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segunda-feira, 12 de julho de 2010

O Mahavatar Babaji



Revisão História por Haidakhan Baba
Yogananda referiu-se ao Babaji como um 'Mahavatar', uma grande encarnação divina, e como o 'imortal Babaji'. Afirmou que, junto com o Cristo, Babaji está preparando o terreno para levar a humanidade a um novo estágio de consciência.

O nome Babaji é um termo genérico de respeito usado quando nos referimos a mestres e professores espirituais. Desde tempos imemoriais, Babaji, como avatar de Shiva, tem sido uma figura familiar no mundo do Himalaia, ainda que seja conhecido por incontáveis nomes e títulos, tanto na literatura clássica quanto na 'tradição oral 3'. Manifestando-se em diferentes locais, sob vários disfarces, ainda assim sabe-se que ele é o mesmo Ser divino.

Babaji é geralmente conhecido como um ayonisambhava ou ser espiritual que não nasceu de uma mulher nem morre de morte física. Como um swayambhu, ou aquele que manifestou a si próprio, além de conservar a memória de todas as suas manifestações físicas anteriores e tendo todo o conhecimento, sua visão se estende além do tempo e do espaço, até mesmo além da origem da criação.

O 'Shiva Purana 35' contém um diálogo entre Brahma e Shiva que implica na existência de um princípio divino que encarna na forma humana através das eras:

"No vigésimo oitavo aeon, durante a dvapara yuga (a era que se segue à satya yoga ou idade da verdade), na época de Dvaypayana Vyasa, nascerá Krishna, o maior de todos os purushas (seres imortais)... então eu, Shiva, também nascerei pela minha ilusão provocada por ioga e surgirei no corpo de um brahmacharin (um adepto ascético, religioso), com a alma de um iogue, para grande espanto de todos. Buscarei um corpo que esteja deixado próximo a uma pira de cremação, nele entrarei pelas minhas artes da ioga e o libertarei de todos os males... Entrarei na caverna sagrada do Monte Meru e lá morarei com Brahma e com Vishnu... Enquanto a terra existir, esta encarnação e o centro do siddha (mestre) sagrado serão amplamente reconhecidos... (é) a encarnação do atman (do 'eu') universal como Yogeshwara (o rei dos Iogues), que realiza grandes feitos através dos aeons para o cumprimento do dhariiza."

Através das eras, têm sido feitas muitas tentativas de se entender, até certo ponto, este misterioso Ser ou, pelo menos, de se definir alguns de seus atributos.



Ocasionalmente o Babaji aludiu a existências anteriores no Japão, no Nepal e no Tibete, há milhares de anos. Logo após sua reaparição em 1970, um santo clarividente do norte da índia, chamado Gangotri Baba e também conhecido como Swami Akhandananda, confirmou que Babaji foi reverenciado como 'Lama Baba' no Tibete, quinhentos anos antes e que muitos santos conhecidos estiveram entre seus discípulos, inclusive a família real tibetana e o Dalai Lama, que tem sido seu discípulo por muitas encarnações.

Desde a virada do século dezenove Babaji tem sido venerado na região do Himalaia sob as identidades de Brahmachari Baba, Somvari Baba e Naga Baba, todos eles santos famosos do norte da Índia, e existem inúmeras histórias, passadas pelas tradições orais em particular, que contam muitos milagres. A identificação do Babaji com estes santos tem sido confirmada em parte por visões de seus discípulos, em parte ele mesmo confirmou verbalmente.

Ao redor do ano 1800, o Babaji apareceu como uma luz brilhante no topo do Kumaon Kailash. Ela foi vista por alguns habitantes dos vilarejos em varias ocasiões e, em cada uma delas, a luz desapareceu depois de um certo tempo. Em determinada ocasião, as pessoas decidiram subir até o local e rezar para o misterioso ser divino vir e revelar-se. Isto aconteceu. Um cintilante orbe de luz, um avadhut, começou a brilhar diante do grupo reunido e então, a partir do seu centro, emergiu uma criatura maravilhosa, com as feições de um jovem de mais ou menos vinte anos de idade.

Os moradores exaltaram a manifestação divina com cantos e preces e então, cheios de espanto e de humildade, rogaram que descesse com eles e ficasse em seu povoado. O ser radiante morou por algum tempo na casa do guarda florestal do local, Shri Dham Singh, que, antes de ir trabalhar, todos os dias trancava o quarto. Um dia, alguns moradores do local quiseram ver o avadhut; arrebentaram a fechadura e encontraram vazio o aposento. Dez anos se passaram sem que se encontrasse nenhum traço do misterioso ser.

Baba Haidakhan, como se tornou popularmente conhecido, com o nome do vilarejo, foi visto em muitos lugares diferentes nos anos seguintes e muitos contaram a respeito dos milagres que ele tinha realizado e da força do seu amor. Finalmente, em agosto de 1922, ele foi, com alguns de seus devotos, à confluência dos rios Kali e Gauri, na fronteira ao norte entre Índia e Nepal e, entrando nas águas, desmaterializou-se em luz enquanto os devotos contemplavam.

Ele se foi; entretanto, não se foi. Baba Haidakhan foi visto depois por muitas pessoas em diferentes lugares. Apareceu a seus devotos mais próximos em sonhos, visões ou em sua forma física em contato direto e lhes deu ajuda e bênçãos em períodos de dificuldade. Ele também não foi embora sem antes fazer uma promessa a seus devotos – a promessa de que retornaria.

Em junho de 1970, fiel a esta promessa, o Babaji manifestou-se novamente como Baba Haidakhan e foi encontrado na caverna no sopé do monte Kailash por um homem de um vilarejo próximo, a quem tinha sido dito em sonho que o avatar tinha voltado e que o homem fosse encontrá-lo naquele lugar. Este encontro marca o início do trabalho do Babaji, desempenhado pela primeira vez, falando relativamente, diante de uma grande multidão.

Referências:
"Babaji - Mensagem do Himalaia" - Editora: Triom - Autor: MARIA-GABRIELE WOSIEN - ISBN: 8585464275 - Ano: 1999 - Edição: 1 - 154 pgs (imagem 2).

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