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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

As Quarenta Questões Sobre a Alma

AS QUARENTA QUESTÕES SOBRE A ALMA, a quarta obra escrita pelo grande visionário alemão Jacob Boehme (1575-1624). 


De onde proveio a alma no começo do mundo? 

O que a alma é em sua essência, em sua substância, em sua natureza e em suas propriedades? 

Como a alma é constituída e qual é sua forma? 

Como a alma se torna iluminada? 

Como a alma se separa do corpo no momento da morte do homem? 

Como a alma é mortal e como ela é imortal? 

Para onde a alma vai quando se separa do corpo, quer seja salva ou não? 

Qual é a diferença entre a ressurreição da carne e a da alma, tanto para os vivos como para os mortos? 

Qual será a forma, a condição, a alegria e a glória da alma na vida futura? 

Que tipo de matéria [ou substância] nossos corpos terão na outra vida? 

Que coisas devem ocorrer no fim do mundo? 

Estas são algumas das perguntas que Boehme respondeu nesta Obra. As perguntas foram feitas por um pesquisador alemão, Balthasar Walter. 

Após percorrer várias universidades da Alemanha no final da segunda década de 1.600, em busca de questões sobre a alma consideradas pelos acadêmicos daquela época como impossíveis de ser respondidas de maneira sólida e convincente, Walter catalogou-as e enviou-as a Boehme, que respondeu a todas elas nesta grande obra As Quarenta Questões sobre a Alma

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

'Novo Amigo', prefácio de Emmanuel para obra Espírita 'Nosso Lar'


Prefácio da Obra Espírita 'Nosso Lar', psicografada por Francisco Cândido Xavier e atribuída ao espírito André Luiz:

"Os prefácios, em geral, apresentam autores, exaltando-lhes o mérito e comentando-lhes a personalidade.

Aqui, porém, a situação é diferente.

Em vão os companheiros encarnados procurariam o médico André Luiz nos catálogos da convenção. Por vezes, o anonimato é filho do legítimo entendimento e do verdadeiro amor. Para redimirmos o passado escabroso, modificam-se tabelas da nomenclatura usual na reencarnação.

Funciona o esquecimento temporário como bênção da Divina Misericórdia.

André precisou, igualmente, cerrar a cortina sobre si mesmo.

É por isso que não podemos apresentar o médico terrestre e autor humano, mas sim o novo amigo e irmão na eternidade.

Por trazer valiosas impressões aos companheiros do mundo, necessitou despojar-se de todas as convenções, inclusive a do próprio nome, para não ferir corações amados, envolvidos ainda nos velhos mantos da ilusão. Os que colhem as espigas maduras, não devem ofender os que plantam a distância, nem perturbar a lavoura verde, ainda em flor.

Reconhecemos que este livro não é único. Outras entidads já comentaram as condições da vida, além-túmulo...

Entretanto, de há muito desejamos trazer ao nosso círculo espiritual alguém que possa transmitir a outrem o valor da experiência própria, com todos os detalhes possíveis à legítima compreensão da ordem que preside o esforço dos desencarnados laboriosos e bem-intencionados, nas esferas invisíveis ao olhar humano, embora intimamente ligadas ao planeta.

Certamente que numerosos amigos sorrirão ao contato de determinadas passagens das narrativas. O inabitual, entretanto, causa surpresa em todos os tempos. Quem não sorriria, na Terra, anos atrás, quando se lhe falasse da aviação, da eletricidade, da radiofonia?

A surpresa, a perplexidade e a dúvida são de todos os aprendizes que ainda não passaram pela lição. É mais que natural, é justíssimo. Não comentaríamos, desse modo, qualquer impressão alheia. Todo leitor precisa analisar o que lê.

Reportamo-nos, pois, tão-somente ao objetivo essencial do trabalho.

O Espiritismo ganha expressão numérica. Milhares de criaturas interessam-se pelos seus trabalhos, modalidades, experiências. Nesse campo imenso de novidades, todavia, não deve o homem descurar de si mesmo.

Não basta investigar fenômenos, aderir verbalmente, melhorar a estatística, doutrinar consciências alheias, fazer proselitismo e conquistar favores da opinião, por mais respeitável que seja, no plano físico. É indispensável cogitar do conhecimento de nossos infinitos potenciais, aplicando-os, por nossa vez, nos serviços do bem.

O homem terrestre não é um deserdado. É filho de Deus, em trabalho construtivo, envergando a roupagem da carne; aluno de escola benemérita, onde precisa aprender a elevar-se. A luta humana é a sua oportunidade, a sua ferramenta, o seu livro.

O intercâmbio com o invisível é um movimento sagrado, em função restauradora do Cristianismo puro; que ninguém, todavia, se descuide das necessidades próprias, no lugar que ocupa pela vontade do Senhor.

André Luiz vem contar a você, leitor amigo, que a maior surpresa da morte carnal é a de nos colocar face a face com a própria consciência, onde edificamos o céu, estacionamos no purgatório ou nos precipitamos no abismo infernal; vem lembrar que a Terra é oficina sagrada, e que ninguém a menosprezará, sem conhecer o preço do terrível engano a que submeteu o próprio coração.

Guarde a experiência dele no livro d'alma. Ela diz bem alto que não basta à criatura apegar-se à existência humana, mas precisa saber aproveitá-la dignamente; que os passos do cristão, em qualquer escola religiosa, devem dirigir-se verdadeiramente ao Cristo, e que, em nosso campo doutrinário, precisamos, em verdade, do ESPIRITISMO e do ESPIRITUALISMO, mas, muito mais, de ESPIRITUALIDADE."

EMMANUEL e Chico Xavier (Pedro Leopoldo, 3 de outubro de 1943)







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