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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O Chá Branco e os benefícios de seu consumo



O chá branco é a infusão de chá com folhas jovens (novos botões que cresceram) e que não sofreram efeitos de oxidação; os botões podem estar protegidos da luz do sol para prevenir a formação de clorofila.


O chá branco contém alegadamente propriedades que ultrapassam o chá verde na prevenção do cancro do cólon e maior quantidade de antioxidantes que outros chás. Em experiencias feitas por investigadores do Linus Pauling Institute da Universidade do Estado de Oregon, ao testarem as capacidades dos dois tipos de chá em previnir o desenvolvimento dos pólipos do cólon, o chá branco revelou-se 10% mais eficaz. Entre todos os chás, o branco é o que apresenta maior concentração de polifenóis, entre outros antioxidantes. Essas substâncias ajudam a neutralizar os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento celular.

NUTRIENTES

Contém manganês, potássio, ácido fólico e vitaminas C, K, B1 e B2.
Rico em substâncias antioxidantes.

FONTE DA JUVENTUDE

Entre todos os chás, o branco é o que apresenta maior concentração de polifenóis, entre outros antioxidantes. Essas substâncias ajudam a neutralizar os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento celular.

EMAGRECEDOR

Assim como o chá verde, o branco acelera o metabolismo e ajuda a eliminar a gordura corporal. Porém, ainda não se comprovou o quanto exatamente o chá branco é mais eficiente do que o verde para emagrecer. Pesquisas indicam que a versão verde aumenta a queima de calorias em cerca de 4%.

Os responsáveis, mais uma vez, são os antioxidantes presentes na Camellia sinensis (a planta que dá origem aos chás verde, branco e preto) e também à cafeína, entre outros compostos.

FORÇA PARA A BELEZA

Substâncias encontradas na Camellia sinensis ajudam a prevenir cáries, têm ação antiinflamatória e antigripal, ativam o sistema imunológico e regeneram a pele.

CORAÇÃO PROTEGIDO

O chá branco pode atuar na diminuição das taxas de LDL (o colesterol ruim que bloqueia as artérias), evitando problemas cardíacos, como aterosclerose e infarto.


PREVENÇÃO DO CÂNCER

Estudos feitos com ratos pelo Instituto Linus Pauling de Ciências e Medicina, da Califórnia, nos Estados Unidos, comprovaram a eficiência do chá branco em inibir mutações genéticas que podem originar o câncer.

Essa capacidade se deve à existência das substâncias bioflavonóides e catequinas. A cafeína presente no chá branco também ajudaria nesse processo.

MODO DE CONSUMO

Pelo menos uma ou duas xícaras ao dia, quente ou frio, de preferência sem açúcar.

ONDE ACHAR

Em lojas de suplementos nutricionais e de chás importados. Uma caixa com 20 saquinhos de chá branco importado da China custa entre R$ 30 e R$50 (Lipton, Bai Hao Yinzhen, Pai Mutan Fugian).

ORIGEM E PARTICULARIDADES DA BEBIDA

É a versão menos processada do famoso chá verde (ou banchá). Ambos são produzidos a partir da planta Camellia sinensis, assim como o chá preto. Porém, o branco é coletado antes das flores se abrirem, quando há brotos cobertos por finos pêlos prateados que lhe dão uma cor clara verdeacinzentada. Esses brotos e as folhas da planta são cozidos ao vapor e submetidos à secagem. Ao contrário do verde e do preto, o chá branco não passa pela fermentação.

Após a infusão, possui cor amareloavermelhado e sabor adocicado, porém sem gosto de capim.

Os principais países produtores são China, Japão e Índia.

A colheita para a produção desse chá se realiza em apenas dois dias por ano. Por isso, é raro e caro.

FONTE: WILSON RONDÓ JR., MÉDICO ORTOMOLECULAR, DE SÃO PAULO - REVISTA VIVA SAÚDE / WIKIPEDIA / IMAGENS: GOOGLE

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Receita do chai, uma tradicional bebida indiana



Receita divulgada pelo informativo da Universidade de Yôga DeRose

Para saber mais sobre esta tradicional bebida indiana, leia o artigo "Aceita um chai?", logo abaixo da receita que compartilhamos com você.

Namastê!

A seguir veja primeiro a receita indicada pelo mestre DeRose, depois uma receita mais simples, realmente a mais usada popularmente na Índia.

INGREDIENTES:

• 2 litros de água mineral
• Entre ½ e 1 copo de açúcar refinado
• 2 paus de canela
• 1 copo de gengibre ralado
• ½ copo de leite em pó (Ninho)
• 2 colheres de chá preto inglês
• 5 sementes de cardamomo

MODO DE PREPARO:

1. Medir 2 litros de água
2. Separar 200ml da água para diluir o leite
3. Por o restante da água a ferver
4. Por as sementes de cardamomo no pilão e triturar
5. Lavar e ralar o gengibre
6. Por o açúcar e a canela em uma panela e levar ao fogo. Utilizando uma colher de pau, mexer até formar uma calda
7. Adicionar o gengibre e misturar bem
8. Acrescentar a água pré-aquecida e o cardamomo
9. Deixar ferver. Após a fervura, baixar o fogo e aguardar 5 minutos
10. Diluir o leite e adicioná-lo, deixando aquecer por mais 1 minuto
11. Desligar o fogo e adicionar as 2 colheres de chá preto. Aguardar 1 minuto
12. Verificar se a garrafa térmica está pronta para receber o chai
13. Coar o chai na peneira, depois no filtro e experimentar
14. Utilizando um funil, colocar o chai na garrafa térmica
15. Seu chai está pronto, sirva-o e beba.

OUTRA RECEITA:

INGREDIENTES:

2 xícaras de chá de leite
1 e 1/2 xícara de chá de água
2 colheres de chá de chá preto
1 fatia de gengibre
2 cravos
2 paus de canela
4 cardamomos

MODO DE PREPARO:

Ponha todos os ingredientes numa panela alta. Leve ao fogo baixo e ferva por 15 minutos, mexendo de vez em quando para o leite não derramar. Coe e sirva.


“Aceita um chai?”
Por DeRose, Mestre de Yôga Antigo – www.Uni-Yoga.org/blogdoderose

Chai é o nome do chá indiano, feito com um pouco de leite, açúcar e podendo conter gengibre, cardamomo e outras especiarias. Da palavra chai, provém o português chá. A partir de 1975, comecei a introduzir o chai no Ocidente. Adotamos o chai como bebida oficial nas nossas escolas. 

No início, teve pouca repercussão. Depois, à medida que eu viajava mais e por vários países, a influência se fez sentir. E cresceu mais quando nossa rede de escolas e associações filiadas tornou-se numericamente relevante e influente na vida de tantas pessoas. 

Daí, a partir de um dado momento, começamos a encontrar o nosso chai em casas de chá e até mesmo restaurantes. Em muitos deles, constava como chá yôgi, numa clara referência à nossa escola, pois na Índia esse chá não é tomado apenas em entidades de Yôga, mas em toda parte. Mesmo se você entra em uma loja de comércio, oferecem-lhe logo um chai. É uma demonstração de cordialidade. Aceitá-lo, uma demonstração de boa educação. Pois, bem, a história que quero contar tem a ver com isso.

Como um simples chai endossa nossas intenções de autenticidade

Na escola do Fernando Prado, em Buenos Aires, um senhor indiano levava a esposa para praticar SwáSthya e ficava esperando por ela na recepção da escola. Não conversava, não sorria. Quando o diretor da escola procurava ser cordial, o maridão respondia com monossílabos. Algum tempo depois, Fernando se lembrou de lhe oferecer um chai. O senhor indiano ergueu as sobrancelhas e redarguiu: “Vocês tem chai? Quero ver.” Fernando serviu-lhe um chai. O senhor indiano provou. Sorriu. Começou a conversar. Tempos mais tarde, Fernando lhe perguntou por que depois do chai ele ficou tão simpático e antes não queria nem conversa. Então, a glória: “Eu achava que vocês eram como os outros ocidentais que dizem ensinar Yôga e transmitem uma deturpação ofensiva às nossas tradições. Mas quando provei a bebida tradicional indiana, percebi que se até no chai vocês fazem questão de autenticidade, o Yôga que ensinam também deve ser autêntico.”

Chazinhos naturébas, não!

Por isso, fico muito triste quando visito alguma escola que diz seguir o nosso método, mas serve chazinhos naturébas, que são um modismo ocidental contemporâneo. Nada contra as infusões medicinais, para ser tomadas quando necessário. Mas oferecer essas bebidas sem graça dentro de uma escola de Yôga é subordinar-se a um paradigma equivocado, associando erroneamente Yôga com terapia. Yôga é filosofia. Todos os dicionários e enciclopédias o definem como tal. Sua meta, segundo Pátañjali, é o samádhi, o estado de consciência expandida que proporciona o autoconhecimento. Se, por efeito colateral, aumenta a vitalidade e todas aquelas consequências positivas, devemos interpretar isso como acidentes de percurso, positivos, por certo, mas jamais como objetivo.

Uma abordagem mais séria não deve acenar com benefícios. É como se o instrutor quisesse convencer alguém de alguma coisa, ou como se quisesse vender algo a alguém. Mais nobre é praticar o Yôga pelo Yôga e não visando a benefícios pessoais. Este posicionamento está muito claramente exposto em nossos livros, sempre que, pela exigência do capítulo, somos obrigados a mencionar os tão decantados “benefícios do Yôga”. Não negamos que eles existam, mas preferimos não fazer apelação. Ao não oferecer benefícios terapêuticos e não aplicar misticismo, fica evidenciada a seriedade do nosso trabalho.

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