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quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Dia de Santa Luzia - 13 de Dezembro


Santa comumente invocada por fiéis com problemas de visão.

Santa Luzia, ilustre mártir cristã, iluminou o início do século IV durante o governo do imperador Diocleciano, na cidade de Siracusa, situada na Sicília (Sul da Itália). Sua veneração perdura como uma das santas mais proeminentes na tradição cristã.

A narrativa reverbera que Santa Luzia consagrou sua virgindade a Deus, generosamente distribuindo sua fortuna aos desfavorecidos. O zelo por sua fé a colocou na mira da perseguição de Diocleciano contra os cristãos. Contudo, Santa Luzia resistiu com firmeza a diversas formas de tormento, incluindo a dolorosa privação de seus olhos, miraculosamente restaurados segundo reza a tradição.

Por fim, sua trajetória culminou no martírio por meio da decapitação. O dia 13 de dezembro foi eleito como momento solene para celebrar Santa Luzia em nosso calendário litúrgico, pois, segundo a tradição, foi neste dia que ela partiu para a eternidade no ano de 304 d.C.

O nome "Luzia" emana da raiz latina "lux", que traduz-se como "luz". Fielmente invocada pelos devotos, Santa Luzia é um refúgio contra vicissitudes relacionadas à visão. Por essa razão, é honrada como padroeira dos oftalmologistas e daqueles que enfrentam desafios oculares.

Oremos:

1. Oração à Santa Luzia para cura dos olhos 


"Ó, Santa Luzia que preferistes deixar que os vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de negar a fé. Ó, Santa Luzia cuja dor dos olhos vazados não foi maior que a de negar a Jesus Cristo. E Deus, com milagre extraordinário, devolveu outros olhos sãos e perfeitos para recompensar vossa virtude de fé.

Santa Luzia, protetora, eu recorro a Vós (coloque a mão nos seus olhos e faça a sua intenção) Santa Luzia, proteja a minha vista, os meus olhos… 

Santa Luzia, interceda a Deus para curar os meus olhos e preservá-los de todo mal. 

Ó, Santa Luzia, conservai a luz dos meus olhos para que eu possa ver as belezas da criação, o brilho do sol, o colorido das flores, o sorriso das crianças. Mas, acima de tudo, Santa Luzia, seguindo teu exemplo, conservai os olhos da minha alma, na fé pelos quais, pela fé, com a alma iluminada, eu possa ver a Deus e seus ensinamentos para que eu possa aprender contigo e sempre recorrer a Vós.

Santa Luzia, iluminai a minha alma com os olhos da fé, pois nosso Senhor Jesus Cristo disse: "os olhos são a janela da alma" (cf. Lc 11,34) Santa Luzia, que eu possa aprender contigo a firmeza da fé e sempre recorrer a Vós.

Santa Luzia, protegei os meus olhos e conservai a minha fé.
Santa Luzia, protegei os meus olhos e conservai a minha fé. 
Santa Luzia, protegei os meus olhos e conservai a minha fé.
Santa Luzia, dai-me luz e discernimento.
Santa Luzia, rogai por nós.

Amém.

2. Oração para abrir os olhos espirituais


"Ó, Santa Luzia, conservai a luz dos meus olhos para que eu possa ver as belezas da criação. Conservai também os olhos de minha alma, a fé, pela qual posso conhecer o meu Deus, compreender os seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá onde Vós, Santa Luzia, Vos encontrais, em companhia dos anjos e santuário.
Santa Luzia, protegei meus olhos e conservai minha fé.

Amém.

Santa Luzia, rogai por nós!

3. Oração para Santa Luzia iluminar os caminhos


Santa Luzia, que mantiveste a Fé e a confiança em Deus, mesmo tendo passado por um grande sofrimento, ajudai-me a não duvidar da Proteção Divina, defendei-me da cegueira não somente física, mas também espiritual, e atendei este meu pedido (fazer o pedido).

Conservai a luz dos meus olhos para que eu tenha força para mantê-los sempre abertos para a verdade e a justiça, e para que possa contemplar as maravilhas do Universo, o brilho do sol e o sorriso das crianças.
Oh, minha querida Santa Luzia, agradeço-te por teres ouvido a minha súplica.

Santa Luzia, rogai por nós!

Amém.

Santa Luzia, consagrada a Deus com voto de castidade, enfrentastes com fortaleza quem tentava violar este voto. Não aceitastes de forma alguma adorar falsos deuses e, por isso, fostes martirizada. Alcançai-me de Deus a firmeza em meus bons propósitos. Protegei-me contra todo mal dos olhos.


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Santos católicos do mês de Dezembro

Imagens de alguns dos Santos e Santas do mês de Dezembro

1. Santo Elói (+ França, 659)

Corria o século VII quando o rei Clotário II, desejoso de possuir um trono de ouro, reuniu grande quantidade desse metal e começou a procurar algum ourives que lhe executasse o serviço. Mas todos os ourives que encontrou, sendo desonestos, lhe diziam que o ouro acumulado não era suficiente. Afinal apareceu Elói, mestre afamado de ourivesaria, e declarou que aquele ouro era suficiente para a confecção do trono. O contrato celebrado, Elói recebeu o ouro e se pôs a trabalhar. Sendo honestíssimo, aproveitou bem o ouro recebido e conseguiu com ele fazer não somente um, mas dois tronos, e os entregou ao rei. Admirado com a honestidade do artista, Clotário o nomeou guardião e administrador do tesouro real. Essas funções foram mantidas por Elói durante o reinado de Dagoberto II, filho de Clotário. Depois de muitos anos de bons serviços ao rei e ao reino, o antigo ourives foi feito bispo de Noyon, revelando-se um grande e zeloso prelado que estendeu suas atividades apostólicas muito além dos limites de sua diocese e até mesmo do reino.

2. Santa Bibiana, Virgem e Mártir (+ Roma, 363)

Seu pai, Flaviano, antigo prefeito de Roma, e sua mãe, Dafrosa, foram martirizados durante o curto e ímpio reinado de Juliano o Apóstata. Santa Bibiana foi obrigada a passar seis meses num prostíbulo, para que se perdesse, mas com a graça de Deus conservou a fé e a pureza intactas. Depois disso foi chicoteada até à morte.

3. São Francisco Xavier (+ 1552)

Foi um dos primeiros discípulos arregimentados por Santo Inácio de Loyola e estava entre os fundadores da Companhia de Jesus. Pregou na Índia, no Japão e em outras nações do Oriente. Converteu e batizou muitos milhares de pagãos e praticou milagres portentosos. Faleceu aos 46 anos de idade, no momento em que se aproximava das costas da China, que pretendia conquistar para Nosso Senhor Jesus Cristo. É o patrono dos missionários católicos.

4. São João Damasceno (+ Síria, 749)

Nascido na Síria, gozava de uma situação estável e prestigiosa no mundo, pois era prefeito de Damasco e homem de confiança do califa. Por amor a Jesus Cristo renunciou a tudo, distribuiu aos pobres sua fortuna e ingressou no convento de São Sabas, perto de Jerusalém. Combateu a heresia iconoclasta, que pregava a destruição das imagens religiosas, escrevendo três livros para refutá-la. Escreveu também um tratado famoso, sobre a fé e a ortodoxia dos Padres gregos. É considerado o último dos grandes Padres da Igreja do Oriente. Morreu quase centenário, depois de uma vida cheia de méritos e bons exemplos.

4. Santa Bárbara (séc 3 DC)
Santa Bárbara nasceu em Nicomédia, na Ásia Menor, pertencendo a uma família de certa posição social. Às ocultas dos pais, fanáticos pagãos, conseguiu instruir-se na religião cristã. Leia mais sobre Santa Bárbara e seu sincretismo com a Orixá Iansã, no Brasil...

5. São Sabas (+ Palestina, 532)

Pela sua virtude eminente, foi chamado "a pérola do Oriente". Fundou, perto de Jerusalém, o mosteiro em que dois séculos depois viveria São João Damasceno, comemorado no dia de ontem. É considerado um dos principais organizadores do monaquismo palestino.

6. São Nicolau (+ Ásia Menor, 324)

Bispo de Mira, na Ásia Menor, durante a perseguição de Diocleciano foi preso e torturado por ser cristão, mas não chegou a ser martirizado. Participou do Concílio de Nicéia, no qual foi condenada a heresia ariana. Na abertura desse concílio, o imperador Constantino ajoelhou-se diante de São Nicolau e de outros santos varões que haviam padecido na última perseguição, e beijou com respeito suas gloriosas cicatrizes. É um dos santos mais populares da Igreja, tanto no Oriente quanto no Ocidente. Suas relíquias foram transportadas para Bari, no sul da Itália, onde até hoje são objeto de grande veneração.

7. Santo Ambrósio, Bispo (+ Milão, 397)

Era funcionário do Império e governava o norte da Itália quando os fiéis da diocese de Milão, inspirados por Deus, o aclamaram seu bispo. Àquela altura, Ambrósio era apenas catecúmeno e ainda não havia recebido o batismo. Mas foram tão claros os sinais de que era a voz de Deus que naquele momento falava pela boca dos populares que, depois de alguma hesitação, Ambrósio aceitou. Foi batizado, ordenado sacerdote e sagrado bispo. Tomando inteiramente a sério as novas responsabilidades, colocou sua imensa cultura e sua invulgar capacidade administrativa ao inteiro serviço da Igreja. Combateu heresias, favoreceu e defendeu a virgindade consagrada a Deus, empenhou-se tenazmente para extirpar os restos de paganismo do Império. Não hesitou em enfrentar o imperador Teodósio, impondo a ele uma penitência pública porque se portara mal. Deixou numerosos escritos de alto valor intelectual, e teve papel eminente na conversão de Santo Agostinho.

8. Imaculada Conceição de Maria


Em 1854, atendendo aos anseios mais profundos de toda a Igreja, o Papa Pio IX proclamou como dogma de fé a Imaculada Conceição de Maria. Quase desde o seu nascimento, o Brasil vive sob o manto e o patrocínio de Maria Imaculada. Nossa Pátria, filha e de certa forma obra-prima de Portugal, desde 1646 estava consagrada à Imaculada Conceição, pois naquele ano o Rei D. João IV, reunido com as Cortes gerais do Reino, consagrou Portugal e todos os seus domínios a Nossa Senhora da Conceição. À mesma Padroeira Imaculada -- sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida -- o Brasil se quis devotar desde seus primórdios de nação plenamente emancipada.


Em 1904, a Imagem da Aparecida foi solenemente coroada, por mandado do Papa São Pio X, com uma coroa de ouro cravejada de 40 brilhantes que lhe fora oferecida pela Princesa Isabel. E em 1930, atendendo a uma solicitação do Episcopado Brasileiro, o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora da Conceição Aparecida Padroeira Principal do Brasil. Leia mais...

9. Santa Leocádia, Virgem (+ Toledo, 304)

Era jovem, bela e de nobre família. Cristã fervorosa, foi presa durante a perseguição de Diocleciano. Confessou com firmeza sua fé em Jesus Cristo, foi torturada atrozmente e sem se quebrantar recebeu a palma do martírio. É padroeira da cidade de Toledo, na Espanha.

10. São Melquíades, Papa (+ Roma, 314)

Foi durante seu breve Pontificado que o imperador Constantino, pondo fim a 250 anos de perseguições, autorizou a livre prática da verdadeira Religião em todo o Império romano. Embora não tenha diretamente derramado o sangue em defesa da Fé, São Melquíades recebe as honras de mártir pelo muito que sofreu em diversas perseguições à Igreja.


11. São Dâmaso I, Papa (+ Roma, 384)

Natural da cidade lusitana de Guimarães, era irmão de Santa Irene. Possuía grande cultura, era arquivista e poeta, e tinha também gosto pela arqueologia. Ordenou a organização dos arquivos da Igreja, conservando versões fiéis e autênticas dos escritos dos primeiros Padres e mandando destruir versões apócrifas e deturpadas, para que no futuro não pudessem ser aproveitadas por hereges. Com a mesma profética intenção, quis que houvesse uma única versão oficial dos Livros Sagrados, e incumbiu seu secretário, São Jerônimo, de fazer uma tradução latina das Escrituras, diretamente dos originais gregos ou hebraicos, daí nascendo a célebre "Vulgata". Ordenou que fossem feitas escavações e obras de conservação nas catacumbas, abandonadas desde que Constantino dera liberdade à Igreja, em 312. Pessoalmente redigiu, em versos, os epitáfios dos incontáveis mártires que iam sendo localizados nas galerias subterrâneas de Roma. Por influência sua foi retirada do Senado romano a estátua da deusa Vitória, sendo assim eliminado esse vestígio do paganismo oficial. Foi um dos primeiros Papas a definir explicitamente o primado do Papa sobre a Igreja Universal, com uma autoridade que lhe vem de Nosso Senhor Jesus Cristo, e não por delegação dos demais bispos ou de concílios. Apoiou Santo Atanásio em sua luta contra o arianismo e combateu tenazmente essa, como diversas outras heresias do tempo. Em resumo, pode-se dizer que seu Pontificado, que durou 18 anos, foi dos mais fecundos dos primeiros séculos da História da Igreja.

12. Nossa Senhora de Guadalupe (Padroeira Principal da América Latina)

Em 1531, Nossa Senhora apareceu a um príncipe indígena mexicano, o Beato Juan Diego e deixou a ele um sinal de que era realmente a Mãe de Deus: no manto do vidente apareceu milagrosamente impressa a imagem da Virgem. A partir daí, a evangelização do México, até então lenta e difícil, tornou-se avassaladora, sendo destruídos os últimos resquícios da bárbara superstição dos aztecas, que escravizavam outros povos e sacrificavam seus próprios filhos em rituais sangrentos. O manto de Juan Diego, perfeitamente conservado apesar de se terem passado mais de 450 anos, é ainda hoje venerado no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, que foi declarada Padroeira de toda a América, em 1945, pelo Papa Pio XII. Nesse santuário, o Papa João Paulo II consagrou solenemente, em 1979, toda a América Latina a Nossa Senhora de Guadalupe.

13. Santa Luzia, Virgem (+ Sicília, séc. IV)

Vivia em Siracusa, na Sicília, e tinha consagrado a Deus sua virgindade. Por amor a Ele renunciou, em favor dos pobres, a toda a sua fortuna, que não era pequena. Chamada pelo prefeito de Siracusa, confessou a crença em Jesus Cristo e foi por isso decapitada. A devoção a Santa Luzia é muito antiga e se generalizou por toda a Igreja. Há em Roma pelo menos vinte igrejas consagradas a ela. É invocada como protetora especial contra as doenças dos olhos.

Leia também: A Vida de Santa Luzia de Siracusa

14. São João da Cruz (+ Ubeda, Espanha, 1591)

Colaborador de Santa Teresa d'Ávila na reforma da Ordem carmelita e grande mestre da Mística. Dele diz o Martirológio Romano-Monástico: "seu zelo e o sucesso de seus esforços causaram-lhe provações humilhantes, que lhe ensinaram a subir, dentro da 'noite escura', até à experiência mística do 'nada' do homem diante da Majestade Divina".

15São Mesmino (+ França, séc. VI)

Fundou o mosteiro de Micy, perto de Orléans, numa propriedade que o rei Clóvis lhe dera. Foi o primeiro abade desse mosteiro e teve como discípulos São Calásio e Santo Avito.

16. Santa Adelaide, Imperatriz (+ Sehl, Alemanha, 999)

Filha do rei da Borgonha, casou em segundas núpcias com Oto I, rei da Germânia e primeiro imperador do Sacro Império Romano-Alemão. Foi regente do Império durante a menoridade de seu filho Oto II e, mais tarde, durante a menoridade de seu neto Oto III. Amiga e dirigida espiritual de Santo Odilon, abade de Cluny, colaborou ativamente com ele na expansão da reforma cluniacense pelo mundo germânico.

17. Santa Olímpia, Viúva (+ Bitínia, Ásia Menor, 408)

Pertencia à mais alta nobreza bizantina e casou ainda muito jovem com o prefeito de Constantinopla. Enviuvando aos 20 anos de idade, não quis contrair novo casamento, mas resolveu consagrar-se inteiramente a Deus, e utilizou sua imensa riqueza na fundação de um hospital e um orfanato, servidos por religiosas das quais ela era superiora. Quando São João Crisóstomo, seu diretor espiritual, foi injustamente expulso do Patriarcado de Constantinopla, Santa Olímpia continuou fiel a ele e se recusou a reconhecer o intruso irregularmente nomeado para substituí-lo como patriarca. Foi por isso perseguida e teve sua comunidade dispersada. Partiu para o exílio, onde morreu ainda jovem.

18. São Gaciano, Bispo (+ séc. IV)

Pregou o Evangelho na Gália e foi o primeiro bispo de Tours. Muitos anos depois, São Martinho de Tours, seu sucessor na mesma diocese, recebeu de Deus a revelação do local exato em que fora sepultado São Gaciano, e passou a venerá-lo convenientemente. 

Dia 18 de dezembro também é a festa litúrgica à Nossa Senhora do Ó que é conhecida com o nome de "Expectação do parto de Nossa Senhora", e entre o povo com o título de "Nossa Senhora do Ó". Nossa Senhora do Ó é uma devoção mariana surgida em Toledo, na Espanha, remontando à época do X Concílio, presidido pelo arcebispo Santo Eugênio, quando se estipulou que a festa da Anunciação fosse transferida para o dia 18 de Dezembro. 

Saiba mais lendo: Nossa Senhora do Ó ✞ 18 de Dezembro.

19. Beato Urbano V, Papa (+ Avignon, 1370)

Antes de ser Papa foi monge beneditino e abade de Saint-Germain de Auxerre e de Saint-Victor de Marselha. Subiu ao sólio pontifício em 1362 e se esforçou para fazer retornar a Sé Apostólica a Roma, mas não foi bem sucedido e precisou regressar a Avignon, e ali morreu meses depois. 

20. São Domingos de Silos (+ Castela 1073)

Nasceu no reino de Navarra, onde ingressou na Ordem beneditina, mas precisou transferir-se para o reino de Castela porque injustamente perseguido pelas autoridades navarras. Em Castela coube-lhe restaurar a velha abadia de Silos, que se encontrava decadente e moribunda. Não apenas a restaurou física e espiritualmente, mas também do ponto de vista cultural a elevou a um nível muito alto. Trabalhou para a libertação de católicos prisioneiros dos muçulmanos e morreu com fama de santidade eminente. Costuma ser invocado pelas parturientes. Quando uma rainha da Espanha estava para dar à luz, era costume o abade de Silos levar para o Palácio Real o báculo milagroso de São Domingos, e só depois do bom parto o ia buscar de volta.


21. São Pedro Canísio, Doutor da Igreja (+ Friburgo, 1597)

No mesmo ano em que no Brasil o Beato José de Anchieta entregava sua alma a Deus, na Suíça outro grande jesuíta dos tempos áureos da Companhia também encerrava sua carreira na Terra: São Pedro Canísio, o homem a quem considerável parte do mundo alemão deve sua fidelidade à Igreja de Roma. Pelos seus escritos e pela sua palavra inflamada, esse filho de Santo Inácio de Loyola conseguiu opor uma barreira sólida aos avanços da 'heresia luterana'. Os católicos alemães e suíços o veneram, a justo título, como o segundo Apóstolo de suas pátrias.

22.   Santa Francisca Xavier Cabrini, Virgem (+ Illinois, 1917)

Nascida na Itália numa época em que milhões de italianos emigravam para outros países, recebeu de Deus a missão de cuidar dos interesses espirituais e materiais dessas famílias católicas que estavam no desamparo, em terras estranhas, de línguas e até de religiões diferentes. Fundou a Congregação das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, destinada a dar assistência a esses emigrantes. Incansável, estendeu sua obra a numerosos países e cruzou nada menos que 30 vezes o Oceano Atlântico. Percorreu toda a América e chegou a transpor a cavalo a Cordilheira dos Andes. No Brasil, contraiu febres que não mais a abandonaram. Faleceu aos 67 anos, deixando fundadas exatamente 67 casas de sua congregação. Foi nos Estados Unidos, onde com o entusiasmo de uma jovem prosseguia incansavelmente seu trabalho, que Deus a chamou a Si. 

23. São João Câncio (+ Cracóvia, 1473)

Sacerdote polonês, professor de Filosofia e Teologia na Universidade de Cracóvia, foi preceptor de príncipes da Casa real polonesa. Faleceu aos 83 anos de idade, depois de se ter santificado na prática virtuosa do estudo e do ensino, assim como no exercício das funções de vigário numa paróquia. Foi canonizado em 1767.

24. São Charbel Makhlouf (+ Líbano, 1898)

Sacerdote católico de rito maronita, passou a maior parte da vida como monge contemplativo e solitário, praticando jejuns e penitências, em contínua oração. Recebeu de Deus o dom de fazer milagres. Sua vida maravilhosa nada fica a dever às dos antigos monges do deserto da fase áurea do monarquismo oriental.

25. Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo



Dia em que se comemora o nascimento de Cristo. No Natal de 1953, comentando num artigo a célebre frase de São João "A Luz brilhou nas trevas" (1, 5), o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira assim escreveu: "Foi com estas palavras que o Discípulo amado anunciou, para seu tempo e para os séculos vindouros, o grande acontecimento que celebramos neste mês (clique aqui e veja outras frases de Natal). Fórmula sintética, sem dúvida, mas que exprime o conteúdo inexaurivelmente rico, do grande fato: havia trevas por toda a parte, e na obscuridade dessas trevas se acendeu a Luz.

Qual a razão destas metáforas? Por que luz? Por que trevas? Os comentadores são unânimes em afirmar que as trevas que cobriam a terra quando o Salvador nasceu eram a idolatria dos gentios, o ceticismo dos filósofos, a cegueira dos judeus, a dureza dos ricos, a rebeldia e o ócio dos pobres, a crueldade dos soberanos, a ganância dos homens de negócio, a injustiça das leis, a conformação defeituosa do Estado e da sociedade, a sujeição do mundo inteiro à prepotência de Roma. Foi na mais profunda escuridão dessas trevas que Jesus Cristo apareceu como uma luz. Qual a missão da luz? Evidentemente, dissipar as trevas. De fato, aos poucos, foram elas cedendo. E, na ordem das realidades visíveis, a vitória da luz consistiu na instauração da Civilização Cristã que, ao tempo de sua integridade, foi, embora com as falhas inerentes ao que é humano, autêntico Reino de Cristo na terra" (transcrito de "Catolicismo", dezembro de 1953).


26. Santo Estevão, Protomártir (+ Jerusalém, séc. I)

Santo Estevão foi um dos sete primeiros diáconos de Jerusalém. Pregava admiravelmente e obtinha numerosas conversões para o Cristianismo, razão pela qual incorreu no ódio dos judeus inimigos da Igreja nascente. Preso e condenado como blasfemo, foi apedrejado. Tem a glória de ser o Protomártir, ou seja, o primeiro mártir que derramou seu sangue por amor a Jesus Cristo.

27. São João, Apóstolo e Evangelista (+ Éfeso, séc. I)

Filho de Zebedeu e irmão de São Tiago o Maior, foi discípulo de São João Batista antes de ser o "Discípulo amado" de Nosso Senhor. No alto do Calvário, representou a Humanidade quando recebeu como Mãe a Maria Santíssima, e foi a Ela entregue como filho. É autor do quarto Evangelho e de três epístolas canônicas. Viveu, segundo a tradição, na ilha de Patmos, onde lhe foi revelado o Apocalipse, e morreu quase centenário em Éfeso.

28. Santos Inocentes, Mártires

Neste dia a Igreja recorda os meninos inocentes de Belém e arredores, de idade inferior a dois anos, os quais, conforme o relato do Evangelho, foram arrancados de suas mães e assassinados cruelmente, por ordem de Herodes. Embora não tivessem uso da razão, morreram por Cristo Jesus, e por isso a Igreja os honra com o título de mártires. Em nossos dias, assistimos a uma nova matança dos inocentes, muitas crianças são assassinadas cruelmente, é muito triste saber que este crime é tantas e tantas vezes praticado pelas próprias mães desnaturadas ou pais enfurecidos! Nos faz pensar, de fato, em que consiste o aborto voluntariamente provocado? Analisando bem chegamos a conclusão de que consiste, pura e simplesmente, no assassinato do filho pela própria mãe. O feto, ou seja, o ser humano desde o momento da concepção até o do nascimento, é um ser distinto de sua mãe. Sua alma já está ali próxima, esperando para encarnar. Eliminar o embrião, seja em que fase for de seu desenvolvimento, é considerado pela Igreja Católica, e por muitas outras religiões, um assassinato, uma violação aos direitos humanos. Infelizmente assistimos nos dias de hoje que, com toda a naturalidade, se vai disseminando a cruel prática do aborto, consagrada e protegida pelas legislações! Alarmante também é saber que, em alguns casos, são legalmente punidos médicos ou enfermeiras que em consciência se recusam a participar desses crimes!

29. São Tomás Becket (+ Cantuária, 1170)

Depois de ter desempenhado com brilho a função de chanceler do Reino da Inglaterra, foi indicado pelo rei Henrique III para arcebispo de Cantuária e primaz da Inglaterra. Como até então era leigo, foi ordenado sacerdote e dois dias depois sagrado bispo. Logo se tornaram inevitáveis os conflitos entre aquele rei absolutista, que queria reduzir a Igreja a mero departamento do Estado inglês, e o prelado zeloso dos direitos de Deus e das prerrogativas de sua Igreja. Em conseqüência dos choques cada vez mais violentos, São Tomás precisou fugir para a França, onde esteve exilado por seis anos. Mais tarde retornou a sua diocese, mas recomeçaram os conflitos e o Santo acabou assassinado brutalmente por partidários do rei, dentro de sua própria catedral. 

30. Sagrada Família

No domingo dentro da Oitava do Natal ou, se não houver, no dia 30 de dezembro, é celebrada a Festa Jesus, Maria e José -- a Sagrada Família. Trata-se de celebração muito oportuna, especialmente nos tempos atuais, em que a instituição tradicional da família -- entendida cristã, ou seja, estruturada em torno do casamento monogâmico e indissolúvel -- e que atualmente padece de grave crise. Com efeitos como o divórcio e o aborto; ou mesmo o casamento entre pessoas de um mesmo sexo, que por ordem natural não podem gerar filhos, vêm gradativamente entrando livremente nas legislações de paises de todo o mundo. Existem legislações que não só permitem estes atos  que corroem a base da sociedade, como vão além, e prevêem severas punições para quem, em nome da fé e do bom senso, se opuser a elas. Com isso se inverte a ordem natural das coisas e se violam gravemente as Leis da Natureza. Deus, como Criador, tem o direito de ser obedecido pelos indivíduos, pelas sociedades, pelas nações. Numa época em que tanto se fala; muitas vezes sem respeito a Deus, a natureza e ao próximo, em direitos humanos, por que ninguém, ou quase ninguém, se lembra dos direitos de Deus? Porquê não respeitamos a ordem natural das coisas? A família é a base da sociedade, no dia em que a família acabar estaremos perto do dia em que tudo cessará. Precisamos lutar pela integridade da família, garantindo assim a perpetuação da espécie humana e o respeito a natureza, fonte da vida, a maior dádiva  que Deus Pai concedeu à humanidade.

31. São Silvestre I, Papa (+ Roma, 335)

Foi Papa por 21 anos, desde 314 até sua morte. Coube-lhe a tarefa não pequena de iniciar a organização da vida da Igreja em condições de normalidade às quais ela não estava habituada, depois de 250 anos de clandestinidade. Foi sob São Silvestre que começaram a ser estabelecidas, como locais de culto, as grandes basílicas romanas. Três concílios também foram realizados em seu Pontificado, o de Arles e o de Ancira, em 314, e o de Nicéia, em 325. Nesses concílios, a Santa Igreja defendeu sua integridade contra os erros e desvios suscitados, naqueles tempos, como em todos os séculos -- inclusive neste século XX cujo término coincidirá com o do ano 2000 -- pelo demônio, na tentativa de atingir a integridade do Corpo Místico de Jesus Cristo. Mas, por força da promessa de seu Divino Fundador, a Igreja é imortal e perdurará até à consumação dos séculos.


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domingo, 13 de dezembro de 2009

13 de Dezembro: Santa Luzia



Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo, sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Nápolis. A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV.

Mas a devoção à Santa, cujo próprio nome está ligado à visão ("Luzia" deriva de "luz"), já era exaltada desde o século V. Além disso, o Papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no Cânone da Missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam principalmente nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira.

Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a Santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e literatura. Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra "A Divina Comédia", que atribuiu a Santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim essa tradição se espalhou através dos séculos ganhando o mundo inteiro e permanece até hoje.

Luzia pertencia a uma rica família napolitana de Siracusa. Sua mãe, Eutíquie, ao ficar viúva prometeu dar a filha como esposa a um jovem da corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia então conseguiu convencer Eutíquie a seguí-la em peregrinação até o túmulo de Santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo.

Entretanto, quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao governador romano. Era o período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano, assim, a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi então condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304.

Para proteger as relíquias de Santa Luzia dos invasores árabes muçulmanos, em 1039, um general bizantino as enviou para Constantinopla, atual território da Turquia. Elas voltaram ao Ocidente por obra de um rico veneziano, seu devoto, que pagou aos soldados da Cruzada de 1204, para trazerem sua urna funerária. Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias foram para a igreja de Siracusa, que a venera no mês de maio também.

No Brasil Santa Luzia é também sicretizada com a Orixá das Águas Doces Oxum, que teve sua data festiva no dia 8 deste mês.

Oração a Santa Luzia dos Santos Olhos


"Ó Santa Luzia, que preferistes que vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de renegar a sua fé e compuscar vossa alma; e Deus com um milagre extraordinário, vos devolveu dois olhos perfeitos para recompensar vossa virtude e vossa fé, e vos constituiu protetora contra as doenças dos olhos. Eu recorro a vós para que protejais minhas vistas e cureis a doença de meus olhos. Ó Santa Luzia conservai a luz dos meus olhos para que possa ver as belezas da criação o brilho do sol, o colorido das florestas e o sorrido das crianças.

Conservai também os olhos de minha alma, a fé , pela qual eu possa compreender seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá onde vós Santa Luzia, vos encontrais , em companhia dos Anjos e Santos. Santa Luzia, protegei meus olhos e conservai minha fé.

Assim seja!"



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