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domingo, 26 de julho de 2020

Os verdadeiros objetivos do Espiritismo, por Allan Kardec

Pela ocasião da passagem de ano no calendário Maia (26/07), o ano-novo galáctico, recordemos e memoremos os verdadeiros objetivos e preceitos do Espiritismo, que tem na união, amor e caridade suas principais bandeiras...


Pela ocasião da passagem de ano no calendário Maia (26/07), o ano-novo galáctico, recordemos e memoremos os verdadeiros objetivos e preceitos do Espiritismo, que tem na união, amor e caridade suas principais bandeiras... Em carta enviada por Allan Kardec à Sociedade Espírita de Lyon, por ocasião da passagem do ano-novo do calendário cristão, de 1862, o decodificador da Doutrina Espírita resume os verdadeiros objetivos do Espiritismo, os quais lembramos em trecho transcrito nesta postagem.  Kardec já alertava sobre os cuidados que devemos ter com os inimigos do Espiritismo, com as tentativas de divisão do movimento por inimigos que iriam buscar plantar a divisão e a dissolução através de discussões políticas e intolerância religiosa, "criando sistemas divergentes e suscitando entre eles (nós) a desconfiança e a inveja."...

Em carta enviada por Allan Kardec à Sociedade Espírita de Lyon, por ocasião da passagem do ano-novo do calendário cristão, de 1862, o decodificador da Doutrina Espírita resume os verdadeiros objetivos do Espiritismo, os quais lembramos em trecho transcrito nesta postagem.

Kardec já alertava sobre os cuidados que devemos ter com os inimigos do Espiritismo, com as tentativas de divisão do movimento por inimigos que iriam buscar plantar a divisão e a dissolução através de discussões políticas e intolerância religiosa, "criando sistemas divergentes e suscitando entre eles (nós) a desconfiança e a inveja."

Ano-Novo e Nova Era

No dia 26 de julho é comemorado o ano-novo no calendário Maia. O "Ano-Novo Galáctico". Por oportunidade dessa ocasião e em meio às grandes transformações pelas quais passa a sociedade humana. Devemos estar alertas para com as divisões provocadas pela polarização política que racha a sociedade nos maiores países do mundo, e a pandemia de coronavírus que vivemos em 2020. Se faz assim assaz lembrar as palavras de Allan Kardec.

Temos historicamente a oportunidade e obrigação de aprender com os acontecimentos. Despertar para a coletividade, para o cuidado com a nossa casa comum, buscando por tempos de maior igualdade, fraternidade e justiça social. A união dos povos, através das pessoas de boa vontade, pode fazer com que o mundo saia um lugar melhor para se viver. A humanidade não pode valorizar novamente o ter em detrimento do ser, isto seria um grande erro. 

Cabe a nós plantar e cultivar o amor ao próximo, assim como o Cristo nos ensinou, e deixar as diferenças e divisões no passado. Como nos lembrou Kardec: "fora da caridade não há salvação." Se depois dessa pandemia não nos tornarmos pessoas melhores, então não teremos aprendido nada da vida. Vivemos um momento no qual o ser humano é chamado para voltar a ser humano!

Cumprimentos de ano-novo (Revista Espírita, 1862)


"... A tática ora em ação pelos inimigos dos espíritas, mas que vai ser empregada com novo ardor, é a de tentar dividi-los, criando sistemas divergentes e suscitando entre eles a desconfiança e a inveja. Não vos deixeis cair na armadilha, e tende certeza de que quem quer que procure, seja por que meio for, romper a boa harmonia, não pode ter boas intenções. Eis por que vos advirto para que tenhais a maior circunspeção na formação dos vossos grupos, não só para a vossa tranquilidade, mas no próprio interesse dos vossos trabalhos.

A natureza dos trabalhos espíritas exige calma e recolhimento. Ora, isto não é possível se somos distraídos pelas discussões e pela expressão de sentimentos malévolos. Se houver fraternidade, não haverá sentimentos malévolos, mas não pode haver fraternidade com egoístas, ambiciosos e orgulhosos. Com orgulhosos que se chocam e se ferem por tudo; com ambiciosos que se desiludem quando não têm a supremacia; com egoístas que só pensam em si mesmos, a cizânia não tardará a ser introduzida. Daí, vem a dissolução. É o que queriam nossos inimigos e é o que tentarão fazer.

Se um grupo quiser estar em condições de ordem, de tranquilidade, de estabilidade, é preciso que nele reine um sentimento fraterno. Todo grupo ou sociedade que se formar sem ter por base a caridade efetiva não terá vitalidade, enquanto os que se formarem segundo o verdadeiro espírito da doutrina olhar-se-ão como membros de uma mesma família que, não podendo viver todos sob o mesmo teto, moram em lugares diversos.

Entre eles, a rivalidade seria uma insensatez, pois ela não poderia existir onde reina a verdadeira caridade, porque a caridade não pode ser entendida de duas maneiras. Reconhecei, pois, o verdadeiro espírita pela prática da caridade em pensamentos, palavras e atos, e dizei a vós mesmos que aquele que em sua alma nutre sentimentos de animosidade, de rancor, de ódio, de inveja e de ciúme mente para si mesmo se pretende compreender e praticar o Espiritismo.

O egoísmo e o orgulho matam as sociedades particulares, como matam os povos e as sociedades em geral. Lede a história e vereis que os povos sucumbem sob o abraço desses dois mortais inimigos da felicidade humana.

Quando se apoiarem nas bases da caridade, serão indissolúveis, porque estarão em paz entre si e consigo mesmos, cada um respeitando os bens e os direitos de seu vizinho. Essa será a nova era predita, da qual o Espiritismo é o precursor, e para a qual todo espírita deve trabalhar, cada um na sua esfera de atividade.

É uma tarefa que lhes incumbe, e da qual serão recompensados conforme a maneira pela qual a tenham realizado, pois Deus saberá distinguir os que no Espiritismo só procuraram a sua satisfação pessoal, dos que ao mesmo tempo trabalharam pela felicidade de seus irmãos.

Devo ainda assinalar-vos outra tática dos nossos adversários, a de procurar comprometer os espíritas, induzindo-os a se afastarem do verdadeiro objetivo da doutrina, que é o da moral, para abordarem questões que não são de sua alçada e que, a justo título, poderiam despertar suscetibilidades e desconfianças.

Não vos deixeis cair nessa armadilha; afastai cuidadosamente de vossas reuniões tudo quando se refere à política e a questões irritantes; a tal respeito, as discussões apenas suscitarão embaraços, enquanto ninguém terá nada a objetar à moral, quanto esta for boa.

Procurai no Espiritismo aquilo que vos pode melhorar: eis o essencial. Quando os homens forem melhores, as reformas sociais realmente úteis serão uma consequência natural; trabalhando pelo progresso moral, lançareis os verdadeiros e mais sólidos fundamentos de todas as melhoras, e deixareis a Deus o cuidado de fazer com que cheguem no devido tempo. No próprio interesse do Espiritismo, que é ainda jovem, mas que amadurece depressa, oponde uma firmeza inquebrantável aos que quiserem vos arrastar por uma via perigosa.

Visando desacreditar o Espiritismo, pretendem alguns que ele vá destruir a religião. Sabeis exatamente o contrário, pois a maioria de vós, que mal acreditáveis em Deus e na alma, agora creem; quem não sabia o que era orar, ora com fervor; quem não mais punha os pés nas igrejas, agora vai com recolhimento.

Aliás, se a religião devesse ser destruída pelo Espiritismo, é que ela seria destrutível e o Espiritismo seria mais poderoso. Dizê-lo seria uma inabilidade, pois seria confessar a fraqueza de uma e a força do outro.

O Espiritismo é uma doutrina moral que fortalece os sentimentos religiosos em geral e se aplica a todas as religiões; ele é de todas, e não é de nenhuma em particular; por isso não diz a ninguém que a troque; deixa a cada um livre para adorar Deus à sua maneira e para observar as práticas que sua consciência lhe dita, pois Deus leva mais em conta a intenção do que o fato. Ide, pois, cada um aos templos do vosso culto, e provai com isso que vos caluniam quando vos taxam de impiedade.

... Se alguns quiserem fazer um grupo à parte, não os olheis com maus olhos; se vos atirarem pedras, nem as recolhais, nem as devolvais: entre eles e vós Deus será juiz dos sentimentos de cada um. Aqueles que creem ser os únicos a estar com a verdade que o provem por uma maior caridade e uma maior abnegação de amor-próprio, porque a verdade não poderia estar ao lado daquele que falta ao primeiro preceito da doutrina.

Se estiverdes em dúvida, fazei sempre o bem: os erros do espírito pesam menos na balança de Deus que os erros do coração.

Repetirei aqui o que disse noutras ocasiões: em caso de divergência de opinião, o meio fácil de sair da incerteza é ver qual a que reúne mais partidários, pois há nas massas um bom-senso inato que não se poderia enganar. O erro só seduz alguns espíritos enceguecidos pelo amor próprio e por um falso julgamento, mas a verdade sempre acaba vencendo.

Tende certeza, portanto, que o erro deserta das fileiras que se esclarecem e que há uma obstinação irracional em crer que um só tenha razão contra todos. Se os princípios que eu professo só tivessem ecos isolados, e se tivessem sido repelidos pela opinião geral, eu seria o primeiro a reconhecer que poderia ter me enganado; mas vendo crescer incessantemente o número dos aderentes em todas as camadas da sociedade e em todos os países do mundo, devo acreditar na solidez das bases sobre as quais repousam.

Eis por que vos digo com toda a segurança para que marcheis com passo firme na via que vos é traçada. Dizei aos antagonistas que se eles querem que os sigais, que vos ofereçam uma doutrina mais consoladora, mais clara, mais inteligível, que melhor satisfaça à razão e que, ao mesmo tempo, seja uma garantia melhor para a ordem social.

Pela vossa união, frustrai os cálculos dos que vos queiram dividir; provai, enfim, pelo vosso exemplo, que a doutrina nos torna mais moderados, mais dóceis, mais pacientes, mais indulgentes, o que será a melhor resposta a dar aos seus detratores, ao mesmo tempo que a visão de seus resultados benéficos é o mais poderoso meio de propaganda.

Eis, meus amigos, os conselhos que vos dou e aos quais junto os meus votos para o ano que começa. Não sei que provas Deus nos destina para este ano, mas sei que, sejam quais forem, as suportareis com firmeza e resignação, pois sabeis que para vós, como para o soldado, a recompensa é proporcional à coragem.

Quanto ao Espiritismo, pelo qual vos interessais mais do que por vós mesmos, e cujo progresso, pela minha posição, posso julgar melhor que ninguém, sinto-me feliz em dizer-vos que o ano se inicia sob os mais favoráveis auspícios, e que ele verá, sem dúvida nenhuma, o número dos adeptos crescer numa proporção imprevisível. Mais alguns anos como estes que se passaram, e o Espiritismo terá a seu favor três quartas partes da população. Deixai que vos cite um fato entre milhares.

Num departamento vizinho de Paris há uma cidadezinha onde o Espiritismo penetrou apenas há seis meses. Em poucas semanas tomou um desenvolvimento considerável. Uma oposição formidável logo foi organizada contra os seus partidários, ameaçando até os seus interesses particulares. Eles enfrentaram tudo com uma coragem e um desinteresse dignos dos maiores elogios. Entregaram-se à Providência e a Providência não lhes faltou.

Essa cidade conta com uma população operária numerosa, em cujo meio as ideias espíritas, graças à oposição levantada, aumenta dia a dia. Ora, um fato digno de nota é que as mulheres e as moças esperaram sua gratificação de ano-novo para comprar as obras necessárias à sua instrução e só para essa cidade um livreiro teve que remetê-las às centenas.

Não é prodigioso ver simples operárias reservarem suas economias para comprar livros de moral e de filosofia em vez de romances e bugigangas? Homens preferindo essa leitura às alegrias barulhentas e embrutecedoras do cabaret? Ah! É que aqueles homens e aquelas mulheres, que sofrem como vós, agora compreendem que não é aqui que se realiza o seu destino.

Abrem-se as cortinas, e eles entreveem os esplêndidos horizontes do futuro. 

Essa cidadezinha é Chauny, no departamento do Aisne. Novos filhos da grande família, eles vos saúdam, irmãos de Lyon, como seus irmãos maiores, e desde já formam um dos elos da cadeia espiritual que une Paris, Lyon, Metz, Sens, Bordeaux e outras, e que em breve ligarão todas as cidades do mundo num sentimento de mútua confraternidade, porque em toda parte o Espiritismo lançou sementes fecundas e seus filhos se dão as mãos por cima das barreiras dos preconceitos de seitas, castas e nacionalidades.

Vosso muito dedicado irmão e amigo,

ALLAN KARDEC"

If after this pandemic we do not become better people, then we will not have learned anything from life

Fonte: Trecho da resposta de Allan Kardec à mensagem dos espíritas lioneses por ocasião do Ano Novo: "Cumprimentos de ano-novo" (Revista Espírita 1862) reprodução do Portal IPEAK - Imagem:  foto gratuita pxhere e imagem com os dizeres "Se depois dessa pandemia não nos tornarmos pessoas melhores, então não teremos aprendido nada da vida" - material em domínio público, se reproduzir por favor faça a citação das devidas fontes.

       

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

"A Divindade Interior", por James A. Long


"Não temos evoluído sozinhos, nem estamos sós agora. Quando a divina centelha dentro de cada um de nós nos tirou do Jardim do Eden (o Jardim do Eden simboliza nosso tempo pré-encarnatório, quando vivíamos em inocência e proteção divina), e disse: “Você evoluiu e caminhou um longo caminho através dos reinos inferiores da natureza, e agora ganhou o direito de trabalhar seu próprio destino vivendo como um ser humano”, essa divindade não nos abandonou.

Ela retirou-se para a profundeza de nossas almas, e permanece ali hoje. Todo dia de nossas vidas ela nos está dizendo, se ao menos pudéssemos ouvir: “Você é meu filho pródigo. Siga seu caminho, através do sofrimento e da alegria que trouxer para si mesmo. Mas lembre que a partir de agora você deve através de seu próprio livre arbítrio viajar pelos ciclos de experiência. Então ganhará o direito de voltar para mim, estará rico e forte espiritualmente.”

Aquela centelha divina nunca nos abandonou, e nunca nos abandonará; pois sua natureza é irradiar sua influência até que, não apenas reconheçamos sua presença, mas também nos determinemos a trabalhar com ela.

Não, nunca estivemos sós, nem carregamos todo o karma do passado numa única vida. Afinal, em nossas milhares de vidas, também semeamos belas flores e não apenas sofrimentos no jardim da alma.

Nunca devemos sentir que não suportamos o peso de nosso destino, “Deus adequa o peso aos ombros de cada um”. Isto é, a divindade interior, que é na verdade nosso Pai que age como nosso protetor, permite que lidemos apenas com aquela porção de karma que nossa força nos permite carregar.

Podemos ter a esperança de que, quando nossos problemas parecerem maiores do que podemos suportar, existirá sempre dentro de nós aquele guardião que nos assegura o poder e a sabedoria para encarar o desafio.

O próprio fato de estarmos na Terra hoje é uma prova de que não perdemos contato com nosso deus interior, pois do contrário não estaríamos aqui como almas humanas que evoluem."
James A. Long

Sobre o autor: James A. Long foi um teósofo e presidente da Sociedade Teosófica de Pasadena. Sua eleição para presidente da TS Pasadena foi muito controversa. Como resultado, algumas Sociedades Teosóficas deixaram o TS Pasadena para formar o TS Point Loma-Covina. James Long fundou a revista teosófica Sunrise.

domingo, 2 de dezembro de 2018

A velhice é uma bênção (por G. de Purucker)

por G. de Purucker*


"Aprenda a controlar a mente. O ser humano é filho dos deuses, e sua mente deve se transformar em divina, seus pensamentos devem ser inspirados, seu coração constantemente abrindo-se ao amor.

Vá aos lugares silenciosos de seu coração; entre nas câmaras quietas de seu ser interior. Logo você aprenderá a abrir as portas de seu próprio coração. Então a intuição virá a você. Terá conhecimento imediato; conhecerá a verdade instantaneamente. Este é o Caminho, este é o ensinamento.

Nestes calmos lugares da alma, nestes profundos silêncios do coração, é que entram os Grandes Seres quando querem mais luz e conhecimento; pois assim fazendo entram na própria estrutura e fábrica do Universo, e conhecem assim a Verdade de primeira mão, porque se tornam um com o Universo, vibrando sincronicamente com as vibrações de todos os planos da Mãe Eterna.

Quem assim procede não precisa temer a velhice. Para aquele que viveu corretamente e com altos ideais, a velhice traz maior espiritualidade e mais profunda visão.

Na velhice a alma está se retirando do corpo cansado. Mas essa retirada da alma é pacífica e calma, é o modo da natureza de fazer a morte chegar como uma suave bênção de paz e harmonia.

Em vez de ser um forte puxão, como é no caso do jovem quando vem a morte, a morte para os idosos vem em paz e quietude, soltando as amarras que prendem a alma a seu veículo de carne, e a passagem para a outra vida é tão calma e gentil como a chegada do crepúsculo que antecede a noite.

Qualquer ser humano pode evitar uma velhice dolorosa, ou ao menos minimizar seus problemas; e isto pode ser conseguido vivendo com humanidade, vivendo nos níveis mais elevados da personalidade, ao invés de permanecer apegado aos desejos do corpo. Desse modo a velhice chega trazendo bênçãos e aumentando as faculdades espirituais.

Porém, se a vida foi vivida à procura de grosseiros desejos físicos, se os elos que unem a alma ao corpo foram fortalecidos no veículo de carne através da auto-indulgência para com os apetites grosseiros, então mesmo na velhice a morte é dolorosa, pois a retirada natural da alma não acontece.

Doenças, por outro lado, são processos purificadores, e para as pessoas de nosso estágio imperfeito de evolução são muitas vezes uma bênção enviada dos céus. Elas curam o egoísmo, ensinam paciência, fazem a mente admirar a beleza da vida e ver a necessidade de viver corretamente. Tornam a pessoa gentil e agradável.

Considere o ser humano médio em seu presente estágio de evolução: apaixonado, com emoções desgovernadas, com ferozes desejos de sensação. Se tais pessoas tivessem corpos que não adoecessem, provavelmente seriam mortas pelos excessos. As doenças, na verdade, são avisos para reformar-se e viver de acordo com as leis da natureza.

Não é uma natureza externa e tirânica que nos traz doenças. As doenças, com seu sofrimento e dores, são amigos que nos advertem. Elas amaciam nosso coração, expandem nossa mente, dão-nos a oportunidade de exercitar nossa vontade. Fazem nascer em nosso peito piedade e compaixão pelos outros.


Cada um é responsável por suas doenças e infelicidades.  Elas vêm a nós como reações, efeitos, das sementes de pensamentos e ações que semeamos no passado.

Quando o sofrimento e a tristeza vierem, receba-os: eles são despertadores. Os prazeres nos fazem dormir, as alegrias físicas nos fazem dormir. A dor e a mudança nos despertam. Pensar assim nos dá força, nos dá paz, nos capacita a encarar os problemas da vida com uma mente iluminada.

O ser individual está aprendendo, crescendo. Não importa quão pequeno ou grande é esse ser – inseto ou deus, superdeus ou átomo – todos estão aprendendo e crescendo, portanto passam por estágios de felicidade e dor.

Siga esta regra: seja o que vier, encare com coragem. Isso passará. Mantenha sua face para o Leste místico do futuro, encha seu coração com coragem e lembre que você é um descendente dos deuses imortais que controlam e guiam o Universo.

Há momentos na vida em que o Eu Superior interno nos leva para caminhos de provas para que possamos crescer ao reagir com sucesso a essas provas. Mas o Eu Superior está sempre conosco, constantemente nos advertindo através das intuições para ser corajoso (a), para encarar a vida com energia, para ser sincero, limpo, forte, animado e muitas outras coisas. E são essas qualidades que nos protegem do desastre.

O único desastre que o espírito do homem conhece é a fraqueza, o fracasso, o desencorajamento. Desastres físicos e outras coisas da vida física são frequentemente bênçãos disfarçadas.

Encare a tempestade, e muito breve verá o céu azul se abrindo, porque você terá passado no teste, e isso o fez mais forte. Cada sábio e vidente ensinou a mesma coisa: limpe o templo do espírito (o corpo físico), desaloje os demônios da natureza inferior. Quais são estes demônios? Seus próprios pensamentos.

Pensamentos desarmônicos são veneno em sua corrente sanguínea, e daí resulta a doença. Os pensamentos desarmônicos são os pensamentos egoístas, pensamentos mesquinhos, que surgem num coração que não ama. Se há amor no coração humano, haverá um corpo forte e limpo e uma mente harmônica.

Quando os maus pensamentos passarem por sua mente, não lute nem desperdice sua força. Pense nas virtudes opostas, pense nas coisas que ama. O segredo é a visualização interna.

Se você se sentir sombrio, se tiver vergonha dos pensamentos que tem na mente, não lute com eles, esqueça-os. Eles são os fantasmas que surgem do seu passado. Volte seu rosto para o Oriente e observe o sol que nasce. Observe os picos montanhosos de sua natureza onde uma aurora dourada acena seu esplendor mágico. Esta é uma regra simples para vencer.

Há um jeito de saber se algo vem de seu Eu Superior, ou se é meramente algum desejo inferior: o Eu Superior é sempre impessoal, é amável, é gentil, é compassivo. A natureza inferior é egoísta, aquisitiva, irada, violenta, sem disposição de perdoar.

O Eu Superior é uma entidade espiritual e plana sobre a lama do eu inferior, assim como o Sol brilha sobre a Terra. O Eu Superior tem tremenda influência sobre o eu inferior, mas este não tem nenhuma influência sobre o Eu Superior. O eu inferior apenas tem influência sobre a natureza humana, que é a intermediária.

Um pensamento amável enviado a outra pessoa é uma proteção para ela. Poucas coisas são tão satisfatórias para o coração e a mente, como saber que pelo menos hoje não fomos duros em nossos sentimentos para com os outros, mas sim gentis e prestativos."
O jovem Dr. G. de Purucker, em 1892
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Sobre o autor: Gottfried de Purucker (1874 - 1942), mais conhecido como G. de Purucker, ou abreviadamente, GdeP, foi um teosofista, autor e um dos grandes líderes de uma das Sociedades Teosóficas, no caso, a Sociedade Teosófica de Point Loma (que em 1951 haveria de se dividir numa guerra de sucessão entre James Long e William Hartley, ficando o primeiro a liderar a atual Sociedade Teosófica de Pasadena enquanto alguns elementos que haviam sido expulsos ou que saíram voluntariamente constituíram a chamada tradição de Point Loma, da qual a principal representante é neste momento a Blavatsky House-ST Point Loma). De Purucker esteve à frente da referida organização entre 1929 e 1942, sucedendo à controversa Katherine Tingley, que por sua vez tinha herdado a sua posição de William Quan Judge, um dos fundadores da Sociedade Teosófica original.

O principal contributo de GdeP terá sido o de ter procurado tornar mais acessível a literatura deixada por Helena Blavatsky, tentando inclusive desenvolver alguns pontos (o que lhe granjeou algumas críticas de desvirtuação dos conceitos da chamada Teosofia original). No entanto, na generalidade, o trabalho de GdeP é olhado com respeito, independentemente do quadrante do movimento teosófico que se lhe refere.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Blavatsky e a Sociedade Teosófica

por Gilberto Schroeder

Helena Petrovna Blavatsky foi uma das figuras mais importantes do mundo místico do século 19, trazendo para o Ocidente uma série de pensamentos que modificaram o desenvolvimento do espiritualismo no século 20, e que continuam fazendo história.

"Helena Petrovna Blavatsky foi uma das figuras mais importantes do mundo místico do século 19, trazendo para o Ocidente uma série de pensamentos que modificaram o desenvolvimento do espiritualismo no século 20, e que continuam fazendo história.

Ainda que as idéias de reencarnação, carma e da existência de civilizações extremamente desenvolvidas no passado da humanidade ainda causem discussões entre cientistas e pesquisadores menos ortodoxos, não há dúvida de que essas noções já se encontram de tal forma difundidas nas culturas do planeta, que já não assustam ou causam tanto espanto.

Hoje em dia é comum ler artigos ou ouvir pessoas falando sobre a Lemúria e outras civilizações que teriam existido há milhares ou mesmo milhões de anos, e a noção da reencarnação já está até mesmo sendo, aos poucos, incorporada à psicologia, com a terapia de vidas passadas e outros procedimentos semelhantes.

As coisas eram um pouco diferentes na época em que Helena Petrovna Blavatsky fundou a Sociedade Teosófica e começou a tornar essas noções mais conhecidas e populares no mundo ocidental.

A segunda metade do século 19 foi marcada, no chamado mundo espiritualista, por momentos importantes, que tiveram repercussão em praticamente todas as atividades e estudos espirituais do século seguinte.

A começar com as comunicações estabelecidas pelas irmãs Fox, em 1848, a idéia de se comunicar com os espíritos se espalhou rapidamente pelo mundo, especialmente na Europa; a partir de 1856, começavam a ser publicados os livros de Allan Kardec, com O Livro dos Espíritos. E, em 1875, era fundada a Sociedade Teosófica, por Helena Petrovna Blavatsky, Henry S. Olcott e William Q. Judge.

Uma espécie de contraponto a essas atividades foi o desenvolvimento científico ocorrido na mesma época. Em 1859, era publicado o livro A Origem das Espécies, de Charles Darwin, que provocaria uma verdadeira revolução na biologia do século seguinte, ainda que a controvérsia a respeito da teoria se estendesse ao início do século 20 e, de certa forma, prossiga até hoje.

Em 1869, a Sociedade Dialética de Londres iniciava seus trabalhos de pesquisa sobre os fenômenos psíquicos e, em 1870, o famoso cientista William Crookes também iniciava seus experimentos no mesmo campo. Em 1882, essas pesquisas atingiriam um nível ainda mais profundo com a criação da Sociedade para Pesquisas Psíquicas.

No entanto, o aparente choque entre as posturas científica e espiritual não impediu que a Sociedade Teosófica - a exemplo do espiritismo e outros ramos de pesquisa ligados à espiritualidade - se estabelecesse como uma influência fundamental nos estudos que se desenvolveriam no século 20. Assim, não é exagero dizer que a Sociedade Teosófica também é uma das bases da chamada Nova Era e das novas posturas espirituais.

Além disso, também pode ser considerada como o ponto de partida para as pesquisas da chamada "história alternativa da Terra", que teve expoentes como Charles Fort, com o seu O Livro dos Danados (1919), e mais recentemente com Robert Charroux, Erich von Daniken, Charles Berlitz e tantos outros autores.

Unidade Essencial

Para alguns estudiosos, as noções divulgadas por Blavatsky tiveram um peso ainda maior do que as do espiritismo na propagação e popularização das idéias de reencarnação e de carma, até então praticamente desconhecidas no Ocidente, apesar de serem conhecidas tanto na filosofia platônica quanto no judaísmo e nos primórdios do cristianismo.

Em A Chave para a Teosofia, Blavatsky diz que todos os homens têm, física e espiritualmente, a mesma origem, e esse é o ensinamento fundamental da Sociedade Teosófica. Seu objetivo principal é demonstrar que a unidade essencial de toda a vida é um fato da natureza, formando o núcleo de uma fraternidade universal.

Além disso, como a humanidade é de uma única e mesma essência - infinita, não-criada e eterna, quer seja chamada de Deus ou Natureza - nada pode afetar uma nação ou um homem sem que afete igualmente todas as demais nações e homens. Assim, a Sociedade encoraja o estudo de religiões, ciências e filosofias, ancestrais e modernas, para ajudar a promover um melhor entendimento entre as pessoas e o reconhecimento dessa unidade de vida.

Se as diferentes religiões e filosofias forem estudadas e comparadas sem preconceitos e sem paixão, a humanidade poderá chegar à Verdade, especialmente se conseguir encontrar os vários pontos em comum entre essas religiões e pensamentos. Também faz parte dos objetivos da Sociedade o incentivo à investigação e à partilha dessas verdades naturais, que são as leis e forças espirituais, psicológicas e materiais, encontradas no cosmo e nos seres humanos.

Como cada pessoa é uma parte do todo, ela também contém, de forma latente ou expressa, todas as qualidades e atributos do cosmo, de modo que uma das maneiras de se entender o universo e tudo o que ele contém é compreendendo a si mesmo da forma mais profunda e completa.

Em suas recomendações, a Sociedade também apresenta uma advertência contra a busca deliberada de poderes psíquicos. Ainda que os seres humanos devam procurar entendê-los, como parte de sua natureza, essa procura pode distrair a pessoa dos objetivos mais profundos para o crescimento humano, levando ao desequilíbrio no desenvolvimento da consciência.

Viagens

Nascida na Rússia em 12 de agosto de 1831, Helena Petrovna von Hahn deu início a mais de vinte anos de viagens por todo o mundo logo após seu casamento com Nikifor P. Blavatsky, em 1849, de quem tomou o sobrenome com que ficou conhecida. Essas viagens foram fundamentais para seu contato com as mais variadas tradições místicas, ainda que seus biógrafos ressaltem o fato de que, desde cedo, ela já estava acostumada a conhecer diferentes culturas: seu pai, Peter von Hahn, era capitão e, como tal, freqüentemente transferido de uma cidade para outra.

Já na infância, manifestava interesse pelas lendas, além de ter contato com a literatura por intermédio da mãe, Helena Andreyevna Hahn - uma escritora bastante conhecida na época - e da imensa biblioteca dos avós maternos, a princesa Helena Dolgorujova e o governador Andrey de Fadeyev. Nessa biblioteca, havia centenas de livros sobre filosofia e esoterismo.

Após a morte da mãe, quando Blavatsky tinha apenas onze anos, ela foi criada pela avó, de modo que teve ainda mais acesso aos livros e começou a desenvolver um contato com o chamado "mundo metafísico", que ia além do que ela havia aprendido nas leituras.

Ela também dizia que sentia uma presença que iria guiá-la, mantendo-a segura, presença que posteriormente reconheceu como sendo o seu mestre, com o qual estabeleceu uma conexão que se tornou fundamental em sua vida.

O casamento foi forçado, e Helena não permitiu que ele se consumasse, conseguindo fugir do marido, da avó e do pai, iniciando sua jornada pelo mundo por conta própria, à procura de quem pudesse lhe dar o conhecimento e sabedoria que tanto desejava. Encontrou ocultistas em Atenas e Cairo, viveu entre os dervixes, os drusos (membros de uma seita secreta da Síria e Líbano), beduínos e sufis.


Apenas em 1851, na Inglaterra, ela disse ter encontrado a quem chamou de "mestre dos meus sonhos", que posteriormente ela revelaria ser o mestre indiano que a acompanhava desde a infância. Ele lhe disse que a Sociedade Teosófica estava para ser formada, e que desejava que ela fosse a fundadora.

Encontro com o Mestre

As viagens e estudos posteriores incluíram contatos com os indígenas norte-americanos, o vudu, antigas civilizações amazônicas e as religiões da Índia. Ela tentou chegar ao Tibete através do Nepal, querendo encontrar seu mestre em seu retiro em Tashilhunpo, mas a entrada só lhe foi permitida em 1856, e sua vivência no país foi relatada no livro Ísis Sem Véu.

Blavatsky retomou à Rússia em 1858, causando espanto devido às manifestações que provocava, ainda que afirmasse não ser uma médium, mas apenas "uma mediadora entre os mortais e seres dos quais nada conhecemos". De todo modo, uma série de fenômenos parecia ocorrer à sua volta: descobria o que as pessoas pensavam, gerava notas musicais, fazia objetos se moverem à distância.

Diz-se que essa utilização de suas energias provocou uma transformação em sua saúde e, menos de um ano após ter voltado à Rússia, ficou gravemente enferma. Quatro anos depois, ficou em estado ainda pior, mas nas duas ocasiões ela teve uma cura tida como misteriosa. Mais que isso, após essa segunda doença ela passou a ser capaz de controlar os fenômenos e detê-los com sua vontade.

Em 1867, ela retomou à Índia e finalmente pôde se encontrar com seu mestre Morya, e também com o mahatma Koot Hoomi, que também se tornou seu professor. Ela passou três anos estudando com eles, aprendendo a ler e a traduzir para o inglês os mais sagrados textos tibetanos e senzar (senzar é o nome da linguagem secreta sacerdotal).

Entre esses, estava O Livro dos Preceitos Dourados (The Book of the Golden Precepts), dos quais ela traduziu fragmentos com o título The Voice of the Silence (A Voz do Silêncio); e o ainda mais famoso The Book of Dzyan (O Livro Perdido de Dzyan: O Livro Perdido de Dzyan), cujas estrofes, ou estâncias, formam a base de sua A Doutrina Secreta.

Antiga Sabedoria

Blavatsly deixou o Tibete em 1870, dirigindo-se ao Cairo, onde tentou organizar uma sociedade de investigação de fenômenos mediúnicos, logo deixada de lado devido à grande quantidade de fraudes perpetradas pelos médiuns locais.

Um ano depois, seu mestre disse que ela deveria ir para os EUA, exatamente onde tinham se iniciado os fenômenos ligados à comunicação com os espíritos, que nessa época já estavam sendo bastante investigados sob o ponto de vista científico. Ao chegar em Nova York, leu artigos escritos pelo advogado Henry S. Olcott, referindo-se a manifestações que ocorriam na casa dos irmãos Eddy. Ela se encontrou com eles e tentou mostrar-lhes que as aparições não eram de espíritos, mas sim, materializações de entidades astrais inferiores.

Outro advogado, William Q. Judge, foi atraído para o grupo, e Blavatsky começou a ensinar a eles o que havia aprendido sobre espiritualismo. Os três seriam os principais fundadores da Sociedade Teosófica, em 1875.

Nos dois anos seguintes, Blavatsky dedicou seu tempo a escrever, elaborando o seu primeiro livro, Ísis Sem Véu, publicado em 1877, que atingiu um sucesso inesperado. E já em 1879, a Sociedade Teosófica transferia seu centro para Bombaim, na Índia, onde enfrentou novas dificuldades, uma vez que dedicava grande afeição a todas as religiões locais, consideradas pagãs pelos cristãos. 

Blavatsky foi acusada de odiar os cristãos, de imoralidade e até mesmo de ser uma espiã do governo russo. Se isso não bastasse, alguns hindus também a criticavam por aceitar pessoas que não tinham a fé hindu e que acreditavam em magia. No entanto, como o estudo sem quaisquer preconceitos era uma das bases da Sociedade, eles continuaram a trabalhar sem dar atenção às acusações e críticas, unindo-se apenas às pessoas que pensavam e agiam de acordo com esses preceitos.

A Doutrina Secreta
Uma das grandes preocupações de Blavatsky foi com a atenção que o público dava para a manifestação de fenômenos, mais do que para os ensinamentos de seus mestres e para a sabedoria tradicional.

Nesse sentido, as declarações de A.P. Sinnett também foram prejudiciais. Blavatsky e Olcott conheceram Sinnett em 1879, época em que ele era editor do jornal The Pioneer e muito interessado nos fenômenos psíquicos, que ele tinha presenciado em Londres.

Sinnett e sua esposa juntaram-se à Sociedade Teosófica e, no ano seguinte, presenciaram uma série de fenômenos que tiveram como centro a própria Blavatsky, que creditava o ocorrido aos seus mestres.

Assim, Sinnett iniciou um contato de quatro anos com os mestres, que resultou nas chamadas "Cartas dos Mahatmas", que tratavam especialmente de ensinamentos filosóficos e éticos do conhecimento ancestral. Mas com sua tendência para abordar os fenômenos, Sinnett acabou chamando a atenção do público para os poderes psíquicos de Blavatsky, exatamente o que ela não queria.

Em 1884, os médicos disseram que Blavatsky teria que ir para um clima mais ameno, uma vez que sua saúde estava bastante debilitada com as constantes viagens e problemas crônicos nos rins. Antes de partir para a Europa, Blavatsky e a Sociedade tiveram mais probemas, sendo acusados de fraude num relatório da Society for Psychical Research, assinado por Richard Hodgson.

Ela chegou a ser acusada de ter inventado os mahatmas e suas cartas. Mais do que nunca, Blavatsky entendia que precisava terminar sua obra principal, A Doutrina Secreta, e resolveu se mudar para Londres em 1887, publicando a obra no ano seguinte.

Em seus últimos anos de vida, Blavatsky tentou de todas as formas reforçar a posição da Sociedade Teosófica no mundo, inclusive enfrentando problemas internos que ameaçavam o entendimento da verdadeira mensagem. As dissensões internas acabariam por provocar um rompimento de fato da Sociedade, mas Blavatsky não chegou a ver esse momento. Ela faleceu em 1891.

Annie Besant - considerada a continuadora da obra de Blavatsky - ficou à frente da seção européia da Sociedade Teosófica, e William Q. Judge (1851 - 1896) da seção norte-americana, com Olcott presidindo até sua morte, em 1907. Algumas fontes afirmam que o próprio Judge encabeçou um movimento de separação ao fundar a The Theosophical Society in America, que posteriormente mudaria o nome para Universal Brotherhood and Theosophical Society.

Outra ramificação da Sociedade foi a Sociedade Geral Antroposófica, fundada por Rudolf Steiner (1861 - 1925). Mas Besant é considerada a sucessora de fato. Ela conheceu Blavatsky em 1890, mas já estudava temas ligados à espiritualidade e aos fenômenos psíquicos desde 1886. Deu grande importância ao aspecto educacional da teosofia, fundando o Hindu Central College, em Benares, e a Universidade Nacional Indiana, em Adyar, na Índia.

Um dos maiores problemas com relação à sua liderança foi sua afirmação de que um novo messias reencarnaria na pessoa do seu discípulo Krishnamurti, afirmação que provocou a separação de Steiner."

Gilberto Schroeder

Desde 1971, a líder da Sociedade Teosófica é Grace F. Knoche, com a sede em Pasadena, EUA.

Mais sobre a Teosofia, Madame Blavatsky e sua obra:

Site: http://www.sociedadeteosofica.org.br/

Livros:

A Doutrina Secreta (6 volumes) - Pensamento
Síntese da Doutrina Secreta - Pensamento 
Ísis Sem Véu (4 volumes) - Pensamento
A Doutrina Mística - Século XXI
Glossário Teosófico - Ground
A Chave para a Teosofia - Teosófica
Fundamentos da Filosofia Esotérica – Teosófica

Imagem: A médium Espírita Helena Petrovna Blavatsky e o Coronel Henry Steel Olcott em 1888. (domínio público)

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