que opina professoralmente sobre as relações familiares e o futuro do jovem, no país onde bundas vendem mais que Chico Buarque. 

Nação consumidora de revista de fofoca, que crê ser Raquel de Queiroz uma personagem de novela mexicana. Quantos apreciam o teatro, o cinema de qualidade, os recitais de música? Por que sabemos mais de Joana Prado que de Amélia Prado?

Perdoai-nos, Senhor, por nossa hipocrisia. Perdoai-nos porque não só não sabemos o que é feito, o que é dito, o que é visto, o que é desejado, o que somos, o que esperamos, o que valorizamos. Nem sequer sabemos o que escrevemos e o que rezamos.

Mas eu desejo mudar, Senhor. Prefiro a felicidade ao dinheiro, a essência à aparência, a justiça ao privilégio, a vida à economia, o estudo à fama, a cultura ao consumo, a espiritualidade às coisas. Amém!

P.S. -Senhor, desculpai-me, mas acho que me empolguei um pouco. Deixa-me pensar mais no assunto. Preciso terminar minha leitura de Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas. Aliás, você como Deus tem um enorme potencial sabia?"


De Pablo Morenno

Pablo Morenno nasceu em 21.05.1969, em Belmonte, SC, e atualmente mora em Passo Fundo, RS. É licenciado em Filosofia e bacharel em Direito; professor de Espanhol em cursinhos pré-vestibular, músico e servidor público federal do Tribunal Regional do Trabalho/4ª Região, pinta nas horas vagas. Escreve uma coluna semanal de crônicas no jornal O Nacional, de Passo Fundo RS, e Nossa Cidade de Marau-RS. Colabora com os jornais Zero Hora, Direito e Avesso, e com sites de leitura e literatura. É Membro da Academia Passofundense de Letras, ocupando a cadeira cujo patrono é Érico Veríssimo. Como animador cultural e escritor, participa de projetos de leitura do IEL- Instituto Estadual do Livro do RS e de eventos literários no Rio grande do Sul e Santa Catarina. Com suas palestras interdisciplinares e descontraídas, utilizando-se de histórias e da música, conversa com crianças, jovens, pais, professores e idosos sobre a importância da leitura e da arte na vida. Clique aqui e conheça as publicações de Pablo Morenno...

"O hipócrita com a boca arruina o seu próximo; mas os justos são libertados pelo conhecimento" (Prov. 11:9)

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