Nosso conteúdo é vasto! Faça sua busca personalizada e encontre o que está procurando...

Translate

Mostrando postagens com marcador amor fraterno. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor fraterno. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de julho de 2021

Samael Aun Weor: 'Amor'

"Deus como Pai é sabedoria. Deus como Mãe é amor. Como Pai, Deus reside no Olho da Sabedoria. O Olho da Sabedoria está situado entre as sobrancelhas. Como amor, Deus é encontrado no templo do coração.  Sabedoria e amor são os dois pilares da grande Loja Branca.  Amar, como é belo amar. Somente as grandes almas podem e sabem como amar. O amor é ternura infinita. O amor é a vida que pulsa em todo átomo e em todo sol.  O amor não pode ser definido porque é a Mãe Divina do mundo; é aquilo que vem a nós quando realmente nos apaixonamos.  O amor é sentido nas profundezas do coração; é uma experiência deliciosa; é um fogo consumidor; é um vinho divino, um deleite para quem o bebe. Um simples lenço perfumado, uma carta, uma flor, provocam êxtase interior nas profundezas da alma.  Ninguém consegue definir o amor; ele tem de ser vivido, tem de ser sentido. Apenas os grandes amantes realmente sabem o que é o amor. O matrimônio perfeito é a união de dois seres que verdadeiramente sabem amar.  Para haver amor, é necessário que o homem e a mulher adorem um ao outro nos sete grandes planos cósmicos. É necessário que exista uma verdadeira comunhão de almas nas três esferas do pensamento, sentimento e vontade.  Quando os dois seres vibram em afinidade em seus pensamentos, sentimentos e vontade, então o matrimônio perfeito se consuma nos sete planos de consciência cósmica.  Há pessoas que estão casadas nos planos físico e etéreo, mas não no plano astral. Outras estão casadas nos planos físico, etéreo e astral, mas não no plano mental. Cada um pensa de modo diferente; a mulher tem uma religião, o homem tem outra; não concordam em seus pensamentos etc.  Existem casamentos afins nos mundos do pensamento e sentimento, mas são absolutamente opostos no mundo da vontade. Esses casamentos estão em constante colisão; as pessoas não são felizes.  Existem casamentos que nem mesmo alcançam o plano astral, daí que nem atração sexual existe. São verdadeiros desastres. Tal casamento está baseado exclusivamente na formalidade matrimonial.  Alguns homens vivem uma existência matrimonial no plano físico com certa companheira, entretanto no plano mental levam uma vida casados com uma esposa diferente. Raramente encontramos um matrimônio perfeito. Para o amor existir, deve haver afinidade de pensamento, sentimento e vontade.  Onde existe cálculo, não existe amor. Infelizmente, na vida moderna, o amor implica em conta bancária, comércio e posses materiais. Nesses lares o amor não existe. Quando o amor deixa o coração, raramente volta.  Os amantes frequentemente confundem desejo com amor, e o pior de tudo é que se casam pensando que estão apaixonados. Assim, quando o ato sexual se consuma e a paixão carnal é satisfeita, o desencanto chega e a terrível realidade permanece.  Os namorados deveriam analisar-se antes do casamento para ver se realmente estão amando. A paixão é confundida com o amor. Amor e desejo são opostos absolutos.  A pessoa que ama de verdade está pronta a dar sua última gota de sangue pelo outro. Você seria capaz de dar sua vida para que seu amado viva? Reflita e medite. Existe uma verdadeira afinidade de pensamento, sentimento e vontade com o ser que você adora? Se essa afinidade não existir, seu casamento, em vez de ser o céu, será um inferno. Não se deixe levar pelo desejo.  O amor começa com um relâmpago de deliciosa simpatia. Concretiza-se com infinita ternura e é sintetizado com suprema adoração.  Contemple os olhos do ser que você ama; perca-se na alegria de seus olhos, mas se quer ser feliz, não se deixe levar pelo desejo.  É urgente saber se seu amado(a) lhe pertence em espírito. O adultério é o cruel resultado da falta de amor. A mulher que verdadeiramente ama preferiria a morte ao adultério. O homem que comete adultério não ama verdadeiramente.  O amor é terrivelmente divino. A abençoada Deusa Mãe do mundo é o que chamamos amor. Com o terrível fogo do amor, podemos nos transformar em deuses para penetrar no anfiteatro da ciência cósmica com plena majestade." - Samael A. Weor
 

"Deus como Pai é sabedoria. Deus como Mãe é amor. Como Pai, Deus reside no Olho da Sabedoria. O Olho da Sabedoria está situado entre as sobrancelhas. Como amor, Deus é encontrado no templo do coração.

Sabedoria e amor são os dois pilares da grande Loja Branca.

Amar, como é belo amar. Somente as grandes almas podem e sabem como amar. O amor é ternura infinita. O amor é a vida que pulsa em todo átomo e em todo sol.

O amor não pode ser definido porque é a Mãe Divina do mundo; é aquilo que vem a nós quando realmente nos apaixonamos.

O amor é sentido nas profundezas do coração; é uma experiência deliciosa; é um fogo consumidor; é um vinho divino, um deleite para quem o bebe. Um simples lenço perfumado, uma carta, uma flor, provocam êxtase interior nas profundezas da alma.

Ninguém consegue definir o amor; ele tem de ser vivido, tem de ser sentido. Apenas os grandes amantes realmente sabem o que é o amor. O matrimônio perfeito é a união de dois seres que verdadeiramente sabem amar.

Para haver amor, é necessário que o homem e a mulher adorem um ao outro nos sete grandes planos cósmicos. É necessário que exista uma verdadeira comunhão de almas nas três esferas do pensamento, sentimento e vontade.

Quando os dois seres vibram em afinidade em seus pensamentos, sentimentos e vontade, então o matrimônio perfeito se consuma nos sete planos de consciência cósmica.

Há pessoas que estão casadas nos planos físico e etéreo, mas não no plano astral. Outras estão casadas nos planos físico, etéreo e astral, mas não no plano mental. Cada um pensa de modo diferente; a mulher tem uma religião, o homem tem outra; não concordam em seus pensamentos etc.

Existem casamentos afins nos mundos do pensamento e sentimento, mas são absolutamente opostos no mundo da vontade. Esses casamentos estão em constante colisão; as pessoas não são felizes.

Existem casamentos que nem mesmo alcançam o plano astral, daí que nem atração sexual existe. São verdadeiros desastres. Tal casamento está baseado exclusivamente na formalidade matrimonial.

Alguns homens vivem uma existência matrimonial no plano físico com certa companheira, entretanto no plano mental levam uma vida casados com uma esposa diferente. Raramente encontramos um matrimônio perfeito. Para o amor existir, deve haver afinidade de pensamento, sentimento e vontade.

Onde existe cálculo, não existe amor. Infelizmente, na vida moderna, o amor implica em conta bancária, comércio e posses materiais. Nesses lares o amor não existe. Quando o amor deixa o coração, raramente volta.

Os amantes frequentemente confundem desejo com amor, e o pior de tudo é que se casam pensando que estão apaixonados. Assim, quando o ato sexual se consuma e a paixão carnal é satisfeita, o desencanto chega e a terrível realidade permanece.

Os namorados deveriam analisar-se antes do casamento para ver se realmente estão amando. A paixão é confundida com o amor. Amor e desejo são opostos absolutos.

A pessoa que ama de verdade está pronta a dar sua última gota de sangue pelo outro. Você seria capaz de dar sua vida para que seu amado viva? Reflita e medite. Existe uma verdadeira afinidade de pensamento, sentimento e vontade com o ser que você adora? Se essa afinidade não existir, seu casamento, em vez de ser o céu, será um inferno. Não se deixe levar pelo desejo.

O amor começa com um relâmpago de deliciosa simpatia. Concretiza-se com infinita ternura e é sintetizado com suprema adoração.

Contemple os olhos do ser que você ama; perca-se na alegria de seus olhos, mas se quer ser feliz, não se deixe levar pelo desejo.

É urgente saber se seu amado(a) lhe pertence em espírito. O adultério é o cruel resultado da falta de amor. A mulher que verdadeiramente ama preferiria a morte ao adultério. O homem que comete adultério não ama verdadeiramente.

O amor é terrivelmente divino. A abençoada Deusa Mãe do mundo é o que chamamos amor. Com o terrível fogo do amor, podemos nos transformar em deuses para penetrar no anfiteatro da ciência cósmica com plena majestade."


Clique aqui e conheça a obra de Samael Aun Weor, no site da Amazon...




quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Bezerra de Menezes: 'Oração da Fraternidade'



"Senhor!

Somos uma só família de corações a se rearticularem no espaço e no tempo, aprendendo a servir-te.

Ensina-nos a ser mais irmãos uns dos outros.

Ajuda-nos para que seja cada um de nós a complementação do companheiro, naquilo em que o nosso companheiro esteja em carência.

Se um tropeça, dá que lhe sirvamos de apoio, se outro descansa, ampara-nos a fim de que lhe tomemos o lugar na tarefa sem reclamação e sem queixa.

Ilumina-nos o entendimento para que nos convertamos em visão para aqueles que ainda não conseguem enxergar o caminho claro que nos traçaste; o ouvido atento para quantos se incapacitarem no trabalho, entorpecidos na indiferença; a tranquilidade para os que venham a cair na discórdia e a compreensão de todos os que ainda não logram divisar a luz da verdade!

Senhor, guarda-nos em teu infinito amor para que nos devotemos fielmente uns aos outros e ainda que a névoa do passado nos entenebreça os caminhos do presente, favorecendo-nos a separação ou o desajuste, dá que o clarão de tua bênção nos refaça as energias e nos restabeleça o senso de rumo para que nós todos, unidos e felizes, sejamos invariavelmente uma família só, procurando escorar-nos, no apoio recíproco, de modo a que, um dia, estejamos integrados em teu serviço na alegria imortal para sempre."


Chico Xavier e Bezerra de Menezes

(Psicografado em 22/2/1972 na Fundação Marietta Gaio, na cidade do Rio de Janeiro)


'Taça de Luz'


Sobre a obra: "Todo o empenho em favor da família, nestes dias tumultuosos, é credor de respeito e de alta consideração, por contribuir de maneira eficaz para o mundo melhor por que todos anelamos. Por isso, saudamos, neste livro, mais um brado em favor da família, especialmente examinada à luz mirífica da Doutrina Espírita." - Imagem: fraternidade (e-magia)



quinta-feira, 12 de abril de 2012

São Martinho de Tours: conheça sua história e poderosa oração

"Senhor, se o vosso povo precisa de mim, não vou fugir do trabalho. Seja feita a vossa vontade", dizia Martinho, bispo de Tours, aos oitenta e um anos de idade...
São Martinho de Tours, rogai por nós!


Festa litúrgica: 11 de novembro


"Senhor, se o vosso povo precisa de mim, não vou fugir do trabalho. Seja feita a vossa vontade", dizia Martinho, bispo de Tours, aos oitenta e um anos de idade.

Martinho nasceu na Hungria, antiga Panônia, por volta do ano 316. Seu pai era comandante do exército romano. Por curiosidade começou a frequentar uma Igreja cristã, ainda criança, sendo instruído na doutrina cristã, porém sem receber o batismo. 

Ao atingir a adolescência, para tê-lo mais à sua volta, seu pai o alistou na cavalaria do exército imperial. Mas se o intuito do pai era afastá-lo da Igreja, o resultado foi inverso, pois Martinho continuava praticando os ensinamentos cristãos, principalmente a caridade. Depois, foi destinado a prestar serviço na Gália, atual França.

Foi nessa época que ocorreu o famoso episódio do manto. Um dia, um mendigo que tiritava de frio pediu-lhe esmola e, como não tinha, o cavalariano cortou seu próprio manto com a espada, dando metade ao pedinte. Durante a noite, o próprio Jesus apareceu-lhe em sonho usando o pedaço de manta que dera ao mendigo e agradeceu a Martinho por tê-lo aquecido no frio. Dessa noite em diante, ele decidiu que deixaria as fileiras militares para dedicar-se à religião.

Com vinte e dois anos, já estava batizado, provavelmente pelo bispo de Amiens, afastado da vida da Corte e do exército. Tornou-se monge e discípulo do famoso bispo de Poitiers, santo Hilário, que o ordenou diácono. Mais tarde, quando voltou do exílio, em 360, doou a Martinho um terreno em Ligugé, a doze quilômetros de Poitiers. Lá, Martinho fundou uma comunidade de monges. Mas logo eram tantos jovens religiosos que buscavam sua orientação que Martinho construiu o primeiro mosteiro da França e da Europa ocidental.

No Ocidente, ao contrário do Oriente, os monges podiam exercer o sacerdócio para que se tornassem apóstolos na evangelização. Martinho liderou, então, a conversão de muitos e muitos habitantes da região rural. 


Com seus monges, ele visitava as aldeias, pregava o evangelho e onde encontrava resistência, fundava um mosteiro. Com os monges evangelizando pelo exemplo da caridade cristã, logo todo o povo se convertia. Dizem os escritos que, nessa época, havia recebido dons místicos, operando muitos prodígios em beneficio dos pobres e doentes que tanto amparava.

Quando ficou vaga a diocese de Tours, em 371, o povo aclamou-o, unanimemente, para ser o bispo. Martinho aceitou, apesar de resistir no início. Mas não abandonou sua peregrinação apostólica: visitava todas as paróquias, zelava pelo culto e não desistiu de pregar os ensinamentos de cristo, convertendo os ímpios e exercer exemplarmente a caridade. Nas proximidades da cidade, fundou outro mosteiro, chamado de Marmoutier. E sua influência não se limitou a Tours, tendo se expandido por toda a França, tornando-o querido e amado por todo o povo.

Martinho exerceu o bispado por vinte e cinco anos. Morreu, aos oitenta e um anos, na cidade de Candes, no dia 8 de novembro de 397. Sua festa é comemorada no dia 11, data em que foi sepultado na cidade de Tours.

Venerado como são Martinho de Tours, ele se tornou o primeiro santo não mártir a receber culto oficial da Igreja e também um dos santos mais populares da Europa medieval. 

ORAÇÃO A SÃO MARTINHO DE TOURS


"Glorioso São Martinho, nosso amigo e protetor, que ao dividir vosso manto com o mendigo que padecia de frio na neve encontrastes o próprio Senhor Jesus, ajudai-nos, a saber, partilhar o que temos com os mais empobrecidos que encontramos em nosso caminho, principalmente as crianças mais abandonadas, reconhecendo nelas a imagem de nosso divino mestre.

Ó Bom Jesus, por intercessão de São Martinho dai-nos os dons da caridade e do amor fraterno, que nos fazem servir com desprendimento aos vossos filhos mais excluídos dessa terra

Que Assim Seja!"

Fonte: reprodução de http://preceserezas.blogspot.com.br/2011/12/vida-e-oracao-sao-martinho-de-tours.html



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Nossa necessidade de amor

por Sua Santidade o Dalai-Lama

Em última análise, amor e compaixão acarretam a maior felicidade simplesmente porque nossa natureza as valoriza acima de tudo o mais. A necessidade de amor repousa no verdadeiro fundamento da existência humana. Resulta da profunda interdependência que todos repartimos uns com os outros. Por mais capaz e hábil que seja o indivíduo, se deixado só, ele ou ela não sobreviverá. Por mais vigorosa e independente que possa se sentir uma pessoa durante os períodos mais prósperos da vida, quando ela estiver doente, ou muito jovem, ou muito velha, ela precisará depender do apoio de outros.

Interdependência é claro, é uma lei fundamental da natureza. Não apenas formas mais elevadas de vida, mas, até mesmo muitos dos menores insetos, são seres sociais que, sem qualquer religião, lei ou educação, sobrevivem através de mútua cooperação baseada num reconhecimento inato de sua interconexão. O nível mais sutil do fenômeno material também é governado pela interdependência. Todos os fenômenos do planeta que habitamos, nos oceanos, nuvens, florestas e flores que nos circundam, se manifestam em interdependência por meio de sutis padrões de energia. Sem uma interação adequada, eles se deterioram e se dissolvem.

Nossa necessidade de amor repousa no verdadeiro fundamento da existência humana, pelo fato de que nossa própria existência humana é tão dependente da ajuda de outros. Portanto, necessitamos de um genuíno senso de responsabilidade e, de uma sincera preocupação pelo bem-estar de outros.

Devemos levar em consideração o que nós, seres humanos, realmente somos. Não somos como os objetos fabricados por máquinas. Se fôssemos apenas entidades mecânicas, então as próprias máquinas seriam capazes de aliviar todos os nossos sofrimentos e preencher as nossas necessidades. Todavia, por não sermos apenas criaturas materiais, seria um erro colocarmos todas as nossas esperanças por felicidade somente no desenvolvimento exterior. Em vez disso, deveríamos levar em consideração nossas origens e nossa natureza, para descobrirmos o que necessitamos.

Deixando de lado a complexa questão da criação e evolução de nosso universo, podemos ao menos concordar que cada um de nós é um produto de nossos pais. Em geral, nossa concepção não se deu apenas no contexto do desejo sexual, mas, da decisão de nossos pais de ter um filho. Tais decisões estão fundamentadas em responsabilidade e altruísmo, o compromisso compassivo dos pais de cuidar de seu filho até que ele seja capaz de cuidar de si mesmo. Portanto, a partir do verdadeiro momento de nossa concepção, o amor de nossos pais está diretamente em nossa criação.

Além disso, somos completamente dependentes da atenção de nossas mães desde os mais tenros estágios de nosso crescimento. De acordo com alguns cientistas, o estado mental de uma mulher grávida, seja ele calmo ou agitado, tem um efeito físico direto no filho ainda em estágio de formação.

A manifestação de amor também é muito importante na hora de dar à luz. Visto que a primeira coisa que realmente fazemos é sugar o leite do seio materno, nós naturalmente nos sentimos ligados a ela e, ela deve sentir amor por nós para nos alimentar adequadamente, se ela sentir raiva ou ressentimento, seu leite poderá não fluir livremente.

Há então o crítico período do desenvolvimento do cérebro, desde o nascimento até ao menos a idade de três ou quatro anos, quando o contato físico amoroso é o fator mais importante para o crescimento normal da criança. Se a criança não for abraçada, amparada, afagada ou amada, seu desenvolvimento será prejudicado e seu cérebro não amadurecerá apropriadamente.

Visto que a criança não pode sobreviver sem o cuidado de outrem, seu mais importante alimento é o amor. A felicidade da infância, a pacificação dos inúmeros temores da criança e, o desenvolvimento salutar de sua autoconfiança, tudo depende diretamente do amor.

Hoje em dia, muitas crianças crescem em lares sem felicidade. Se elas não recebem afeição adequada, mais tarde na vida, raramente amarão seus pais e, não raro, terão dificuldade em amar outros. Isto é muito triste.

A medida que as crianças crescem e vão à escola, suas necessidades de apoio precisam ser supridas por seus professores. Quando um professor não apenas compartilha educação acadêmica com seus alunos, mas, também assume a responsabilidade de prepará-los para a vida, seus alunos ou alunas sentirão confiança e respeito e, o que lhes tiver sido ensinado causará indelével impressão em suas mentes. Ao contrário, assuntos ensinados por um professor que não demonstrou preocupação verdadeira pelo bem-estar geral de seus alunos, serão considerados apenas temporariamente e, não serão retidos por muito tempo.

Do mesmo modo, se algum doente é tratado num hospital por um médico que evidencia o sentimento de calor humano, ele se sentirá à vontade e, o desejo médico de dar a melhor atenção possível é, por si só, curativo, independentemente do grau de especialização médica. Ao contrário, se o médico de alguém carecer de sentimento humano e demonstrar uma expressão pouco amigável, impaciência ou desconsideração casual, esse alguém se sentirá ansioso, mesmo que o médico seja da mais alta qualificação, que a doença tenha sido corretamente diagnosticada e, que a medicação correta tenha sido prescrita. Inevitavelmente, os sentimentos do paciente fazem a diferença na qualidade e na extensão de sua recuperação.

Até mesmo quando nos envolvemos em uma simples conversa em nossa vida diária, se alguém fala com sentimento humano, temos prazer em ouvir e, responder do mesmo modo: toda a conversa se torna interessante, por menos importante que seja o assunto. Ao contrário, se uma pessoa fala de modo frio e duro, sentimo-nos pouco à vontade e desejamos que aquela interação termine logo. A afeição e o respeito pelos outros são vitais para nossa felicidade em qualquer circunstância, desde o menos significativo, até o mais importante evento.

Recentemente, me encontrei com um grupo de cientistas norte-americanos que diziam que a taxa de doenças mentais em seu país era muito alta, ao redor de doze porcento da população. Durante nossa discussão, tornou-se claro que a principal causa da depressão não era a falta de necessidades materiais, mas, carência da afeição de outrem. Portanto, como você pode ver de tudo o que escrevi até aqui, uma coisa me parece clara: quer estejamos conscientemente atentos a isso, ou não, a necessidade de afeição humana está em nosso próprio sangue, desde o dia em que nascemos. Mesmo que a afeição venha de um animal, ou de alguém que normalmente consideraríamos um inimigo, tanto crianças como adultos, naturalmente gravitarão ao redor dela.

Acredito que ninguém nasce livre da necessidade de amor. E, isto demonstra que, ainda que algumas modernas escolas de pensamento procurem fazê-lo, seres humanos não podem ser definidos como sendo apenas físicos. Nenhum objeto material, por mais belo ou valioso, pode nos fazer sentir amados, porque nossa mais profunda identidade e verdadeiro caráter repousam na natureza subjetiva da mente.

Fonte: http://www.dalailama.org.br

Doe para continuarmos nossa obra:

Gostou?
Então contribua com qualquer valor
Use a chave PIX ou o QR Code abaixo
(Stresser Mídias Digitais - CNPJ: 49.755.235/0001-82)

O Sulpost é um veículo de mídia independente e nossas publicações podem ser reproduzidas desde que citando a fonte com o link do site: https://sulpost.blogspot.com/. Sua contribuição é essencial para a continuidade do nosso trabalho.