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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Fitoterapia: O Poder do Alho Medicinal

Allium sativum


Além das propriedades nutricionais, o Alho é um poderosos antibiótico natural, essa planta de cultivo milenar veio da europa, trazida pelos colonizadores da américa e é consumido em grande escala na culinária brasileira. Sendo considerado por médicos e profissionais de saúde uma das plantas medicinais mais versáteis e eficazes. 


Descrição

Da famíliaLiliaceae, também conhecido como alho-comum, alho-da-horta, alho-hortense, alho-manso. Herbácea com raiz constituída de pequenos dentes ou bulbinhos, de flores brancas, amarelas ou vermelhas. Aroma forte, folhas estreitas e raízes profundas. O alho é uma planta perene, com um caule florido, ereto e alto que pode chegar a quase 1 metro de altura. A planta produz flores de cores rosa-clara até a roxa, que florescem no início do verão. 

A colheita do alho é geralmente feita no final do verão. O bulbo do alho é composto por folhas escamiformes (os 'dentes' de alho) que contém o odor característico do alho e é a parte comestível da planta - usado na culinária e para fins medicinais.

Uma das plantas medicinais mais importantes do mundo, o alho é também uma das mais investigadas, havendo mais de 1000 documentos publicados sobre a sua actividade terapêutica. É crença popular que o alho protege contra o diabo e os vampiros, o que atesta o seu poder enquanto medicamento, sobretudo contra infecções.

Indicações 

Acne, afecções da pele, afecções nervosa e histérica, ácido úrico, afecções genitourinárias (cistite, ureterite, uretrite, pielonefrite, urolitíase), afecções respiratórias (abscessos pulmonares, asma, bronquite, coqueluche, defluxo, enfisema, faringite, gripe, pneumonia, resfriado, tuberculose), angina, arteriopatias, arteriosclerose, artrite, calcificação das artérias, cálculo na bexiga, calos, caspa, catarro, coadjuvante em tratamentos de diabetes, cólera, colesterol alto, dermatomicose, diabetes, diarréia, difteria, distúrbios intestinais, doenças cardíacas, dores de cabeça, dores de dente, dores de ouvido (+surdez), edemas; enfermidades do fígado, dos rins e da bexiga, enxaqueca, escorbuto, esgotamento, estimulação do sistema imunológico, falta de apetite, febre, ferimentos (prego enferrujado, espinho, madeiras, vidros e materiais plásticos), gangrena pulmonar, gota, hemoptise, hemorróidas, herpes, hidropisia, hiperglicemia, hiperlipidemias, hiperqueratose, hiperuricemia, hipocondria, histeria, impingem, impurezas na pele, infecções bacterianas, infecções fúngicas, insônia, intoxicação nicotínica, manchas da pele, melancolia, menopausa, micose, nefrite, nervosismo, obesidade, palpitações cardíacas, paralisação do fígado e do baço, parasitose intestinal, paludismo, parodontopatias, picadas de insetos (coceira e dor), pressão alta, pressão baixa, prevenção de disenterias amebianas, prevenção de tromboembolismos, prisão de ventre, problemas circulatórios, retinopatia, reumatismo, rouquidão, sarda, sarnas, sensação de medo, sífilis, sinusite, tifo, tinha, tosse, triglicerídeos altos, tumores, úlceras, varizes, vermes, verrugas.


Modo de Usar

Tempero de carnes, peixes, verduras, legumes; como ingrediente de sopas, suflês, bolos salgados; 

Ungüentos: misturar a polpa do alho amassado em óleo de oliva. Este ungüento de ser aplicado sobre o local, protegendo-o com gaze: calos. - insônia- esmagar um dente de alho em uma xícara de leite quente. Deixar em infusão por 10 minutos e após beber.

Cataplasma: espremer alguns dentes de alho, colocando sobre uma lã quente. Aplicar sobre a região afetada: reumatismo, tumores. Colocado ao longo da coluna espinhal e em cima do tórax de crianças, é muito útil em pneumonia; colocado em cima da região da bexiga, tem demonstrado eficácia na descarga de urina quando a retenção é devido a bexiga paralisada; Colocar sobre verrugas ou calos por 12 noites consecutivas para eliminá-los.

Decocção de alguns dentes de alho amassados em leite açúcarado. Deixar ferver por um minuto. Tomar 2 a 3 colheres ao dia: vermes; - inflamação na garganta: um dente de alho batido, sumo de limão e uma colher de mel de abelha. Mistura-se e aplica-se na região interna da garganta; - óleo e infusão: insônia, hipertensão, tuberculose, resfriados, tosse, bronquite, feridas infecciosas, reduz o colesterol ruim. - maceração de um ou dois dentes de alho amassado em um copo com água. Tomar um copo três vezes ao dia: gripe, resfriado, tosse, rouquidão;

Tintura: moer uma xícara (cafezinho) de alho dentro de um recipiente contendo 5 xícara de álcool 92º GL, deixar em maceração por 10 dias, coar. Tomar 10 gotas em meio copo de água três vezes ao dia, para problemas do aparelho respiratório (gripes, etc.). Para hipertensão utilizar uma colher de chá da tintura em meio copo de água três vezes ao dia ou comer dois dentes de alho pela manhã;

Vermífugo: comer três dentes de alho pela manhã em jejum durante sete dias ou em infusão, com leite. Toma-se três ou quatro vezes ao dia. - amassar um dente de alho em uma colher de sobremesa de azeite de oliva morno. 

Dores de ouvido: pingar três gotas no ouvido e tampar com algodão. Bebido combate a prisão de ventre, estimula a secreção dos sucos gástricos e intestinais, favorecendo a digestão.

Desinfetante de mordeduras ou picaduras de animais, insetos e afecções da pele: molhar a zona afetada com uma gaze molhada em tintura de alho (doze noites consecutivas);
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E LEMBRE-SE, CONSULTE SEMPRE UM MÉDICO!


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terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Mel como Ativador dos Chacras

Amplamente indicado como alimento do corpo físico, o mel age também sobre os corpos sutis do homem


"O mel está para o adulto assim como o leite materno está para a criança; é um alimento de alto valor energético e propriedades medicinais.  O mel vivifica, acalma, tem ação antibiótica, é cicatrizante, previne doenças e pode ser usado até como cosmético.  Se os benefícios desse alimento/remédio para o corpo físico já são mais do que conhecidos, pouco se sabe sobre os efeitos nos corpos sutis do homem. Mas, se levarmos em conta esses dois fatores acerca da produção do mel, podemos ter uma ideia de o quanto essa substância é especial:  • Suas produtoras, as abelhas, são seres de Vênus. Ao promover a vinda dessas maravilhosas criaturinhas para a Terra, a civilização do mais adiantado planeta do sistema solar presenteou nossa humanidade com um poderoso recurso energético e de sutilização;  • Sua matéria-prima é o néctar de criaturas também especiais, as flores. Sabe-se que a essência das flores tem propriedades sutilizantes, e parte dessa energia é transferida para o mel...

"O mel está para o adulto assim como o leite materno está para a criança; é um alimento de alto valor energético e propriedades medicinais.

O mel vivifica, acalma, tem ação antibiótica, é cicatrizante, previne doenças e pode ser usado até como cosmético.

Se os benefícios desse alimento/remédio para o corpo físico já são mais do que conhecidos, pouco se sabe sobre os efeitos nos corpos sutis do homem. Mas, se levarmos em conta esses dois fatores acerca da produção do mel, podemos ter uma ideia de o quanto essa substância é especial:

• Suas produtoras, as abelhas, são seres de Vênus. Ao promover a vinda dessas maravilhosas criaturinhas para a Terra, a civilização do mais adiantado planeta do sistema solar presenteou nossa humanidade com um poderoso recurso energético e de sutilização;

• Sua matéria-prima é o néctar de criaturas também especiais, as flores. Sabe-se que a essência das flores tem propriedades sutilizantes, e parte dessa energia é transferida para o mel.


Há quem inclusive considere o mel como um floral natural. Na visão de Shoma-Or, de Orion, essa correlação não é de todo adequada porque a essência floral atua de uma forma diferente nos corpos extrafísicos do homem.

Já o mel, "como floral, age no corpo metabólico sutil, ou seja, no duplo etérico ou corpo etéreo, bem próximo do corpo físico", diz ele. "O mel mexe no metabolismo de vocês, terráqueos, esquentando o corpo etérico e, consequentemente também o físico, pois tudo que se passa no corpo etérico reproduz-se no físico".

Seguem as informações dadas por Shoma-Or sobre os tipos de mel e suas propriedades como ativadores dos chacras:

Mel de eucalipto - reconhecidamente, é benéfico para a parte respiratória do corpo físico e favorece o chacra laríngeo. Mas, considerando-se que as raízes do eucalipto penetram profundamente na terra, o mel a partir dele produzido é recomendado também para ativar o chacra básico.

Mel de flores - como criaturas sutis que são, as flores dão um mel muito indicado para os chacras superiores, que estão relacionados com a parte espiritual do homem: cardíaco, frontal e coronário.

Mel de frutas - estimula as áreas vitais e relacionadas com as funções digestivas, sendo indicado para os chacras esplénico e do plexo solar.

Mel de jataí - trata-se de um mel seleccionado e de poderes mais concentrados, pois é produzido por uma espécie de abelha aperfeiçoada e trazida para a Terra bem depois das primeiras espécies. É indicado para os chacras básico e frontal.

Modos de usar

Ingerir uma ou duas colheres de chá por dia é o suficiente para os adultos. O mel também pode ser passado no corpo, na região do chacra que se quer estimular. Recomenda-se massagear o local com mel e deixá-lo agir por um período de 30 minutos a 1 hora. Concomitantemente com a massagem, deve-se também ingerir uma colher de chá para promover a ação externa e interna da substância.

Mel "solarizado"

Para potencializar o efeito do mel, Shoma-Ol recomenda energizá-lo com a vibração das cores correspondentes a cada chacra. Para isso, basta colocar a substância num frasco de vidro da cor desejada e deixá-lo sob o sol por 15 minutos. Depois disso, o frasco pode ser guardado. O mel assim preparado deve ser usado apenas uma vez por semana para ingestão e massagem, conforme o processo já explicado.

Enquanto você aguarda o tempo de ação da substância sobre a pele, Shoma-Ol recomenda fazer uma mentalização para o chacra que se está tratando."

Só para lembrar, a correspondência entre chacras e cores é a seguinte:

Coronário - violeta

Frontal - azul índigo

Laríngeo - azul celeste

Cardíaco - verde

Plexo solar - amarelo

Sexual - laranja

Básico - vermelho



Autor: Shoma-Or, de Orion






quinta-feira, 20 de maio de 2010

A Medicina Popular em seus aspectos gerais



por Maria Thereza Lemos de Arruda Camargo

Quem já não apelou aos santos de devoção para pedir socorro? Quem nunca tomou um chá feito com folhinhas lá do quintal ou, mesmo, de um potinho guardado no fundo de uma prateleira da cozinha, antes mesmo de ir ao médico? Quem já não rezou pedindo algum tipo de cura?

Agora, saindo daquele estado de levitação a que nos conduziu o conferencista, vamos colocar os pés no chão e caminharmos juntos pelos caminhos da ciência, para analisarmos os fatos que dão consistência à medicina popular.

Embora possamos estar diante de fatos subjetivos que animam essa medicina, ao analisá-los, nada nos impede de aplicarmos métodos objetivos, que nos permitam compreender os motivos que dão sentido à permanência de procedimentos, que num primeiro momento nos parecem incompatíveis com o pensamento médico científico..

Será o ato de somar fatos concretos passíveis de serem analisados sob a luz da ciência, com os elementos subjetivos que fazem parte da cosmovisão médica daqueles que aderem a essa medicina que vamos discutir neste Simpósio.

Primeiramente, é importante que fique bastante claro o que se entende por medicina popular, visto que as definições, muitas vezes apressadas, não retratam com precisão essa realidade com a qual as sociedades contemporâneas, convivem com certa harmonia.

Heranças de uma medicina ancestral, fazem com que os brasileiros mantenham incorporados em seu patrimônio cultural, procedimentos médicos que lembram aqueles adotados por nossos antepassados mais próximos e com os quais convivemos e aprendemos. Na sucessão das gerações tais procedimentos vão sendo repetidos ao mesmo tempo que vão se adequando às realidades histórias com as quais vão convivendo.

São essas reminiscências que vão fornecer subsídios de real valor para as ciências médicas e farmacêuticas; porém, isso será possível quando trabalhadas sistematicamente com os informantes certos, através de critérios metodológicos perfeitamente ajustados aos interesses da pesquisa.

Uma perfeita definição de medicina popular se faz necessário, para que possam ser traçados planos de trabalho. Precisamos saber com precisão de que estamos tratando.

(1) Primeiramente, deve-se entender a medicina popular como sistema médico, visto englobar um conjunto de procedimentos que vão desde os métodos próprios de diagnóstico até as diferentes formas de terapias.

(2) Não se deve, pois, confundir, medicina popular com terapia popular. As terapias populares se confundem nas sociedades modernas por existirem aquelas improvisadas e adotadas por "leigos" que, por imitação, preparam remédios ditados por curiosos que se dizem entendidos de plantas medicinais. Muitas vezes são receitas repetidas dentro da família, que vão sendo passadas de gerações a gerações e que o tempo vai se incumbindo de deformá-las. Devemos lembrar que as realidades com as quais nossos antepassados conviviam não são as mesmas com as quais nós, hoje , convivemos. São receitas indicadas para patologias mal definidas, como dor de barriga, dor na boca do estômago, dor nas urinas, etc

(3) A medicina popular na realidade compreende um corpo de conhecimentos e de práticas médicas que se desenvolve através de uma dinâmica própria, com base no conhecimento empírico, segundo os diferentes contextos sócio-culturais onde ela possa estar inserida.

(4) As diferenças desses contextos culturais podem estar em peculiaridades que vão sobrevivendo às gerações e que são próprias de grupos de indivíduos que se articulam em campos semânticos próprios dentro de um mesmo grupo social, em permanente contato com outros grupos, tanto nas sociedades urbanas como rurais. Exemplos são os curadores vinculados a diferentes credos religiosos promovendo curas, coabitando o mesmo espaço nas sociedades contemporâneas, ao lado, também, do sistema médico oficial com programas de saúde ao alcance de todos.

(5) Observa-se que a medicina popular no Brasil, de uma forma ou de outra, está sempre vinculada a diferentes sistemas religiosos. Temos, o catolicismo, o pentecostalismo, o espiritismo e os sistemas religiosos afro-brasileiros, principalmente, propondo curas.

(6) A urbanização da medicina rural tem trazido problemas decorrentes da desinformação, principalmente nos grandes centros industrializados, onde há grande especulação no comércio de plantas medicinais, podendo, assim ser comercializado um material sem controle, tanto na qualidade como na validade. Dúvidas quanto a procedência e a legitimação da espécie vendida, são constantes, ou seja, se ela é realmente a planta que o comprador procura, e se ela procede de fontes confiáveis. Os nomes vulgares confundem tanto os consumidores como os vendedores, pois os nomes variam de uma região para outra, mesmo se tratando de uma mesma espécie botânica. Devem ser considerados, ainda, os modismos que se infiltram nas sociedades através da mídia, levando aos adeptos da medicina natural, muitas vezes mal compreendida, receitas mágicas. São preparados à base de plantas que servem para emagrecer, para rejuvenecer ou para o controle de doenças como diabetes, hipertensão arterial, impotência sexual, depressão, etc

(7) Assim, nesses ambientes tão cheios de controvérsias, torna-se difícil estabelecer planos de pesquisa que envolvam as plantas usadas na medicina popular. Porém, é em meio a essa aparente confusão que se deve saber separar aqueles que realmente detêm os conhecimentos das práticas médicas ditas populares. Tais conhecimentos são aqueles passados de geração a geração e que poderão se transformar nos elementos básicos para o desenvolvimento dos estudos das plantas medicinais. Os detentores desses conhecimentos são os curandeiros, raizeiros, benzedores, etc. que, em permanente contato com as plantas medicinais , sabem reconhecê-las, manipulá-las e indicar as doses terapêuticas corretas para as doenças por eles determinadas, através de técnicas próprias de diagnóstico

(8) Através da medicina popular será possível resgatar as experiências humanas com as plantas medicinais que poderão estar direcionadas às investigações científicas dos princípios ativos de interesse para as Ciências Farmacêuticas. Os procedimentos metodológicos a serem aplicados visam uma melhor compreensão quanto aos papéis que as plantas desempenham na medicina popular. 


Os estudos dessa medicina devem estar voltados, também, às peculiaridades quanto aos papéis das plantas nos processos de cura, próprios dos grupos sociais que se articulam dentro do mesmo espaço, tanto nas sociedade rurais como urbanas contemporâneas. Excluem-se daí as práticas médicas próprias de grupos étnicos isolados ou em relações interétnicas, trabalho que cabe a estudiosos, cujos interesses estão voltados exclusivamente, a esses grupos de indivíduos

(9) Por meio, também, dos sistemas taxonômicos elaborados pelos grupos, que classificam as plantas segundo suas propriedades terapêuticas, será possível traçar sua relação com a organização simbólica dos rituais de cura, uma vez que eles se vinculam a credos religiosos, o elemento primordial que garantirá a eficácia das terapias adotadas, visto serem os curadores dotados de poderes de cura, segundo são suas crenças religiosas, contando, principalmente, com o poder da fé

(10) Em razão do vínculo da medicina popular com os diferentes credos religiosos, as plantas nestes contextos desempenham basicamente dois papéis, que embora possam ser analisados separadamente, eles são interdependentes: papel sacral e papel terapêutico. O primeiro, tendo seu papel na organização simbólica do ritual de cura e o segundo, cumprindo seu papel terapêutico conforme são os princípios ativos e as atividades biológicas próprias de cada planta. Devemos lembrar, que, devido às idéias religiosas que envolvem a medicina popular, ela em seu todo, se prende a um universo sacralizado, controlador das forças sobrenaturais. Assim, a etiologia se baseia, principalmente, em princípios de ordem sobrenatural, podendo ser a causadora das doenças a negligência religiosa, a crença nas forças sobrenaturais causando doenças, os feitiços, as pragas, os trabalhos "negativos" provocados por terceiros, a mediunidade não desenvolvida e, ainda, as doenças kármicas. Os simbolismos que envolvem as plantas medicinais empregadas em rituais de cura poderão, também, serem melhor explicados quando analisados sob a ótica da Psicanálise, visto que a eficácia das terapêuticas aplicadas vai depender da convicção religiosa de cada indivíduo, que admite serem os curadores dotados de poderes sobrenaturais capazes de impregnar as plantas de força mágica ou o axé que garantirá a eficácia do medicamento. A cosmovisão médica do homem em seu meio sócio-cultural é a chave para se compreender e interpretar os quadros nosológicos que envolvem corpo e mente e as terapias adotadas e que, geralmente fogem ao entendimento médico científico. Exemplos estão nas denominações das doenças, tais como doença de macaco, mal-de-sete-dias, espinhela caída, mal-de-bofe, mau-olhado. Através de uma correlação nosológica a partir do histórico apresentado pelo paciente, será possível estabelecer comparações que permitam ao médico dar sua interpretação e diagnóstico. Exemplo de síndrome policarencial, característico da doença de macaco, apresentando um estado de depauperamento, geralmente ocorrendo em crianças bem novas.

(11) A terapêutica na medicina popular é, geralmente, sintomática. A partir das queixas o curador vai indicar os remédios certos. As plantas não estão só nas preparações de garrafadas, em bebidas rituais, em chás, mas também em banhos e defumações através das plantas cremadas em cigarros, charutos, cachimbos e incensórios. Assim, a medicina popular através de seus legítimos donos do saber médico, poderá emprestar ao saber científico os reais valores de muitas plantas que ainda estão a espera de pesquisas, hoje de grande interesse para a as Ciências Farmacêuticas.Sabemos da importância da Fitoterapia nos programas de saúde, quando dirigidos, principalmente, aos países do terceiro mundo, visando o barateamento dos medicamentos.Existem muitas discussões neste sentido.

(12) Porém, os estudos das plantas medicinais direcionados à Fitoterapia, vem, ainda, a exigir muita reflexão, visto que muitos são os senões relativos aos produtos fitoterápicos, sua industrialização, divulgação e distribuição.

A própria mídia se incumbe de divulgar esses produtos, quando industrializados, apresentando, inclusive, as indicações terapêuticas e maneiras de usá-los, poupando ao interessado, a ida ao médico, facilitando a auto-medicação.

Outro fator importante é o controle de qualidade e a divulgação dos efeitos colaterais, interações medicamentosas e reações adversas, que podem advir com o consumo de tais produtos, que dificilmente o consumidor conhece e, possivelmente, nem mesmo quem os produz, devido à falta de procedimentos relacionados á experimentação clínica. Neste sentido, sabemos que as pesquisas de plantas medicinais até chegar á liberação para consumo, requer muitos anos e grandes somas.

De outro lado, devemos refletir sobre o produto fitoterápico em si. Se perguntarmos sobre a origem do produto, vamos deparar com situações embaraçosas, pois, muitas vezes são oriundos de laboratórios pouco idôneos. A vigilância sanitária volta e meia se depara com situações que exigem o rigor de tirar do mercado todos aqueles de qualidade duvidosa.

Primeiramente, reflitamos sobre uma realidade que nos conduz ao papel da ciência de teorizar suas conquistas. No campo da quimiotaxonomia o cientista determina as estruturas químicas de princípios ativos das plantas de interesse medicinal, cujas atividades biológicas já foram investigadas.

Os resultados conduzem à síntese, permitindo que a industria farmacêutica elabore medicamentos, não necessitando mais da planta que deu origem àquela estrutura química. Mas, em se tratando de medicamentos fitoterápicos, cuja matéria prima são as plantas na sua totalidade, essa verdade absoluta conquistada em laboratório, torna-se relativa, visto que a matéria prima do medicamento tem procedências variadas. As diferentes partidas de medicamentos produzidos com uma mesma espécie botânica, nunca serão iguais, visto que fatores de ordem ecológica interferem na produção de princípios ativos.

Ao lidarmos com vegetais precisamos nos ater aos processos dinâmicos de desenvolvimento que os envolvem. Eles nascem, crescem e morrem, pois estão continuamente se modificando durante o ciclo da vida. Assim, os vegetais nunca serão iguais, pois é a dinâmica do processo de desenvolvimento que as faz diferentes, mesmo em se tratando da mesma espécie botânica...



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