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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Oração da Quinta-feira Santa

A Quinta-feira Santa, Quinta-feira de Endoenças ou Grande e Sagrada Quinta-feira é a quinta-feira que antecede a celebração da morte e ressurreição de Jesus. É o quinto dia da Semana Santa no cristianismo ocidental e o sexto no cristianismo oriental (que conta também o Sábado de Lázaro, anterior ao Domingo de Ramos). 

A Última Ceia, afresco de Leonardo da Vinci - Convento de Santa Maria Delle Grazie Milão, Itália


É neste dia que se reza a Missa dos Santos Óleos, se comemora o lava-pés e a Última Ceia de Jesus com seus apóstolos segundo o relato dos evangelhos canônicos.

A Quinta-feira Santa abre solenemente o Tríduo Pascal e é o dia da entrega. “Antes da festa da Páscoa, Jesus sabia que tinha chegado a sua hora” (Jo 13,1a). Jesus se entrega à violência humana, é torturado impiedosamente, crucificado como um bandido e sepultado às pressas. Ele se oferece livremente para que, com sua morte, todos tenhamos vida em plenitude.

A Missa da Quinta-feira Santa não termina com a bênção. Depois da Missa, transfere-se o Santíssimo Sacramento para um altar lateral ou para um local apropriado, onde acontece a Vigília Eucarística, conforme costume de cada Comunidade, geralmente até as 00h00.

Nas Igrejas, feita a transladação, procede-se à “desnudação do altar”. Lembrando a prisão de Cristo, sua humilhação no julgamento diante de Anás, Caifás e Pilatos, são tiradas as toalhas, flores do altar, do tabernáculo e as imagens. As que não podem ser retiradas, devem ser cobertas com pano roxo.

A Bíblia não comanda essa celebração, mas a Igreja a faz em sinal de louvor pelo sacrifício de Cristo e pela sua lição de humildade dada na última ceia. É um dia para preparar o seu coração para o Tríduo Pascal, quando se comemora a paixão, morte e ressurreição de Cristo.

A Benção dos Óleos

Não é possível dizer exatamente quando teve início na Igreja a Benção dos Santos Óleos durante a Quinta Feira da Semana Santa. Esta benção já foi realizada em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia, mas atualmente as igrejas preferem celebrar a benção desses óleos durante a quinta feira santa pelo fato de ser o último dia em que se celebra uma missa antes da Vigília Pascal.

Nessa cerimônia, abençoa-se o óleo do crisma, dos catecúmenos e dos enfermos.

Óleo do Crisma – que é usado no sacramento da confirmação, quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo para viver como adulto na fé.

Óleo dos Catecúmenos – os catecúmenos são aqueles que se preparam para receber o batismo, antes do ritual do banho de água. É o óleo da libertação do mal, que liberta e prepara para o nascimento no Espírito Santo.

Óleo dos Enfermos – é o óleo usado no sacramento dos infernos, que muita gente chama de “extrema-unção”. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para o fortalecimento da pessoa, para que ela enfrente a dor, e se for por vontade divina, a morte.

Oração

Ó Pai, estamos reunidos para a santa ceia, na qual o vosso filho único, ao entregar-se à morte, deu à sua Igreja um novo e eterno sacrifício, como banquete do seu amor. Concedei-nos, por mistério tão excelso, chegar à plenitude da caridade e da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. 
Amém.


Pela manhã

Sentaste-te à mesa da eterna festa da fraternidade. Sabes muito bem o que há dentro da cada um de nós, os teus convidados. Por isso Tu, que na tua angústia ante a morte clamaste a Deus e, sofrendo, aprendeste a obedecer, quiseste fazer tuas as paixões e sofrimentos humanos. Derrotaste a morte derrotando a iniquidade e a injustiça... 

Compadeces-te tanto das nossas debilidades, que queres ficar para sempre conosco e assim poder nos dar sua mão quando seja necessário. Converteste-te para os que obedecem a Deus em autor de salvação. E a nossa salvação, Senhor, é querer-te e amar-te.

Tens sentado à mesa, e tens convidado como comensal a todo mundo. Acabou-se a negativa de compartilhar; a divisão entre os irmãos já não faz sentido; o desprezo pelos pobres converte-se em acolhimento e serviço ao lavar-lhes os pés com gestos reais de entrega radical. Sim, tens sentado à mesa e nos dizes de coração que desejas comer esta comida pascal conosco, antes de padecer. 

Consciente de que chegava a tua hora, Jesus, nos tendo amado, amou até o extremo. E com o pão na mão, abençoas e repartes entre nós, nos animando a que o comamos porque é o teu corpo. E sem ter podido sair ainda do nosso assombro, encheste o copo de vinho e nos passa, para que também bebamos, porque é o Teu sangue. Depois que fores, quando nos reunamos e repitamos este gesto do pão e do vinho, Tu estarás ao nosso lado para que possamos anunciar ao mundo a tua morte e ressurreição.

Cristo maravilhoso, obrigado por nos ensinar a descobrir o irmão, a estender a mão, a apresentar a outra face, a compartilhar o pão e o lar. Obrigado por esse pedaço de pão nas tuas mãos e esse copo de vinho, com os quais nos dizes como se vence o pecado, a fome, a morte. 

Que agora nós continuemos a tua luta para que todo o homem e mulher sejam queridos e respeitados, para que ninguém lhes negue o pão e o trabalho, para que as crianças possam rir encantadas. Sim, continuaremos a tua luta para que ninguém se enriqueça com o trabalho dos demais e para que ninguém tenha medo de nada.

Pela noite

Hoje, dia do amor fraterno, partilha o teu pão com o faminto, hospeda aos pobres sem teto, veste ao que está nu e não te feches à tua própria carne. Na última ceia, Jesus, disseste-nos com a tua própria vida entregue à morte, que o único que vale é o amor aos irmãos, até ser capazes de dar a vida por eles."Quem perde a sua vida, a ganha para sempre".

Hoje, a véspera de padecer pela nossa salvação e de toda a humanidade, toma o pão e dizes: TOMEM E COMAM, ISTO É O MEU CORPO. Pega depois o copo de vinho, e acrescentas: TOMEM E BEBAM, PORQUE ESSE É O MEU SANGUE. Por favor, nos suplica Jesus, façam sempre e onde estejam o que acabo de fazer.

Graças, Pai Deus, por tanto amor. Graças, Jesus, porque na última ceia criastes a missa; porque na Quinta-Feira Santa ensinaste-nos a servir. Obrigado, Jesus, porque inclusive chamaste amigo ao traidor Judas; porque nos deste um Mandamento Novo; porque nos deste um coração parecido ao teu.


Amém!


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'Liturgia das Horas', reformada pelo Concílio Vaticano II, não é apenas a oração dos membros da hierarquia e de religiosos professos de votos solenes, que a ela estão obrigados, mas de todo o Povo de Deus. 


A Constituição 'Sacrosanctum Concilium' recomenda que os leigos rezem o Ofício Divino com os sacerdotes ou reunidos entre si, inclusive em particular.


A Semana Santa é o grande retiro espiritual das comunidades eclesiais, convidando os cristãos à conversão e renovação de vida. Ela se inicia com o Domingo de Ramos e se estende até o Domingo da Páscoa. É a semana mais importante do ano litúrgico, quando se celebram de modo especial os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

No livro Vivendo a Semana Santa, lemos sobre seus aspectos folclóricos; comentários litúrgicos e paralitúrgicos para introduzir e conduzir as celebrações; a liturgia da Semana Santa; instruções para ministros ordenados e para ministérios leigos. Dirigido aos vigários paroquiais, diáconos, equipes de liturgia e comunidades.

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