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sábado, 13 de julho de 2019

Oração da Abstinência de Santo Antônio

♱ Santo Antônio, Rogai Por Nós ♱
"A abstinência é uma virtude que consiste na privação de coisas agradáveis e  permitidas que nos infligimos a nós mesmos com a intenção de tornarmo-nos perfeitos. O objeto desta virtude são todos os prazeres  cujo gozo é permitido pelo nosso corpo e nosso espírito, mas não pelas regras das virtudes. Para ser virtude é necessário que a abstinência não seja praticada contra a lei de Deus, por isso não é justa quando contradiz as vistas da natureza ou não é dirigida pela prudência, porque desta forma abate as forças e abrevia os dias da existência, fim contrário a natureza, cujas produções são destinadas ao uso mas não ao abuso.

Era a virtude dominante das primeiras comunidades do cristianismo: ser cristão era ser homem de abstinência; com ela subjugava os excessos da liberdade e adquiriam império absoluto sobre o coração.

Esses tempos felizes vêem renovados nos preciosos dias de Antônio: todos os que o viam admiravam nele um homem mortificado e abstinente. Os próprios inimigos que o tentavam para corromper-lhe os votos admiravam nele a constante prática desta virtude austera; abstinente por inclinação e por escolha, embora nascesse longos anos depois de tantos solitários que por esta abstinência faziam florescer o deserto, como o lírio dos campos não apareceu menos brilhantes nem menos abstinentes nas cortes brilhantes  e na solidão ou no retiro refreava sempre e sem cessar os apetites desordenados e governava todas as paixões."

Exemplo

"Numa sexta-feira, depois de ter Santo Antônio pregado em uma grande missão, um herege convidou-o a jantar em sua casa. O Santo, talvez obrigado pela necessidade, aceitou. O mau homem, querendo argüir o Santo de hipocrisia, apresentou-lhe em um prato um delicioso capão, dizendo-lhe, fingindo-se triste:
- Sei ser a sexta-feira dia de abstinência, mas, como nada mais tenho em casa para oferecer-te, deves, baseando-te nas doutrinas do divino Mestre, como o que te puserem à frente.

Conhecendo a malícia do herege o Santo benzeu o capão, que logo se transformou num mimoso peixe, do qual comeu muito à vontade, quanto quis. Não notando a mudança e julgando tê-lo feito cair no embuste, apanhou o que sobrava e os ossos e procurou o Bispo para acusar o Santo de transgredir o preceito. Grande, entretanto, foi seu pasmo, quando, descobrindo o prato, só viu nele espinhas de peixe.

Arrependido, procurou o Santo, confessou-lhe seu pecado e, convencido da santidade de suas doutrinas, entrou no grêmio da Igreja."

Máxima de Santo Antônio: “Devemos guardar os olhos, que são ladrões que roubam a pureza do varão justo”.

Oração

"Abstinente Antônio, vós que praticastes a virtude da abstinência em todos os seus objetos, fazei que esta virtude, no grau sublime em que a praticastes, seja por mim amada e infundida em meu coração, para que, animado dos mesmos sentimentos e desejos, refreie as minhas paixões e lhes modere a força por meio da mortificação. Para conseguir vencer as dificuldades que me impedem a observância dessa virtude, apartai de mim todos os obstáculos que possam tolher-lhe a prática, a fim de que, justificado pela abstinência, no grau em que a conseguistes, me habilite a gozar da vida eterna a que aspiro, recebendo a coroa de glória que Deus decretou a esta virtude no céu, por todos os séculos dos séculos.

Amém!"

Rezar: 1 Pai-Nosso, 1 Ave-Maria e 1 Glória ao Pai ♱
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Fonte: Transcrição das páginas 176, 177, 179 e 179 do "Manual de Santo Antonio. Sua vida, seu culto, suas instituições. Por um devoto do Grande Taumaturgo." 5ª edição. 1945. Editora Vozes Ltda., Petrópolis, R. J. Rio de Janeiro - São Paulo. Oração adaptada da Trezena de Santo Antônio: Décimo Dia: Abstinência de Santo Antônio.

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