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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

29 De Outubro :: Santa Anastásia

29 De Outubro: Santa Anastásia, a romana, monja e mártir († séc. IV) 

Nasceu em Roma, de pais nobres, e ficando órfã aos três anos de idade foi levada a um Monastério de mulheres, próximo a Roma, onde a abadessa era uma monja de nome Sofia, uma mulher de vida espiritual de elevado nível. 

Aos dezassete anos a jovem Anastásia, de beleza incomum, já era conhecida pelos cristãos de toda a vizinhança como uma grande asceta, causando admiração aos pagãos. Probo, administrador pagão da cidade, impressionado com sua beleza, enviou soldados com ordem de trazê-la à sua presença. 

A boa abadessa Sofia instruiu Anastásia sobre como perseverar na fé e resistir ao engano adulador e à tortura, ao que a jovem lhe disse: 

«Meu coração está preparado para sofrer por Cristo. Minha alma está pronta para o encontro com meu amado Senhor» 

Comparecendo diante do governador, Anastásia proclamou abertamente sua fé em Cristo, e quando ele tentou dissuadi-la, primeiro com promessas, depois com ameaças, a santa virgem lhe disse: 

«Estou pronta a oferecer minha vida por meu Senhor, não apenas uma vez, mas mil vezes, se assim me fosse possível»

Quando a despiram à força para humilhá-la, Anastásia disse ao juiz: 

«Açoitem-me, firam-me, e batam-me; só assim, meu corpo desnudo será coberto por feridas e minha vergonha será coberta de sangue» 

Assim foi e, por duas vezes, sentindo sede, Anastásia pediu água. Cirilo, um cristão que estava por perto, atendeu seu pedido e lhe trouxe água, pelo que foi abençoado com o martírio, decapitado pelos pagãos. 

O peito e a língua da santa foram cortados, e um anjo do Senhor apareceu-lhe e mantinha-a de pé. Fora da cidade, Anastásia foi finalmente decapitada pela espada. A bem-aventurada Sofia, encontrando mais tarde o seu corpo, providenciou-lhe uma digna sepultura. Anastásia recebeu assim a coroa do martírio sob o imperador Décio (249-251 d. C.).

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Psicologia :: Abraçando a Sombra

Diz Jung, no primeiro século depois de Cristo houve filósofos, como Carpócrates, que sustentavam que o menor de nossos irmãos, o homem inferior, somos nós próprios; logo, esses filósofos leram diretamente o Sermão da Montanha no nível subjetivo. 

Por exemplo, ele (Carpócrates) disse...

"se levares tua oferta ao altar e lá te lembrares de que tens algo contra -ti mesmo-, deixa então tua oferta e vai-te; primeiro reconcilia-te -contigo mesmo- e depois vem e oferece tua dádiva."

"Reconcilia-te com teu adversário enquanto estiveres a caminho" 
                                                                                                                     (Cristo Jesus)

Quem é meu adversário maior? EU MESMO!!

Enquanto continuar culpando, projetando no outro minha própria 'Sombra', minha vida não 'anda'. Nosso Inconsciente, que compõe o arquétipo Sombra, não aceita ser negligenciada, relegada ao esquecimento. Ficaremos presos a um circulo vicioso de auto sabotagem, onde atraímos fatos e pessoas que só alimentaram dor e sofrimento.

Quando começo integrar minha própria Sombra, começo meu Processo de Individuação, de me tornar 'Eu Mesmo', Ser singular e único, o mais inteiro e completo possível.

Primeiro que tudo, o encontro com o 'Self' se constitui, na verdade, em uma derrota para o ego; porém, com perseverança, das trevas nasce a luz. A pessoa depara com a 'Unidade Imortal' que fere e cura, que derruba e ergue, que engrandece e apequena - em uma palavra, com a Unidade que torna a pessoa como um todo." (Edinger – O Encontro com o self).

"Se alguém quiser ser meu seguidor, deixe para trás o seu eu; tome sua cruz e siga-me. Porque aquele que se preocupar com sua própria segurança estará perdido; mas quem se deixar perder por minha causa achará seu verdadeiro eu. Que benefício terá um homem se ganhar o mundo inteiro às custas da perda de seu verdadeiro eu?" (Mateus)

Se for permitido o uso de termos psicológicos, a frase poderia ser "...mas quem perder o ego por minha causa encontrará o Si-mesmo". (Edinger).



domingo, 26 de outubro de 2014

Oração a São Evaristo, o Santo do dia 26 de outubro

Ó Deus, que concedestes ao Papa Santo Evaristo a graça do Magistério Romano, permiti que, pela sua intercessão, sejamos sempre fiéis ao Papa e aos Srs. Bispos a ele unidos. Por Cristo Nosso Senhor,
Amém

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História

Santo Evaristo foi o Papa de número cinco a liderar a Igreja  Católica no começo do Cristianismo. Evaristo foi o Sumo Pontífice entre os anos 101 e 107 d. C. Como seus antecessores, ele também foi martirizado em Roma, por pregar o Cristianismo e não renegar sua fé em Jesus Cristo.

Origem judaica

Santo Evaristo era filho de um judeu chamado Judas. Seu pai tinha nascido em Belém, mas mudou-se para Antioquia quando adolescente. Judas educou o filho Evaristo dentro do judaísmo. Evaristo manifestou  desde cedo ser aberto à virtude. Tinha inclinação para as letras e as ciências. Seu pai percebeu esta aptidão  incentivou seu filho. Por isso, Evaristo tornou-se homem de grandes talentos.

Conversão

Não se sabe como nem a época exata em que Santo Evaristo se tornou cristão, mas presume-se que tenha sido em Antioquia e que, depois disso, ele tenha ida para Roma. Sabe-se, porém que, em Roma, ele ficou logo conhecido por sua santidade e passou a ser membro das lideranças da igreja. Santo Evaristo tinha o dom de acender a fé no coração dos cristãos, dando belos exemplos de caridade cristã e virtudes.

Santo Evaristo, o quinto Papa da Igreja Católica

Por todas essas qualidades, Santo Evaristo foi eleito o quinto Papa da Igreja, logo depois que São Clemente foi martirizado. Sabe-se que, a princípio, ele não queria assumir, alegando ser indigno. Mas o clero e os fiéis insistiram unânimes e ele acabou aceitando a missão. Era o ano 101 da era cristã.

As dificuldades no Papado

Assim que assumiu a  liderança da Igreja, Santo Evaristo passou a enfrentar dificuldades externas que atacavam a Igreja, e outras vindas de dentro. De fora da Igreja, vinham as perseguições do imperador romano.

De dentro da Igreja, vinham as heresias ameaçando desvirtuar a fé. Muitos desses hereges eram verdadeiros líderes de igrejas de outras localidades e reivindicavam que seus erros doutrinários fossem aceitos como verdades de fé.

Mas Santo Evaristo tinha consigo o verdadeiro depósito da fé recebido dos Apóstolos e não deixou que a Igreja caísse no erro. Por causa de suas intervenções, a Igreja se manteve no rumo certo, sem se desviar, conservando a fé pura.

Regras eclesiásticas

Além de lutar fortemente contra as heresias da época,  Santo Evaristo também fez por onde aperfeiçoar a  disciplina da Igreja, criando regras bastante prudentes e emitindo decretos.  Santo Evaristo foi o primeiro a dividir a cidade de Roma em paróquias.

Essas paróquias, claro, não eram como são hoje. Eram comunidades pequenas, mas que tinham sua vida própria. Ele organizou isso. Foi ele também quem determinou que o casamento se tornasse público e fosse acompanhado por um sacerdote.

Zelo

Cheio de zelo, Santo Evaristo fazia questão de ir visitar paróquias,  procurando sempre fazer com que suas ovelhas mantivessem a fé pura, sem influências de heresias. Preocupou-se com a formação das crianças e dos escravos, que eram comuna na época. Insistia que os escravos tinham que receber o mesmo tratamento que os libertos.

Devoção a Santo Evaristo

Trajano era o imperador romano que reinava no tempo de Santo Evaristo. Dizem que ele pessoalmente não tinha nada contra os cristãos, mas sim contra seus assessores pagãos, que o influenciavam maliciosamente. Assim, estes, ao tomarem conhecimento do zelo, do número crescente de fiéis cristãos e dos frutos do apostolado de Santo Evaristo, arderam em ódio e passaram a criar uma péssima imagem do Papa Evaristo diante do imperador.

Lutaram bastante até conseguirem que Trajano ordenasse que ele fosse preso. Em seguida, forjaram um julgamento e conseguiram a condenação oficial do santo à pena de morte. Os relatos atestam que Santo Evaristo sentiu grande alegria ao receber sua sentença de morte por causa de Jesus Cristo. As autoridades romanas ficaram estupefatas ao verem que o Papa não temia a morte e se regozijava ao saber que daria sua vida por causa de Cristo.

Seu testemunho serviu, na verdade, para a conversão de inúmeros cidadãos romanos ao cristianismo. Eles viam no testemunho dos mártires a mais eloquente profissão de fé, pois eles confirmavam com a própria vida a verdade eterna em que acreditavam. Assim, condenado, santo Evaristo foi morto no dia 26 de outubro de 107. Sua sepultura foi colocada no Vaticano, ao lado da sepultura de São Pedro.


sábado, 25 de outubro de 2014

25 de Outubro :: Santos Marciano e Martírio

25 de Outubro: Santos Marciano e Martírio, mártires († 358)

O Santos Mártires Marciano e Martírio serviam na Catedral de Constantinopla como leitor e sub-diácono, respectivamente. Ocupavam-se ainda das tarefas de notário e secretário do Patriarca de Constantinopla, Paulo, o Confessor, nos anos do imperador ariano Constantino (337-349). 

Os Santos receberam uma excelente educação e eram exímios defensores da fé ortodoxa. Quando o Patriarca Paulo de Constantinopla não aceitou estar de acordo com os arianos, foi exilado pelo imperador na Armênia onde foi afogado pelos arianos daquela região. 

Então, Marciano e Martírio seguiram ainda com maior firmeza sua fé na doutrina ortodoxa, tendo sempre em mente as palavras do Senhor: 

«Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos» 
                                                                                                                                                            (Jo 8,31)

Marciano e Martírio provaram na própria carne o que fora dito pelo Senhor quando foram presos e torturados por ordem do imperador e, tendo perseverado com firmeza na fé, foram martirizados pela espada. 

Seus corpos foram reverentemente sepultados por cristãos da região. Mais tarde, por um decreto do santo Arcebispo de Constantinopla, João Crisóstomo, as relíquias dos santos mártires foram transferidas para uma igreja construída especialmente para isto.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Vidência :: Clarividência

Clarividência, segundo a Parapsicologia, é a capacidade de obter conhecimento de evento, ser ou objeto, sem a utilização de quaisquer canais sensoriais humanos conhecidos e sem a utilização de Telepatia. O termo "Clarividência" também é aplicado, em certas escolas de espiritualismo e ocultismo, à chamada "visão espiritual", que permite enxergar planos espirituais ou pelo menos algo pertencente a tais planos.

Clarividência e Espiritismo

O termo clarividência surge pela primeira vez com seu sentido próprio na parte de O Livro dos Espíritos que trata da emancipação da alma. Na questão 402, Allan Kardec trata de uma "espécie de clarividência" que acontece durante os sonhos, onde a alma tem a faculdade de perceber eventos que acontecem em outros lugares. Neste ponto, portanto, ele emprega o termo como uma faculdade de ver à distância sem o emprego dos olhos. Os sonâmbulos seriam capazes deste fenômeno devido à faculdade de afastamento da alma de seu respectivo corpo seguida da possibilidade de locomoção da mesma.(q. 432)

Clarividência Premonitória e Livre-arbítrio

Na questão 428, ele indaga aos espíritos sobre a "clarividência sonambúlica". Ele certamente se refere à faculdade já bastante descrita na literatura que trata do sonambulismo magnético, que, na questão 426, os espíritos consideraram equivalente ao sonambulismo natural, com a diferença de ter sido provocado. Os espíritos lhe respondem que as duas faculdades possuem uma mesma causa: a percepção visual é realizada diretamente pela alma do clarividente. Logo a seguir, Kardec pergunta sobre os outros fenômenos da clarividência sonambúlica (q. 429) como a visão através dos corpos opacos e a transposição dos sentidos. Os espíritos reafirmam que os clarividentes vêem afastados de seus corpos, e que a impressão que afirmam de estarem "vendo" por alguma parte do corpo, reside na crença que possuem que precisam deste para perceberem os objetos. A existência da faculdade sonambúlica não assegura a veracidade de todas as informações obtidas neste estado, com o que concordam os espíritos (q. 430).


fonte: wikipédia

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Andrew Cohen :: 5 Princípios à Iluminação

OS CINCO PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA ILUMINAÇÃO

No Caminho da Iluminação, cinco princípios definem o que o iluminado, ou liberto, é na relação com a experiência humana, e como isto aparece em suas atitudes. 

Eles descrevem com simplicidade e clareza como manifestar o que foi descoberto na revelação espiritual e como incorporam a natureza absoluta desta revelação, na vida que você está vivendo, aqui e agora.

princípio: Clareza de Intenção

“O primeiro princípio é o fundamento da vida espiritual. Para ter sucesso em libertar-se da ignorância e do auto-engano, você não pode ter nenhuma dúvida de que você quer ser livre mais do que qualquer coisa.”

princípio: A Lei da Vontade Própria

“A maioria de nós gostaria de ver a nós mesmos como vítimas inconscientes. Mas, na verdade, todos nós sabemos exatamente o que estamos fazendo.”

princípio: Encarar Tudo e não Evitar Nada

“O terceiro princípio é o último estágio da prática espiritual. Ele questiona: o quanto desperto você está para o que te motiva a fazer as escolhas que faz? Porque somente se você estiver prestando bastante atenção você vai ser capaz de trazer a luz da consciência para os cantos mais escuros de sua própria psique.”

princípio: A Verdade da Impessoalidade

“O quarto estado mostra que todo aspecto da experiência humana é um assunto completamente impessoal. Ele nos diz que a ilusão da unicidade, o auto-senso do ego narcisista, é criado a cada momento através da compulsiva e mecânica personalização de quase todo pensamento, sentimento e experiência que temos.”

princípio: Para o Bem do Todo

“A busca da iluminação é para a transformação de todo o mundo, a iluminação de todo o Universo. É, em última análise para a evolução da consciência em si-mesma.”

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Filosofia :: Buda e Cristo

"Buda e Cristo, sentados lado a lado, conversam sutil e profundamente.
Nem todos são capazes de os ver assim amigos. Eu os vi assim. Eu os vejo assim.

Buda e Cristo são simples e bondosos, de mantos longos e gestos suaves, voz macia e segura, guiam todos os seres para o caminho do bem, da verdade, da salvação, da liberdade responsável.

Buda e Cristo falam por analogias e metáforas, compreendem os seres, amam incondicionalmente e através da sabedoria e compaixão superiores procuram conduzir as pessoas à verdadeira felicidade.
Buda e Cristo não se opõem, nem se completam.
Cada um é o que é, perfeito e completo como é.

Buda e Cristo representam culturas diferentes, etnias diferentes, ensinamentos que não se limitam a linguagem de uma época, mas que passam pelos milênios de geração a geração.
Buda e Cristo vivem agora.

Com mantos rasgados ou com mantos de seda, em carros blindados ou pelas calçadas. Vivem em cada momento que nossos pensamentos são sábios e ternos. Vivem em cada gesto de cooperação, compartilhamento, cuidado.

Vivem em cada palavra de amor e compaixão, de respeito e bondade.
O Buda histórico viveu na Índia seis séculos antes de Jesus. Nos textos clássicos não mecionou a vinda de um Messias. Mas disse dos inúmeros seres iluminados que viram, vieram, vêm e virão. Indo, indo, tendo ido e tendo chegado.

O ponto de chegada é sempre o ponto de partida e não há nem ir e vir.
Buda vive agora cada uma de suas seguidoras de seus seguidores verdadeiros.

Onde vive Cristo agora?
Cristo ressuscita. Buda Renasce. Cada ser que desperta para a verdade e o caminho e vive em coerência com os ensinamentos sagrados é manifestação do sagrado.
Como nos tornarmos Buda vivo? Como manifestar Cristo em nossas vidas?
Será que são a mesma pergunta ou não?
Definitivamente depende de qual grupo budista ou qual grupo cristão a que estejamos ligados.
Uns dirão que sim.
Outros dirão que não.

Será que Cristo e Buda discutem esse assunto ou se perguntam como
minimizar o sofrimento do mundo?
Um Buda, um ser iluminado, surge no mundo para salvar todos os seres?
Por que Jesus surgiu no mundo? Para salvar todos os seres?
E do que os seres devem ser salvos?
Quem são os seres a serem salvos?
Todos nós desde o passado e o futuro distantes até este momento presente, tão difícil de chegar?
Do que nos libertamos? Despertamos e ao despertar todos os seres despertam.

Libertamo-nos das amarras da ignorância que nos separam da integridade da vida, da unidade da existência, dessa teia de inter-relacionamentos que chamamos existência. E todos os seres assim conosco se libertam.
Não somos mais o Ser.
Agora somos o Inter-Ser.

As instituições que se formaram, os "ismos" que se criaram, budismo, cristianismo, representam os ensinamentos, mantêm e preservam a tradição de seus fundadores originais?
Quantas e quantas ordens.
Quantas e quantas interpretações.
Quantas e quantas mentes.

E como um fio dourado a verdade vai passando e chega àquelas e àqueles que em pureza penetram a fonte pura e cristalina da verdade.
Buda e Jesus pregam um mundo de seres livres e ao mesmo tempo responsáveis - co-responsáveis pela realidade em que estamos.
Buda e Jesus pregam um mundo de amor, compartilhamento, ternura, cuidado.

Santos, Sábios, sagrados, seres puros, visionários, revolucionários, transformadores de realidade e de mentes, filhos do sagrado. Mas, não somos todos filhos e filhas da sagrada vida em eterna transformação?
O Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, um dos textos sagrados do budismo de grande veículo diz que há tantos budas quanto grãos de areia no Ganges.

Se cada grão de areia for outro rio Ganges e se cada grão de areia de todos esses rios formarem outros rios, a quantia de grãos de areia de todos esses rios seria a quantidade de budas no mundo. Infinitos. Cada ser que desperta para a verdade e vive a não-dualidade, pleno de compreensão superior e compaixão ilimitada (amor incondicional) é Buda.

E quantos Cristos há no mundo? Quem carrega a sua cruz? Quem se entrega e salva? Quem dá a outra face? Quem não vive em rancor e ódio? Quem vive hoje o amor?
Buda e Jesus.
Entendimento e respeito.
Com ternura se cumprimentam e sorriem ao nos ver passar
Mãos em prece."

Monja Coen

Monja Coen é missionária e primaz fundadora da comunidade zen-budista do Brasil

Fonte: Revista Grandes Religiões 1, Cristianismo da História viva.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O pecado da ganância e a infelicidade

O que é o pecado?

Pecado é faltar à felicidade.

Ainda é pequeno demais os olhos daquele que encara certas posturas meramente como uma questão de certo o errado.

O ganancioso, por exemplo, não esta certo ou errado: ele apenas não viu ainda que sua postura o conduz ao sofrimento e o distancia da felicidade.

Ele não percebeu ainda que a busca de seus interesses o afasta de muitas pessoas; ele não viu que a sede desmedida que tem para conquistas faz ele pisar em tanta gente para chegar onde quer; ele não notou que sua ocupação exclusiva com suas coisas retira dele a atenção aos outros e consequentemente lhe rouba o amor das pessoas.

Assim, é impossível um ganancioso ser feliz. Poderá ele ter prazer, poderá até ter conquistas, mas não a felicidade.

E é um pecado você viver uma vida sem ser feliz.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Santuário de Nossa Senhora da Piedade (MG)

Aécio Neves visitou, hoje, ao lado do senador eleito, Antonio Anastasia, o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG), repetindo a tradição de seu avô Tancredo Neves, que ia ao local durante suas campanhas políticas. 


Maria Sabina e o Ritual dos Cogumelos Sagrados

"Existe um mundo além do nosso, um mundo que está longe mas também perto e invisível. Aí é onde está Deus, onde vivem os mortos e os santos. Um mundo onde tudo já aconteceu, e que sabe de tudo. Esse mundo fala. Tem um idioma próprio. Eu informo o que ele diz. O cogumelo sagrado me pega pela mão e me leva ao mundo onde tudo se sabe. Ali estão todos os cogumelos sagrados que falam de certo modo que posso entender. Faço perguntas e eles me respondem. Quando volto da viagem que fiz com eles, digo o que eles me falaram e o que me mostraram." - Maria Sabina

A curandeira indígena María Sabina Magdalena García nasceu no pequeno povoado de Huautla de Jiménez em 1894, próximo da Serra Mazateca ao Sul do México.

Conhecida por realizar sessões de cura com os cogumelos da família Cubensis, adquiriu reconhecimento internacional após diversos relatos de cura em seus rituais utilizando os cogumelos, que ela os chamava carinhosamente de "anjinhos" ou "menininhos". Algumas celebridades que participaram de seus rituais com cogumelos foram os Beatles, Bob Dylan, Rolling Stone, Aldous Huxley e até Walt Disney.

Como seu próprio relato acima demonstra, ela entendia os cogumelos sagrados como canais para acessar dimensões divinas e obter respostas tanto para seus pacientes, como para um melhor entendimento da realidade.

Maria Sabina faleceu no dia 22 de Novembro de 1985, deixando para trás um legado importantíssimo. O principio ativo encontrado nos cogumelos sagrados, a psilocibina,vem sendo estudada por alguns cientistas, como é o caso do psiquiatra David Nut na Inglaterra. Os estudos demonstram que a psilocibina pode ajudar pessoas com problemas de depressão e ansiedade, enfermidades que as farmacêuticas deixam muito a desejar no tratamento atual com recaptadores seletivos de serotonina.

A proibição das drogas apresenta seu lado mais ignorante. A proibição de pesquisas medicas sobre as substâncias psicodélicas acabam criando uma barreira enorme para entendermos melhor como essas substâncias podem nos auxiliar com enfermidades que a indústria farmacêutica não está encontrando respostas satisfatórias, como os transtornos depressivos e os transtornos de ansiedade.

Documentário sobre a vida de Maria Sabina (em espanhol):


Fonte: "Rumo ao topo" / Facebook