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quarta-feira, 9 de junho de 2021

Suri Nagamma: 'O Ateu'

"Certa vez um ateu veio a Sri Ramana Maharshi e disse:  — Swami, onde está aquele que chamam Deus? Para mim, Ele não existe.  Bhagavan olhou para ele com simpatia e disse:  — Tudo bem. Vamos supor que não existe nenhum Deus. Você existe, não?  O ateu:  — Sim, eu existo. Como poderia ser diferente? Sim, eu sou.  Bhagavan:  — Sim, isto é suficiente. Você disse que ‘você’ existe. Quem exatamente é este 'você'? Onde está ‘você’? Onde 'você' se encontra, afinal? Primeiro faça essas perguntas.  O ateu:  — E quanto a Deus?  Bhagavan:  — Por que se preocupar com Deus? Se Ele existe ou não existe, você tem certeza de que ‘você’ existe. Descubra a origem do seu eu. Se buscar e encontrar seu eu, verá se a dúvida sobre Deus persiste.   O ateu nada mais tinha a dizer. Às vezes, quando pessoas de diferentes religiões vinham e elogiavam seus próprios líderes religiosos,  Bhagavan costumava dizer-lhes:  — Aquilo que É, é apenas Um. Alguns o chamam Shakti, alguns Shiva, alguns Vishnu, alguns Jesus e alguns Allah. As pessoas dão-lhe os nomes que gostam. O que importa se os nomes que dão são diferentes? Aquilo que É, é apenas Um."    Bhagavan Sri Ramana Maharshi
As religiões são muitas, mas Deus é um só

"Certa vez um ateu veio a Sri Ramana Maharshi e disse:

— Swami, onde está aquele que chamam Deus? Para mim, Ele não existe.

Bhagavan olhou para ele com simpatia e disse:

— Tudo bem. Vamos supor que não existe nenhum Deus. Você existe, não?

O ateu:

— Sim, eu existo. Como poderia ser diferente? Sim, eu sou.

Bhagavan:

— Sim, isto é suficiente. Você disse que ‘você’ existe. Quem exatamente é este 'você'? Onde está ‘você’? Onde 'você' se encontra, afinal? Primeiro faça essas perguntas.

O ateu:

— E quanto a Deus?

Bhagavan:

— Por que se preocupar com Deus? Se Ele existe ou não existe, você tem certeza de que ‘você’ existe. Descubra a origem do seu eu. Se buscar e encontrar seu eu, verá se a dúvida sobre Deus persiste.

 O ateu nada mais tinha a dizer. Às vezes, quando pessoas de diferentes religiões vinham e elogiavam seus próprios líderes religiosos,  Bhagavan costumava dizer-lhes:

— Aquilo que É, é apenas Um. Alguns o chamam Shakti, alguns Shiva, alguns Vishnu, alguns Jesus e alguns Allah. As pessoas dão-lhe os nomes que gostam. O que importa se os nomes que dão são diferentes? Aquilo que É, é apenas Um."


Bhagavan Sri Ramana Maharshi


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domingo, 6 de junho de 2021

Emmanuel: 'Oração e Provação'

Questão n.° 663 de 'O Livro dos Espíritos':  "Podem as preces, que por nós mesmos fizermos, mudar a natureza das nossas provas e desviar-lhes o curso?  “As vossas provas estão nas mãos de Deus e algumas há que têm de ser suportadas até ao fim; mas, Deus sempre leva em conta a resignação. A prece traz para junto de vós os bons Espíritos e, dando-vos estes a força de suportá-las corajosamente, menos rudes elas vos parecem. Hemos dito que a prece nunca é inútil, quando bem feita, porque fortalece aquele que ora, o que já constitui grande resultado. Ajuda-te a ti mesmo e o Céu te ajudará, bem o sabes. Demais, não é possível que Deus mude a ordem da natureza ao sabor de cada um, porquanto o que, do vosso ponto de vista mesquinho e do da vossa vida efêmera, vos parece um grande mal é quase sempre um grande bem na ordem geral do Universo. Além disso, de quantas males não se constitui o homem o próprio autor, pela sua imprevidência ou pelas suas faltas? Ele é punido naquilo em que pecou. Todavia, as súplicas justas são atendidas mais vezes do que supondes. Julgais, de ordinário, que Deus não vos ouviu, porque não fez a vosso favor um milagre, enquanto que vos assiste por meios tão naturais que vos parecem obra do acaso ou da força das coisas. Muitas vezes também, as mais das vezes mesmo, ele vos sugere a ideia que vos faz sair da dificuldade pelo vosso próprio esforço.”
Altar da Igreja de São Vicente de Paulo - Imagem de RonaldSanson por Pixabay


"A oração não suprime, de imediato, os quadros da provação, mas renova-nos o espírito, a fim de que venhamos a sublimá-los ou removê-los.

Repara o caminho que a névoa amortalha, quando a noite escura te distancia do Sol.

Em cima, nuvens extensas furtam-te aos olhos o painel das estrelas e, em baixo, espinheiros e precipícios ameaçam-te os pés.

Debalde, consultarás a bússola que a treva densa embacia.

Se avanças, é possível te arrojes na lama de covas escancaradas; se paras, é provável padeças o assalto de traiçoeiros animais…

Faze, porém, pequenina luz, e tudo se modifica.

O charco não perde a feição de pântano e a pedra mantém-se por desafio que te adverte na estrada; entretanto, podendo ver, surgirás, transformado e seguro, para seguir à frente, vencendo as armadilhas da sombra e as aperturas da marcha.

Assim, também, é a oração nos trilhos da experiência.

Quando a dor te entenebrece os horizontes da alma, subtraindo-te a serenidade e a alegria, tudo parece escuridão envolvente e derrota irremediável, induzindo-te ao desânimo e insuflando-te o desespero; todavia, se acendes no coração leve flama da prece, fios imponderáveis de confiança ligam-te o ser à Providência Divina.

Exteriormente, em torno, o sofrimento não se desfaz da catadura sombria; a morte, ainda e sempre, é o véu de dolorosa separação; a prova é o mesmo teste inquietante e o golpe da expiação continua sendo a luta difícil e inevitável, mas estarás, em ti próprio, plenamente refeito, no imo das próprias forças, com a visão espiritual iluminada por dentro, a fim de que compreendas, acima das tuas dores, o plano sábio da vida, que te ergue dos labirintos do mundo à bênção do amor de Deus."


Chico Xavier e Emmanuel, em 'Religião dos Espíritos'

Reunião pública de 11 de Maio de 1959


Questão n.° 663 de 'O Livro dos Espíritos':


663. Podem as preces, que por nós mesmos fizermos, mudar a natureza das nossas provas e desviar-lhes o curso?

“As vossas provas estão nas mãos de Deus e algumas há que têm de ser suportadas até ao fim; mas, Deus sempre leva em conta a resignação. A prece traz para junto de vós os bons Espíritos e, dando-vos estes a força de suportá-las corajosamente, menos rudes elas vos parecem. Hemos dito que a prece nunca é inútil, quando bem feita, porque fortalece aquele que ora, o que já constitui grande resultado. Ajuda-te a ti mesmo e o Céu te ajudará, bem o sabes. Demais, não é possível que Deus mude a ordem da natureza ao sabor de cada um, porquanto o que, do vosso ponto de vista mesquinho e do da vossa vida efêmera, vos parece um grande mal é quase sempre um grande bem na ordem geral do Universo. Além disso, de quantas males não se constitui o homem o próprio autor, pela sua imprevidência ou pelas suas faltas? Ele é punido naquilo em que pecou. Todavia, as súplicas justas são atendidas mais vezes do que supondes. Julgais, de ordinário, que Deus não vos ouviu, porque não fez a vosso favor um milagre, enquanto que vos assiste por meios tão naturais que vos parecem obra do acaso ou da força das coisas. Muitas vezes também, as mais das vezes mesmo, ele vos sugere a ideia que vos faz sair da dificuldade pelo vosso próprio esforço.”



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sexta-feira, 4 de junho de 2021

Salmo LXXVI: "Deus salva os pobres da Terra"

Leia, ore, medite e recite o Salmo 76 para conquistar o amor, viver feliz e sem as preocupações e perturbações que entristecem a alma. Sendo perfeito para quem deseja amplificar sua fé na oração e a eficiência de sua meditação, a força deste salmo está na forma como nós, fiéis, nos colocamos diante do Criador.  O Salmo 76 é especial para aproximar-se de Deus e muito usado contra perturbações da alma, insônia, incredulidade, medo e desconfiança do próprio poder.  Diz a tradição que também é um salmo excelente para receber o auxílio divino em casos de tempestades, inundações, raios, tremores de terra e ciclones.  Ao ler o salmo medite sobre a grandeza de Deus e Seu poder, reflita a respeito dos milagres e bênçãos que diariamente o Senhor opera na vida de todos, e como a proteção divina é maravilhosa.  As graças divinas são obtidas por quem chama pelo nome de Deus, e os poderosos deste mundo tremem diante dele. Deus salva o pobres da Terra!

Leia, ore, medite e recite o Salmo 76 para conquistar o amor, viver feliz e sem as preocupações e perturbações que entristecem a alma. Sendo perfeito para quem deseja amplificar sua fé na oração e a eficiência de sua meditação, a força deste salmo está na forma como nós, fiéis, nos colocamos diante do Criador.

O Salmo 76 é especial para aproximar-se de Deus e muito usado contra perturbações da alma, insônia, incredulidade, medo e desconfiança do próprio poder.  Diz a tradição que também é um salmo excelente para receber o auxílio divino em casos de tempestades, inundações, raios, tremores de terra e ciclones.

Ao ler o salmo medite sobre a grandeza de Deus e Seu poder, reflita a respeito dos milagres e bênçãos que diariamente o Senhor opera na vida de todos, e como a proteção divina é maravilhosa.

As graças divinas são obtidas por quem chama pelo nome de Deus, e os poderosos deste mundo tremem diante dele. Deus salva o pobres da Terra!


Salmo 76: cântico de Asafe, sobre instrumentos de cordas, para o diretor do coro


1. Deus é bem conhecido em Judá; o seu nome tem grande prestígio em Israel.

2. É em Salém (Jerusalém) que está a sua habitação; a sua morada é no monte Sião.

3. Ali ele destrói as armas de combate do inimigo: escudos, espadas, arcos e flechas. (Pausa)

4. As montanhas eternas não podem ser comparadas contigo em glória.

5. Os mais valentes dos nossos adversários foram despojados; jazem na terra, no sono da morte.

6. Nenhum dos seus mais valentes combatentes foi capaz de levantar as mãos contra nós. Quando os repreendes, ó Deus de Jacob, os carros de combate e os seus ocupantes caem.

7. Por isso, és grandemente temido. Quem pode ficar impassível, quando te exaltas na tua severidade?

8. A tua sentença faz-se ouvir desde os céus; a terra tremeu e ficou silenciosa diante de ti.

9. Levantaste-te para punir os malfeitores e para defenderes os aflitos na terra. (Pausa)

10. A cólera dos homens só fará com que sejas louvado; os que escaparem à tua ira servir-te-ão de adorno.

11. Cumpram os votos que fizerem ao Senhor, vosso Deus; tragam-lhe presentes, os que vivem perto dele, pois deve ser respeitado e temido.

12. Ele tem na sua mão a vida, mesmo a dos homens mais importantes, e causa espanto até aos reis da Terra.







terça-feira, 1 de junho de 2021

Emmanuel: 'Oração e Renovação'

 “Holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram.”

Paulo, em 'Hebreus', 10:6


"É certo que todo trabalho sincero de adoração espiritual nos levanta a alma, elevando-nos os sentimentos. A súplica, no remorso, traz-nos a bênção das lágrimas consoladoras. A rogativa na aflição dá-nos a conhecer a deficiência própria, ajudando-nos a descobrir o valor da humildade. A solicitação na dor revela-nos a fonte sagrada da Inesgotável Misericórdia. A oração refrigera, alivia, exalta, esclarece, eleva, mas, sobretudo, afeiçoa o coração ao serviço divino. Não olvidemos, porém, de que os atos íntimos e profundos da fé são necessários e úteis a nós próprios. Na essência, não é o Senhor quem necessita de nossas manifestações votivas, mas somos nós mesmos que devemos aproveitar a sublime possibilidade da repetição, aprendendo com a sabedoria da vida. Jesus espera por nossa renovação espiritual, acima de tudo. Se erraste, é preciso procurar a porta da retificação. Se ofendeste a alguém, corrige-te na devida reconciliação. Se te desviaste da senda reta, volta ao caminho direito. Se te perturbaste, harmoniza-te de novo. Se abrigaste a revolta, recupera a disciplina de ti mesmo. Em qualquer posição de desequilíbrio, lembra-te de que a prece pode trazer-te sugestões divinas, ampliar-te a visão espiritual e proporcionar-te consolações abundantes; todavia, para o Senhor não bastam as posições convencionais ou verbalistas. O Mestre confere-nos a Dádiva e pede-nos a Iniciativa. Nos teus dias de luta, portanto, faze os votos e promessas que forem de teu agrado e proveito, mas não te esqueças da ação e da renovação aproveitáveis na obra divina do mundo e sumamente agradáveis aos olhos do Senhor."  Chico Xavier e Emmanuel, em "Vinha de Luz" Capítulo 21

"É certo que todo trabalho sincero de adoração espiritual nos levanta a alma, elevando-nos os sentimentos.
A súplica, no remorso, traz-nos a bênção das lágrimas consoladoras. A rogativa na aflição dá-nos a conhecer a deficiência própria, ajudando-nos a descobrir o valor da humildade. A solicitação na dor revela-nos a fonte sagrada da Inesgotável Misericórdia.
A oração refrigera, alivia, exalta, esclarece, eleva, mas, sobretudo, afeiçoa o coração ao serviço divino. Não olvidemos, porém, de que os atos íntimos e profundos da fé são necessários e úteis a nós próprios.
Na essência, não é o Senhor quem necessita de nossas manifestações votivas, mas somos nós mesmos que devemos aproveitar a sublime possibilidade da repetição, aprendendo com a sabedoria da vida.
Jesus espera por nossa renovação espiritual, acima de tudo.
Se erraste, é preciso procurar a porta da retificação.
Se ofendeste a alguém, corrige-te na devida reconciliação.
Se te desviaste da senda reta, volta ao caminho direito.
Se te perturbaste, harmoniza-te de novo.
Se abrigaste a revolta, recupera a disciplina de ti mesmo.
Em qualquer posição de desequilíbrio, lembra-te de que a prece pode trazer-te sugestões divinas, ampliar-te a visão espiritual e proporcionar-te consolações abundantes; todavia, para o Senhor não bastam as posições convencionais ou verbalistas.
O Mestre confere-nos a Dádiva e pede-nos a Iniciativa.
Nos teus dias de luta, portanto, faze os votos e promessas que forem de teu agrado e proveito, mas não te esqueças da ação e da renovação aproveitáveis na obra divina do mundo e sumamente agradáveis aos olhos do Senhor."

Chico Xavier e Emmanuel, em "Vinha de Luz" Capítulo 21







domingo, 30 de maio de 2021

'Culto Doméstico': Chico e Casimiro Cunha, em 'Gotas de Luz'

"Quando o culto do Evangelho  Brilha no centro do lar,  A luta de cada dia  Começa a santificar.    Onde a língua tresloucada  Dilacera e calunia,  Brotam flores luminosas  De sacrossanta alegria.    No lugar em que a mentira  Faz guerra de incompreensão,  A verdade estabelece  O império do amor cristão.    Onde a ira ruge e morde,  Qual rude e invisível fera,  Surge o silêncio amoroso  Que entende, respeita e espera.    A mente dos aprendizes  Bebe luz, em pleno ar.  Todos disputam contentes  A glória de auxiliar.      À bênção do culto aberto,  Na divina diretriz,  Conversa Jesus com todos  E a casa vive feliz.    Quem traz a igreja consigo,  Combatendo a treva e o mal,  Encontra a porta sublime  Do Reino Celestial."    Chico Xavier e Casimiro Cunha, em 'Gotas de Luz', Capítulo 7: 'Culto Doméstico'


"Quando o culto do Evangelho

Brilha no centro do lar,

A luta de cada dia

Começa a santificar.


Onde a língua tresloucada

Dilacera e calunia,

Brotam flores luminosas

De sacrossanta alegria.


No lugar em que a mentira

Faz guerra de incompreensão,

A verdade estabelece

O império do amor cristão.


Onde a ira ruge e morde,

Qual rude e invisível fera,

Surge o silêncio amoroso

Que entende, respeita e espera.


A mente dos aprendizes

Bebe luz, em pleno ar.

Todos disputam contentes

A glória de auxiliar.

  

À bênção do culto aberto,

Na divina diretriz,

Conversa Jesus com todos

E a casa vive feliz.


Quem traz a igreja consigo,

Combatendo a treva e o mal,

Encontra a porta sublime

Do Reino Celestial."


Chico Xavier e Casimiro Cunha, em 'Gotas de Luz', Capítulo 7: 'Culto Doméstico'



quinta-feira, 27 de maio de 2021

Chico Xavier e Cerinto: 'Em prece a Jesus'

"Senhor Jesus!  Divino condenado sem culpa!…  Enquanto te rememoramos o madeiro de ignomínia, lança tua bênção sobre nós, os que nos enfileiramos, junto à rebeldia do Mau Ladrão..  Tu que te deixaste sacrificar pelos que morriam no cativeiro do mundo, lembra-te daqueles que ainda escravizam.  Tu que te confiaste à extrema renúncia pelos que padeciam na miséria, não te esqueças daqueles que ainda estendem na Terra o sofrimento e a ignorância, a fome e a nudez!  Muitos, ó Eterno Benfeitor, te rogarão socorro para os que foram relegados à intempérie, entretanto, nós sabemos que a tua presença sublime aquece todos os que foram abandonados à noite da provação e, por isso, rogar-te-emos abrigo para as mãos que erguem templos em tua memória, esquecendo fora das portas os que soluçam de frio…  Ah! Senhor! quantos te pedirão pela ovelha estraçalhada, longe do aprisco!… Nós, no entanto, não desconhecemos que o teu olhar vela, poderoso e vigilante, ao pé de todos os vencidos, convertendo-lhes a dor em pão de tua graça, nos celeiros da eterna vitória!… Suplicar-te-emos, assim, abençoes o lobo que se julga triunfante.  Mestre da Cruz, compadece-te, pois, de todos nós, os que te buscamos com a oração do arrependimento, crucificados ainda no madeiro de nossa crueldade, algemados ao cárcere de nossos próprios crimes, garroteados pelas recordações dolorosas que nos entenebrecem a consciência!  Ampara-nos, Senhor, a nós, os que abusamos da inteligência, os que exploramos as viúvas e os órfãos, os que deliberadamente fugimos ao amor que nos ensinaste!  Excelso Benfeitor, estende sobre nós teu olhar compassivo, tu, Senhor, que, enquanto recebias as manifestações de solidariedade e pesar das mulheres piedosas de Jerusalém, pensavas em como haverias de converter a fraqueza de Pedro em resistência e como haverias de levantar o Espírito de Judas, nosso irmão!…  Ó Senhor, compadece-te, ainda, das cruzes que talhamos, das aflições criadas por nós mesmos e lança do lenho que não merecias o teu olhar de perdão sobre as nossas dores, para que sejamos, ainda, hoje como ontem, aliviados por tuas sublimes palavras: — “Perdoa-lhes, meu Pai, porque efetivamente não sabem o que fazem.”" - Chico Xavier e Cerinto
Trecho do livro 'Vozes do Grande Além', de Chico Xavier - Foto: Ronald Sanson

"Senhor Jesus!

Divino condenado sem culpa!…

Enquanto te rememoramos o madeiro de ignomínia, lança tua bênção sobre nós, os que nos enfileiramos, junto à rebeldia do Mau Ladrão...

Tu que te deixaste sacrificar pelos que morriam no cativeiro do mundo, lembra-te daqueles que ainda escravizam.

Tu que te confiaste à extrema renúncia pelos que padeciam na miséria, não te esqueças daqueles que ainda estendem na Terra o sofrimento e a ignorância, a fome e a nudez!

Muitos, ó Eterno Benfeitor, te rogarão socorro para os que foram relegados à intempérie, entretanto, nós sabemos que a tua presença sublime aquece todos os que foram abandonados à noite da provação e, por isso, rogar-te-emos abrigo para as mãos que erguem templos em tua memória, esquecendo fora das portas os que soluçam de frio…

Ah! Senhor! quantos te pedirão pela ovelha estraçalhada, longe do aprisco!… Nós, no entanto, não desconhecemos que o teu olhar vela, poderoso e vigilante, ao pé de todos os vencidos, convertendo-lhes a dor em pão de tua graça, nos celeiros da eterna vitória!… Suplicar-te-emos, assim, abençoes o lobo que se julga triunfante.

Mestre da Cruz, compadece-te, pois, de todos nós, os que te buscamos com a oração do arrependimento, crucificados ainda no madeiro de nossa crueldade, algemados ao cárcere de nossos próprios crimes, garroteados pelas recordações dolorosas que nos entenebrecem a consciência!

Ampara-nos, Senhor, a nós, os que abusamos da inteligência, os que exploramos as viúvas e os órfãos, os que deliberadamente fugimos ao amor que nos ensinaste!

Excelso Benfeitor, estende sobre nós teu olhar compassivo, tu, Senhor, que, enquanto recebias as manifestações de solidariedade e pesar das mulheres piedosas de Jerusalém, pensavas em como haverias de converter a fraqueza de Pedro em resistência e como haverias de levantar o Espírito de Judas, nosso irmão!…

Ó Senhor, compadece-te, ainda, das cruzes que talhamos, das aflições criadas por nós mesmos e lança do lenho que não merecias o teu olhar de perdão sobre as nossas dores, para que sejamos, ainda, hoje como ontem, aliviados por tuas sublimes palavras: — “Perdoa-lhes, meu Pai, porque efetivamente não sabem o que fazem.”¹"


Francisco Cândido Xavier e Cerinto, em 'Vozes do Grande Além'


1- “Então ele ergueu seus olhos para o céu e disse: 'Pai, perdoa-lhes, pois eles não sabem o que fazem'” (Lucas 23.34)

 

Nota: "Nas tarefas da noite de 29 de março de 1956 justamente quando a Cristandade comemorava o sacrifício de Jesus, foi Cerinto, o amigo espiritual que já apresentamos aos nossos leitores, quem veio orar conosco. Emocionando-nos intensamente com a sua inflexão de voz, que lhe denunciava a profunda renovação íntima, pronunciou Cerinto a sua prece em lágrimas."

Leia o livro na íntegra, clicando aqui...




domingo, 23 de maio de 2021

Chico e Meimei: 'Esse o Caminho'

"Rogaste a Deus acesso à felicidade.  Entretanto, hoje mesmo, ofereceste aos próprios irmãos o veneno do pessimismo no prato da intolerância.  Gritaste maldição para os que te feriram e acusaste por desertores os amigos que a vida arredou para longe de teu afeto.  Assinalaste companheiros sofredores com adjetivos amargos e fugiste à presença dos que te rogavam consolação.  Para e pensa. Cada pessoa necessitada, quanto cada problema, constituem degraus para a Grande Subida.  A ingratidão dos familiares e o azedume dos que mais amas são convites e apelos à revelação de tua própria bondade.  Suportando o buril, o mármore desvela a obra prima e tolerando os golpes do arado é que a terra produz. Esse é o nosso caminho para o triunfo.  É por isso talvez que Jesus escolheu a cruz da renunciação à maneira de trono para a suprema vitória. Nem conforto entre os homens, nem piedade para si mesmo. Somente o amor puro, embora sangrando, mas de braços abertos."    Chico Xavier e Meimei, em 'Visão Nova' (Capítulo 7) - Foto: 'Porta da Igreja do Rosário', em Curitiba, por Ronald Sanson
Trecho do livro 'Visão Nova', de Chico Xavier - Capítulo 7 - Foto: Ronald Sanson (Instagram)


"Rogaste a Deus acesso à felicidade.

Entretanto, hoje mesmo, ofereceste aos próprios irmãos o veneno do pessimismo no prato da intolerância.

Gritaste maldição para os que te feriram e acusaste por desertores os amigos que a vida arredou para longe de teu afeto.

Assinalaste companheiros sofredores com adjetivos amargos e fugiste à presença dos que te rogavam consolação.

Para e pensa. Cada pessoa necessitada, quanto cada problema, constituem degraus para a Grande Subida.

A ingratidão dos familiares e o azedume dos que mais amas são convites e apelos à revelação de tua própria bondade.

Suportando o buril, o mármore desvela a obra prima e tolerando os golpes do arado é que a terra produz. Esse é o nosso caminho para o triunfo.

É por isso talvez que Jesus escolheu a cruz da renunciação à maneira de trono para a suprema vitória. Nem conforto entre os homens, nem piedade para si mesmo. Somente o amor puro, embora sangrando, mas de braços abertos."


Chico Xavier e Meimei, em 'Visão Nova' (Capítulo 7)



quinta-feira, 20 de maio de 2021

Emmanuel: 'A Prece Recompõe'

 “E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos.” (Atos, 4:31)


"Na construção de simples casa de pedra, há que despender longo esforço para ajustar ambiente próprio, removendo óbices, eliminando asperezas e melhorando a paisagem. Quando não é necessário acertar o solo rugoso, é preciso, muitas vezes, aterrar o chão, formando leito seguro, à base forte.  Instrumentos variados movimentam-se, metódicos, no trabalho renovador.  Assim também na esfera de cogitações de ordem espiritual.  Na edificação da paz doméstica, na realização dos ideais generosos, no desdobramento de serviços edificantes, urge providenciar recursos ao entendimento geral, com vistas à cooperação, à responsabilidade, ao processo de ação imprescindível. E, sem dúvida, a prece representa a indispensável alavanca renovadora, demovendo obstáculos no terreno duro da incompreensão.  A oração é divina voz do Espírito no grande silêncio.  Nem sempre se caracteriza por sons articulados na conceituação verbal, mas, invariavelmente, é prodigioso poder espiritual comunicando emoções e pensamentos, imagens e ideias, desfazendo empecilhos, limpando estradas, reformando concepções e melhorando o quadro mental em que nos cabe cumprir a tarefa a que o Pai nos convoca.  Muitas vezes, nas lutas do discípulo sincero do Evangelho, a maioria dos afeiçoados não lhe entende os propósitos, os amigos desertam, os familiares cedem à sombra e à ignorância; entretanto, basta que ele se refugie no santuário da própria vida, emitindo as energias benéficas do amor e da compreensão, para que se mova, na direção de mais alto, o lugar em que se demora com os seus.  A prece tecida de inquietação e angústia não pode distanciar-se dos gritos desordenados de quem prefere a aflição e se entrega à imprudência, mas a oração tecida de harmonia e confiança é força imprimindo direção à bússola da fé viva, recompondo a paisagem em que vivemos e traçando rumos novos para a vida superior."    Francisco Cândido Xavier e Emmanuel, em 'Vinha de Luz'
Trecho de 'A Prece Recompõe', do livro 'Vinha de Luz' - Foto: 'Ruínas de São Francisco', por Ronald Sanson

"Na construção de simples casa de pedra, há que despender longo esforço para ajustar ambiente próprio, removendo óbices, eliminando asperezas e melhorando a paisagem.

Quando não é necessário acertar o solo rugoso, é preciso, muitas vezes, aterrar o chão, formando leito seguro, à base forte.

Instrumentos variados movimentam-se, metódicos, no trabalho renovador.

Assim também na esfera de cogitações de ordem espiritual.

Na edificação da paz doméstica, na realização dos ideais generosos, no desdobramento de serviços edificantes, urge providenciar recursos ao entendimento geral, com vistas à cooperação, à responsabilidade, ao processo de ação imprescindível. E, sem dúvida, a prece representa a indispensável alavanca renovadora, demovendo obstáculos no terreno duro da incompreensão.

A oração é divina voz do Espírito no grande silêncio.

Nem sempre se caracteriza por sons articulados na conceituação verbal, mas, invariavelmente, é prodigioso poder espiritual comunicando emoções e pensamentos, imagens e ideias, desfazendo empecilhos, limpando estradas, reformando concepções e melhorando o quadro mental em que nos cabe cumprir a tarefa a que o Pai nos convoca.

Muitas vezes, nas lutas do discípulo sincero do Evangelho, a maioria dos afeiçoados não lhe entende os propósitos, os amigos desertam, os familiares cedem à sombra e à ignorância; entretanto, basta que ele se refugie no santuário da própria vida, emitindo as energias benéficas do amor e da compreensão, para que se mova, na direção de mais alto, o lugar em que se demora com os seus.

A prece tecida de inquietação e angústia não pode distanciar-se dos gritos desordenados de quem prefere a aflição e se entrega à imprudência, mas a oração tecida de harmonia e confiança é força imprimindo direção à bússola da fé viva, recompondo a paisagem em que vivemos e traçando rumos novos para a vida superior."


Francisco Cândido Xavier e Emmanuel, em 'Vinha de Luz'






segunda-feira, 17 de maio de 2021

Emmanuel: 'Oração do Discípulo'

"Senhor Jesus!  Do pesado madeiro de minha consciência, em que as minhas fraquezas te crucificaram, ouve-me os rogos e não me negues teu socorro constante.  Vidente Divino, dá-me a graça de ver os favores com que me enriqueces, em forma de lutas e sofrimentos.  Benfeitor Eterno, faze-me sentir a alegria do Céu, em minhas dores terrestres.  Oleiro Paciente, aquece a argila do meu frágil coração para que se transforme em vaso proveitoso ao teu serviço.  Sábio Juiz, infunde-me respeito às leis divinas que esperam a minha regeneração para a eternidade.  Companheiro Atencioso, auxilia-me a ser irmão de todas as criaturas.  Médico Infalível, cura-me as chagas íntimas, alimentadas por minha própria imprevidência.  Amigo Admirável, sela meus lábios para o mal e inspira-me o amor infatigável ao bem.  Mestre Abnegado, não me faltes com as tuas lições de cada dia.  Semeador Celeste, protege a terra de minh'alma contra os vermes da má vontade e da preguiça para que eu te encontre incessantemente no trabalho que me concedeste.  Senhor das Bênçãos, não me relegues aos inconscientes desejos que nascem de mim e sustenta-me no abençoado caminho da vida reta em que devo negar a mim mesmo, tomar a cruz salvadora de minhas próprias obrigações e marchar ao teu encontro, hoje e sempre. Assim seja."    Chico Xavier e Emmanuel
Imagem: 'A Santa Ceia' / Pixabay - Legendas: Orações e Magia

"Senhor Jesus!

Do pesado madeiro de minha consciência, em que as minhas fraquezas te crucificaram, ouve-me os rogos e não me negues teu socorro constante.

Vidente Divino, dá-me a graça de ver os favores com que me enriqueces, em forma de lutas e sofrimentos.

Benfeitor Eterno, faze-me sentir a alegria do Céu, em minhas dores terrestres.

Oleiro Paciente, aquece a argila do meu frágil coração para que se transforme em vaso proveitoso ao teu serviço.

Sábio Juiz, infunde-me respeito às leis divinas que esperam a minha regeneração para a eternidade.

Companheiro Atencioso, auxilia-me a ser irmão de todas as criaturas.

Médico Infalível, cura-me as chagas íntimas, alimentadas por minha própria imprevidência.

Amigo Admirável, sela meus lábios para o mal e inspira-me o amor infatigável ao bem.

Mestre Abnegado, não me faltes com as tuas lições de cada dia.

Semeador Celeste, protege a terra de minh'alma contra os vermes da má vontade e da preguiça para que eu te encontre incessantemente no trabalho que me concedeste.

Senhor das Bênçãos, não me relegues aos inconscientes desejos que nascem de mim e sustenta-me no abençoado caminho da vida reta em que devo negar a mim mesmo, tomar a cruz salvadora de minhas próprias obrigações e marchar ao teu encontro, hoje e sempre. Assim seja."


Chico Xavier e Emmanuel, em 'Relicário de Luz' (109)




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