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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ecologia Mundialização e Espiritualidade

esenha do livro: 'Ecologia Mundialização e Espiritualidade', de Leonardo Boff - Editora Ática - 1996, Capítulos II, IV, V

por: Manoel Gomes

Leonardo Boff é um expressivo teólogo da libertação, censurado pela Cúria Romana, por se posicionar em defesa dos direitos humanos e eclesiásticos. Vários de seus livros foram editados nos principais idiomas e receberam muitos prêmios e títulos. Seu tema atual é Ecologia Mundialização e Espiritualidade, visando construir uma democracia onde há integração global.

O autor no capitulo II, enfatiza sobre a volta do Fenômeno Religioso e Místico apesar da racionalidade decorrente do processo tecnológico. Boff cita, Comte, K. Marx, S. Freud, M. Weber para mostrar como a modernidade viu a religião. O saber como modelo da modernidade, entrou em crise, o que explica a volta vigorosa do religioso e místico, diz Boff.

A religião faz parte do ser humano desde os primórdios é inseparável da raça humana, afirma o autor.

Leonardo Boff mostra que as religiões se encontram em dois aspectos básicos: A valorização da vida em si e a compaixão para com os oprimidos. Exortando as igrejas cristãs a apoiarem os movimentos de liberdade dos pobres em questão de justiça societária sendo um desafio lutar contra a desumanização da qualidade de vida no mundo em que vivemos.

As religiões cooperam com as culturas a tomarem a reta posição. A religião é algo eterno nunca desaparece; e o século XXI será religioso, prevê Boff.

Em seus capítulos III e IV, o autor sugere uma democracia ecológico-social argumentando que a sociedade não é uma coisa, mas uma rede de relações entre pessoas, suas funções, suas coisas e instituições. O autor destaca que o capitalismo não venceu com a queda do socialismo, citando que há um lado positivo do socialismo; o da revolução da fome, e da sociedade igualitária, o do socialismo.

No socialismo, o social possui a centralidade, o que não é encontrado na área capitalista. Afirma Boff que a Teologia da Libertação, desde o início, não coloca no centro de sua prática e de suas reflexões o socialismo, mas os pobres coletivos e conflitivos, tendo em seu nascimento duas experiências, uma Política e outra Teológica. Ainda no capitulo IV, Boff explica que a Teologia da Libertação busca uma modernidade alternativa e integrada, importa construir uma convergência através de uma nova revolução mundial, que postule uma modernidade alternativa e integral que incorpore o imenso cabedal de ciências e de técnicas, mas para isso é importante a solidariedade.

No capitulo IV, o autor diz que a libertação só é real quando se criam as condições políticas para a realização da justiça societária. A teologia da libertação, vê a ciência, a tecnologia e o poder como parte do projeto de resgate, construção, consolidação e expansão da vida e da liberdade humana, finaliza Boff.

Através de seus textos Leonardo Boff assim como Fernando Campelo Gaivota, Edgar Alain Poe e G. Write busca um lugar melhor para a humanidade, onde haverá mais igualdade social. O autor idealiza através do seu livro uma solução, que a primeira análise, pode parecer utópica levando em conta as atuais circunstâncias do mundo em que vivemos, principalmente no que diz respeito ao emergente neo-liberalismo fulminante na individualização do homem.

Nos resta esperar o que propõe o autor no seu livro, uma justiça societária, um futuro que parece distante.

Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/221218-ecologia-mundializa%C3%A7%C3%A3o-espiritualidade/ - publicado em: maio 09, 2006 - acessado em: setembro 15, 2010.

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