"Depois da concentração, saímos a passear: eu¹, Chico e Ismael Gomes Braga. Fomos até o riacho, que denominávamos de Aube. Noite estrelada, amena, lua fulgurante. Ismael, sentado com Chico numa pedra, que batizei de “pedra pão”, dado o formato, recitava trechos de “A Divina Comédia”, em italiano, e dava, a seguir, a respectiva tradução, tecendo comentários. Fiquei de pé, à frente deles, ouvindo. Quando a palestra ia encerrar-se, tirei do bolso papel, que levara, e disse a Chico que naquele dia era o aniversário de publicação de “O Livro dos Espíritos”² e devíamos esperar algo de Emmanuel..."
Chico psicografou, então, sobre a perna, a excelente mensagem:
Aplicação do Espiritismo
"Irmãos, lembremo-nos sempre de que o Espiritismo
Visto, pode ser somente fenômeno;
Ouvido, pode ser apenas consolação;
Vitorioso, pode ser somente festividade;
Estudado, pode ser apenas escola;
Discutido, pode ser somente sectarismo;
Interpretado, pode ser apenas teoria;
Propagado, pode ser somente movimentação;
Sistematizado, pode ser apenas filosofia;
Observado, pode ser somente ciência;
Meditado, pode ser apenas doutrina;
Sentido, pode ser somente crença.
Não nos esqueçamos, porém, de que Espiritismo aplicado, é Vida Eterna com Eterna Libertação.
A codificação trouxe ao mundo uma chave gloriosa, cuja utilidade se adapta a numerosas portas. Escolhamos com o Apóstolo, que hoje recordamos, o caminho da aplicação: Trabalho, Solidariedade, Tolerância.
De coração elevado a Jesus, não temos por agora divisa mais nobre a recordar. Vivei-a na fé consoladora. Espiritismo é sol. Brilhai na sua luz."
Francisco Cândido Xavier e Emmanuel,
do livro 'Chico Xavier - Mandato de Amor', 1ª Parte, capítulo 5
1- Geraldo Lemos Neto (Organizador do livro 'Chico Xavier Mandato de Amor')
2- Data de publicação do 'Livro dos Espíritos', de Allan Kardec: 18 de abril de 1857
Irmã Vera Cruz - Mensagens familiares de Vera Cruz - Mensagem de Francisco de Assis ¹
"1 Pedro, o calvário do Mestre não se constituía tão somente de secura e aspereza…
2 Do monte pedregoso e triste jorravam fontes de água viva que dessedentaram a alma dos séculos.
3 E as flores que desabrocharam no entendimento do ladrão e na angústia das mulheres de Jerusalém atravessaram o tempo, transformando-se em frutos abençoados de alegria no celeiro das nações.
4 Colhe as rosas do caminho no espinheiro dos testemunhos…
5 Entesoura as moedas invisíveis do amor no templo do coração!…
6 Retempera o ânimo varonil, em contacto com o rocio divino da gratidão e da bondade!…
7 Entretanto, não te detenhas. Caminha!
8 É necessário ascender. Indispensável o roteiro da elevação, com o sacrifício pessoal por norma de todos os instantes.
9 Lembra-te. Ele era sozinho. Sozinho anunciou e sozinho sofreu. Mas erguido, em plena solidão, ao madeiro doloroso por devotamento à Humanidade, converteu-se em Eterna Ressurreição.
10 Não tomes outra diretriz, senão a de sempre.
11 Descer auxiliando, para subir com a exaltação do Senhor!
12 Dar tudo, para receber com abundância.
13 Nada pedir para nosso Eu exclusivista, a fim de que possamos encontrar o glorioso Nós da vida imortal.
14 Ser a concórdia para a separação.
15 Ser luz para as sombras, fraternidade para a destruição, ternura para o ódio, humildade para o orgulho, bênção para a maldição…
16 Ama sempre. É pela graça do Amor que o Mestre persiste conosco (os mendigos dos milênios), derramando a claridade sublime do perdão celeste onde criamos o inferno do mal e do sofrimento.
17 Quando o silêncio se fizer mais pesado ao redor de teus passos, aguça o ouvido e escuta!
18 A voz d’Ele ressoará de novo na acústica de tua alma e as grandes palavras, que os séculos não apagaram, voltarão mais nítidas ao círculo de tua esperança, para que tuas feridas se convertam em rosas e para que teu cansaço se transubstancie em triunfo.
19 O rebanho aflito e atormentado clama por refúgio e segurança.
20 Que será da antiga Jerusalém humana sem o bordão providencial do pastor que espreita os movimentos do céu para a defesa do aprisco?
21 É necessário que o lume da cruz se reacenda, que o clarão da verdade fulgure novamente, que os rumos da libertação decisiva sejam traçados.
22 A inteligência sem amor é o gênio infernal que arrasta os povos de agora às correntes escuras e terrificantes do abismo.
23 O cérebro sublimado não encontra socorro no coração embrutecido.
24 A cultura transviada da época em que jornadeamos, relegados à aflição, ameaça todos os serviços da Boa Nova, em seus mais íntimos fundamentos.
25 Pavorosas ruínas fumegarão, por certo, sobre os palácios faustosos da humana grandeza, carente de humildade, e o vento frio da desilusão soprará de rijo sobre os castelos mortos da dominação que, desvairada, se exibe, sem cogitar dos interesses imperecíveis e supremos do Espírito.
26 É imprescindível a ascensão. A luz verdadeira procede do mais alto e só aquele que se instala no plano superior, ainda mesmo que coberto de chagas e roído de vermes, pode, com razão, aclarar a senda redentora que as gerações enganadas esqueceram.
27 Refaze as energias exauridas e volta ao lar de nossa comunhão e de nossos pensamentos.
28 O trabalhador fiel persevera na luta santificante até o fim.
29 O farol no oceano irado é sempre uma estrela em solidão. Ilumina a estrada, buscando a lâmpada do Mestre que jamais nos faltou.
30 Avança… Avancemos… Cristo em nós, conosco e por nós e em nosso favor, é o Cristianismo que precisamos reviver à frente das tempestades, de cujas trevas nascerá o esplendor do Terceiro Milênio.
31 Certamente, o apostolado é tudo. A tarefa transcende o quadro de nossa compreensão.
32 Não exijamos esclarecimentos. Procuremos servir.
33 Cabe-nos apenas obedecer até que a glória d’Ele se entronize para sempre na alma flagelada do mundo.
34 Segue, pois, o amargurado caminho da paixão pelo bem divino, confiando-te ao suor incessante pela vitória final.
35 O Evangelho é o nosso Código Eterno.
36 Jesus é nosso Mestre Imperecível.
37 Subamos em companhia d’Ele no trilho duro e áspero.
38 Agora é ainda a noite que se rasga em trovões e sombras, amedrontando, vergastando, torturando, destruindo…
39 Todavia, Cristo reina e amanhã contemplaremos o celeste despertar."
Francisco
Nota: 1- A presente Mensagem de Francisco de Assis foi recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, a 17 de agosto de 1951, na residência do Dr. Rômulo Joviano, por ocasião da visita do médium espiritualista Pietro Alleori Ubaldi à terra natal do médium de Emmanuel.
Publicada no livro de Pietro Ubaldi - Conferências no Brasil (São Paulo, 1952, pp. 219-222) -, trasladamo-la para o nosso volume com a devida vênia, graças à gentileza do Professor Clovis Tavares.
O destinatário da mensagem, autor de 'A Grande Síntese', nasceu na cidade de Foligno, na Úmbria, a 18 de agosto de 1886, filho de Sante Ubaldi e de D. Lavínia Alleori Ubaldi, desencarnando a 29 de fevereiro de 1972, em São Vicente, Estado de São Paulo, onde residia com sua filha. Saiba mais, acesse o site do Instituto Pietro Ubaldi...
"O Calvário do Mestre não se constituía tão somente de secura e aspereza... Do monte pedregoso e triste jorravam fontes de água viva que dessedentaram a alma dos séculos. E as flores que desabrochavam no entendimento do ladrão e na angústia das mulheres de Jerusalém atravessaram o tempo, transformando-se em frutos abençoados de alegria no celeiro das nações. Colhe as rosas do caminho no espinheiro dos testemunhos... Entesoura as moedas invisíveis do amor no templo do coração... Retempera o ânimo varonil, em contato com o rocio divino da gratidão e da bondade!... Entretanto, não te detenhas. Caminha!.... É necessário ascender. Indispensável o roteiro da elevação, com o sacrifício pessoal por norma de todos os instantes. Lembra-te, Ele era sozinho! Sozinho anunciou e sozinho sofreu. Mas erguido, em plena solidão, no madeiro doloroso por devotamento à humanidade, converteu-se em Eterna Ressurreição. Não temos outra diretriz senão a de sempre: Descer auxiliando para subir com a exaltação do Senhor. Dar tudo para receber com abundância. Nada pedir para nosso Eu exclusivista, a fim de que possamos encontrar o glorioso NÓS da vida imortal. Ser a concórdia para a separação. Ser luz para as sombras, fraternidade para a destruição, ternura para o ódio, humildade para o orgulho, bênção para a maldição.. Ama sempre. É pela graça do amor que o Mestre persiste conosco, os mendigos dos milênios derramando a claridade sublime do perdão celeste onde criamos o inferno do mal e do sofrimento. Quando o silêncio se fizer mais pesado ao redor de teus passos, aguça os ouvidos e escuta. A voz Dele ressoará de novo na acústica de tua alma e as grandes palavras, que os séculos não apagaram, voltarão mais nítidas ao círculo de tua esperança, para que as tuas feridas se convertam em rosas e para que o teu cansaço se transubstancie em triunfo. O rebanho aflito e atormentado clama por refúgio e segurança. Que será da antiga Jerusalém humana sem o bordão providencial do pastor que espreita os movimentos do céu para a defesa do aprisco? É necessário que o lume da cruz se reacenda, que o clarão da verdade fulgure novamente, que os rumos da libertação decisiva sejam traçados. A inteligência sem amor é o gênio infernal que arrasta os povos de agora às correntes escuras e terrificantes do abismo. O cérebro sublimado não encontra socorro no coração embrutecido. A cultura transviada da época em que jornadeamos, relegada à aflição ameaça todos os serviços da Boa Nova, em seus mais íntimos fundamentos. Pavorosas ruínas fumegarão, por certo, sobre os palácios faustosos da humana grandeza, carente de humanidade, e o vento frio da desilusão soprará, de rijo, sobre os castelos mortos da dominação que, desvairada, se exibe sem cogitar dos interesses imperecíveis e supremos do espírito. É imprescindível a ascensão. A luz verdadeira procede do mais alto e só aquele que se instala no plano superior ainda mesmo coberto de chagas e roído de vermes, pode, com razão, aclarar a senda redentora que as gerações enganadas esqueceram. Refaz as energias exauridas e volta ao lar de nossa comunhão e de nossos pensamentos. O trabalhador fiel persevera na luta santificante até o fim. O farol no oceano irado é sempre uma estrela em solidão. Ilumina a estrada, buscando a lâmpada do Mestre que jamais nos faltou. Avança.... Avancemos... Cristo em nós, conosco, por nós e em nosso favor é o Cristianismo que precisamos reviver à frente das tempestades, de cujas trevas nascerá o esplendor do Terceiro Milênio. Certamente, o apostolado é tudo. A tarefa transcende o quadro de nossa compreensão. Não exijamos esclarecimentos. Procuremos servir. Cabe-nos apenas obedecer até que a glória Dele se entronize para sempre na alma flagelada do mundo. Segue, pois, o amargurado caminho da paixão pelo bem divino, confiando-te ao suor incessante pela vitória final. O Evangelho é o nosso Código Eterno. Jesus é o nosso Mestre Imperecível. Agora é ainda a noite que se rasga em trovões e sombras, amedrontando, vergastando, torturando, destruindo... Todavia, Cristo reina e amanhã contemplaremos o celeste despertar."
Esta Mensagem foi psicografada por Francisco Cândido Xavier e dirigida a Pietro Ubaldi, em 17 de agosto de 1951, na residência de Dr. Rômulo Joviano em Pedro Leopoldo, MG, na presença de doze pessoas, ao mesmo tempo em que, sentado à mesma mesa, Pietro Ubaldi recebia mais uma mensagem canalizada de Jesus Cristo.
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