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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Ponto de Exú Lúcifer - Quem está dormindo acorda

Primeiramente, vamos elucidar que demoramos para escrever essa postagem a pedido de nossos próprios Mentores. Depois, há o fato de todo o preconceito e desconhecimento em torno dos Exus e das Pombagiras, que são Entidades Yorubanas da África. Então, imaginem escrever sobre "Lúcifer", que é citado na Bíblia como o "Anjo Caído do Senhor"!?

O seu nome significa: Lucem Ferre - o "Portador da Luz", mas ele possui outros nomes, em outros idiomas, como: Heilel Bem-ShacharHeosphorosShai'tan, entre outros.  Muitos chamam-no de Diabo, Satã ou Satanás e outros nomes. Baco, o deus grego, também já foi confundido com ele, quando a Igreja Católica dominou a maioria dos continentes. E, também, houveram outras entidades e devas de religiões pagãs, que foram chamadas de "demoníacas" ou "satânicas"; fazendo com que seus seguidores fossem "queimados vivos" e chamados de adoradores do Diabo.

Antes de começar realmente a escrever sobre esse Exu, queremos citar uma passagem Bíblica (Jó 1;6-12), onde Deus reúne seus servos e dentre eles está o "diabo". Então Deus pergunta a "ele" sobre Jó: "Você tem visto meu servo Jó?" E, ele começa a debater com Deus, a fidelidade de Jó. Então, Deus lhe dá a permissão de importunar seu servo da maneira que quiser, mas "sem tocar em sua vida". Vejam só: Deus permite ao Diabo incomodar Jó, desde que não lhe tire a vida. Isso está bastante claro: Deus comanda a tudo e Lúcifer é também seu servo.

Quando alguém comete erros, desatinos ou pratica o mal, ele exime-se de sua culpa dizendo: eu fui "atentado", a culpa não é minha, eu fui induzido a fazer essas coisas... Temos esse costume de culpar os outros por nossos erros, em vez de assumirmos nossas culpas e nossas falhas. As religiões espiritualistas acreditam que cada um possui em si mesmo o bem e o mal e que o próprio indivíduo é responsável pela sua evolução. Assim, não há como culpar o outro por nossas derrotas. Nós somos responsáveis por nós mesmos.

O Senhor Exu Lúcifer é o Senhor Absoluto do mais baixo Umbral! Ele é responsável por recolher e doutrinar as almas desviadas do caminho do bem. Junto dele atuam diversos Exus e Pombagiras, mas seus fiéis servos são os populares "Cramunhãozinhos" - alguns chamam de Capetinhas ou Diabinhos. Eles são os responsáveis por "infernizar, atormentar e testar" a vida da pessoa que precisa provar seu valor a Deus. Por que eles possuem essa permissão? Porque todo indivíduo que possui missão, pode corromper-se e desviar-se do bom caminho, praticando todo o tipo de malefícios. Nada melhor do que "o morador mais antigo da Terra e o maior conhecedor de todos os males" testar a criatura em seus anseios.

Prova disso, de que todos são testados sem distinção, está no Período da Quaresma - da quarentena de Cristo no deserto - onde o Diabo também tenta e testa Jesus em seu verdadeiro objetivo de vida. A pergunta que cabe aqui é: "Deus permitiu ao Diabo testar seu próprio Filho?" Sim, porque é Deus Quem a tudo permite - é Bíblico! Então, se somos "tentados" ou "testados" isso ocorre com a permissão de Nosso Pai Maior (Olorum - Zambi - Deus). Pois, Ele precisa ter certeza que cumpriremos nossa missão verdadeiramente, dentro da Lei Maior.

Exu Lúcifer não tem uma história, pois simplesmente existe e sempre existiu. Onde os Mundos são criados, onde a vida é gerada, ele é designado para trabalhar. Ele está lá para manter a Ordem e o Equilíbrio. Ele sempre é condenado, julgado e rechaçado - essa é a sua sina, mas ele a aceitou por amor ao Pai - pois, alguém precisa comandar o Escuro das Almas. Quem possui um Exu Lúcifer em sua hierarquia de trabalho, pode ter certeza de que possui débitos com a Lei da Justiça Cósmica Universal e a melhor forma de quitá-la é cumprir sua missão de comando com sabedoria, sem fazer mal uso dessa "força sobrenatural".

Os cramunhãozinhos, capetinhas ou diabinhos não são Exus Mirins. Eles são, na verdade, Elementais Negativos do "Embaixo": auxiliares do Maioral. Um elemental não é um espírito, ele é uma forma astral, que ocupa um Reino a parte e habita outros mundos. Por isso, eles podem deslocar-se no tempo e no espaço e "aparecer" onde quiserem. Da mesma forma, O Maioral "Senhor Lúcifer", não é um espírito, nunca foi, pois não possuiu vida carnal. Ele passou diretamente, de um Reino Angelical a um Reino Astral, para cumprir sua missão de "doutrinador" dos espíritos errantes. Lúcifer, com seus diabinhos, infernizam, testam e tentam todo e qualquer ser humano, para que Olorum (Zambi) tenha certeza de sua fidelidade!

Fonte: http://umbandaempaz.blogspot.com.br/2013/07/apresento-vos-os-senhor-exu-lucifer.html

domingo, 23 de novembro de 2014

Papa Francisco, o revolucionário

O papa confirma sua opção pelos pobres e sua estatura de estadista ao reunir em Roma os movimentos populares


Poucos dias depois do tempestuoso epílogo do Sínodo sobre a família, se alguém considerasse incerta a rota com que o papa Francisco dirige o navio da Igreja, teria rapidamente de mudar de opinião. 

Com firmeza absoluta, própria de um monarca, Bergoglio defenestrou um dos principais opositores, o cardeal estadunidense Raymond Burke, do cargo de prefeito do Tribunal Supremo, o máximo órgão jurisdicional da Santa Sé. 

Depois de ter criticado Francisco pelas posições expressas contra os excessos do capitalismo e de se posicionar como tradicionalista em todas as questões controvertidas do recente Sínodo, Burke teve a ousadia, dias atrás, de declarar que a Igreja era “um barco sem leme”. 

Foi assim que o timoneiro jesuíta, para demonstrar o contrário, considerou conveniente para o cardeal o repousante novo encargo de Patrono da Ordem de Malta, ilha do Mediterrâneo onde nasceu a rosa dos ventos, a fim de permitir-lhe tempo suficiente para uma reflexão mais ponderada sobre assuntos de navegação.

Nos mesmos dias, beneficiando-se de uma rodada de nomeações, o papa Francisco aproveitou para dar continuidade à sua revolução organizacional na Cúria Romana, cortando cabeças hostis e promovendo prelados fiéis, como no caso do novo responsável pelas relações com os Estados, ou seja, o ministro do Exterior da Igreja, o bispo Paul Richard Gallagher, inglês de 60 anos, nascido em Liverpool no mesmo subúrbio dos Beatles, Allerton, e com ampla experiência internacional nos cinco continentes.

É impressionante, na figura do papa Francisco, a mistura de dois estilos e culturas que raramente se encontram no mesmo indivíduo, muito menos em um religioso: a espiritualidade e a delicadeza de quem vive profundamente a compaixão pelos seres humanos, os mais humildes em particular, e, de outro lado, o temperamento atrevido e a mão firme para perseguir coerentemente seu projeto religioso, recorrendo aos meios políticos mais audaciosos. A quintessência dos espíritos franciscano e jesuíta, harmoniosamente mesclados.

Recentemente, ajudou na compreensão e definição do personagem um dos melhores aliados de Francisco na Cúria Romana, o enérgico cardeal alemão Walter Kasper, considerado um dos teólogos mais ouvidos. Em recente conferência na Universidade Católica da América, em Washington, ele declarou que “não se aplicam as desgastadas definições de progressista e conservador” ao papa argentino. Francisco “não representa uma posição liberal, mas uma posição radical, no sentido original da palavra, de quem vai à raiz”.

Essa nítida definição do cardeal alemão ajuda também a entender melhor outra iniciativa original que Bergoglio teve no fim de outubro. A notícia não é nova para o público europeu ou americano, alcançado por uma mídia disposta a dar grande atenção ao encontro que o papa teve com os movimentos populares do mundo inteiro. Não aconteceu o mesmo no Brasil, onde a chamada grande mídia permaneceu bastante distraída, descuidando, em particular, da participação na reunião em Roma de um importante brasileiro, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, João Pedro Stedile. Pela primeira vez na história do papado, o Vaticano hospedou e acompanhou esse tipo de encontro, chamado Terra, Casa e Trabalho, que reuniu cem organizações populares do planeta, das associações camponesas aos cocaleiros, dos catadores de lixo aos movimentos cooperativos.

O discurso que o papa Francisco proferiu para os participantes do encontro demonstrou efetivamente todo o radicalismo de suas posições sociais. Surpreenderam muito não só os conceitos expressos, mas também a terminologia. O papa argentino voltou a falar da “cultura do descarte”, que “acontece quando, no centro de um sistema econômico, está o deus dinheiro e não o homem, a pessoa humana”. Na sua concepção, a verdadeira soberania no mundo é exercida hoje por “um sistema econômico centrado no deus dinheiro, que tem também necessidade de saquear a natureza para manter o ritmo frenético de consumo que lhe é próprio”. Esse sistema adota a guerra como instrumento regulatório dos conflitos. Uma guerra não do tipo clássico, mas fragmentada e global ao mesmo tempo: “... estamos vivendo a terceira guerra mundial, mas por etapas. Há sistemas econômicos que, para sobreviver, devem fazer a guerra. Então fabricam-se e vendem-se armas, e assim, obviamente, salvam-se os balanços das economias que sacrificam o homem aos pés do ídolo dinheiro”.

Diante desse sistema, o papa valoriza com veemência a cultura da solidariedade expressa pelos movimentos populares, que ele incita “a lutar pela dignidade da família rural, pela água, pela vida e para que todos possam se beneficiar dos frutos da terra (...) Não o digo só eu, mas está escrito no Compêndio da doutrina social da Igreja”.

Depois de falar “do escândalo da pobreza, promovendo estratégias de contenção que só tranquilizam e transformam os pobres em seres domesticados e inofensivos”, Francisco toca a questão da alimentação: “Quando a especulação financeira condiciona o preço dos alimentos, tratando-os como uma mercadoria qualquer, milhões de pessoas sofrem e morrem de fome. Por outro lado, descartam-se toneladas de alimentos. Isso constitui um verdadeiro escândalo. A fome é criminosa, a alimentação é um direito inalienável”.

A todos os excluídos o papa entrega a construção do futuro da humanidade numa lógica de integração, um futuro feito de “terra, casa e trabalho” para todos. Um futuro construído graças a um “protagonismo” que “transcende os procedimentos lógicos da democracia formal”.

Como afirmou Stedile numa entrevista a um jornal italiano, “do encontro com Francisco, que se mostrou mais à esquerda do que muitos de nós, nascem duas iniciativas: formar um espaço de diálogo permanente com o Vaticano e, independentemente da Igreja, mas aproveitando a reunião de Roma, construir no futuro um espaço internacional dos movimentos do mundo, para combater o capital financeiro, os bancos e as grandes multinacionais. Os inimigos do povo são esses. Como diria o papa, este é o Diabo”.

sábado, 22 de novembro de 2014

QUE A EVOLUÇÃO ME TRANSFORME NUMA ÁRVORE FRONDOSA


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Vamos todos juntos rezar o ANGELUS

Oração do meio-dia - "compartilhe" com seus amigos.


O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
E Ela concebeu do Espírito Santo.

Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. 

Amém.

Eis aqui a serva do Senhor.

Faça-se em mim segundo a vossa palavra.

Ave Maria…

E o Verbo de Deus se fez carne ou então E o Verbo divino encarnou.

E habitou entre nós.

Ave Maria…

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: 

Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas para que, conhecendo pela anunciação do Anjo a encarnação de vosso Filho Jesus Cristo, cheguemos por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos dos séculos. Amém. (3x)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Fitoterapia :: O Poder do Alho Medicinal

Allium sativum

Além das propriedades nutricionais, o Alho é um poderosos antibiótico natural, essa planta de cultivo milenar veio da europa, trazida pelos colonizadores da américa e é consumido em grande escala na culinária brasileira. Sendo considerado por médicos e profissionais de saúde uma das plantas medicinais mais versáteis e eficazes. 


Descrição

Da famíliaLiliaceae, também conhecido como alho-comum, alho-da-horta, alho-hortense, alho-manso. Herbácea com raiz constituída de pequenos dentes ou bulbinhos, de flores brancas, amarelas ou vermelhas. Aroma forte, folhas estreitas e raízes profundas. O alho é uma planta perene, com um caule florido, ereto e alto que pode chegar a quase 1 metro de altura. A planta produz flores de cores rosa-clara até a roxa, que florescem no início do verão. 

A colheita do alho é geralmente feita no final do verão. O bulbo do alho é composto por folhas escamiformes (os 'dentes' de alho) que contém o odor característico do alho e é a parte comestível da planta - usado na culinária e para fins medicinais.

Uma das plantas medicinais mais importantes do mundo, o alho é também uma das mais investigadas, havendo mais de 1000 documentos publicados sobre a sua actividade terapêutica. É crença popular que o alho protege contra o diabo e os vampiros, o que atesta o seu poder enquanto medicamento, sobretudo contra infecções.

Indicações 

Acne, afecções da pele, afecções nervosa e histérica, ácido úrico, afecções genitourinárias (cistite, ureterite, uretrite, pielonefrite, urolitíase), afecções respiratórias (abscessos pulmonares, asma, bronquite, coqueluche, defluxo, enfisema, faringite, gripe, pneumonia, resfriado, tuberculose), angina, arteriopatias, arteriosclerose, artrite, calcificação das artérias, cálculo na bexiga, calos, caspa, catarro, coadjuvante em tratamentos de diabetes, cólera, colesterol alto, dermatomicose, diabetes, diarréia, difteria, distúrbios intestinais, doenças cardíacas, dores de cabeça, dores de dente, dores de ouvido (+surdez), edemas; enfermidades do fígado, dos rins e da bexiga, enxaqueca, escorbuto, esgotamento, estimulação do sistema imunológico, falta de apetite, febre, ferimentos (prego enferrujado, espinho, madeiras, vidros e materiais plásticos), gangrena pulmonar, gota, hemoptise, hemorróidas, herpes, hidropisia, hiperglicemia, hiperlipidemias, hiperqueratose, hiperuricemia, hipocondria, histeria, impingem, impurezas na pele, infecções bacterianas, infecções fúngicas, insônia, intoxicação nicotínica, manchas da pele, melancolia, menopausa, micose, nefrite, nervosismo, obesidade, palpitações cardíacas, paralisação do fígado e do baço, parasitose intestinal, paludismo, parodontopatias, picadas de insetos (coceira e dor), pressão alta, pressão baixa, prevenção de disenterias amebianas, prevenção de tromboembolismos, prisão de ventre, problemas circulatórios, retinopatia, reumatismo, rouquidão, sarda, sarnas, sensação de medo, sífilis, sinusite, tifo, tinha, tosse, triglicerídeos altos, tumores, úlceras, varizes, vermes, verrugas.

Modo de Usar

Tempero de carnes, peixes, verduras, legumes; como ingrediente de sopas, suflês, bolos salgados; 

Ungüentos: misturar a polpa do alho amassado em óleo de oliva. Este ungüento de ser aplicado sobre o local, protegendo-o com gaze: calos. - insônia- esmagar um dente de alho em uma xícara de leite quente. Deixar em infusão por 10 minutos e após beber.

Cataplasma: espremer alguns dentes de alho, colocando sobre uma lã quente. Aplicar sobre a região afetada: reumatismo, tumores. Colocado ao longo da coluna espinhal e em cima do tórax de crianças, é muito útil em pneumonia; colocado em cima da região da bexiga, tem demonstrado eficácia na descarga de urina quando a retenção é devido a bexiga paralisada; Colocar sobre verrugas ou calos por 12 noites consecutivas para eliminá-los.

Decocção de alguns dentes de alho amassados em leite açúcarado. Deixar ferver por um minuto. Tomar 2 a 3 colheres ao dia: vermes; - inflamação na garganta: um dente de alho batido, sumo de limão e uma colher de mel de abelha. Mistura-se e aplica-se na região interna da garganta; - óleo e infusão: insônia, hipertensão, tuberculose, resfriados, tosse, bronquite, feridas infecciosas, reduz o colesterol ruim. - maceração de um ou dois dentes de alho amassado em um copo com água. Tomar um copo três vezes ao dia: gripe, resfriado, tosse, rouquidão;

Tintura: moer uma xícara (cafezinho) de alho dentro de um recipiente contendo 5 xícara de álcool 92º GL, deixar em maceração por 10 dias, coar. Tomar 10 gotas em meio copo de água três vezes ao dia, para problemas do aparelho respiratório (gripes, etc.). Para hipertensão utilizar uma colher de chá da tintura em meio copo de água três vezes ao dia ou comer dois dentes de alho pela manhã;

Vermífugo: comer três dentes de alho pela manhã em jejum durante sete dias ou em infusão, com leite. Toma-se três ou quatro vezes ao dia. - amassar um dente de alho em uma colher de sobremesa de azeite de oliva morno. 

Dores de ouvido: pingar três gotas no ouvido e tampar com algodão. Bebido combate a prisão de ventre, estimula a secreção dos sucos gástricos e intestinais, favorecendo a digestão.

Desinfetante de mordeduras ou picaduras de animais, insetos e afecções da pele: molhar a zona afetada com uma gaze molhada em tintura de alho (doze noites consecutivas);



E LEMBRE, SEMPRE CONSULTE UM MÉDICO

sábado, 8 de novembro de 2014

Corpo Fechado † Oração contra feitiço, macumba e bruxaria

Oração de Nosso Senhor Jesus Cristo:

Na quinta-feira santa, encontrou Judas com Jesus,

Judas perguntou a Jesus:
"- O que temes ?"

Jesus disse:
"- Não temo o peso da cruz, porque nela fui crucificado."

Por isto nós dizemos:

"Morra a pólvora, morra o chumbo, morram todos os estandartes de fogo. Se puxar por faca virará em armação de algodão. Se puxar por espada dobrará desde a ponta até o cabo. Se puxar por arma de fogo correrá água desde o cano até o fecho, assim como correu leite de Nossa Senhora Maria Santíssima, na Boca de seu Bendito Filho para mamar. Atire na minha cabeça que atira na cabeça de Jesus Cristo. Atire no meu peito que atira no peito de Maria Santíssima. Atire nos meus braços que atira nos braços da Santa Cruz, onde Cristo expirou por nós os pecadores.

Rezo a cruz (fazer o Sinal da Cruz), cruz eu rezo, rezo a cruz (fazer o Sinal da Cruz),cruz eu rezo, rezo a cruz (fazer o Sinal da Cruz), Cruz eu rezo.

Assim como o Santo Padre não pode dizer sua Santíssima Missa sem a Santa Pedra D'Ara, assim todos meus inimigos e todos os feiticeiros e feiticeiras, não poderão comer e nem beber e nem dormir e não terão sossego enquanto comigo não fizerem as pazes e não terão poder e nem ânimo de me fazer mal nenhum.

Amém."

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Cavalo de santo :: Religiões afro-gaúchas

FICHTNER, Mirian. Cavalo de santo: religiões afro-gaúchas. Porto Alegre, 2010. 168 p.


Mauro Dillmann Tavares*, I; Fernando RipeII / IUniversidade do Vale do Rio dos Sinos - Brasil  / IIMestre em Educação - Brasil



O trabalho da fotógrafa brasileira Mirian Fichtner, que ora se apresenta, demonstra grande sensibilidade desta gaúcha que se dedicou a registrar as religiões de matriz africana do seu estado, num tempo em que a liberdade de expressão religiosa se afirma cada vez mais, embora a intolerância ainda seja uma realidade perceptível em nossa sociedade.

O livro, cuja edição independente recebeu o patrocínio da Fundação Cultural Palmares e do Ministério da Cultura, do governo federal, foi publicado em 2010, depois de quatro anos de trabalho fotográfico, percorrendo em torno de cem terreiros no Rio Grande do Sul, visitando cerca de 30 casas e escolhendo 13 para documentar.

A motivação para a fotógrafa foi o expressivo índice da crença religiosa afro-brasileira apontada pelo Censo 2000, que indicava o Rio Grande do Sul como tendo o maior número de seguidores: 1,62%. Mirian confessou sua perplexidade com esses dados, devido à "invisibilidade" e o "ineditismo do assunto" (p. 29).

A beleza da publicação inicia-se pelo excelente trabalho gráfico; encadernado e com papel de boa qualidade, o livro traz todos os seus escritos também em inglês, assumindo a forma bilíngue, de tal modo a possibilitar um maior alcance social.

Ao apresentar a obra, o antropólogo Ari Pedro Oro explica o título:

As religiões afro-gaúchas [...] são religiões de possessão, isto é, por ocasião das cerimônias, certos indivíduos, em estado de transe, são "possuídos" pelas entidades espirituais, as quais, segundo a terminologia nativa, "se ocupam" da pessoa, em cujo corpo podem cavalgar. Assim, o corpo do iniciado se torna o "cavalo de santo". (p. 25).

A seleção das imagens, resultado do trabalho de escolha pessoal da autora, demonstra plenamente que Mirian não apenas viu, mas experienciou o olhar para as manifestações religiosas que se propôs a fotografar. O olhar, muito mais complexo que o ver, percebe, interpreta, indaga. (Cardoso, 1988). Seu trabalho, a construção imagética, é uma representação que está diretamente relacionada com a subjetividade desse olhar.

O livro apresenta 153 fotografias reveladoras desse olhar da fotógrafa, carregado da sua impressão sobre o "outro", e que revelam também sobre ela própria, sobre o seu contexto e sobre o lugar de onde fotografava. 

Revela a sensibilidade e o envolvimento da artista com seu trabalho, apresenta a força e o vigor das manifestações religiosas africanistas na contemporaneidade e a observação atenta de quem está do lado de fora, de quem tem expectativas com o diferente, com o surpreendente. Suas imagens demonstram um verdadeiro exercício do "olhar", da investigação e da busca da compreensão do "outro".

As manifestações de fé das religiões de matriz africana são o foco da autora, entre elas a umbanda e o batuque (nome dado ao culto aos orixás, chamado de candomblé em outras partes do Brasil, porém com características ritualísticas próprias). Documentar visualmente o sagrado como um forte elemento cultural dos gaúchos e destacar o protagonismo dos religiosos na preservação da sua fé, que é baseada na oralidade e na tradição, parece ter sido um dos objetivos marcantes do trabalho de Mirian.

O trabalho vem contribuir com os poucos estudos dedicados às expressões religiosas africanas no Rio Grande do Sul. As fotografias são devidamente identificadas com legendas ao final do livro, tornando-se fontes de referência e estudo para os interessados na temática.

O livro traz imagens da ritualística, de oferendas, de danças, de objetos sagrados, de apresentações públicas, de festas populares, de espaços considerados sagrados ou sacralizados, de devotos e iniciados, de religiosos "incorporados" e/ou "ocupados", todos, devidamente legendados no "índice de fotos" ao final da obra. 

Mirian traz um glossário, explicando temas como "axé", designado como "poder de realização e transformação ligados aos orixás", até "yorubá", sendo "língua africana oriunda da Nigéria" (p. 160). Por tudo, a obra além de dar visibilidade ao culto afro e aos religiosos, também divulga as manifestações de fé e contribui no combate ao preconceito, ainda existente, sobre essas práticas religiosas.

Com retratos da sensibilidade religiosa, da emoção, do instante de vivências e experiências sagradas, o livro desmistifica e traz imagens da naturalidade dos instantes da ritualística e da magia, das demonstrações públicas e privadas de sentimentos.

O registro dos instantes mágicos, de transe mediúnico, de reverência ao sagrado, de preparação de oferendas e objetos para o domínio religioso e da relação do corpo com o sacrifício de animais contribui para divulgar e para dar a conhecer religiões por muito tempo relegadas socialmente e pejorativamente denominadas, no Rio Grande do Sul, como "macumbas".

O culto, a veneração, a fé, a afeição são registrados por Mirian nas imagens que demonstram as ferramentas de orixás, a culinária africanista e, também, no ritual de entrega de axés. Destacam-se, igualmente, aquelas que mostram a prática do sacrifício de animais sobre a cabeça do "filho de santo", ao realizar "bori" para seu orixá.

Essa intenção de captar a devoção é nítida nas fotografias de Mirian, tanto que o jornal Zero Hora de 16 de abril de 2011, com uma reportagem sob o título "Viagem aos terreiros da querência" (Wagner, 2011), destacou: 

"Ao folhear o livro, o leitor é conduzido para dentro de uma casa de religião." 

É interessante pensar que o leitor é conduzido não apenas para a casa de religião, mas também para todo o universo simbólico das religiões afro-gaúchas.

Dividido em quatro capítulos, "Nação batuque", "Caboclos e pretos-velhos", "Ciganos, exus e pombagiras" e "Festas populares", o livro mostra a dinamicidade cultural dessas religiosidades, as zonas de contato, os encontros culturais, as relações interativas e a originalidade do resultado.

Como o sincretismo - santos católicos que representam orixás, a especificidade local e cultural como a costela assada no espeto servindo como oferenda para Ogum, a imagem de Nossa Senhora da Conceição representando Oxum e o registro do encontro de padres católicos e tamboreiros (alabês) são exemplos de imagens que carregam marcas de construção religiosa em fronteiras culturais diversas.

Envolvida com seu trabalho, Mirian assume uma postura de crença, tamanho o fascínio com seu objeto de estudo artístico: dedica o livro a "todos os orixás e entidades que nos guiaram". Ao destacar o plural, "nos guiaram", a fotógrafa divide e compartilha o seu trabalho com seu parceiro Carlos Caramez e com "uma equipe de produção solidária com os objetivos do projeto" (p. 29).

No dizer do antropólogo Ari Pedro Oro, além de Mirian assinalar visualmente aspectos das religiões afro-gaúchas, capta e evidencia sua dimensão estética, a união do belo e do sagrado (p. 27). De fato, não se pode deixar de destacar a qualidade do trabalho técnico da fotógrafa. Ao olhar atento e sensível de Mirian, aliaram-se suas capacidades de perita em cores, luzes e sombras.

O objetivo da fotógrafa era "realizar um trabalho autoral com olhar em profundidade" (p. 29). Para além do que é simplesmente visto, parece que Mirian alcançou o seu intento, olhou bem, viu o novo e traduziu em imagens bem tratadas em iluminação e composição, dando visibilidade a um aspecto da cultura gaúcha até então invisibilizado.


Referências

CARDOSO, S. O olhar viajante (do etnólogo). In: NOVAES, A. (Org.). O olhar. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. p. 347-360.   
WAGNER, C. Viagem aos terreiros da querência. Zero Hora, 16 abr. 2011. Disponível em: <http://zerohora.clicrbs.com.br/especial/rs/segundocaderno/19,1030,3277686,Viagem-aos-terreiros-da-querencia.html>. Acesso em: 20 abr. 2011.  

Fotos: Google Image

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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Mulher, sim, você merece ser amada!

O pecado original deixou os seus efeitos na afetividade feminina. Enquanto a mulher não assumir uma atitude assertiva e confiante, ela pode ser dominada pela insegurança e pensar que ela não merece ser amada e conquistada. E, por isso, aceita ser tratada sem reverência e torna um entretenimento para a caça dos homens. 

Meninas que não aprenderam a considerar o seu valor por serem amadas no seio de sua família tendem a pensar que elas apenas valem pela atratividade do seu corpo. 

Quando o “Santo dos santos” é violentamente profanado, quando o mistério feminino é tirado à força ou por sedução, a mulher sente-se despojada de sua dignidade e não tem mais nada a oferecer. 

O dom de si não foi dado, mas roubado. Homem e mulher foram violentados e ficaram vazios. 

Para transformar o desespero em amor, é preciso que você se veja pelo olhar de Deus. Um homem que percebe que a mulher se valoriza por se sentir amada por Deus não avança sobre os limites delas, pois sabe que será recusado. 

Deus lhe deu a missão de ser senhora de seu próprio mistério. Os pretendentes ficarão frustrados se não lhe derem o devido respeito. Você merece ser amada e reverenciada no seu mistério. 

Jason Evert, "Theology of her body"

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Amarração e desamarração

Ja nos conta a sabedoria de Alice Bailey:

"As maldições são como as galinhas: à noite, voltam para dormir em casa."

Interferir na liberdade de escolha é um gravíssimo crime astral. Assim, isto se chama "magia negra". A magia negra se difere da branca por não preservar o direito de escolha. Vencer a qualquer custo, subjugar, hipnotizar, pilhar.

Todos os exercícios mentais são utilizados para subjugar a vítima que, se desavisada, sofrerá flagelos até o fim de seus dias. Movida por uma casta numerosa de execráveis seres, a amarração frauda os esforços dos inocentes em tentarem levar uma vida livre.

Se é homem terá vaginas mente...se é mulher, terá luxúria máscula em seus sonhos. Chama-se de por "íncubus" e "sucubus" a esta classe de transferência astral.

Quer ser livre de verdade?

Pratique meditação focada em auto defesa psíquica. A meditação não escraviza, não ataca... apenas rebate. Quanto mais ardilosa for a força dos magos negros...tanto pior será o rebote. Neste caso, tanto o mago negro quanto o contratante sofrerão desgraças terríveis...

Eles perdem bens, tem famílias destroçadas, purgam infelicidades sem conta... e por fim, renascem nos piores lugares do Universo... sofrerão mil vezes o tempo que tenham subjugado cada uma das vítimas.

Vamos criar um mundo melhor. Não precisamos de amarrações. Precisamos de pessoas boas, livres, conscientes. Una-se ao que fortalece... una-se à magia do Bem, magia branca, luz, resplendor, vida eterna. Você se transforma naquilo que acredita com frequência.

Ou: 

Você será produto da sua fé. Cada um colherá os frutos daquilo que plantou... a lei é infalível.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Entregue-se agora mesmo à Virgem Maria