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Mostrando postagens com marcador vida zen. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 20 de abril de 2022

Alejandro Jodorowsky: 'A ILUMINAÇÃO'

"Tendo lido muitos livros sobre o zen-budismo eu tinha entendido as palavras de Buda que dizia:  — Nós não temos um 'eu', o 'eu' é uma invenção, estamos vazios, há a vazio em nós e esse vazio tem que aparecer por baixo das palavras, em forma de silêncio.  Quando conheci o mestre zen japonês Ejo Takata, eu disse-lhe:   — Sinto-me muito feliz, fiz o vazio na minha mente e afastei as palavras, sinto-me vazio no meu coração e afastei os sentimentos.  Ele me respondeu:  — Idiotice! Mente vazia, coração cheio. A realização do Espírito é o vazio, a realização do coração é o amor.  Bateu-me no peito e disse-me:  — Faz crescer o teu coração de criança."

"Tendo lido muitos livros sobre o zen-budismo eu tinha entendido as palavras de Buda que dizia:

— Nós não temos um 'eu', o 'eu' é uma invenção, estamos vazios, há a vazio em nós e esse vazio tem que aparecer por baixo das palavras, em forma de silêncio.

Quando conheci o mestre zen japonês Ejo Takata, eu disse-lhe: 

— Sinto-me muito feliz, fiz o vazio na minha mente e afastei as palavras, sinto-me vazio no meu coração e afastei os sentimentos.

Ele me respondeu:

— Idiotice! Mente vazia, coração cheio. A realização do Espírito é o vazio, a realização do coração é o amor.

Bateu-me no peito e disse-me:

— Faz crescer o teu coração de criança."

 




sábado, 22 de fevereiro de 2020

Como praticar a Meditação Zen


"Quando alguém pergunta a um monge Zen “o que você faz na meditação”, ele responde, “Não faço nada. Apenas me sento vazio e isso é tudo.” Muitos mestres disseram sobre a meditação: “Apenas fique tranquilo e saiba”. A meditação Zen é o método dos monges Zen que apenas ficam tranquilos e conscientes. Se você se senta tranquilo e vazio, estará fazendo meditação Zen. O principal é estar tranquilo e vazio interiormente.

A meditação Zen é a técnica que gradualmente nos leva ao estado de absoluta tranquilidade e vazio. Leva algum tempo para aprender isso, embora seja uma das técnicas de meditação mais fáceis e efetivas.

Antes de começar a meditação Zen, é essencial entender algumas coisas importantes sobre o cérebro. Nosso cérebro consiste de duas partes: o lado esquerdo e o direito. O lado esquerdo cuida da lógica, teologia, filosofia, matemática e ciência. Todo o processo do pensamento acontece nesse cérebro esquerdo.

O cérebro direito faz nascer a música, a arte, a pintura, o amor e outras emoções. O cérebro direito facilita muito o processo de meditação. O cérebro direito não pensa. Ele está profundamente relacionado à fonte da infinita criatividade. Aqui os pensamentos não surgem como um processo pensante, mas sim algo acontece como uma luz instantânea de criatividade. Essa parte não pensa, ela sente.

Na meditação Zen, usamos nosso cérebro direito para tornar nossa mente livre de pensamentos.

Sente-se de pernas cruzadas com a espinha ereta. Coloque suas mãos em seu colo, uma sobre a outra. Agora olhe sua mão esquerda. Apenas olhe. Consciente da parte esquerda de seu corpo, olhe sua mão esquerda, sem pensar em nada. Tente sentir o lado esquerdo de seu corpo. Sinta o lado esquerdo. Sinta...

Esse processo vai ativar seu cérebro direito. Quando o cérebro direito fica ativado, os pensamentos desaparecem. Seus pensamentos vão começar a desaparecer. Com a prática você será capaz de conseguir em pouco tempo esse estado de desaparecimento dos pensamentos.

Agora inale profundo... conte um. Em seguida exale profundo... conte dois. Inale profundo novamente... conte três. Exale profundo novamente... conte quatro. Continue esta respiração profunda até contar dez.

Em seguida continue inalando e exalando, contando 10... 11... 12... mas respirando normalmente. Se se perder na contagem, comece de novo. Faça isso por meia hora. Para finalizar, inale e exale profundamente mais uma vez, e sua meditação está completa. Faça essa meditação por uma semana.

Depois de uma semana, modifique sua meditação. Ao invés de contar a inalação e a exalação, conte apenas a inalação. Faça isso também por uma semana.

Na semana seguinte, continue essa meditação de meia hora por dia. Mas agora pare de contar. Apenas inale e exale. Apenas esteja consciente da inalação e exalação. Faça isso por uma semana.

Na semana seguinte, apenas fique sentado. Não conte nem se preocupe com a respiração. Esteja apenas consciente do momento. Esteja calmo. Você estará no estado Zen, o estado de calma."
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Reprodução de postagem originalmente publicada no blog "yoga - ensinamentos: A Meditação Zen – Eklavya", por Iaco, em 12 de fevereiro de 2019 - Imagem: Monge budista meditando na Tailândia / Imagem gratuita pxhere (CC0)




quinta-feira, 5 de outubro de 2017

As 8 "Armas Espirituais"



Dentro de você há 8 "Armas Espirituais" bastante eficientes. Conforme a situação, escolha a arma apropriada e use-a no momento certo. Para que estes mecanismos de defesa funcionem você precisa ter conhecimento das suas emoções e sempre buscar entender melhor as pessoas. 

Devemos procurar sempre manter um autocontrole paciente para poder manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. Use sua força de vontade, seu poder mental e veja como seus limites se ampliam!

As 8 "Armas Espirituais":

1) Interiorizar-se: busque o que você é realmente, não se perca no que você não é.

2) Desprender-se: sinta que o passado é uma mochila pesada e desconfortável, solte-a.

3) Tolerar: deixe de lutar contra o vento e passe a amá-lo.

4) Ajustar-se: veja que a vida é elástica e seja elástico também.

5) Discernir: escute sua consciência e entenda que tudo que vem é para o seu bem.

6) Julgar: seja juiz de si e advogado dos outros, não o contrário.

7) Enfrentar: faça as coisas pelas quais tem medo e o medo desaparecerá.

8) Cooperar: trabalhe com outros e transforme o difícil em fácil.

Recomendado para você

domingo, 22 de agosto de 2010

O Zen e a Experiência Mística (Alan W. Watts)

Prefácio do livro 'O Zen e a Experiência Mística', de Alan W. Watts



"Embora escritos em épocas diferentes, durante os últimos quatro anos, os ensaios aqui reunidos têm um mesmo enfoque central – a experiência espiritual ou mística e suas relações com a vida material de todos os dias. Tendo dito isto, imediatamente tomo consciência de ter usado as palavras erradas e, mesmo assim, não vejo alternativas satisfatórias.

As palavras espiritual e mística sugerem coisas incomuns, de outro mundo e de uma religiosidade sublime, oposta à vida material corrente, que é, simplesmente, prática e trivial. O propósito principal destes ensaios é mostrar a falácia dessa oposição e a impossibilidade de separar o material do espiritual, o maravilhoso do rotineiro.

Temos, acima de tudo, de nos desembaraçar dos hábitos de falar e pensar separando as duas coisas e impossibilitando-nos de ver que isto – a experiência imediata, cotidiana e presente – é ISSO, a razão total e última para a existência de um Universo...

Não sou um pregador, nem um reformador, pois gosto de escrever e falar sobre essa maneira de ver as coisas do mesmo modo como as pessoas cantam no banheiro ou mergulham no mar. Não há, portanto, de minha parte, nenhuma missão a cumprir nem qualquer veleidade de converter ninguém, mas acredito que, se esse estado de consciência se tornasse mais universal, o pretenso absurdo que passa por negócios sérios deste mundo acabaria numa gargalhada.

Deveríamos enxergar logo que os elevados ideais, pelos quais estamos nos matando e subjugando uns aos outros, são substitutos vazios e abstratos para os milagres despercebidos que nos rodeiam – não apenas os milagres óbvios da Natureza, mas também o fato esmagador e fantástico da simples existência.

Não acredito, nem por um instante, que um despertar como esse nos privasse da disposição e do interesse pela vida em sociedade. Ao contrário, metade do seu encanto – embora o infinito não tenha metade – consiste em reparti-lo com os outros, [...]"





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