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quarta-feira, 9 de junho de 2021

Suri Nagamma: 'O Ateu'

"Certa vez um ateu veio a Sri Ramana Maharshi e disse:  — Swami, onde está aquele que chamam Deus? Para mim, Ele não existe.  Bhagavan olhou para ele com simpatia e disse:  — Tudo bem. Vamos supor que não existe nenhum Deus. Você existe, não?  O ateu:  — Sim, eu existo. Como poderia ser diferente? Sim, eu sou.  Bhagavan:  — Sim, isto é suficiente. Você disse que ‘você’ existe. Quem exatamente é este 'você'? Onde está ‘você’? Onde 'você' se encontra, afinal? Primeiro faça essas perguntas.  O ateu:  — E quanto a Deus?  Bhagavan:  — Por que se preocupar com Deus? Se Ele existe ou não existe, você tem certeza de que ‘você’ existe. Descubra a origem do seu eu. Se buscar e encontrar seu eu, verá se a dúvida sobre Deus persiste.   O ateu nada mais tinha a dizer. Às vezes, quando pessoas de diferentes religiões vinham e elogiavam seus próprios líderes religiosos,  Bhagavan costumava dizer-lhes:  — Aquilo que É, é apenas Um. Alguns o chamam Shakti, alguns Shiva, alguns Vishnu, alguns Jesus e alguns Allah. As pessoas dão-lhe os nomes que gostam. O que importa se os nomes que dão são diferentes? Aquilo que É, é apenas Um."    Bhagavan Sri Ramana Maharshi
As religiões são muitas, mas Deus é um só

"Certa vez um ateu veio a Sri Ramana Maharshi e disse:

— Swami, onde está aquele que chamam Deus? Para mim, Ele não existe.

Bhagavan olhou para ele com simpatia e disse:

— Tudo bem. Vamos supor que não existe nenhum Deus. Você existe, não?

O ateu:

— Sim, eu existo. Como poderia ser diferente? Sim, eu sou.

Bhagavan:

— Sim, isto é suficiente. Você disse que ‘você’ existe. Quem exatamente é este 'você'? Onde está ‘você’? Onde 'você' se encontra, afinal? Primeiro faça essas perguntas.

O ateu:

— E quanto a Deus?

Bhagavan:

— Por que se preocupar com Deus? Se Ele existe ou não existe, você tem certeza de que ‘você’ existe. Descubra a origem do seu eu. Se buscar e encontrar seu eu, verá se a dúvida sobre Deus persiste.

 O ateu nada mais tinha a dizer. Às vezes, quando pessoas de diferentes religiões vinham e elogiavam seus próprios líderes religiosos,  Bhagavan costumava dizer-lhes:

— Aquilo que É, é apenas Um. Alguns o chamam Shakti, alguns Shiva, alguns Vishnu, alguns Jesus e alguns Allah. As pessoas dão-lhe os nomes que gostam. O que importa se os nomes que dão são diferentes? Aquilo que É, é apenas Um."


Bhagavan Sri Ramana Maharshi


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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Evangelho de Tomé, segundo Huberto Rohden

Vida Eterna e Luz como Alimento


O Quinto Evangelho - por Huberto Rohden

11- Disse Jesus: Este céu passará, e passará também aquele que está por cima deste. Os mortos não vivem, e os vivos não morrerão. 

Quando comíeis o que era morto, vós o tornáveis vivo. Quando estiverdes na luz, que fareis? Quando éreis um, vos tornastes dois; mas, quando fordes dois, que fareis?

"Essas palavras do Evangelho de Tomé são de imensa profundidade, e dificilmente encontrarão paralelo em outros livros sacros. O céu físico passará, e mesmo os outros céus - astral, etéreo, mental, ou que outro nome tenham - são estágios evolutivos não definitivos.

Todos os seres que não integrarem a sua individualidade viva na Vida Universal são mortos, porque mortais, embora se considerem fisicamente vivos. O que não é metafisicamente vivo não é realmente vivo. Somente o vivo que se integra na Vida é que é real e definitivamente vivo. Os vivos não integrados na Vida são mortos, pseudo-vivos, mas realmente mortos. Imortal é somente a Vida, a Divindade, o Infinito, o Eterno, o Absoluto; todas, as creaturas são mortais, ou então imortalizáveis; nenhuma creatura é realmente imortal; imortal é somente o Creador.

A Sagrada Escritura chama "morto" o homem que vive na ego-consciência, porque não integrou o seu ego, pseudo-vivo, na Vida; - o homem da ego - consciência não é realmente vivo. Realmente vivo é somente o homem da cosmo-consciência, que integrou o seu vivo individual na Vida Universal.

Os verdadeiramente vivos não podem morrer jamais, porque integraram o seu indivíduo potencialmente imortal na Realidade atualmente imortal. O homem ainda não realmente imortal come coisas mortas, como são todos os alimentos assimiláveis, mesmo os que ciência chama vivos, como vegetais crus. O homem definitivamente imortalizado não se nutre e nada que seja morto ou mortal.

Quem digere e assimila o morto ou mortal torna-o imortal. Assimilar quer dizer tornar o assimilado semelhante ao assimilados. A Filosofia Oriental manda "comer o mundo". O profano, porém, é comido pelo mundo, e por isto é mundanizado ou profanizado. O místico isolacionista recusa comer o mundo e se isola longe do mundo; não é mundano nem mundanizado. 


Somente o homem cósmico, o místico dinâmico, não é comido pelo mundo, nem recusa comer o mundo, mas come o mundo e o digere devidamente; e, neste caso, o mundo, devidamente digerido e assimilado, ajuda o homem a crescer e realizar-se cada vez mais. O homem cósmico é o homem realmente vivo e imortalizado.

Só o homem quando definitiva e realmente vivo, não necessita de comer, a não ser luz, que é a última fronteira do mundo material; a luz cósmica é energia descondensada, a substância mais sutil que existe no mundo creado. O homem, lucigênito e lucificado, é também lucífago.

No princípio, todo o Verso era Uno. O Uno creador manifestou-se no Verso criado, em infinitos graus de diversidade e diversificação. Agora o Universo existe como Realidade Uno e Facticidades Verso. 

Quando o Verso morre, volta ao Uno, o Vivo se dilui na Vida; ou então, como no homem, o Verso do Vivo se integra no Uno da Vida. As criaturas infra-humanas se diluem no Criador e deixam de existir como criaturas distintas. Somente o homem, em vez de se diluir, pode integrar-se na Vida do Criador."


1- Huberto Rohden nasceu em São Ludgero, no dia 31 de dezembro de 1893 e fez sua passagem ao mundo espiritual em São Paulo, no dia 7 de outubro de 1981. Rohden foi um filósofo, educador e teólogo catarinense, radicado em São Paulo. Filho de Johannes Rohden e de Anna Locks.

Precursor do espiritualismo universalista, escreveu mais de 100 obras (ao final da vida, condensadas em 65 livros), onde franqueou leitura ecumênica de temáticas espirituais e abordagem espiritualista de questões pertinentes à Pedagogia, Ciência e Filosofia, enfatizando o autoconhecimento, auto-educação e a auto-realização.

Propositor da filosofia univérsica, por meio da qual defendia a harmonia cósmica e a cosmocracia: autogoverno pelas leis éticas universais, conexão do ser humano com a consciência coletiva do universo e florescimento da essência divina do indivíduo, reconhecendo que deve assumir as conseqüências dos atos e buscar a reforma íntima, sem atribuir à autoridade eclesiástica o poder de eliminar os débitos morais do fiel.




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