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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Oração dos 4 Elementos a Oxalá

Oração dos quatro elementos pra o Pai Oxalá - Imagem: Isha/Wikimedia Commons: Estatua de Oxalá en Costa do Sauípe, Bahía, Brasil (CC BY 3.0)

"Aos Espíritos da Terra,
eu peço humildemente
que eu tenha abundância
para o meu destino;

Aos Espíritos da Água,
eu peço humildemente
que eu tenha equilíbrio emocional
para o meu coração e
tenha tranquilidade espiritual;

Aos Espíritos do Fogo,
eu peço humildemente
que eu tenha sempre coragem, persistência,
tolerância, força e iniciativa física;

Aos Espíritos do Ar,
eu peço humildemente
que eu saiba compreender
os ensinamentos do dia-a-dia,
que eu saiba me comunicar
com os outros à minha volta
e que eu possa entender
as palavras da minha intuição.

E tudo isso só é possível, porque
Oxalá é Grande e Senhor dos Senhores!"
____
Fonte-web:http://br.groups.yahoo.com/group/filhosdepemba/message/1285 - Imagem: Isha/Wikimedia Commons: Estatua de Oxalá en Costa do Sauípe, Bahía, Brasil (CC BY 3.0) - Clique aqui para livros sobre Espiritualidade...


domingo, 14 de maio de 2017

Dia das Mães: dia de saudar as Yabás


A palavra Yabá quer dizer “Mãe Rainha” e que na África era um título apenas atribuído aos Orixás Yemanjá e Oxum e que no Brasil se estendeu a todos os outros orixás femininos.  

"Senhoras misteriosas em seus fundamentos, ligadas muitas vezes as águas e fecundidade, entedê-las profundamente é como se nós quiséssemos conhecer todos os mistérios da vida e do surgimento da vida.  

Crer na força das Yabás ou nas nossas chamadas “Mães de Cabeça” é como querer estar sempre amparado pela própria mãe carnal em si.  Tal como na família material onde muitas vezes a figura da mãe tem o papel mediador entre a postura educativa e mais séria do pai para com o filho, assim são essas sagradas mãezinhas.  

Energeticamente falando, as Yabas são a metade feminina da existência; ou seja, não há procriação sem a presença do homem, muito menos da mulher.  

Trataremos abaixo das nossas Yabás cultuadas na Umbanda... 



Oxum é a senhora das águas doces, cascatas e rios, desde a sua nascente até o seu encontro com o mar.  Senhora do ouro, do mel, da beleza, da vaidade feminina,  encanto e também do jogo de Ifá (jogo de búzios).  

Ela rege também a fertilidade devido a sua ligação ao óvulo liberado em cada ciclo menstrual.  É a responsável pelas artes culinárias, a qual segundo as lendas, “dobravam” as opiniões contrárias dos seus inimigos através do estômago.  

Possui o título de Yialodê (ou “Senhora da Tribo”), ou seja, é a grande mãe que de todos toma conta, zela e protege.  Suas cores na umbanda são o amarelo, dourado ou azul claro em algumas casas.  

Seu campo de atuação é o amor, as relações humanas, a comunicação, a sensualidade pelo encanto e pela beleza.  Suas obrigações devem sempre serem feitas em ambiente limpo (Oxum detesta poeira e sujeira), gosta de doces finos e frutas das mais variadas,  principalmente as ricas em caldo e sua comida mais ofertada, sem dúvida é o omolocum.


Yemanjá é a senhora dos mares e oceanos...


Dona do Ori, rege o casamento a vida em família.  Senhora também da etiqueta social.  Yabá bastante adorada em nosso país devido a grande extensão de praias e também do mar ser para alguns a sua única fonte de sobrevivência e sustento.  Suas cores são o azul, o branco e também o prateado.  

Também gosta de espelhos tão  quanto Oxum por também estar ligada a vaidade, sendo que esta vaidade não é tão coquete e dengosa quanto a de Oxum, a vaidade de Yemanjá está mais ligada a vaidade de uma rainha soberana e poderosa, visto que, ao lado de Oxalá, também está bastante ligada a criação e na mitologia yorubá ocupar a posição de mãe de todos os Orixás – a grande Matriarca.  

É a senhora de todas as obrigações de cabeça e oboris.  Rege também a fase da gestação até o nascimento da criança.  A Yemanjá pode ser ofertado cocadas brancas, eboya, arroz branco com camarão seco, claras em neve, frutas claras, peixes (tais como sioba e corvina, p. ex.) e também o manjar e etc.


Iansã é a senhora dos bambuzais, das ventanias, dos redemoinhos das tempestades...


 Yabá muito ligada ao elementos fogo e ar.  Yansã representa a sensualidade, a sexualidade, o prazer, a boa risada, a gargalhada sincera e a alegria vibrante.  

A energia da sensualidade que emana desta yabá vem pelos caminhos do desejo ardente e incontrolável.  Tanto que nas lendas africanas, Yansã foi esposa de vários orixás (Obaluayê, Ossain, Ogun, Oxossi, Xangô) isso não só para representar a inquietude regida por ela mas também para mostrar que o elemento AR está presente em vários lugares da natureza e necessário a eles (o vento é necessário para a procriação das plantas, multiplicação das florestas, para alimentar o fogo, por exemplo etc.).  

Mãe Yansã representa a mulher que antes de ir a luta beija os filhos com carinho e chegando nos campos de batalha não deixa a bravura sufocar a sua feminilidade e sensualidade.  Em suas comidas votivas não pode faltar dendê, sendo o acarajé seu prato mais ofertado.  

Também aceita frutas diversas.  Também aceita o abará (papa de feijão fradinho em folha de bananeira cozida em banho maria).  Suas cores principais são o vermelho e o coral, também sendo em algumas casas o rosa e o amarelo.


Nanã Buruquê é a senhora dos pântanos, alagadiços e manguezais.  É a mais velha das Yabás muito ligada aos mistérios da criação...

 
Segundo lendas, Nanã participou da criação do mundo junto a Oxalá, emprestando-lhe o barro para a confecção do ser humano, fazendo –lhe jurar que ao final da vida de cada um deles que ele devolvesse o seu “barro sagrado” novamente, daí a sua saudação: Saluba Nanã Buruquê (Retornaremos ou nos refugiaremos em Nanã Buruquê).  

Yabá muito ligada a vida e a morte, tão quanto Obaluayê, rege a ancestralidade, a tudo o que é antigo e arcaico.  Rege o que não precisa ser mudado por já funcionar (representa “o modernizar pra quê?”) - ex.: uma moringa de barro ao invéz de uma jarra metálica ou uma escama de pirarucu (usada no mundo indígena para o corte de animais e hortaliças ao invés da moderna faca de aço -.  

Nanã é contrário a modernidades e barulheira.  Representa o silêncio, a meditação o aconselhamento e a sabedoria dos mais antigos.  Representa os idosos e sua sabedoria acumulada pela experiência.  Suas cores são o branco e o lilás, ou também o azul cobalto.  Gosta de efó, omolocum de feijão branco, água mineral, beterraba e berinjela preparadas devidamente.  Também aceita frutas."

Fonte: http://irmandadeumbandistaluzdearuanda.blogspot.com.br/2012/12/yabas.html
Imagens: Google images




domingo, 15 de novembro de 2009

A Umbanda: 1 - O quê é um Orixá?




São divindades africanas diretamente relacionadas as Forças da Natureza. Seriam as falanges específicas que trabalham especializadas em determinado meio, como mar, céus, plantas, etc.

Mantém-se na Umbanda o sincretismo religioso com o catolicismo e os seus Santos, assim como no antigo Candomblé dos escravos, por uma questão de tradição, pois antigamente fazia-se necessário como uma forma de tornar aceito o culto afro-brasileiro sem que fosse visto como algo estranho e desconhecido, e, portanto, perseguido e combatido.

Um Orixá é um regente de uma das forças do mundo material, sempre abaixo de Zambi (Olorum, Obatalá), o Deus Supremo. Na África, há em torno de 600 Orixás. No Candomblé, 16. Na Umbanda, Sete.

Há diferença nas cores votivas de cada Orixá, conforme o local do Brasil e a tradição seguida por seus seguidores. Da mesma forma quanto ao Santo sincretizado a cada Orixá.

Entretanto a correlação sincrética mais aceita e difundida é:

Oxalá - Jesus Cristo - Elemento: Ar, Espírito, Luz.
Yemanjá - Nossa Senhora (Maria, mãe de Jesus) - Elemento: Mar.
Ogum - São Jorge - Elemento: Ferro, fogo.
Oxum - Nossa Sra. da Conceição - Elemento: Água doce, metais preciosos.
Oxóssi - São Sebastião - Elemento: Vegetal, mates e florestas.
Yansã - Santa Bárbara - Elemento: Raios, ventos e tempestades.
Xangô - São Jerônimo - Elemento: Mineral, pedras e pedreiras.

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