Translate this blog

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Umbanda

No final de 1908, Zélio Fernandino de Moraes, um jovem rapaz com 17 anos de idade, que preparava-se para ingressar na carreira militar na Marinha, começou a sofrer estranhos “ataques”. Sua família, conhecida e tradicional na cidade de Neves, estado do Rio de Janeiro, foi pega de surpresa pelos acontecimentos.

Esses “ataques” do rapaz, eram caracterizados por posturas de um velho, falando coisas sem sentido e desconexas, como se fosse outra pessoa que havia vivido em outra época. Muitas vezes assumia uma forma que parecia a de um felino lépido e desembaraçado que mostrava conhecer muitas coisas da natureza.

Após examiná-lo durante vários dias, o médico da família recomendou que seria melhor encaminhá-lo a um padre, pois o médico (que era tio do paciente), dizia que a loucura do rapaz não se enquadrava em nada que ele havia conhecido. Acreditava mais, era que o menino estava endemoniado.

Alguém da família sugeriu que “isso era coisa de espiritismo” e que era melhor levá-lo à Federação Espírita de Niterói, presidida na época por José de Souza. No dia 15 de novembro, o jovem Zélio foi convidado a participar da sessão, tomando um lugar à mesa.

Tomado por uma força estranha e alheia a sua vontade, e contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer dos componentes da mesa, Zélio levantou-se e disse: “Aqui está faltando uma flor”. Saiu da sala indo ao jardim e voltando após com uma flor, que colocou no centro da mesa. Essa atitude causou um enorme tumulto entre os presentes. Restabelecidos os trabalhos, manifestaram-se nos médiuns kardecistas espíritos que se diziam pretos escravos e índios.

O diretor dos trabalhos achou tudo aquilo um absurdo e advertiu-os com aspereza, citando o “seu atraso espiritual” e convidando-os a se retirarem.

Após esse incidente, novamente uma força estranha tomou o jovem Zélio e através dele falou: _“Porque repelem a presença desses espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens. Será por causa de suas origens sociais e da cor ?”

Seguiu-se um diálogo acalorado, e os responsáveis pela sessão procuravam doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que desenvolvia uma argumentação segura.

Um médium vidente perguntou: _”Por quê o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados, são claramente atrasados? Por quê fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz? E qual o seu nome irmão?

_”Se querem um nome, que seja este: sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque para mim, não haverá caminhos fechados.”

_“O que você vê em mim, são restos de uma existência anterior. Fui padre e o meu nome era Gabriel Malagrida. Acusado de bruxaria fui sacrificado na fogueira da Inquisição em Lisboa, no ano de 1761. Mas em minha última existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como caboclo brasileiro.”

Anunciou também o tipo de missão que trazia do Astral:

_”Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho, às 20 horas, para dar início a um culto em que estes irmãos poderão dar suas mensagens e, assim, cumprir missão que o Plano Espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados.”

O vidente retrucou: _”Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto” ? perguntou com ironia. E o espírito já identificado disse:

_”Cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei”.

Para finalizar o caboclo completou:

_”Deus, em sua infinita Bondade, estabeleceu na morte, o grande nivelador universal, rico ou pobre, poderoso ou humilde, todos se tornariam iguais na morte, mas vocês, homens preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar essas mesmas diferenças até mesmo além da barreira da morte. Porque não podem nos visitar esses humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas socialmente importantes na Terra, também trazem importantes mensagens do além?”

No dia seguinte, na casa da família Moraes, na rua Floriano Peixoto, número 30, ao se aproximar a hora marcada, 20:00 h, lá já estavam reunidos os membros da Federação Espírita para comprovarem a veracidade do que fora declarado na véspera; estavam os parentes mais próximos, amigos, vizinhos e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos.

Às 20:00 h, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que naquele momento se iniciava um novo culto, em que os espíritos de velhos africanos que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de atuação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas em sua totalidade para os trabalhos de feitiçaria; e os índios nativos de nossa terra, poderiam trabalhar em benefício de seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social.

A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal deste culto, que teria por base o Evangelho de Jesus.

O Caboclo estabeleceu as normas em que se processaria o culto. Sessões, assim seriam chamados os períodos de trabalho espiritual, diárias, das 20:00 às 22:00 h; os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito. Deu, também, o nome do Movimento Religioso que se iniciava: UMBANDA – Manifestação do Espírito para a Caridade.

A Casa de trabalhos espirituais que ora se fundava, recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolheu o filho nos braços, também seriam acolhidos como filhos todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto.

Ditadas as bases do culto, após responder em latim e alemão às perguntas dos sacerdotes ali presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou a parte prática dos trabalhos.

O caboclo foi atender um paralítico, fazendo este ficar curado. Passou a atender outras pessoas que haviam neste local, praticando suas curas.

Nesse mesmo dia incorporou um preto velho chamado Pai Antônio, aquele que, com fala mansa, foi confundido como loucura de seu aparelho e com palavras de muita sabedoria e humildade e com timidez aparente, recusava-se a sentar-se junto com os presentes à mesa dizendo as seguintes palavras:

“_ Nêgo num senta não meu sinhô, nêgo fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco e nêgo deve arrespeitá.”

Após insistência dos presentes fala:

“_Num carece preocupá não. Nêgo fica no toco que é lugá di nego.”

Assim, continuou dizendo outras palavras representando a sua humildade. Uma pessoa na reunião pergunta se ele sentia falta de alguma coisa que tinha deixado na terra e ele responde:

“_Minha caximba. Nêgo qué o pito que deixou no toco. Manda mureque busca.”

Tal afirmativa deixou os presentes perplexos, os quais estavam presenciando a solicitação do primeiro elemento de trabalho para esta religião. Foi Pai Antonio também a primeira entidade a solicitar uma guia, até hoje usadas pelos membros da Tenda e carinhosamente chamada de “Guia de Pai Antonio”.

No dia seguinte, verdadeira romaria formou-se na rua Floriano Peixoto. Enfermos, cegos etc. vinham em busca de cura e ali a encontravam, em nome de Jesus. Médiuns, cuja manifestação mediúnica fora considerada loucura, deixaram os sanatórios e deram provas de suas qualidades excepcionais.

A partir daí, o Caboclo das Sete Encruzilhadas começou a trabalhar incessantemente para o esclarecimento, difusão e sedimentação da religião de Umbanda. Além de Pai Antônio, tinha como auxiliar o Caboclo orixá Malé, entidade com grande experiência no desmanche de trabalhos de baixa magia.

Em 1918, o Caboclo das Sete Encruzilhadas recebeu ordens do Astral Superior para fundar sete tendas para a propagação da Umbanda. As agremiações ganharam os seguintes nomes: Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia; Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição; Tenda Espírita Santa Bárbara; Tenda Espírita São Pedro; Tenda Espírita Oxalá, Tenda Espírita São Jorge; e Tenda Espírita São Gerônimo. Enquanto Zélio estava encarnado, foram fundadas mais de 10.000 tendas a partir das mencionadas.

Embora não seguindo a carreira militar para a qual se preparava, pois sua missão mediúnica não o permitiu, Zélio Fernandino de Moraes nunca fez da religião sua profissão. Trabalhava para o sustento de sua família e diversas vezes contribuiu financeiramente para manter os templos que o Caboclo das Sete Encruzilhadas fundou, além das pessoas que se hospedavam em sua casa para os tratamentos espirituais, que segundo o que dizem parecia um albergue. Nunca aceitara ajuda monetária de ninguém era ordem do seu guia chefe, apesar de inúmeras vezes isto ser oferecido a ele.
Ministros, industriais, e militares que recorriam ao poder mediúnico de Zélio para a cura de parentes enfermos e os vendo recuperados, procuravam retribuir o benefício através de presentes, ou preenchendo cheques vultosos. “_Não os aceite. Devolva-os!”, ordenava sempre o Caboclo.

A respeito do uso do termo espírita e de nomes de santos católicos nas tendas fundadas, o mesmo teve como causa o fato de naquela época não se poder registrar o nome Umbanda, e quanto aos nomes de santos, era uma maneira de estabelecer um ponto de referência para fiéis da religião católica que procuravam os préstimos da Umbanda. O ritual estabelecido pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas era bem simples, com cânticos baixos e harmoniosos, vestimenta branca, proibição de sacrifícios de animais. Dispensou os atabaques e as palmas. Capacetes, espadas, cocares, vestimentas de cor, rendas e lamês não seriam aceitos. As guias usadas são apenas as que determinam a entidade que se manifesta. Os banhos de ervas, os amacis, a concentração nos ambientes vibratórios da natureza, a par do ensinamento doutrinário, na base do Evangelho, constituiriam os principais elementos de preparação do médium.

O ritual sempre foi simples. Nunca foi permitido sacrifícios de animais. Não utilizavam atabaques ou qualquer outros objetos e adereços. Os atabaques começaram a ser usados com o passar do tempo por algumas das Tendas fundadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, mas a Tenda Nossa Senhora da Piedade não utiliza em seu ritual até hoje.

Após 55 anos de atividades à frente da Tenda Nossa Senhora da Piedade (1º templo de Umbanda), Zélio entregou a direção dos trabalhos as suas filhas Zélia e Zilméa, continuando, ao lado de sua esposa Isabel, médium do Caboclo Roxo, a trabalhar na Cabana de Pai Antônio, em Boca do Mato, distrito de Cachoeiras de Macacu – RJ, dedicando a maior parte das horas de seu dia ao atendimento de portadores de enfermidades psíquicas e de todos os que o procuravam.

Em 1971, a senhora Lilia Ribeiro, diretora da TULEF (Tenda de Umbanda Luz, Esperança, Fraternidade – RJ) gravou uma mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas, e que bem espelha a humildade e o alto grau de evolução desta entidade de muita luz. Ei-la:

“A Umbanda tem progredido e vai progredir. É preciso haver sinceridade, honestidade e eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo. O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas fazem com que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa. 

Umbanda é humildade, amor e caridade – esta a nossa bandeira. Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na Umbanda do Brasil: Caboclos de Oxossi, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxossi, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão. Meus irmãos: sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda. 

Meus irmãos: meu aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18. Posso dizer que o ajudei a casar, para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa Umbanda. A maior parte dos que trabalham na Umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram pelas que saíram desta Casa. Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio ao planeta Terra na humildade de uma manjedoura, não foi por acaso. Assim o Pai determinou. Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolher aquela que havia de ser sua mãe, este espírito que viria traçar à humanidade os passos para obter paz, saúde e felicidade. 

Que o nascimento de Jesus, a humildade que Ele baixou à Terra, sirvam de exemplos, iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade por pensamento ou práticas; que Deus perdoe as maldades que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar em vossos corações e nos vossos lares. 

Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar. É dos Evangelhos. Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou à Terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita dos companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos melhorados e curados, e a saúde para sempre em vossa matéria. Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas”.
_________________________________________________________




Zélio Fernandino de Moraes dedicou 66 anos de sua vida à Umbanda, tendo retornado ao plano espiritual em 03 de outubro de 1975, com a certeza de missão cumprida. Seu trabalho e as diretrizes traçadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas continuam em ação através de suas filhas Zélia e Zilméa de Moraes, que têm em seus corações um grande amor pela Umbanda, árvore frondosa que está sempre a dar frutos a quem souber e merecer colhê-los.

em 15 de novembro de 2008 o Centenário da Umbanda foi comemorado por todo o Brasil


_________________________________________________________




Foto: Ao fundo, na foto a residência da família de Zélio de Moraes, na localidade de Boca do Mato, em Cachoeiras de Macacú, Rio de Janeiro. Próximo ao Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, que até hoje funciona na mesma localidade. Vemos: Camila, Mãe Zélia, Gustavo, Mãe Lucilia d’Yemajá (em pé, ao centro), Lourenço, Mãe Zilméa e Pai Éder d’Oxalá. Dona Zélia e Dona Zilméa , são filhas de Zélio de Moraes. Dona Zélia fez sua passagem para a Aruanda em 26 de abril de 2000. Dona Zilméia de Moraes Cunha, filha de Zélio Fernandino de Moraes, fez sua passagem para a Esfera Espiritual no dia 16 de setembro de 2010, por volta das 19:30, em Ilha Bela, SP. O enterro foi realizado dia 17 de setembro de 2010, no Cemitério de Maruí, em Niterói, RJ. O pessoal junto com as Yalaôs, pioneiras da nossa querida Umbanda, são do Terreiro Pai Maneco, de Curitiba, Paraná.

Fonte de pesquisas: www.google.com.br (reproduzido do antigo site ruadasflores.com)
Jornal Umbanda Hoje

Oração a Nossa Senhora Aparecida


Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida,
Mãe de Deus, Rainha dos Anjos,
Advogada dos pecadores,
refúgio e consolação dos aflitos e atribulados,
Virgem Santíssima,
cheia de poder e de bondade,
lançai sobre nós um olhar favorável,
para que sejamos socorridos por vós,
em todas as necessidades em que nos acharmos.

Lembrai-vos, ó clementíssima Mãe Aparecida,
que nunca se ouviu dizer
que algum daqueles que têm a vós recorrido,
invocado vosso santíssimo nome
e implorado a vossa singular protecção,
fosse por vós abandonado.
Animados com esta confiança,
a vós recorremos.

Tomamo-vos para sempre por nossa Mãe,
nossa protectora, consolação e guia,
esperança e luz na hora da morte.
Livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos
e ao vosso Santíssimo Filho, Jesus.

Preservai-nos de todos os perigos
da alma e do corpo;
dirigi-nos em todos os assuntos espirituais e temporais.
Livrai-nos da tentação do demónio,
para que, trilhando o caminho da virtude,
possamos um dia ver-vos e amar-vos
na eterna glória, por todos os séculos dos séculos.

Amém

segunda-feira, 29 de junho de 2015

29 DE JUNHO — DIA DE SÃO PEDRO

O Dia de São Pedro é comemorado no dia 29 de junho desde os primeiros séculos da formação da Europa Cristã. Essa celebração é mais antiga que o próprio Natal.

Nos países predominantemente católicos, em todo dia 29 de junho comemora-se o dia de São Pedro, ou, como é formalmente conhecido: a Festa de São Pedro e São Paulo. A memória dos dois santos apóstolos, Pedro e Paulo, é relembrada e festejada nesse dia – apesar de, na tradição católica popular de alguns países, como o Brasil, o dia 29 de junho ser dedicado eminentemente a São Pedro.

São Pedro e são Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro e o farão para todo o sempre, porque assim quer o Mestre.

Oração a São Pedro

Ó glorioso São Pedro, Príncipe dos Apóstolos, a quem o SENHOR JESUS escolheu para ser o fundamento da Igreja, entregou as chaves do Reino dos Céus e constituiu Pastor universal dos fiéis, queremos ser sempre vossos súditos e filhos.

Confiantes na Palavra do SENHOR, que vos concedeu o encargo de confirmar os irmãos na fé, nos conceda a graça de, diante da diversidade das opiniões dos homens, saber professar com firmeza a nossa fé em CRISTO, FILHO de DEUS, e permanecer naquele fervoroso amor a JESUS, que por três vezes proclamastes após a ressurreição.

Fazei que sejamos fiéis aos ensinamentos do evangelho, a fim de permanecermos unidos no rebanho do SENHOR, sob a vossa guarda, e no amor ao Santo Padre, o Papa, vosso legítimo sucessor, a fim de que, após o tempo desta vida, possamos nos unir para sempre à Igreja triunfante no céu. 

Amém.

Oração a São Paulo

Ó gloriso e grande apóstolo São Paulo, mestre dos gentios, corajoso, seguidor de Cristo, destemido evangelizador, fundador de comunidades, dai-nos este espírito de apóstolo de vosso Mestre Jesus, a fim de que possamos dizer a todos - “Já não sou eu quem vivo, mas é o Cristo que vive em mim”.

Iluminai a todos os povos com a luz do Evangelho, que com tanto amor testemunhastes, procurando estabelecer no mundo, o Reino da justiça e de amor do vosso Mestre. Suscitai muitas vocações missionárias, que a vosso exemplo, levam Cristo a todos os povos. São Paulo apóstolo, rogai por nós.

Amém.

sábado, 27 de junho de 2015

Papa Francisco, dia 25 de junho, via Twitter


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Dia de Xangô

Pai Xangô está assentado na Linha da Justiça e está em tudo que gera habilidade no trato das relações humanas ou nos governos, de um modo geral.  Xangô é a ideologia, a decisão, a vontade, a iniciativa. É a solidez, a organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, a vontade de vencer. Também é o sentido de realeza, o espírito nobre das pessoas, o poder de liderança.

Para Xangô, a Justiça está acima de tudo e sem ela nenhuma conquista vale a pena: o respeito pelo rei é mais importante que o medo. É o protetor dos juízes e operadores do Direito em geral.  Invocamos Pai Xangô para devolver o equilíbrio e a razão aos seres exageradamente emocionados e desequilibrados e também para clamar pela Justiça Divina, visando o corte de demandas cármicas para recuperamos o equilíbrio e a saúde espiritual, mental, emocional e física. Além disso, tudo o que se refere a estudos, a disputas judiciais, a contratos e a documentos “trancados” pertence ao campo de atuação de Pai Xangô.

Quando pedimos a intervenção da Justiça Divina é preciso lembrar que ela vai atuar em primeiro lugar em nós mesmos, verificando o quanto temos sido justos com a nossa própria vida e com os nossos semelhantes. A balança da Justiça pesa os dois lados de uma questão. E a machadinha dupla de Xangô corta tudo que não esteja de acordo com a Justiça Divina, para só então trazer o equilíbrio, a razão e a estabilidade, sempre de acordo com a nossa necessidade e o nosso merecimento.

Irradiação: Justiça
Campo de atuação: Graduador e Equilibrador
Elementos: Ígnea (das rochas), Fogo e Ar
Cores: Azul claro (também branco cristalino, marron e prata)
Data comemorativa: 24 de junho
Dia da semana: Quarta-feira
Sincretismo: São João Batista (também São Jerônimo, São Pedro e Moisés)

ORAÇÃO DE XANGÔ

Kaô meu Pai, Kaô
O Senhor que é o Rei da Justiça,
Faça valer por intermédio de seus doze ministros,
A vontade Divina,
Purifique minha alma na cachoeira.
Se errei, conceda-me a luz do perdão.
Faça de seu peito largo e forte meu escudo,
Para que os olhos de meus inimigos não me encontrem.
Empresta-me sua força de guerreiro,
Para combater a injustiça e a cobiça.
Minha devoção ofereço.
Que seja feita a Justiça para todo sempre,
Meu Pai e meu defensor,
Conceda-me a graça de receber sua luz e de receber sua proteção.
Kaô meu Pai Xangô, Kaô.

O enfrentamento final entre Deus e Satanás

“O enfrentamento final entre Deus e Satanás será sobre a família e a vida.” Revelações importantes da Irmã Lúcia, vidente de Fátima, na carta que escreveu ao cardeal Cafarra, e ele compartilha isso conosco




Deus contra Satanás: a última batalha, o enfrentamento final, será sobre a família e sobre a vida. A profecia é da Irmã Lúcia dos Santos, a vidente de Fátima, cujo processo de beatificação começou em fevereiro de 2015.


A carta a Lúcia

Em uma entrevista concedida a La voce di Padre Pio em março de 2015, o cardeal Carlo Cafarra conta que escreveu uma carta à Irmã Lúcia pedindo orações. Na época, João Paulo II lhe confiou a tarefa de fundar o Instituto Pontifício para os Estudos sobre Matrimônio e Família, do qual hoje é professor emérito.
“No início desse trabalho – explica Cafarra – escrevi à Irmã Lúcia, por meio do bispo, porque não era permitido fazê-lo diretamente. Inexplicavelmente, ainda que eu não esperasse uma resposta (porque só lhe pedia orações pelo projeto), depois de poucos dias recebi uma longa carta de punho e letra dela – carta esta que se encontra atualmente nos arquivos do Instituto.”
Nessa carta da Irmã Lúcia, está escrito que o enfrentamento final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre a família e sobre o matrimônio. “Não tenha medo, acrescentava, porque quem trabalha pela santidade do casamento e da família será sempre combatido e odiado de todas as formas, porque este é o ponto decisivo.”

A coluna que sustenta a Criação

A freira de Fátima afirma que Nossa Senhora esmagou a cabeça de Satanás. E Cafarra conclui: “Advertia-se também, falando com João Paulo II, que este era o ponto central, porque se tocava a coluna que sustenta a Criação, a verdade sobre a relação entre o homem e a mulher, e entre as gerações. Quando se toca a coluna central, todo o edifício cai, e é isso que estamos vendo agora, neste momento, e já sabemos.”

Fonte: Aleteia

Dica de Leitura


OS 3 SEGREDOS DE FÁTIMA


Baseado nas memórias da Irmã Maria Lucia de Jesus dos Santos e milhares de relatos independentes de testemunhas oculares, esta obra dramatiza a história verídica de três pastorinhos que presenciaram seis aparições de uma “Senhora do Céu”, eventos que ocorreram entre 13 de maio, 1917 e 13 de outubro de 1917 na Cova da Iria (Enseada de Irene) região de Fátima, Portugal. Recriado em locações em Fátima, esteticamente bonito e tecnicamente inovador, o filme criado pelos escritores-diretores Ian e Dominic Higgins possui efeitos digitais artísticos usados para criar imagens impressionantes das visões e do milagre final, nunca antes filmado pelo cinema. Clique aqui para comprar...

domingo, 21 de junho de 2015

Trechos do livro "Ecce Homo", de Friedrich Nietzsche



Clique aqui para comprar o livro
"A filosofia, como a compreendi e a vivi até agora, é a vida voluntária no meio do gelo e das altas montanhas – é a busca de tudo que é estranho e duvidoso na existência, de tudo que foi até agora proscrito pela moral." pág. 16.
"Os anos de minha baixa vitalidade foram aqueles em que deixei de ser pessimista: o instinto do auto-restabelecimento me proibiu uma filosofia de pobreza e de desanimo." pág. 23
"Aquilo que não o mata o torna mais forte." pág. 24.
"Estou sempre a altura das circunstâncias; para ser mestre de mim mesmo é preciso que eu seja colhido de improviso." pág. 26
"A piedade só é chamada virtude entre os decadentes." pág. 27.
"Meu tipo de represália consiste em punir tão rápido a asneira pela inteligência." pág. 28.
"Estar doente nada mais é do que uma espécie de ressentimento." pág. 29
"Não é pela inimizade que se termina com a inimizade, é com a amizade que se consegue terminar com a inimizade." pág. 29.
"O ressentimento, nascido da fraqueza, não prejudica ninguém mais que o fraco." pág. 29.
"O pendor agressivo é tão inerente a força como o sentimento de vingança e de rancor o é da fraqueza." pág. 30.
"A força do agressor se mede, por assim dizer, pelos adversários de que necessita." pág. 30.
"Igualdade diante do inimigo – primeira condição de um duelo leal." pág. 30.
"Minha pratica de guerra se resume em quatro princípios. Primeiro: só ataco causas vitoriosas. Segundo: só ataco coisas contra as quais não posso encontrar nenhum aliado onde avanço sozinho. Terceiro: não ataco nunca as pessoas. Quarto: só ataco as coisas das quais toda acepção de pessoa está excluída, nas quais falta todo um plano de experiências estranhas. pág. 31.
"Deus, imortalidade da alma, salvação, além são outros tantos conceitos os quais não me dediquei nenhuma atenção, tão pouco nenhum tempo, nem sequer quando era criança - talvez eu não fosse já bastante infantil para isso?" pág. 35.
"Esta cultura (idealismo) que ensina desde o inicio a perder de vista as realidades para ir a caça de objetivos inteiramente problemáticos chamados ideais." pág. 36
"O idealismo foi a doença que me reconduziu à razão." pág. 40.
"Deve-se evitar o máximo possível o acaso, o estimulo externo; fechar-se entre muros de alguma forma faz parte da elementar sabedoria instintiva, da gestação intelectual." pág. 41.
"Eu não teria podido suportar minha juventude sem a musica de Wagner." pág. 46.
"O erudito gasta toda a sua energia em dizer sim e não na critica daquilo que já foi pensado, ele próprio não pensa mais." pág. 49.
"Ninguém pode escutar nas coisas, inclusive nos livros, mais do que já sabe. Não se tem ouvidos para escutar aquilo a que não se tem acesso pela experiência vivida." pág. 56.
"Porque só na medida em que a coragem ousa se aventurar, se aproxima precisamente da verdade. O conhecimento, o dizer sim a realidade, constituem para o forte uma necessidade da mesma ordem que, para o fraco a covardia é a fuga diante da realidade – o ideal – sob a inspiração da fraqueza... o fraco não tem liberdade de conhecer : os decadentes tem necessidade da mentira, tem nela uma das condições da própria conservação." pág. 67.
"A doença me conferiu de qualquer forma o direito de uma reviravolta completa de todos os meus hábitos; permitiu-me, ordenou-me o esquecimento; deu-me de presente a obrigação de permanecer deitado, do ócio, da espera e da paciência... Mas é justamente isso que se chama pensar... Meus olhos decidiram por si sós acabar com toda bibliomania, falando claro: a filologia: livre-me dos livros, durante anos não voltei a ler mais nada – o maior beneficio que me concedi a mim mesmo." pág. 80.
"A questão da origem dos valores morais é, pois, para mim uma questão capital, porque condiciona o futuro da humanidade." pág. 84.
"Falando teologicamente – que se ouça com atenção, pois raramente falo como teólogo – foi o próprio Deus que, sob a aparência de serpente ao final de sua tarefa repousou sobre a arvore do conhecimento: assim descansava de ser Deus...tudo o que ele tinha feito era muito belo, o diabo não é mais do que a ociosidade de Deus a cada sete dias..." pág. 102.
"Definição da moral: a idiossincrasia de decadentes, com a intenção oculta de se vingar da vida – e isso, com sucesso. Dou muito valor a esta definição." pág. 121.
"Tudo o que até hoje se chamava ‘verdade’ é reconhecido como a forma mais nociva, mais pérfida, mais subterrânea de mentira; o pretexto sagrado de ‘melhorar’ a humanidade, reconhecido como astúcia para sugar o sangue da vida, para torná-la anêmica." pág. 122.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

A mais antiga oração de Nossa Senhora

Para pedir que a Santa Mãe de Deus nos livre de todos os perigos


Simples, igual a Maria...

Em 1927, no Egito, foi encontrado um fragmento de papiro que remonta ao século III. Este fragmento continha a mais antiga oração a Nossa Senhora que se conhece. Eis a oração:


“À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus.

Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades,

mas livrai-nos sempre de todos os perigos,

ó Virgem gloriosa e bendita!”.

sábado, 13 de junho de 2015

Dia 13 de junho, VIVA SANTO ANTÔNIO!

Que Santo Antônio abençoe a todos, disseminando o sentimento de amor e caridade com o próximo.

Desejo um mundo cheio de amor a todos nós. Desejo especialmente hoje, aos casais e aos que ainda estão em busca, que nosso querido Santo Antônio os ajude a encontrar o amor!!!

VIVA SANTO ANTÔNIO!

Se milagres desejais,
Recorrei a Santo António;
Vereis fugir o demónio
E as tentações infernais.

Recupera-se o perdido,
Rompe-se a dura prisão
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.

Todos os males humanos
Se moderam, se retiram,
Digam-no aqueles que o viram,
E digam-no os paduanos.

Repete-se: Recupera-se o perdido...

Pela sua intercessão
Foge a peste, o erro, a morte,
O fraco torna-se forte
E torna-se o enfermo são.

Repete-se: Recupera-se o perdido...

Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo…

Repete-se: Recupera-se o perdido...

V: Rogai por nós, bem-aventurado Santo António.
R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.