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domingo, 13 de outubro de 2024

PARAPSICOLOGIA: A História de um Conhecimento Silenciado

 🎦 VIDEOAULA IMPERDÍVEL - Contato com Simone Cunha pelo WhatsApp: (21) 98181-2468

PALESTRA - PARAPSICOLOGIA: A História de um Conhecimento Silenciado

 
 

Estudos sobre a Ciência do Oculto e o Oculto da Ciência. 

Com Marcelo Bichara e Philippe Bandeira de Mello.

A psicologia e a parapsicologia compartilham uma origem comum, mas foram separadas à medida que o paradigma científico evoluiu. Nesta palestra, exploramos como esses campos se entrelaçaram e desafiamos as fronteiras da ciência tradicional. A aula aborda temas intrigantes como mediunidade, telepatia, regressão, e fenômenos extraordinários documentados ao longo da história.

Com uma abordagem única, os estudiosos investigam a relação entre ciência e espiritualidade, oferecendo uma reflexão profunda sobre a mente, o espírito e o tempo. A palestra é um convite para expandir sua visão sobre estados de consciência e o potencial humano além do que a ciência convencional aborda.

Marcelo Bichara é astrólogo, cineasta e pesquisador da cultura indígena e do transe mediúnico, com vasta experiência no campo da Psicologia Analítica. Philippe Bandeira de Mello, meu amigo e neto de Assis Chateaubriand, é psicólogo e terapeuta transpessoal, com mais de 50 anos de experiência em tradições sagradas e ciências ocultas. Juntos, eles trazem uma visão profunda e acessível do que está além do conhecimento comum.

Quer participar dessa jornada de conhecimento?

Entre em contato com Simone Cunha pelo WhatsApp: (21) 98181-2468 e adquira já a videoaula!

 


Faça-se a Luz! R::: S:::

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Educação :: Exu não pode?



Recentemente, um jornal carioca destacou o caso da professora proibida de usar o livro "Lendas de Exu" em uma escola municipal. A professora é umbandista e a diretora da escola é evangélica.

É cada vez mais comum que professores e alunos de candomblé ou umbanda sejam discriminados nas escolas. A pergunta é: por que Jesus pode estar em um livro para o ensino religioso católico, destinado à rede pública, e Exu não pode? 

Exu não entra na escola porque este país é racista, e o racismo está presente na escola. Acredito também que atravessamos uma fase de avanço conservador na educação pública.

A manutenção da oferta do ensino religioso na Constituição de 88, a aprovação deste como confessional no Rio, os livros didáticos católicos, a Concordata Brasil-Vaticano, são vitórias silenciosas que ampliam e legitimam as circunstâncias necessárias para discriminações como essa.

A mãe-de-santo Beata de Yemanjá diz: 
"Pensam que o Brasil é uma coisa só e nos discriminam. Isso é racismo." 
Para o pesquisador Antônio Sérgio Guimarães, o racismo brasileiro é heterofóbico, a negação absoluta das diferenças implicando um ideal, explícito ou não, de homogeneidade (ou uma coisa só, como diz Beata).

Quando uma escola proíbe um livro de lendas africanas ela discrimina culturas afrodescendentes. Exu é negro. Um poderoso e imenso orixá negro. É o orixá mais próximo dos seres humanos porque representa a vontade, o desejo, a sexualidade, a dúvida. Por que esses sentimentos não são bem-vindos na escola? Porque a Igreja católica tratou de associá-lo ao seu diabo e muitas escolas incorporam essa lógica conservadora, moralista e racista. 

O Exu proibido afirma que este país tem negros com diferentes culturas que, se entendidas como modos de vida, podem incluir diferentes modos de ver, crer, não crer, sentir, entender e explicar a vida. Positivo foi que muitos professores e professoras criticaram o ocorrido, o que mostra que também a escola não é "uma coisa só". É nas suas tensões cotidianas que devemos lutar contra o racismo.

As culturas com suas religiões fazem parte do ensino de História da África. Como é que vai ser? Pais e professores arrancarão as páginas desses livros? Ou eles já serão confeccionados mutilados pelo racismo? Respondo com a saudação ao orixá excluído da escola: Laro oyê Exu! Para que ele traga mais confusão e com ela, o movimento, a comunicação, a transformação onde reina.

Stela Guedes Caputo é professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

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