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sábado, 11 de setembro de 2010

A Bandeira e o Universo Holográfico

Uma grande história zen ~ por Deepak Chopra 


"Dizem  que havia dois estudantes observando uma bandeira.

O primeiro dizia:

- Olha, a bandeira está se movimentando.

O segundo diz:

- Não, o que está em movimento é o vento.

Chega o professor e eles perguntam:

- O que está se movendo é o vento ou a bandeira?

E o professor diz:

- Nem o vento, nem a bandeira. O que se move é a consciência."


O Universo Holográfico - The Holographic Universe

Esse é um documentário sobre a mente humana. Ele tenta explicar como certos fatos acontecem, apresentando teorias e citações de grandes pensadores da humanidade » This is a documentary about the human mind. It tried to explain how does some facts happens, showing us some teorys naming some of the biggest minds of humanity



Conheça a obra de Deepack Chpopra, ilumine-se através do conhecimento e enriqueça sua biblioteca.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Meio Ambiente também é questão de Direitos Humanos


Meio Ambiente também é questão de Direitos Humanos
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"O Tibet não deve ser usado para produção de armas nucleares e despejo de lixo nuclear. 

Os tibetanos têm um grande respeito por todas as formas de vida. Este sentimento inerente é reforçado pela nossa fé budista, que proíbe fazer mal a qualquer ser senciente, seja humano ou animal. Antes da invasão chinesa, o Tibet era um santuário selvagem, belo, fresco e impoluto, em um meio ambiente natural único.

Infelizmente, durante as últimas poucas décadas, a vida selvagem do Tibet tem sido quase que totalmente destruída e, em muitos lugares, suas florestas sofreram danos irreparáveis. O efeito global sobre o delicado meio ambiente tibetano tem sido devastador — particularmente porque a altitude e aridez do país significam que o processo de restauração da vegetação demorará muito mais do que em regiões mais baixas e úmidas. Por este motivo, o pouco que restou deve ser protegido e esforços estão sendo feitos para reverter os efeitos da destruição perversa e temerária do meio ambiente tibetano pela China.

Ao fazer isto, a primeira prioridade será parar a produção de armamento nuclear e, ainda mais importante, evitar o despejo de lixo nuclear. Aparentemente, a China planeja não só despejar o seu próprio lixo nuclear, mas também importar lixo de outros países em troca de dinheiro. O perigo que isto representa é óbvio. Não só as gerações atuais, mas também as gerações futuras estão ameaçadas. Além disso, os problemas inevitáveis que isto traria para a região poderiam facilmente se transformar em uma catástrofe de proporções globais. Dar lixo para a China, que pode ter acesso a grandes áreas de terra pouco populosas, mas que só tem tecnologia bruta, poderia mostrar ser apenas uma solução de curto prazo para o problema.

Se eu fosse realmente votar em uma eleição, seria por um dos partidos ligados ao meio ambiente. Um dos desenvolvimentos mais positivos do mundo recentemente tem sido a crescente conscientização da importância da natureza. Não há nada de santo ou sagrado nisso. Cuidar de nosso planeta é como cuidar de nossas casas. Como nós, seres humanos, viemos da Natureza, não faz sentido irmos contra a Natureza, que é o motivo pelo qual digo que o meio ambiente não é uma questão de religião, ética, ou moralidade. 

Estes são luxos, já que podemos sobreviver sem eles. Mas não sobreviveremos se continuarmos agindo contra a natureza.

Precisamos aceitar isto. Se causarmos um desequilíbrio na Natureza, a humanidade sofrerá. Além disso, como pessoas vivas atualmente, precisamos levar em consideração as gerações futuras: um meio ambiente limpo é um direito humano como qualquer outro. É, portanto, parte de nossa responsabilidade para com os outros assegurar que o mundo que deixarmos para os outros seja tão saudável, se não mais saudável, quanto o que encontramos. Esta não é uma proposta tão difícil quanto parece. Pois, embora haja um limite ao que nós, como indivíduos, podemos fazer, não há limite para o que uma resposta universal possa alcançar. Depende de nós, como indivíduos, fazermos o que pudermos, por menor que seja. Só porque desligar a luz quando sairmos da sala pareça inconseqüente, isto não significa que não devemos fazê-lo.

É aqui que, como um monge budista, eu sinto que a crença no conceito do karma é bastante útil para a condução da vida cotidiana. Uma vez que você acredita na conexão entre a motivação e seus efeitos, você ficará mais alerta aos efeitos que as suas próprias ações têm sobre si mesmo e sobre os outros.

Assim, apesar da continuidade da tragédia do Tibet, eu vejo muito bem acontecendo no mundo. Fico especialmente encorajado de que a crença no consumismo como um fim em si parece estar cedendo a um reconhecimento de que nós humanos devemos conservar os recursos da terra. Isto é muito necessário. Os seres humanos são, em certo sentido, as crianças da terra. E, enquanto até agora a nossa Mãe em comum tolerou o comportamento de seus filhos, atualmente ela está nos mostrando que ela atingiu seu limite de tolerância.

"Rezo para que um dia eu conseguirei carregar esta mensagem de preocupação pelo meio ambiente e por outros para o povo da China. Já que o budismo não é estranho aos chineses, acredito que conseguirei servi-los de forma prática. O predecessor do último Panchen Lama certa vez realizou uma cerimônia de iniciação de Kalachakra em Pequim. Se eu fosse fazer o mesmo, seria sem precedentes.   Pois, como um monge budista, as minhas preocupações se estendem a todos os membros da família humana e, de fato, a todos os sofridos seres sencientes.  Acredito que este sofrimento seja causado pela ignorância, e que as pessoas infligem dor aos outros em busca de suas próprias felicidades ou satisfações. Mas, a verdadeira felicidade vem de um senso de paz interior e contentamento, que por sua vez devem ser alcançados cultivando-se o altruísmo, amor, compaixão, e pela eliminação da raiva, egoísmo e ganância." Dalai Lama

Rezo para que um dia eu conseguirei carregar esta mensagem de preocupação pelo meio ambiente e por outros para o povo da China. Já que o budismo não é estranho aos chineses, acredito que conseguirei servi-los de forma prática. O predecessor do último Panchen Lama certa vez realizou uma cerimônia de iniciação de Kalachakra em Pequim. Se eu fosse fazer o mesmo, seria sem precedentes. 

Pois, como um monge budista, as minhas preocupações se estendem a todos os membros da família humana e, de fato, a todos os sofridos seres sencientes.

Acredito que este sofrimento seja causado pela ignorância, e que as pessoas infligem dor aos outros em busca de suas próprias felicidades ou satisfações. Mas, a verdadeira felicidade vem de um senso de paz interior e contentamento, que por sua vez devem ser alcançados cultivando-se o altruísmo, amor, compaixão, e pela eliminação da raiva, egoísmo e ganância.

Para algumas pessoas isto pode parecer ingenuidade, mas eu os lembraria que, 'não importa de qual parte do mundo viemos, fundamentalmente somos todos os seres humanos iguais. Todos nós buscamos a felicidade e tentamos evitar o sofrimento. Temos as mesmas necessidades e preocupações básicas. Além disso, todos nós seres humanos queremos a liberdade e o direito de determinar o nosso próprio destino como indivíduos. Esta é a natureza humana. As grandes mudanças acontecendo em todas as partes do mundo, desde a Europa Oriental até à África, é uma clara indicação disto.

Ao mesmo tempo, os problemas que atualmente enfrentamos - conflitos violentos, destruição da natureza, pobreza, fome, e assim por diante - são principalmente problemas criados pelos humanos. Eles podem ser solucionados - mas unicamente através do esforço humano, compreensão, e o desenvolvimento de um senso de irmandade. Para isto, precisamos cultivar uma responsabilidade universal uns pelos outros e pelo planeta que compartilhamos, baseados em um bom coração e conscientização.

Agora, embora a minha própria religião budista tenha sido útil em gerar amor e compaixão, estou convencido que estas qualidades podem ser desenvolvidas por qualquer um, com ou sem religião. Acredito, ainda, que todas as religiões buscam as mesmas metas: as de cultivar a bondade e trazer felicidade a todos os seres humanos. Embora os meios possam parecer diferentes, os fins são os mesmos.

"Enquanto o espaço existir, E enquanto os seres viventes perdurarem, Possa eu também permanecer Para afastar as misérias do mundo." Dalai Lama

Com o sempre crescente impacto da ciência sobre nossas vidas, a religião e a espiritualidade têm um papel maior a desempenhar em nos lembrar da humanidade. Não há contradição entre as duas. Cada uma nos dá valorosos insights sobre a outra. 

Tanto a ciência quanto os ensinamentos do Buda nos falam da unidade fundamental de todas as coisas.

Finalmente, gostaria de compartilhar com meus leitores uma pequena prece, que me dá grande inspiração e determinação:

Enquanto o espaço existir,
E enquanto os seres viventes perdurarem,
Possa eu também permanecer
Para afastar as misérias do mundo."

____
Fonte:
Adaptação do capítulo 'Responsabilidade Universal e o Bom Coração', 
por Dalai Lama - Hodder and Stoughton. Reino Unido, 1990. Pág. 280-299


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Presente e os Magos (Nancy Mangabeira Unger)

por Nancy Mangabeira Unger (link para a Amazon)


“Se não souberes esperar, não encontrarás o inesperado, pois é inencontradiço e de difícil acesso” ~Heráclito, Fr. 18

"Para a maioria de nós, a Epifania, ou o Dia de Reis evoca o momento no qual os Magos visitam o menino Jesus, oferecendo-lhe, cada um, um presente. A meditação que segue quer pensar este presente e este presentear, para tentar talvez resgatar algo que ficou soterrado sob a avalanche da troca quase compulsiva dos objetos no qual se transformou o nosso hábito de dar presentes de natal.

Em sua etimologia, a palavra “Epifania” nos fala de um vir à luz, de um aparecer que ao aparecer se mostra no brilho da aparência (phainein: revelar, mostrar; phainestai: aparecer, e no ato de aparecer mostrar-se, revelar-se no brilho da aparência, e o prefixo grego epi: sobre, a; indica um subir, uma elevação). A palavra “Epifania” nos fala, portanto, do brilhar de uma Luz que des-cobre a nós. Esta eclosão da Luz, este brilhar-para, acontece em um momento que não provém de uma decisão nossa, mas de uma atenção nossa.
“E sucedeu que a estrela – que tinham visto no Oriente – os precedia, até que chegando sobre o lugar onde se achava o Menino, parou. Vendo novamente a estrela, sentiram uma grandíssima alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua mãe, e prostrados Lhe prestaram homenagens. A seguir, abrindo os seus cofres, ofereceram-Lhe de presente ouro, incenso e mirra” ~Mateus 2, 9-12
Os Magos são sábios, na compreensão arcaica da palavra: aquele que discerniam os sinais do tempo, que liam a fala oracular do Cosmos. Os Magos são aqueles que estão atentos, receptivos e abertos ao relampejar do inesperado no comum e cotidiano. Lêem o sinal nos céus e empreendem a longa viagem, atravessando o deserto na fidelidade à estrela. E quando a estrela pára e se detém sobre a casa onde há uma criança e uma mãe, esta cena aparentemente tão comum, o coração deles é habitado por uma grande alegria: estando verdadeiramente presentes, podem receber a Presença que se mostra a nós a cada instante como dom, como presente do presente.

Assim, repensando o Fragmento de Heráclito que citamos no início de nossa reflexão, podemos dizer que o inesperado presenteia quem sabe esperar.

O presente do Mago, do sábio, é a própria sabedoria de acolhermos a presença do momento presente. Estar presente é estar acordado, no sentido de desperto e atento, e também no sentido de estar afinado, sintonizado com a Presença que se presenteia enquanto inesperado, porque não somos nós que controlamos o Tempo, mas este que se dá a nós. Luz e sombra. Ganho e perda. Silêncio. Palavra. Todos presentes do Tempo.

Dizemos: estou esperando um bebê. Aqui, a espera é acompanhamento amoroso de um processo de gestação, de um ser que se dará à Luz.

Saber esperar é abrir-se para a revelação do mundo enquanto Epifania, luminosidade que se manifesta no mais comum e cotidiano a uma consciência que a albergue. Neste momento o Mago nos visita, nos habita. O presente dos Magos, é a aceitação e o reconhecimento da manifestação do sagrado no presente.

Mas esta Presença sempre presente só a podemos receber quando abrimos mão de nossa pré-ocupação. Quando renunciamos à cobrança do passado e à ansiedade do futuro. Então livres, porque desapegados, nos encontramos na ambiência da manjedoura, na plenitude do simples.

Saber esperar é também acolher o fato de que não é sempre que o presente dos Magos nos presenteia, porque nem sempre o podemos acolher: tal é nossa condição. Assim, os Magos nos visitam e se vão. Retomar a errância na fidelidade a uma estrela é sempre e novamente fazer a experiência da falta, da busca e da esperança. Quando aprendemos novamente a aceitar e amar a própria viagem, novamente a estrela ilumina o que sempre esteve Aqui."

Fonte: Trecho do livro “O Encantamento do Humano: Ecologia e Espiritualidade” de Nancy Mangabeira Unger, Edições Loyola, 1991



terça-feira, 7 de setembro de 2010

2 º Encontro pela Inclusão | Jantar as Escuras

Salmo XX: “A segurança da nação”


Leia esse salmo para proporcionar grandeza à alma e, trazer tranquilidade ao espírito e equilíbrio ao corpo. O Salmo 20 também ajuda a receber forças para enfrentar a solidão, atrai o progresso e traz consolação. Pergunte e Deus lhe dará a resposta!



Salmo 20

I. O Senhor te ouça no dia da angústia; o nome do Deus de Jacó te proteja.

II. Envie-te socorro do seu santuário, e te sustenha de Sião.

III. Lembre-se de todas as tuas ofertas, e aceite os teus holocaustos.

IV. Conceda-te conforme o desejo do teu coração, e cumpra todo o teu desígnio.

V. Nós nos alegraremos pela tua salvação, e em nome do nosso Deus arvoraremos pendões; satisfaça o Senhor todas as tuas petições.

VI. Agora sei que o Senhor salva o seu ungido; ele lhe responderá lá do seu santo céu, com a força salvadora da sua destra.

VII. Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus.

VIII. Uns encurvam-se e caem, mas nós nos erguemos e ficamos de pé.

IX. Salva-nos, Senhor; ouça-nos o Rei quando clamarmos.


Livro: Salmos - Salmo 20 / Imagens: Salmo 20 em inglês: partitura.

domingo, 5 de setembro de 2010

Salmo XIX: “A ordem que Deus quer”

Leia esse salmo para iluminar a intuição, atrair a sorte e o êxito em todos os setores da sua vida. Recitar o Salmo 19 ajuda com a sorte, traz sucesso ao falar em público, imanta amizades e saúde.



I. Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.

II. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite.

III. Não há fala, nem palavras; não se lhes ouve a voz.

IV. Por toda a terra estende-se a sua linha, e as suas palavras até os confins do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol,

V. Que é qual noivo que sai do seu tálamo, e se alegra, como um herói, a correr a sua carreira.

VI. A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até a outra extremidade deles; e nada se esconde ao seu calor.

VII. A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos simples.

VIII. Os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e alumia os olhos.

IX. O temor do Senhor é limpo, e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdadeiros e inteiramente justos.

X. Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel que goteja dos favos.

XI. Também por eles o teu servo é advertido; e em os guardar há grande recompensa.

XII. Quem pode discernir os próprios erros? Purifica-me tu dos que me são ocultos.

XIII. Também de pecados de presunção guarda o teu servo, para que não se assenhoreiem de mim; então serei perfeito, e ficarei limpo de grande transgressão.

XIV. Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!

Fonte: Bíblia Sagrada 
Livro: Salmos - Salmo 19
Imagem: Salmo 19: partitura para órgão e trompete.



sábado, 4 de setembro de 2010

Salmo XVIII: “A função da autoridade”


Leia esse salmo para agradecer uma bênção alcançada, como a cura de uma doença, a obtenção de conhecimentos (iluminação) e o desenvolvimento de dons naturais. 

O Salmo 18 também deve ser recitado quando buscamos vitórias judiciais, força, otimismo e viagem segura.

I. Eu te amo, ó Senhor, força minha.

II. O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo, em quem me refúgio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio.

III. Invoco o Senhor, que é digno de louvor, e sou salvo dos meus inimigos.

IV. Cordas de morte me cercaram, e torrentes de perdição me amedrontaram.

V. Cordas de Seol me cingiram, laços de morte me surpreenderam.

VI. Na minha angústia invoquei o Senhor, sim, clamei ao meu Deus; do seu templo ouviu ele a minha voz; o clamor que eu lhe fiz chegou aos seus ouvidos.

VII. Então a terra se abalou e tremeu, e os fundamentos dos montes também se moveram e se abalaram, porquanto ele se indignou.

VIII. Das suas narinas subiu fumaça, e da sua boca saiu fogo devorador; dele saíram brasas ardentes.

IX. Ele abaixou os céus e desceu; trevas espessas havia debaixo de seus pés.

X. Montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as asas do vento.

XI. Fez das trevas o seu retiro secreto; o pavilhão que o cercava era a escuridão das águas e as espessas nuvens do céu.

XII. Do resplendor da sua presença saíram, pelas suas espessas nuvens, saraiva e brasas de fogo.

XIII. O Senhor trovejou a sua voz; e havia saraiva e brasas de fogo.

XIV. Despediu as suas setas, e os espalhou; multiplicou raios, e os perturbou.

XV. Então foram vistos os leitos das águas, e foram descobertos os fundamentos do mundo, à tua repreensão, Senhor, ao sopro do vento das tuas narinas.

XVI. Do alto estendeu o braço e me tomou; tirou-me das muitas águas.

XVII. Livrou-me do meu inimigo forte e daqueles que me odiavam; pois eram mais poderosos do que eu.

XVIII. Surpreenderam-me eles no dia da minha calamidade, mas o Senhor foi o meu amparo.

XIX. Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque tinha prazer em mim.

XX. Recompensou-me o Senhor conforme a minha justiça, retribuiu-me conforme a pureza das minhas mãos.

XXI. Pois tenho guardado os caminhos do Senhor, e não me apartei impiamente do meu Deus.

XXII. Porque todas as suas ordenanças estão diante de mim, e nunca afastei de mim os seus estatutos.

XXIII. Também fui irrepreensível diante dele, e me guardei da iniquidade.

XXIV. Pelo que o Senhor me recompensou conforme a minha justiça, conforme a pureza de minhas mãos perante os seus olhos.

XXV. Para com o benigno te mostras benigno, e para com o homem perfeito te mostras perfeito.

XXVI. Para com o puro te mostras puro, e para com o perverso te mostras contrário.

XXVII. Porque tu livras o povo aflito, mas os olhos altivos tu os abates.

XXVIII. Sim, tu acendes a minha candeia; o Senhor meu Deus alumia as minhas trevas.

XXIX. Com o teu auxílio dou numa tropa; com o meu Deus salto uma muralha.

XXX. Quanto a Deus, o seu caminho é perfeito; a promessa do Senhor é provada; ele é um escudo para todos os que nele confiam.

XXXI. Pois, quem é Deus senão o Senhor? e quem é rochedo senão o nosso Deus?

XXXII. Ele é o Deus que me cinge de força e torna perfeito o meu caminho;

XXXIII. Faz os meus pés como os das corças, e me coloca em segurança nos meus lugares altos.

XXXIV. Adestra as minhas mãos para a peleja, de sorte que os meus braços vergam um arco de bronze.

XXXV. Também me deste o escudo da tua salvação; a tua mão direita me sustém, e a tua clemência me engrandece.

XXXVI. Alargas o caminho diante de mim, e os meus pés não resvalam.

XXXVII. Persigo os meus inimigos, e os alcanço; não volto senão depois de os ter consumido.

XXXVIII. Atravesso-os, de modo que nunca mais se podem levantar; caem debaixo dos meus pés.

XXXIX. Pois me cinges de força para a peleja; prostras debaixo de mim aqueles que contra mim se levantam.

XL. Fazes também que os meus inimigos me dêem as costas; aos que me odeiam eu os destruo.

XLI. Clamam, porém não há libertador; clamam ao Senhor, mas ele não lhes responde.

XLII. Então os esmiuço como o pó diante do vento; lanço-os fora como a lama das ruas.

XLIII. Livras-me das contendas do povo, e me fazes cabeça das nações; um povo que eu não conhecia se me sujeita.

XLIV. Ao ouvirem de mim, logo me obedecem; com lisonja os estrangeiros se me submetem.

XLV. Os estrangeiros desfalecem e, tremendo, saem dos seus esconderijos.

XLVI. Vive o Senhor; bendita seja a minha rocha, e exaltado seja o Deus da minha salvação,

XLVII. O Deus que me dá vingança, e sujeita os povos debaixo de mim,

XLVIII. que me livra de meus inimigos; sim, tu me exaltas sobre os que se levantam contra mim; tu me livras do homem violento.

XLIX. Pelo que, ó Senhor, te louvarei entre as nações, e entoarei louvores ao teu nome.

L. Ele dá grande livramento ao seu rei, e usa de benignidade para com o seu ungido, para com Davi e sua posteridade, para sempre.

Fonte: Bíblia Sagrada - Livro: Salmos - Salmo 18 / Imagem: Salmo 18:1-2


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Salmo XVII: “À espera de um milagre”



Leia o Salmo 17 para fortalecer sua ligação com Deus e dessa forma receber uma graça no campo afetivo ou profissional. Tudo é possível a quem tem fé! Eu amo você meu Deus!


I. Ouve, Senhor, a justa causa; atende ao meu clamor; dá ouvidos à minha oração, que não procede de lábios enganosos.

II. Venha de ti a minha sentença; atendam os teus olhos à equidade.

III. Provas-me o coração, visitas-me de noite; examinas-me e não achas iniquidade; a minha boca não transgride.

IV. Quanto às obras dos homens, pela palavra dos teus lábios eu me tenho guardado dos caminhos do homem violento.

V. Os meus passos apegaram-se às tuas veredas, não resvalaram os meus pés.

VI. A ti, ó Deus, eu clamo, pois tu me ouvirás; inclina para mim os teus ouvidos, e ouve as minhas palavras.

VII. Faze maravilhosas as tuas beneficências, ó Salvador dos que à tua destra se refugiam daqueles que se levantam contra eles.

VIII. Guarda-me como a menina do olho; esconde-me, a sombra das tuas asas,

IX. Dos ímpios que me despojam, dos meus inimigos mortais que me cercam.

X. Eles fecham o seu coração; com a boca falam soberbamente.

XI. Andam agora rodeando os meus passos; fixam em mim os seus olhos para me derrubarem por terra.

XII. Parecem-se com o leão que deseja arrebatar a sua presa, e com o leãozinho que espreita em esconderijos.

XIII. Levanta-te, Senhor, detém-nos, derruba-os; livra-me dos ímpios, pela tua espada,

XIV. Dos homens, pela tua mão, Senhor, dos homens do mundo, cujo quinhão está nesta vida. Enche-lhes o ventre da tua ira entesourada. Fartem-se dela os seus filhos, e dêem ainda os sobejos por herança aos seus pequeninos.

XV. Quanto a mim, em retidão contemplarei a tua face; eu me satisfarei com a tua semelhança quando acordar.



Fonte: Bíblia Sagrada - Livro: Salmos - Salmo 17 / Imagem: Salmo 17:1-5



quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Salmo XVI: “A herança da vida”

Leia esse salmo para receber um conselho certo em uma decisão importante, como em novos negócios, sociedades ou mesmo casamento. O Salmo 16 é recitado para buscar a iluminação divina.



I. Guarda-me, ó Deus, porque em ti me refúgio.

II. Digo ao Senhor: Tu és o meu Senhor; além de ti não tenho outro bem.

III. Quanto aos santos que estão na terra, eles são os ilustres nos quais está todo o meu prazer.

IV. Aqueles que escolhem a outros deuses terão as suas dores multiplicadas; eu não oferecerei as suas libações de sangue, nem tomarei os seus nomes nos meus lábios.

V. Tu, Senhor, és a porção da minha herança e do meu cálice; tu és o sustentáculo do meu quinhão.

VI. As sortes me caíram em lugares deliciosos; sim, coube-me uma formosa herança.

VII. Bendigo ao Senhor que me aconselha; até os meus rins me ensinam de noite.

VIII. Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim; porquanto ele está a minha mão direita, não serei abalado.

IX. Porquanto está alegre o meu coração e se regozija a minha alma; também a minha carne habitará em segurança.

X. Pois não deixarás a minha alma no Seol, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.

XI. Tu me farás conhecer a vereda da vida; na tua presença há plenitude de alegria; à tua mão direita há delícias perpetuamente.

Fonte: Bíblia Sagrada 
Livro: Salmos - Salmo 16 / Imagem: Salmo 16 recitado em Ebreu


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