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quarta-feira, 13 de abril de 2022

NÃO SEPAREIS O QUE DEUS JUNTOU: 'O Evangelho' - Cap. XXII

"Imutável só há o que vem de Deus. Tudo o que é obra dos homens está sujeito à mudança. As leis da Natureza são as mesmas em todos os tempos e em todos os países. As leis humanas mudam segundo os tempos, os lugares e o progresso da inteligência. No casamento, o que é de ordem divina é a união dos sexos, para que se opere a substituição dos seres que morrem; mas, as condições que regulam essa união são de tal modo humanas, que não há, no mundo inteiro, nem mesmo na cristandade, dois países onde elas sejam absolutamente idênticas, e nenhum onde não hajam, com o tempo, sofrido mudanças; daí resulta que, em face da lei civil, o que é legítimo num país e em dada época, é adultério noutro país e noutra época, isso pela razão de que a lei civil tem por fim regular os interesses das famílias, interesses que variam segundo os costumes e as necessidades locais; assim é, por exemplo, que, em certos países, o casamento religioso é o único legítimo; noutros é necessário, além desse, o casamento civil; noutros, finalmente, este último casamento basta." - Allan Kardek

Indissolubilidade do casamento

1. Também os fariseus vieram ter com ele para o tentarem e lhe disseram: Será permitido a um homem despedir sua mulher, por qualquer motivo? — Ele respondeu: Não lestes que aquele que criou o homem desde o princípio os criou macho e fêmea e disse: — Por essa razão, o homem deixará seu pai e sua mãe e se ligará à sua mulher e não farão os dois senão uma só carne? — Assim, já não serão duas, mas uma só carne. Não separe, pois, o homem o que Deus juntou.

Mas, por que então, retrucaram eles, ordenava Moisés que o marido desse à sua mulher um escrito de separação e a despedisse? — Jesus respondeu: Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres; mas, no começo, não foi assim. — Por isso eu vos declaro que aquele que despede sua mulher, a não ser em caso de adultério, e desposa outra, comete adultério; e que aquele que desposa a mulher que outro despediu também comete adultério. (São Mateus, capítulo XIX, vv. 3 a 9.)

 

2. Imutável só há o que vem de Deus. Tudo o que é obra dos homens está sujeito à mudança. As leis da Natureza são as mesmas em todos os tempos e em todos os países. As leis humanas mudam segundo os tempos, os lugares e o progresso da inteligência. No casamento, o que é de ordem divina é a união dos sexos, para que se opere a substituição dos seres que morrem; mas, as condições que regulam essa união são de tal modo humanas, que não há, no mundo inteiro, nem mesmo na cristandade, dois países onde elas sejam absolutamente idênticas, e nenhum onde não hajam, com o tempo, sofrido mudanças; daí resulta que, em face da lei civil, o que é legítimo num país e em dada época, é adultério noutro país e noutra época, isso pela razão de que a lei civil tem por fim regular os interesses das famílias, interesses que variam segundo os costumes e as necessidades locais; assim é, por exemplo, que, em certos países, o casamento religioso é o único legítimo; noutros é necessário, além desse, o casamento civil; noutros, finalmente, este último casamento basta.

3. Mas, na união dos sexos, a par da lei divina material, comum a todos os seres vivos, há outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral: a lei de amor. Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se lhes transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um somente, a amá-los, a cuidar deles e a fazê-los progredir. Nas condições ordinárias do casamento, a lei de amor é tida em consideração? De modo nenhum. Não se leva em conta a afeição de dois seres que, por sentimentos recíprocos, se atraem um para o outro, visto que, as mais das vezes, essa afeição é rompida; o de que se cogita, não é da satisfação do coração e sim da do orgulho, da vaidade, da cupidez, numa palavra: de todos os interesses materiais. Quando tudo vai pelo melhor consoante esses interesses, diz-se que o casamento é de conveniência e, quando as bolsas estão bem aquinhoadas, diz-se que os esposos igualmente o são e muito felizes hão de ser.

Nem a lei civil, porém, nem os compromissos que ela faz se contraiam podem suprir a lei do amor, se esta não preside à união, resultando, frequentemente, separarem-se por si mesmos os que à força se uniram; torna-se um perjúrio, se pronunciado como fórmula banal, o juramento feito ao pé do altar. Daí as uniões infelizes, que acabam tornando-se criminosas, dupla desdita que se evitaria se, ao estabelecerem-se as condições do matrimônio, se não abstraísse da única que o sanciona aos olhos de Deus: a lei de amor. Quando Deus disse: “Não sereis senão uma só carne”, e quando Jesus disse: “Não separeis o que Deus uniu”, essas palavras se devem entender com referência à união segundo a lei imutável de Deus e não segundo a lei mutável dos homens.

4. Será então supérflua a lei civil e dever-se-á volver aos casamentos segundo a Natureza? Não, decerto. A lei civil tem por fim regular as relações sociais e os interesses das famílias, de acordo com as exigências da civilização; por isso, é útil, necessária, mas variável; ela deve ser previdente, porque o homem civilizado não pode viver como selvagem; nada, entretanto, nada absolutamente se opõe a que ela seja um corolário da lei de Deus; os obstáculos ao cumprimento da lei divina promanam dos prejuízos e não da lei civil. Esses prejuízos, se bem ainda vivazes, já perderam muito do seu predomínio no seio dos povos esclarecidos; desaparecerão com o progresso moral que, por fim, abrirá os olhos aos homens para os males sem conto, as faltas, mesmo os crimes que decorrem das uniões contraídas com vistas unicamente nos interesses materiais; um dia perguntar-se-á o que é mais humano, mais caridoso, mais moral: se encadear um ao outro dois seres que não podem viver juntos, se restituir-lhes a liberdade; se a perspectiva de uma cadeia indissolúvel não aumenta o número de uniões irregulares. [Vide no Livro dos Espíritos, questões 940, 697 e 876.]


O divórcio

5. O divórcio é lei humana que tem por objeto separar legalmente o que já, de fato, está separado; não é contrário à lei de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina; se fosse contrário a essa lei, a própria Igreja seria obrigada a considerar prevaricadores aqueles de seus chefes que, por autoridade própria e em nome da religião, hão imposto o divórcio em mais de uma ocasião. E dupla seria aí a prevaricação, porque, nesses casos, o divórcio há objetivado unicamente interesses materiais e não a satisfação da lei de amor.

Mas, nem mesmo Jesus consagrou a indissolubilidade absoluta do casamento. Não disse ele: “Foi por causa da dureza dos vossos corações que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres?” Isso significa que, já ao tempo de Moisés, não sendo a afeição mútua a única determinante do casamento, a separação podia tornar-se necessária. Acrescenta, porém: “no princípio, não foi assim,” isto é, na origem da Humanidade, quando os homens ainda não estavam pervertidos pelo egoísmo e pelo orgulho e viviam segundo a lei de Deus, as uniões, derivando da simpatia, e não da vaidade ou da ambição, nenhum ensejo davam ao repúdio.

Vai mais longe: especifica o caso em que pode dar-se o repúdio, o de adultério; ora, não existe adultério onde reina sincera afeição recíproca. É verdade que ele proíbe ao homem desposar a mulher repudiada; mas, cumpre se tenham em vista os costumes e o caráter dos homens daquela época. A lei moisaica, nesse caso, prescrevia a lapidação. Querendo abolir um uso bárbaro, precisou de uma penalidade que o substituísse e a encontrou no opróbrio que adviria da proibição de um segundo casamento. Era, de certo modo, uma lei civil substituída por outra lei civil, mas que, como todas as leis dessa natureza, tinha de passar pela prova do tempo.

 

NÃO SEPAREIS O QUE DEUS JUNTOU: 'O Evangelho Segundo o Espiritismo' - Capítulo XXII


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Salmo XXXVII: “A esperança depende da perseverança”

Antes de qualquer coisa é necessário deixar muito claro que todo e qualquer salmo só é verdadeiramente ativado, quando o rezamos em voz alta, é como se estivéssemos de fato conversando com alguém no momento da oração.

Após terminarmos a evocação, é de fundamental importância que em voz alta ainda, façamos a ativação das intenções, como por exemplo Estou rezando este salmo na intenção de..., ou ainda através deste salmo peço que...

Sempre devemos dizer para o Universo qual a verdadeira intenção do salmo que acabamos de ativar. Devemos também sempre nos afastar para um lugar calmo e reservado, isso vai ajudar muito na concentração. Uma forma muito positiva de ativar o salmo é também no final da oração já agradecer pela graça alcançada. Os melhores horários para os salmos é as 6h00, 12h00, e as 18h00.

Sempre rezar o salmo no mínimo 3 e no máximo 7 vezes consecutivas.

Salmo 37   1. Não te enfades por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade.  2. Pois em breve murcharão como a relva, e secarão como a erva verde.  3. Confia no Senhor e faze o bem; assim habitarás na terra, e te alimentarás em segurança.  4. Deleita-te também no Senhor, e ele te concederá o que deseja o teu coração.  5. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.  6. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu direito como o meio-dia.  7. Descansa no Senhor, e espera nele; não te enfades por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa maus desígnios.  8. Deixa a ira, e abandona o furor; não te enfades, pois isso só leva à prática do mal.  9. Porque os malfeitores serão exterminados, mas aqueles que esperam no Senhor herdarão a terra.  10. Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; atentarás para o seu lugar, e ele ali não estará.  11. Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz.  12. O ímpio maquina contra o justo, e contra ele range os dentes,  13. mas o Senhor se ri do ímpio, pois vê que vem chegando o seu dia.  14. Os ímpios têm puxado da espada e têm entesado o arco, para derrubarem o pobre e necessitado, e para matarem os que são retos no seu caminho.  15. Mas a sua espada lhes entrará no coração, e os seus arcos quebrados.  16. Mais vale o pouco que o justo tem, do que as riquezas de muitos ímpios.  17. Pois os braços dos ímpios serão quebrados, mas o Senhor sustém os justos.  18. O Senhor conhece os dias dos íntegros, e a herança deles permanecerá para sempre.  19. Não serão envergonhados no dia do mal, e nos dias da fome se fartarão.  20. Mas os ímpios perecerão, e os inimigos do Senhor serão como a beleza das pastagens; desaparecerão, em fumaça se desfarão.  21. O ímpio toma emprestado, e não paga; mas o justo se compadece e dá.  22. Pois aqueles que são abençoados pelo Senhor herdarão a terra, mas aqueles que são por ele amaldiçoados serão exterminados.  23. Confirmados pelo Senhor são os passos do homem em cujo caminho ele se deleita;  24. ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor lhe segura a mão.  25. Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão.  26. Ele é sempre generoso, e empresta, e a sua descendência é abençoada.  27. Aparta-te do mal e faze o bem; e terás morada permanente.  28. Pois o Senhor ama a justiça e não desampara os seus santos. Eles serão preservados para sempre, mas a descendência dos ímpios será exterminada.  29. Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre.  30. A boca do justo profere sabedoria; a sua língua fala o que é reto.  31. A lei do seu Deus está em seu coração; não resvalarão os seus passos.  32. O ímpio espreita o justo, e procura matá-lo.  33. O Senhor não o deixará nas mãos dele, nem o condenará quando for julgado.  34. Espera no Senhor, e segue o seu caminho, e ele te exaltará para herdares a terra; tu o verás quando os ímpios forem exterminados.  35. Vi um ímpio cheio de prepotência, e a espalhar-se como a árvore verde na terra natal.  36. Mas eu passei, e ele já não era; procurei-o, mas não pôde ser encontrado.  37. Nota o homem íntegro, e considera o reto, porque há para o homem de paz um porvir feliz.  38. Quanto aos transgressores, serão à uma destruídos, e a posteridade dos ímpios será exterminada.  39. Mas a salvação dos justos vem do Senhor; ele é a sua fortaleza no tempo da angústia.  40. E o Senhor os ajuda e os livra; ele os livra dos ímpios e os salva, porquanto nele se refugiam.

Salmo 37: Perseverança, prosperidade, coragem e determinação para vencer as dificuldades mais urgentes. "Deus guia com bondade o caminho daqueles que Ele aprova."

Leia o salmo 37 também para receber graças no casamento, na maternidade, para ter prosperidade em todos os campos, afastar e vencer inimigos, "porque os justos não sofrerão, terão sempre o que comer". 


Salmo 37


1. Não te enfades por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade.

2. Pois em breve murcharão como a relva, e secarão como a erva verde.

3. Confia no Senhor e faze o bem; assim habitarás na terra, e te alimentarás em segurança.

4. Deleita-te também no Senhor, e ele te concederá o que deseja o teu coração.

5. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.

6. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu direito como o meio-dia.

7. Descansa no Senhor, e espera nele; não te enfades por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa maus desígnios.

8. Deixa a ira, e abandona o furor; não te enfades, pois isso só leva à prática do mal.

9. Porque os malfeitores serão exterminados, mas aqueles que esperam no Senhor herdarão a terra.

10. Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; atentarás para o seu lugar, e ele ali não estará.

11. Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz.

12. O ímpio maquina contra o justo, e contra ele range os dentes,

13. mas o Senhor se ri do ímpio, pois vê que vem chegando o seu dia.

14. Os ímpios têm puxado da espada e têm entesado o arco, para derrubarem o pobre e necessitado, e para matarem os que são retos no seu caminho.

15. Mas a sua espada lhes entrará no coração, e os seus arcos quebrados.

16. Mais vale o pouco que o justo tem, do que as riquezas de muitos ímpios.

17. Pois os braços dos ímpios serão quebrados, mas o Senhor sustém os justos.

18. O Senhor conhece os dias dos íntegros, e a herança deles permanecerá para sempre.

19. Não serão envergonhados no dia do mal, e nos dias da fome se fartarão.

20. Mas os ímpios perecerão, e os inimigos do Senhor serão como a beleza das pastagens; desaparecerão, em fumaça se desfarão.

21. O ímpio toma emprestado, e não paga; mas o justo se compadece e dá.

22. Pois aqueles que são abençoados pelo Senhor herdarão a terra, mas aqueles que são por ele amaldiçoados serão exterminados.

23. Confirmados pelo Senhor são os passos do homem em cujo caminho ele se deleita;

24. ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor lhe segura a mão.

25. Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão.

26. Ele é sempre generoso, e empresta, e a sua descendência é abençoada.

27. Aparta-te do mal e faze o bem; e terás morada permanente.

28. Pois o Senhor ama a justiça e não desampara os seus santos. Eles serão preservados para sempre, mas a descendência dos ímpios será exterminada.

29. Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre.

30. A boca do justo profere sabedoria; a sua língua fala o que é reto.

31. A lei do seu Deus está em seu coração; não resvalarão os seus passos.

32. O ímpio espreita o justo, e procura matá-lo.

33. O Senhor não o deixará nas mãos dele, nem o condenará quando for julgado.

34. Espera no Senhor, e segue o seu caminho, e ele te exaltará para herdares a terra; tu o verás quando os ímpios forem exterminados.

35. Vi um ímpio cheio de prepotência, e a espalhar-se como a árvore verde na terra natal.

36. Mas eu passei, e ele já não era; procurei-o, mas não pôde ser encontrado.

37. Nota o homem íntegro, e considera o reto, porque há para o homem de paz um porvir feliz.

38. Quanto aos transgressores, serão à uma destruídos, e a posteridade dos ímpios será exterminada.

39. Mas a salvação dos justos vem do Senhor; ele é a sua fortaleza no tempo da angústia.

40. E o Senhor os ajuda e os livra; ele os livra dos ímpios e os salva, porquanto nele se refugiam.







 

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