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domingo, 20 de dezembro de 2009

A origem da milenar comemoração do Natal


O Natal, provem do latim 'natális', por sua vez derivada do verbo 'nascor, nascéris, natus sum, nasci', que significa nascer. Como adjetivo, significa o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. De 'natális' deriva também 'natureza', o somatório das forças ativas em todo o Universo.

A data é amplamente reconhecida como uma festa religiosa, é a celebração do nascimento de Jesus. O Natal é comemorado no dia 25 de Dezembro desde o Século IV pela Igreja Ocidental, e, desde o século V pela Igreja Oriental. Na Igreja Ortodoxa o Natal é comemorado no dia 7 de Janeiro.

A origem pagã do Natal


Na verdade a comemoração do Natal é muito mais antiga do que se pensa, tendo a cada época distinta adotado diferentes significados, de acordo com o credo religioso a que foi associada. Históricamente as festividades do Natal tem sua origem no paganismo.

O paganismo, celebrava o solstício de Inverno, a noite mais longa do ano (hemisfério norte). A partir dessa noite, que acontece no final de Dezembro, em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu. O dia era consagrado à celebração do “Sol Invicto”.

O Sol tem sua representação em diversos Deuses


► Ra, o Deus egípcio;
► Utudos na Babilônia;
► Surya da Índia;
► Apolo, Deus greco-romano;
► e também Baal e Mitra.

Para os egípcios, Horus foi o deus solar e seu redentor. Horus nasceria de uma virgem e era festejado a 25 de Dezembro. Amenófis III criou um mito religioso que depois foi adaptado ao cristianismo: Trata-se da anunciação, concepção, nascimento e adoração de Iath.

Para os mesopotâmios, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do Inverno, eles acreditavam que os monstros do caos se enfureciam e Marduk, o seu principal deus tinha, que os derrotar para preservar a continuidade da vida na Terra. Durante o Zagmuk, festival de Ano Novo que durava 12 dias, era então realizado um ritual para ajudar Marduk na sua batalha.

Mitra e Mitraísmo



7 mil anos antes do nascimento de Jesus, fazia-se homenagem à data de "nascimento" do deus persa Mitra, que representa a luz. Mitra pertence às mitologias persa, indiana e romana. Na Índia e Pérsia representava a Luz (Deusa Solar), bem como o bem e a libertação da matéria. Chamavam-na de "Sol Vencedor". Entre os persas, apareceu como filho de Aura-Masda, deus do bem gerado de uma virgem, a deusa Anahira.

O culto de Mitra

Desde a antiguidade, o nascimento de Mitra, era celebrado a 25 de Dezembro. Ele teria nascido numa manjedoura, e foi venerado por humildes pastores; celebrou uma Santa Ceia, com seus 12 discípulos, antes de voltar a casa do pai. Ascendeu ao Céu, de onde prometeu voltar no fim dos tempos, para o Juízo Final. Garantiu a vida eterna a quem se batizasse: a purificação mediante o batismo era essencial para alcançar a vida eterna. Quando nascia a criança era mergulhada em água e, depois, comprimia-se em sua boca um pouco de suco de um arbusto denominado Hom.

Seu culto estava associado a uma existência futura e espiritual, completamente libertada da matéria e sua prática ritual era celebrada em grutas sagradas. O Deus Mitra encarnou para viver entre os homens, e morreu para que todos fossem salvos. Os fiéis, comemoravam a sua ressurreição em cerimonias, nas quais proferiam as seguintes palavras: “Aquele que não irá comer o meu corpo, e beber o meu sangue, assim que ele seja em mim e eu nele, não será salvo.”


Nos séculos III e IV da Era Cristã as religiões romanas identificaram-no com o carácter viril e luminoso de Deus, transformando o culto a mitra no mitraísmo.

ROMA


Aureliano, Imperador da Roma, oficializou o culto ao Sol, no ano de 273 d.C., assim estabelecendo o dia do nascimento do Sol em 25 de dezembro: o “Natalis Solis Invcti”, que significava o nascimento do Sol invencível.

Na Saturnália, festividade em honra ao Deus Saturno, era comemorada de 17 a 24 de Dezembro; sendo um período de alegria e troca de presentes. Era solenizado o dia mais curto do ano no Hemisfério Norte e o nascimento de um Novo Sol. 

No dia 25 de Dezembro, quando já era perceptível a vitória do dia sobre a noite, eram realizadas grandes festas nas ruas em comemoração do regresso do Sol.

Por Decreto de Constantino (317-337 d.C.) imperador de Roma, o Cristianismo foi incluso como religião. Sendo o imperador um antigo adorador do Sol, ele fez do dia 25 de dezembro uma Festa Cristã. Ele transformou as celebrações de homenagens à Mitra, Baal, Apolo e outros deuses, na festa de nascimento de Jesus Cristo. Uma forma de sincretismo religioso.

O povo cristão do Oriente, adaptou esta celebração para 6 de janeiro, sendo a escolha desta data provavelmente outra reminiscência pagã, pois esta é a data da aparição de Osíris entre os egípcios, e de Dionísio entre os gregos.


Em 325 d.C., Constantino conclamou o Concílio de Nicéia, numa tentativa de unificar o Cristianismo. A igreja, não permitindo que outros Deuses fossem cultuados, e querendo combater toda celebração pagã do mês de Dezembro, acabou por escolher o dia 25 de Dezembro, como data oficial do nascimento de Jesus, dando desta forma um significado religioso a data, absorvendo inclusive alguns dos rituais pagãos, nomeadamente as velas e as trocas de presentes, passando estes a simbolizar as ofertas feitas pelos Três Reis Magos ao menino Jesus.

A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo Papa Libério, no ano 354 d.c. A prática do mitraísmo, bem como de outras religiões pagãs, foi declarada ilegal pelo imperador romano Teodósio I no ano de 391, tendo este desta forma proibido todas as religiões diferentes do cristianismo. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. (Oxalá)

Segundo a edição de 1911 da Enciclopédia Católica: "A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito... os costumes pagãos relacionados com o princípio do ano se concentravam na festa do Natal".

Orígenes, um dos chamados pais da Igreja, segundo texto extraído da mesma enciclopédia citada acima: "... não vemos nas Escrituras ninguém que haja celebrado uma festa ou celebrado um grande banquete em sua data natalícia. Somente os pecadores celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram neste mundo". A referência certamente é ligada aos Faraós Egípcios e Herodes.


Independentemente dos credos e das tradições, o Natal, é uma festa essencialmente familiar, na qual subsistem as tradições pagãs, tanto germânicas quanto romanas. Somadas ao grande dia em que o Mestre Jesus nasceu como homem em nosso Planeta. Esta data deve servir para celebração da vida, da paz e do amor, no Natal a Chama Crística é alimentada no coração dos homens e mulheres de boa vontade, marcando o término de um ciclo e o início de outro. 

FELIZ NATAL!



sábado, 19 de dezembro de 2009

A Energia Kundalini ॐ कुंडलिनी

Canalização espiritual:
Os Nove Senhores do Tempo, Mestres da Freqüência para a Transição, através de Mary Fran Koppa

Segundo o ensinamento tradicional sobre a energia kundalini, ela percorre a coluna central do corpo, do períneo até a coroa, sobe fluindo a partir da coroa, transbordando, derramando-se para baixo, reunindo-se nos pés e entrando novamente no corpo pelo períneo, criando um fluxo contínuo. Essa é uma compreensão básica de um processo passando agora por profundas mudanças, o que exige uma atualização.

Outro ensinamento tradicional sobre a coluna central de energia também precisa de ser atualizado — aquele segundo o qual "fazemos uma coluna de energia atravessar o corpo, para baixo até o núcleo da Terra, e para cima, saindo da coroa e chegando ao cosmo." Ensinaram-nos que essa é nossa ligação com o planeta e com a nossa Fonte. Se isso fosse verdade, o que acontece com nossa ligação com a Terra quando estamos deitados? Essa coluna de energia que transpassa nossos chakras sai da Terra e corre tangente ao planeta? Certamente não. Nossa ligação energética com o planeta nunca é, nem pode ser, quebrada enquanto estivermos vivos. Que distância a coluna de energia que sai de nossa coroa tem de percorrer para encontrar a Fonte?

Há uma explicação mais complicada para nossa ligação com o núcleo da Terra e com a Fonte. Estamos ligados internamente à nossa Fonte e externamente ao planeta por meio de nossa centelha de luz divina que está agora desenvolvendo rapidamente o novo chakra do coração. Essa centelha de luz sempre existiu, e o novo chakra do coração está se formando ao redor dela. Nosso novo chakra do coração se localizará no centro da área do diafragma, na maioria das pessoas. Este portal de energia pode ser visualizado como um cristal esférico com 144 mil facetas. Está repleto de luz diamantina, que é nossa força vital e nossa ligação interior com nosso Criador. Ela, nossa centelha pessoal de luz divina, também é parte integrante do próprio ser de nosso criador.

Raios de luz diamantina são emitidos das facetas desse portal dimensional em todas as direções concebíveis, de modo que, independentemente da posição assumida pelo corpo, é mantida nossa ligação energética com o núcleo da Terra. Quando nos mexemos, nosso vínculo com o núcleo do planeta se muda para diferentes raios de luz, que estão sendo simultaneamente emitidos a partir do âmago de nosso ser. Esses raios de luz são pulsações ou ondas de energia. A palavra "luz" é um tanto enganosa, pois neste contexto nada tem a ver com o conhecemos como luz. Tem relação com freqüência. A pura luz divina é a qualidade mais alta da freqüência. Há vários níveis de intensidade (vibração) de freqüência existentes em toda a criação. Há muitas oitavas nos acordes sagrados do teclado da freqüência. Nossa realidade é uma composição musical de freqüência ressoando a certa vibração, por nós chamada terceira dimensão. Abaixo de nosso mundo tridimensional encontramos uma cadeia de freqüência fundamental que vibra a uma taxa mais elevada. Enxergar isso está além de nossa capacidade de visualizar fisicamente, todavia existe em nós e à nossa volta.

Nossa luz divina exclusivamente pessoal que emana desse centro diamantino cristalino presente no chakra do coração faz parte da freqüência fundamental de nosso mundo tridimensional. Sobrepomos continuamente nosso corpo físico sobre esta assinatura vibratória pessoal, originada naquela minúscula centelha de luz divina da área do diafragma. Nossos corpos físicos encontram-se num processo ininterrupto de se criar a partir da freqüência. Se nossa luz divina deixasse de criar nossa forma física durante um segundo que fosse, nós desapareceríamos.

A freqüência diamantina expressa por milhares de raios pulsando a partir de nosso centro é a verdadeira "coluna de energia" a nos ligar ao núcleo do planeta e à nossa Fonte. Nossos muitos raios de luz diamantina revezam-se em visitas ao núcleo do planeta, à medida que nos movimentamos de um lado para o outro durante os dias e noites de nossas vidas. Eles estão em movimento e fluxo ininterruptos.

O fato de que essa luz pulsa em todas as direções simultaneamente a partir do âmago de nosso ser também nos mostra como criamos o trabalho de malha de energia que liga todas as coisas e dele participamos. Tudo na criação está emitindo raios em todas as direções, entrelaçando-se energeticamente com tudo o mais. Os antigos maias tinham uma saudação que pode ser traduzida para: "Sou outro você." Essa frase reconhece nossa inevitável ligação e nossa unicidade. De outra perspectiva, nossos corpos de luz são agrupados, criando uma realidade maior que existe na forma de consciência num nível diferente de consciência.

Quando um raio de luz atravessa o caminho de outro, temos uma interseção no sistema de malha. Há interseções incontáveis. Essa interligação é uma prova contundente de que sempre estamos ligados à Terra e a todas as coisas e de que somos todos unos. E o um que somos é a Fonte. Essa malha interligadora mantém e apóia o holograma por nós chamado realidade. É nosso vínculo entre a terceira dimensão e o "não-tempo, não-espaço." Vocês gostariam de surfar nesta cadeia expansiva? Isso é possível.

Então, o que é a energia kundalini na realidade de hoje? Ela realmente sobe por uma coluna? Bem, ela pode fazer isso e já a sentiram subindo por uma coluna central do corpo. Mas pensem nela agora mais como uma onda e uma pulsação do que um fluxo — uma impregnação de freqüência mais alta num dos raios de luz emitidos do núcleo cristalino do novo chakra do coração. Subseqüentemente será sentida no corpo físico como uma onda de energia.

A kundalini já não se limitará a correr paralela à coluna espinal. Estamos passando a uma nova e expandida estrutura de tempo/espaço, em termos energéticos. Se estivermos preparados para esperar a kundalini tomar novos caminhos, será mais fácil integrarmos a nova energia que está inundando o planeta, e nos sentiremos mais à vontade à medida que nosso aparato de energia pessoal for aumentado.

A energia diamantina esférica central que é vocês (podem chamá-la de seu Eu Superior) está agora iniciando novas experiências de kundalini. A kundalini evoluiu, tornando-se bidimensional. É uma ponte que podemos atravessar para atingir com segurança níveis mais elevados de freqüência que acabarão nos tirando da terceira dimensão, levando-nos a um novo nível espiritual e existência física.

A kundalini está se tornando uma pulsação de energia intensificada e ampliada caminhando por uma das várias facetas do cristal de diamante esférico que é vocês no âmago de seu ser. A kundalini agora se originará do centro do novo chakra do coração, no âmago de seu ser. Essa experiência será sustentada, fortalecida e orientada pela nova freqüência que está chegando ao planeta em 1998. A energia nova que agora circunda o planeta tem consciência e apoiará a intensificação da freqüência que precisa se integrar com seu corpo para transformá-lo. Essa nova freqüência está entrando pelo portal diamantino existente no âmago de seu ser. A nova torrente de kundalini, originando-se em seu Eu Superior no chakra do coração, se tornará uma experiência comum neste planeta, pois é necessária à nossa evolução.

Pode-se considerar que sua natureza divina presente no âmago de seu ser exibe milhares de raios invisíveis de luz diamantina pulsando para fora, a partir de seu centro em todas as direções concebíveis. Nossa natureza divina, expressa em termos energéticos na forma de raios de luz, está sendo fortalecida e ampliada à medida que passamos a estados superiores de consciência no planeta Terra. De grande ajuda é o fato de que a Barreira de Freqüência, que circunda o planeta, neutralizando nossa evolução espiritual, foi debilitada, tendo praticamente desaparecido. A kundalini, a critério de seu Eu Superior, pode agora utilizar todas as radiações vindas do seu chakra do coração para elevar a freqüência de seu corpo. A questão agora é, com que rapidez posso integrar essa nova freqüência? Com que rapidez posso transformar o corpo físico? Como devo manejar toda essa energia?

Preparem-se para os novos caminhos da Kundalini

Ao se preparar para o que esperar dos novos caminhos da kundalini, vocês podem visualizar um ser amoroso de uma dimensão diferente desejando expressar amor por vocês. Esse ser, que não se encontra em forma física, poderia expressar amor por vocês atravessando seu corpo, animando e estimulando toda e cada uma de suas células. Ele poderia ser experimentado por vocês como uma corrente de êxtase. A nova e expandida energia kundalini entrará em nós de modo semelhante, então podem contar que ela, vinda de todas as direções concebíveis, arrebatará vocês. Não ficará limitada à coluna espinal. Até mesmo nosso conceito de direção já não se aplicará, pois será um arrebatamento simultâneo, criando êxtase físico sem a sensação de nos deslocarmos daqui para lá. Simplesmente será. Lembram-se da frase: "Eu os enaltecerei?" Na verdade, ela se refere à elevação de nossa taxa vibratória que estamos desenvolvendo ao integrar essas novas freqüências.

Cada raio de freqüência que emana de sua respectiva faceta de nossa esfera cristalina central é importante. Cada raio tem seu próprio acorde específico de freqüência e seu próprio propósito. Somos, na realidade, um instrumento musical altamente organizado a tocar a música de Deus, e acabamos de receber uma canção nova para tocar. A kundalini tocará a música de Deus num raio específico, com um propósito específico para o corpo. Será um êxtase ouvido por todas as células do corpo na forma de música celestial. Essa canção os elevará.

O que está acontecendo é que os sete chakras estão se fundindo, tornando-se um único no âmago de nosso ser, formando o novo chakra do coração. Esse novo chakra consolidado se localizará ligeiramente abaixo de nosso atual chakra do coração. Quando essa mudança ocorrer, nosso formato tradicional de chakra já não proporcionará o caminho para a energia kundalini, não existirá mais. Estamos evoluindo em termos energéticos. Essa importante alteração do sistema de chakras por sua vez ativará mutações e modificará o corpo físico. À medida que mudarem os acordes musicais do sistema de chakras, o corpo terá de mudar porque ele é criado a partir do sistema de chakras, é um resultado desse sistema.

Nosso corpo elétrico, chamado nosso corpo de luz ou sistema de chakras, está se modificando porque tem de se alinhar ao sistema de chakras maior de nosso Criador, do qual constitui apenas uma pequena parte. As necessidades evolutivas de nosso Criador estão passando por grandes mudanças, e nosso sistema de chakras começou a mudar e se reorganizar para se alinhar com a totalidade de sua identidade maior. Foi decretada uma grande mudança na consciência, um movimento rumo a um nível superior de consciência e capacidades espirituais.

As modificações que afetam a humanidade e o planeta em geral serão graduais. Acontecerão primeiro em nosso corpo elétrico ou de luz. Os corpos físico, mental e emocional não conseguiriam acompanhar uma mudança repentina demais em nosso sistema de chakras. Um processo gradual de mudança já começou e continuará ao longo dos próximos anos.

Esta nova energia da qual vocês participarão poderá afetar seu corpo físico de várias formas até que o novo corpo de luz, o recém-consolidado sistema de chakras, seja totalmente integrado ao físico. Vocês poderão se sentir tontos, ouvir um zumbido na cabeça, ter febre baixa ou náusea ou várias indisposições sem importância. Usem os métodos que vocês já conhecem para ajudar a devolver o equilíbrio ao corpo o mais rapidamente possível. Essa energia não vai embora, então vocês podem muito bem ser um dos que sabem integrá-la.

Como lidar com as novas frequencias

Aqui vão algumas sugestões de como lidar com essas novas freqüências.

Alimentos: Ingiram em porções pequenas figos, tâmaras, nozes, abacaxi, chá de folha de framboesa, chá de hissopo, muita água pura, aipo, beterraba, uvas de casca escura. Uma pitada de bicarbonato de sódio dissolvido em água ajudará na indigestão causada pela entrada de excesso de freqüência na área do diafragma/estômago por meio do novo chakra do coração. Evitem drogas recreativas.

Som: Fitas de som-onda-energia podem ajudar a equilibrar as freqüências. Ouçam com moderação.

1.Exercícios aeróbicos, que fazem a pessoa mexer o corpo todo em movimentos amplos (como dançar ao ritmo de uma música alegre) serão necessários. Os que levam vida sedentária, recusando-se a mexer o corpo não vão se sentir muito bem.

2.Cantar ajudará bastante a equilibrar as freqüências de seu corpo em particular. Deve ser sua voz, pois ela encerra seu padrão pessoal de energia. É como suas impressões digitais. Sua canção será aquela sua parte mais intimamente relacionada com a freqüência! Vocês podem cantar até equilibrar a nova freqüência em seu corpo. Quanto mais cantarem, mais bonita ficará sua voz. Conseguem cantar e dançar ao mesmo tempo? Isso será muito eficaz.

3.Tentem um banho quente, colocando na água um pequeno cristal de quartzo e um pequeno cristal de quartzo rosa. Coloquem algumas gotas de óleo de amendoim na água para ajudar a equilibrar a nova energia.

4.Se vocês estiverem muito nervosos para dormir à noite, um chuveiro quente removerá o excesso de energia de seu campo energético.

5.Curtos períodos de repouso durante o dia, quando necessário, serão importantes.

Integridade: Agora, mais do que nunca, é importante ser impecável. Qualquer distorção de freqüência em seu campo em conseqüência de um lapso em sua integridade provocará um acidente sem importância, como esbarrar em alguma coisa, ou fará se sentirem mal. Portanto, por favor, comportem-se.

É por isto que temos esperado. As novas freqüências estão aqui. Estão afetando todos no planeta, e os que não entendem o que está acontecendo poderão achar que estão doentes ou a caminho de um colapso nervoso. Não podemos compartilhar as informações com todos porque a maior parte da humanidade não está disposta a ouvi-las. Mas podemos partilhar nosso amor e generosidade.

Um sorriso faz maravilhas, especialmente se for dado por uma pessoa que estiver integrando com êxito as novas freqüências. Encerra muito potencial curativo e não é preciso dizer uma palavra sequer. Então, sejam generosos com seus sorrisos. Bebam muita água pura e se preparem para um passeio maravilhoso até o próximo nível de consciência!

Fonte: Revista Amaluz - fora de circulação - Mary Fran Hoppa - Mayan Calendar Art, 1008 - Maple Park Drive, Paradise, CA 95969

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Os 10 Mandamentos da Serenidade do Papa João XXIII

01. Só por hoje tratarei de viver exclusivamente este meu dia, sem querer resolver o problema de minha vida, todo de uma vez.

02. Só por hoje terei o máximo de cuidado com o modo de tratar os outros: serei delicado nas minhas maneiras, não criticarei ninguém, não pretenderei melhorar ou disciplinar ninguém senão a mim mesmo.

03. Só por hoje me sentirei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz, não só no outro mundo, mas também neste.

04. Só por hoje me adaptarei as circunstâncias, sem pretender que as circunstâncias, se adaptem todas aos meus desejos.

05. Só por hoje dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, pois, assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a minha alma.

06. Só por hoje praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém.

07. Só por hoje farei uma coisa de que não gosto e, se for ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

08. Só por hoje farei um programa bem completo de meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas em todo o caso, vou fazê-lo. E evitarei dois males: a pressa e a indecisão.

09. Só por hoje serei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim, como se existisse somente eu no mundo, ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.

10. Só por hoje não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de crer na bondade.

João XXIII - nascido Angelo Giuseppe Roncalli (Sotto Il Monte, 25 de Novembro de 1881 — Vaticano, 3 de Junho de 1963) foi Papa do dia 28 de outubro de 1958 até a data da sua morte. 

João 23 era mundialmente conhecido como o "Papa Bom" ou o "Papa da bondade"



Considerado um Papa de transição, depois do longo pontificado de Pio XII, ele convocou, para surpresa de muitos, o Concílio Vaticano II, que visava a renovação da Igreja e a formulação de uma nova forma de explicar pastoralmente os dogmas ao mundo moderno. Pertencia à Ordem Franciscana Secular (OFS) e escolheu como lema papal: Obediência e Paz.


No dia 3 de Setembro de 2000, João XXIII foi declarado Beato pelo Papa João Paulo II. João XXIII é considerado o patrono dos delegados pontifícios e a sua festa litúrgica é celebrada no dia 11 de Outubro.  


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A Lenda da Pantera e do Dragão



Contam as lendas xamânicas orientais que existia um Dragão mau que assolava a floresta, seu único objetivo era a destruição da natureza, este Dragão, temia a Pantera, pois esta tinha o hálito tão doce que a simples abertura de sua boca poderia destruir o Dragão, mas ele sabia que a Pantera, após comer, dormia três dias seguidos, e assim nossa lenda se inicia...

Os seres da floresta amavam a Pantera, pois ela era a única a defende-los do Dragão, seu olhar era tão poderoso, que ao caçar, ela abaixava seus olhos, para que sua presa, que praticamente se oferecia como alimento, não tivesse o espírito destruído, tamanho o poder de seu olhar!

Num certo dia, após se alimentar, ela saltou por entre as montanhas e penetrou em uma das grutas para dormir, lá, a Pantera descansava e sonhava com as estrelas... O Dragão, sabendo disso, iniciou sua empreitada de destruição.

Contam as lendas que ele era um espírito revoltado, pois que lhe foi dito que a natureza não foi criada para servi-lo, isto o inundou de ódio pela floresta. O Dragão sobrevoou a floresta e vomitou seu veneno pútrido nas árvores, que definhavam gritando como só as árvores sabem gritar. O veneno escorria pelas montanhas e vales, queimava tudo o que era vivo. As Serpentes, grandes alquimistas, não conseguiam transmutar todo o veneno que o Dragão, incessantemente vomitava, e este continuava sua destruição.

O grande guerreiro Tigre enfiou suas garras no veneno, seus esforços eram inúteis, mas era só o que ele podia e sabia fazer para defender a selva. Os Lobos corriam em desespero tentando esconder seus filhotes e uivavam em súplicas ao Céu, para que algo os ajudasse, os Ursos choravam, os Peixes recitavam encantamentos, que não davam conta da demanda de veneno, os animais reuniam-se resignados e suas lágrimas acalentavam a Terra, mas esta sabia que iria ser aniquilada.

Um pequeno Rouxinol, triste e ferido, vendo tudo isso, se afastou até as montanhas e começou seu canto triste:

"Sou a luz que se apaga. Meu canto e o da selva são os mesmos. Triste o fim de minha mãe. Triste o fim de minha amada. Mama Selva se vai. Mama Selva se vai. A pantera não mais fluirá pelas sombras. Não mais..."

Ele não sabia, mas atrás de si, abria-se a gruta na qual havia uma cova, aonde adormecera a Pantera, e ao ouvir seu nome, esta se levantou de um salto:

- O que esta havendo? Quem canta uma melodia tão triste na entrada da gruta?

O Rouxinol, ouvindo um brado tão conhecido e sentindo o doce hálito da Pantera mudou o tom da melodia, e sem titubear cantou a crueldade do Dragão, e as glórias de lutas antigas, e o que estava acontecendo.


A Pantera urrou de raiva, seu sangue felino ferveu sob o manto negro como o infinito que era sua pele, o brado de sua intenção foi dado:

- Morte, morte é o que o vento sussurra nos tímpanos do Dragão!!!! Que meu hálito chegue até suas narinas!!!! Pedindo ajuda à grande Águia mensageira, ela foi carregada ao encontro do Dragão, que já havia sentido o aroma de seu hálito e tentava fugir, mas de um salto a Pantera fincou as garras em seu pescoço, da onde jorrou o sangue grosso e pegajoso do Dragão. Arrebentando-se no solo da floresta o Dragão implorou à Pantera que não o matasse, ele chorou e soluçou, mas seu olhar era o mesmo...

A Pantera em dúvida, parou um instante, tempo suficiente para o Dragão fugir...

Indignada, a Pantera consultou a grande Phiton; a Cobra; que pelo seu oráculo, foi dito aonde foi se esconder o Dragão:

- No coração dos Homens. disse a Sacerdotisa.

A Pantera, mais uma vez, urrou, e urrou muito forte, tanto que o Céu inteiro foi atraído, disse a Pantera:

- Faça amor comigo, e terá a solução...

Foi o que a Pantera fez, e imediatamente ela ficou grávida, e o Céu lhe disse:

- Tenha os seus filhos aonde moram os homens.

Com a ajuda da Águia, a Pantera pariu sobre as cidades, e um fenômeno ocorreu; de seu ventre, milhares de luzes cintilantes com as cores do arco-íris saíram, flutuando.

Em sua mente, a Pantera ouviu a voz do Céu:

- Estes são seus filhos, nasceram como homens e mulheres, mas suas almas serão a mesma que a tua, eles continuarão a sua luta, sob sua proteção; para o trabalho para qual nasceram. Não serão muitos, mas serão poderosos, serão sutis como o movimento da Lua, brilhantes como o Sol, alegres como o som das águas correntes, firmes como as árvores, buscarão a liberdade e amarão a noite, pois ela irá lembrar-lhes a sua cor, se sentirão bem durante o dia, pois este lhe parecerá o seu olhar, fluirão como seu corpo durante a caça, serão chamados de Guerreiros, Xamãs, loucos... Mas terão, no coração, as marcas da tua garra..."

E assim nasceram e nascem os Neo-Xamãs, acostumados e prontos para a batalha...

Dica do Astólogo Rafael Laman - Fonte: Artes Xamânicas - http://artesxamanicas.blogspot.com/

"Existem muitas vozes além das nossas. Só vamos escutá-las em silêncio." - Mitakuye Oyasin

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mensagem dos anciões Hopi para a Nova Era



Vocês estão anunciando que esta é a 11º hora. Agora, regressem e anunciem que esta é a hora.

Algumas questões que devem ser contempladas:

► Onde estás vivendo?

► O que você está fazendo?

► Quais são as tuas relações?

► Onde está tua água?

► Conheça o teu jardim.

► É o tempo de falar a verdade.

► Criar a tua comunidade.

► Sejam justos uns com os outros e não busque um líder fora de ti.


Este poderia ser um bom momento! Há um rio fluindo rapidamente, é tão grandioso e suave que muita gente poderá estar assustada. Tentarão agarrar-se nas suas margens. Sentirão arrancando-os e sofrerão enormemente. Saibam que este rio tem o seu destino.

Os anciões dizem que devemos soltar-nos das margens, e empurrar-nos para o centro do rio, manter os olhos abertos, e a nossa cabeça por cima da água.

Veja quem está ai contigo e celebre. Neste momento da história não devemos tomar nada pessoalmente, sobre tudo a nós mesmo! No momento em que o realizamos, nosso crescimento chega a um alto no caminho.

Já passou o tempo do lobo solitário. Reúnam-se!

Elimine a palavra luta da tua atitude e vocabulário. Nós somos aqueles que sempre estivemos esperando.

The Elders Os Anciões - Oraibi, Arizona - Hopi Nation
Dica do Astrólogo Rafael Laman

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O Ócio Criativo :: Download do Livro :: Blog - Pulso eletromagnético

PEM :: Pulso eletromagnético: O Ócio Criativo - Download do Livro

Esqueça o trabalho formal, inove e viva feliz e melhor!
O homem que trabalha perde tempo precioso!

Porque a maioria das pessoas não consegue melhorar o nível de vida com sua profissão? E por que não são felizes com aquilo que fazem profissionalmente?

A resposta pode estar na forma pelo qual a maioria empresas e pessoas são gerenciadas, isto é, por um modelo de negócio do início do século 20, na qual as pessoas não se sentem à vontade. As pessoas precisam de um novo ambiente onde possam ser felizes e produtivas.
 
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Saint Germain: o mítico e o místico

por Gilberto Gonçalves

"O Conde de Saint Germain foi certamente o maior adepto oriental que a Europa viu nestes últimos séculos"  Helena Petrovna Blavatsky, in 'Theosophical Glossary'

"O Conde de Saint Germain foi certamente o maior adepto oriental que a Europa viu nestes últimos séculos"


~Helena Petrovna Blavatsky, in 'Theosophical Glossary'
"Em seu livro sobre o filósofo e místico Saint Germain, a escritora Isabel Cooper-Oakley insere no seu Capítulo I esta citação de Blavatsky, que expressa o pensamento dessa figura antológica que foi, e ainda é, considerada a mais extraordinária médium de todos os tempos.

Helena Blavatsky foi uma criatura estranha a esse mundo, onde viveu encarnada por 60 anos, de 1831 a 1891. Ela nunca se sentiu muito à vontade no seu papel de canal dos Mestres, mas cumpriu a sua missão, é verdade que, não sem resmungos e protestos.

Em seu livro A Chave para a Teosofia, ela relata que nos últimos 25 anos de cada século, os Mestres procuram ajudar o progresso espiritual da humanidade, estimulando o surgimento de intensos e expansivos movimentos espirituais. Esses movimentos são liderados por seres que têm a missão de passar conhecimentos ocultos e acelerar o processo de evolução da humanidade.

Dentre essas figuras, Blavatsky considerava Saint Germain o maior de todos os adeptos, afirmação que certamente seria inspirada por seus Mestres, que com ela conversavam em tempo quase integral.

O Coronel H.S. Olcott, que foi o 1º presidente da Sociedade Teosófica, escreveu um artigo no The Theosophist Journal, em sua edição de 1905, em que comparou os dons e os poderes místicos de Blavatsky aos de Saint Germain.

Olcott se refere a Saint Germain como uma das figuras mais impressionantes e admiráveis da história moderna. E ressalta a sua vocação de viver entre o esplendor das mais brilhantes cortes européias, sobressaindo-se acima de reis, nobres, filósofos, estadistas e homens de letras, na majestade de seu caráter pessoal e na profundidade dos seus conhecimentos, não somente dos mistérios da Natureza, mas também da literatura de todos os povos e épocas.

A menção feita por Olcott ao livro de Isabel Cooper-Oakley, O Conde de Saint Germain, como fonte de suas ideações e convicções, levou-me à minha biblioteca, onde guardo essa obra literária como se resguarda uma obra sagrada.

Li e reli diversos trechos que me ajudaram a melhor acompanhar as alusões feitas por Olcott, aos feitos de Saint Germain e às suas semelhanças que ele, Olcott, buscou identificar com tudo que estava acostumado a testemunhar no seu convívio com Blavatsky.

Em seu livro, a Sra. Cooper-Oakley destaca o prazer que o Conde sentia de confundir a nobreza da corte de Luis XV, e mais tarde de Luis XVI, com seus títulos de nobreza e nomes assumidos , sem que fosse possível confirmar suas origens e descendências.

E o que mais intrigava a todos era o fato de que o Conde parecia imune ao tempo, circulando na corte francesa com a mesma aparência, como menciona a Sra. Cooper-Oakley, apoiada no testemunho da Mme. d'Adhemar em seu Souvenirs sur Marie Antoinette, escrito em 1836.

Entre 1710 e 1822, o Conde mantinha a aparência de um homem de 50 anos, se apresentando sob diversos nomes e títulos de nobreza, como Marquês de Monferrat, Conde Bellamarre ou Aymar, em Veneza; Cavalheiro Schoening, em Pisa; Cavalheiro Weldon, em Milão e Leipzig; Conde Soltkoff, em Gênova e Livorno; Conde Tzarogy, em Schwalbach e Triesdorf; Princípe Ragoczy, em Dresden e Conde de St. Germain, em Paris, Haia, Londres e São Petesburgo.

Um escritor contemporâneo do Conde assim o descrevia: "Ele parece ter cerca de 50 anos, não é gordo nem magro, tem uma agradável expressão intelectual, veste-se com muita simplicidade, mas com bom gosto; usa os melhores diamantes em sua caixa de rapé, no relógio e nas fivelas. Grande parte do mistério de que se rodeia deve-se à sua liberalidade principesca. Dizia-se que ele falava inglês, alemão, italiano, português e espanhol muito bem, e o francês, com sotaque piemontês".

A sua ascendência era inteiramente desconhecida, havendo muitas especulações, mas nenhuma certeza. Nobre, filho natural de um rei de Portugal ou de um princípe da Transilvânia, ou talvez descendente de um banqueiro espanhol ou de um coletor de impostos de Rotondo. Muitas suposições, nenhuma confirmação.

Na corte francesa, ele aparecia na casa de Mme. Pompadour, com a mesma aparência que tinha quase 50 anos atrás, quando vivia em Veneza, por volta de 1710. Uma velha condessa perguntou-lhe se fora o pai dele que ela conhecera naquela época, em Veneza, e o Conde respondeu-lhe com absoluta naturalidade e despreocupação:
"Não, madame, há muito tempo perdi meu pai. Eu mesmo vivi em Veneza, e tive a honra de cortejá-la na época. A senhora foi muito gentil e costumávamos cantar juntos."
A senhora condessa alegou que aquilo era impossível, pois o Conde deveria ter, então, a mesma idade que tinha agora, em torno de 45 anos. O Conde não se fez de rogado, e respondeu-lhe:
"Madame, eu sou muito velho."
E era assim que ele circulava pelos salões dos palácios, fazendo-se protegido dos reis, amados pelas damas da corte e invejados pelos ministros e secretários.

Um dia, ele tentou salvar o reino da derrocada, alertando Maria Antonieta do perigo que se aproximava. Mas, tudo em vão, as intrigas e as maledicências contra o Conde fizeram-no se afastar da França, e avisar à sua amiga Mme. d'Adhemar que "não posso fazer nada, minhas mãos estão atadas por alguém mais forte do que eu... Está tudo perdido, condessa! Este sol é o último que cairá sobre a monarquia. Amanhã ela já não existirá mais, o caos prevalecerá, haverá uma anarquia sem igual..."

Assim eram as aparições dessa figura mística e poderosa, que antecipava os acontecimentos e que enxergava o futuro como se para ele não existissem nem espaço, nem tempo.

Olcott, em seu artigo, cita ainda o registro feito pela conceituada Correspondance Littéraire, que considerava o Conde de Saint Germain "o homem mais ilustrado que jamais se vira".
"Ele conhecia todas as línguas, toda a história, toda a ciência transcendental; não aceitava presentes ou patrocínios, e recusava todas as ofertas disto, dava prodigamente, fundou hospitais, e trabalhava sempre, e sempre arduamente, pelo benefício da raça."
"Temos várias descrições da aparência pessoal do Conde de Saint-Germain, e embora elas difiram um pouco nos detalhes, todas o descrevem como um homem de saúde radiante, e de inalterável cortesia e bom-humor. Suas maneiras eram a perfeição do refinamento e da graça."
"Era consenso quase universal que ele tinha uma graça e cortesia de maneiras encantadoras. Ele apresentava em sociedade, além disso, uma grande variedade de dons, tocava vários instrumentos musicais excelentemente, e às vezes demonstrava faculdades e poderes que beiravam o misterioso e o incompreensível. Por exemplo, um dia ele lhe tinha ditado os primeiros vinte versos de um poema, e os escreveu simultaneamente com ambas as mãos em duas folhas separadas de papel – e ninguém presente poderia distinguir uma folha da outra.
As histórias da época todas falam de Saint-Germain e do importante papel desempenhado por ele na política do momento de mais de um reino.

Assim é dito que ele teve muito a ver com a ascensão da Imperatriz Catarina ao trono da Rússia. Ele foi amigo íntimo de Frederico o Grande da Prússia, de Luís XV da França, do Landgrave de Hessen, e de vários príncipes e de outros grandes nobres. Por muitos anos ocupou um grande lugar no pensamento público de várias cortes e nações, mas, de súbito, no ano de 1783, desapareceu da vista pública com o mesmo mistério cercando sua retirada de cena que cercara sua aparição.

Não temos registro de seu destino, além da declaração de seu amigo, o Príncipe de Hesse-Cassel, de que ele falecera em 1783, durante alguma experiência química em Eckenford, perto de Schleswig. Não há absolutamente nenhum registro histórico da doença final ou morte deste homem que, por tantos anos, agitou as cortes européias, nem uma só palavra sobre a destinação de sua alegada fortuna colossal, em gemas e ouro, que ele sempre tinha consigo. Como diz Léclaireur:
"Um homem que teve uma carreira tão brilhante não pode se extinguir tão subitamente de modo a cair no esquecimento." H.S.Olcott
Além disso, como o mesmo autor diz: "É relatado que ele teve uma entrevista com a Imperatriz da Rússia em 1785 ou 1786. É relatado que ele apareceu à Princesa de Lamballe quando ela estava diante do tribunal revolucionário, logo antes que cortassem sua cabeça, e para a amante de Luís XV, Jeanne Dubarry, enquanto ela esperava o golpe mortal, em 1793. A Condessa d’Adhémar, que morreu em 1822, deixou uma nota manuscrita, datada de 12 de maio de 1821, e presa com um alfinete ao manuscrito original, onde diz que "vira o Sr. de Saint-Germain diversas vezes depois de 1793, a saber, no assassinato da Rainha (16 de outubro de 1793); no 18 Brumário (9 de novembro de 1799); no dia seguinte à morte do Duque d’Enghien (1804); no mês de janeiro de 1813; e na véspera da morte do Duque de Berri (1820)".

Deve ser observado paralelamente que estas últimas visitas à sua amiga, a Condessa, depois de seu desaparecimento de Hesse-Cassel e sua suposta morte, podem ter sido feitas da mesma maneira que a do Mestre a mim mesmo em Nova Iorque – no corpo astral projetado; pois temos, no artigo da Srª. Cooper-Oakley, uma citação das Memoirs de Grafer, a declaração de que Saint-Germain disse a ele e ao Barão Linden que deveria desaparecer da Europa por volta do final do século XVIII, e mudar-se para uma região dos Himalaias, acrescentando:
"Vou descansar; eu preciso descansar. Exatamente em oitenta e cinco anos as pessoas novamente porão os olhos sobre mim. Adeus, eu vos amo". 
A data desta entrevista pode ser deduzida aproximadamente de um outro artigo no mesmo volume, onde é dito:
"Saint-Germain esteve em Viena no ano de 1788, ou 1789, ou 1790, onde tivemos a inesquecível honra de encontrá-lo. Se tomarmos a primeira data, então oitenta e cinco anos nos trariam a 1873, quando H.P.B. veio a Nova Iorque para me encontrar; se tomarmos a segunda, então oitenta e cinco anos coincidem com nosso encontro em Chittenden; se a terceira, isso marca a data de fundação da Sociedade Teosófica e o início da escrita de Ísis sem Véu, em cujo trabalho, como já disse, estou persuadido de que Saint-Germain foi um dos colaboradores." (H.S. Olcott)
Olcott via uma similaridade muito grande entre os dons de Blavatsky, a quem conhecia muito bem, e do Conde de Saint Germain, a quem só tinha acesso através dos relatos históricos daqueles que com ele conviveram, ainda que sem entenderem de fato com quem estavam lidando.

O misterioso Conde de Saint Germain, após exercer sua influência junto ao reino francês, numa vã tentativa de evitar a revolução que derrubou a monarquia, despediu-se do século XVIII, e veio a reaparecer no século seguinte na Alemanha.

Os movimentos teosófico e maçônico devem a Saint Germain o impulso que tomaram e a influência que exerceram numa época em que o materialismo ameaçava as sociedades da época. Um plebeu ou um nobre, um mito ou um místico, um adepto e mais tarde um Mestre, todas as imagens se enquadram na figura memorável desse ser iluminado, sábio e poderoso, gentil e bem humorado, educado e galanteador.

Não se pode falar do Mestre Saint Germain, Senhor do Sétimo Raio, sem lembrar os passos do adepto, servindo à Lei, fiel à sua missão, mesmo quando já sabia que de nada adiantaria a sua tentativa de mudar os rumos da história.

Aqueles que exaltam o Mestre, invocando os poderes da Chama Violeta, e louvando-o como o Senhor da Nova Era, o novo avatar, deveriam refletir sobre a jornada humana do Adepto, e se espelharem no respeito que o Conde tinha por suas obrigações humanas.

Ele tudo poderia conseguir sem muito esforço, e até fazia isso, mas não poderia mudar o destino traçado pela Lei, pois como ele dizia para Mme. d'Adhemar "nada poderia ser feito, porque alguém mais poderoso já havia decidido ".

A beleza e a nobreza dos gestos desse Mestre são exemplos para todos nós, que buscamos a ascensão espiritual, e que, ingenuamente, imaginamos que para tanto devemos abandonar as nossas tarefas humanas e os nossos esforços físicos, para viver em contemplação à espera da iluminação.

O Mestre St. Germain é um exemplo de ascensão por mérito, mediante um trabalho ordenado e disciplinado.


O Conde já possuía poderes, mas tratava de fazer a sua parte, agindo no plano físico e procurando mudar o comportamento dos seus pares, como qualquer criatura humana, lidando com ganaciosos e traidores. Como um novo Cristo, um avatar da Nova Era, ele fez a sua peregrinação nas ricas cortes da nobreza, e não junto aos pobres e doentes, como o fizera antes o Mestre Jesus, senhor da Era de Peixes.

Os Mestres são, em princípio, seres que já atingiram um elevado padrão de expansão da consciência, mas que, assim como qualquer um de nós, tiveram deveres a cumprir, antes de saírem dos seus corpos físicos, e passarem a atuar em planos sutis e ocultos, fora da percepção humana.

Saint Germain deve ser visto e admirado como esse ser que age junto à humanidade, bem perto de cada um de nós, acompanhando os nossos erros e louvando os nossos acertos. Ele sabe muito bem reconhecer nossos valores e as dificuldades que enfrentamos, mergulhados em questionamentos diários, pois há bem pouco tempo, há somente 2 ou 3 séculos atrás, ele trabalhava entre nós, com os pés no chão e a mão na massa.

E por sabê-lo meu Mestre, e pela honra de haver sido por ele aceito como seu discípulo, sinto agora, com esta postagem, uma sensação de dever cumprido, um sentimento talvez difícil de ser definido, tão difícil quanto as tentativas de explicar suas origens e seus poderes, quando ainda encarnado como Conde de Saint Germain.

Deixo esta minha reflexão final, como uma invocação de final de ano, e uma saudação pelo ano 11 que se aproxima, um ano de mestre."

Imagem: Madame Blavatsky com os Mestres Khutumi, El Morya e Saint Germain - texto: Gilberto Gonçalves


domingo, 13 de dezembro de 2009

13 de Dezembro: Santa Luzia



Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo, sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Nápolis. A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV.

Mas a devoção à Santa, cujo próprio nome está ligado à visão ("Luzia" deriva de "luz"), já era exaltada desde o século V. Além disso, o Papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no Cânone da Missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam principalmente nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira.

Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a Santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e literatura. Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra "A Divina Comédia", que atribuiu a Santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim essa tradição se espalhou através dos séculos ganhando o mundo inteiro e permanece até hoje.

Luzia pertencia a uma rica família napolitana de Siracusa. Sua mãe, Eutíquie, ao ficar viúva prometeu dar a filha como esposa a um jovem da corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia então conseguiu convencer Eutíquie a seguí-la em peregrinação até o túmulo de Santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo.

Entretanto, quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao governador romano. Era o período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano, assim, a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi então condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304.

Para proteger as relíquias de Santa Luzia dos invasores árabes muçulmanos, em 1039, um general bizantino as enviou para Constantinopla, atual território da Turquia. Elas voltaram ao Ocidente por obra de um rico veneziano, seu devoto, que pagou aos soldados da Cruzada de 1204, para trazerem sua urna funerária. Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias foram para a igreja de Siracusa, que a venera no mês de maio também.

No Brasil Santa Luzia é também sicretizada com a Orixá das Águas Doces Oxum, que teve sua data festiva no dia 8 deste mês.

Oração a Santa Luzia dos Santos Olhos


"Ó Santa Luzia, que preferistes que vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de renegar a sua fé e compuscar vossa alma; e Deus com um milagre extraordinário, vos devolveu dois olhos perfeitos para recompensar vossa virtude e vossa fé, e vos constituiu protetora contra as doenças dos olhos. Eu recorro a vós para que protejais minhas vistas e cureis a doença de meus olhos. Ó Santa Luzia conservai a luz dos meus olhos para que possa ver as belezas da criação o brilho do sol, o colorido das florestas e o sorrido das crianças.

Conservai também os olhos de minha alma, a fé , pela qual eu possa compreender seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá onde vós Santa Luzia, vos encontrais , em companhia dos Anjos e Santos. Santa Luzia, protegei meus olhos e conservai minha fé.

Assim seja!"



sábado, 12 de dezembro de 2009

Autopsicografia, de Fernando Pessoa

"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração."

Fernando Pessoa

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