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quinta-feira, 27 de abril de 2017

A verdadeira revolução está em nós

Fonte: Revista UMA/ed.112


Para o filósofo hindu Jiddu Krishnamurti, a revolução humana ocorrerá através de uma mudança na mente de cada indivíduo. Nascido na cidade de Madanapalle (Índia), ele foi educado pela sociedade teosófica e, aos 13 anos de idade, já era considerado um dos grandes mestres mundiais. 

Durante sua vida, ele viajou pelo mundo para falar com as pessoas. Escreveu diversos livros e fundou escolas em muitos países. Seu principal intuito era o de trazer a reflexão sobre a sociedade em que vivemos, para que possamos alcançar uma maior compreensão sobre os conflitos que nos permeiam.

Ele faleceu em 1986, aos 90 anos de idade. Apesar de ser visto por muitos como um líder espiritual, ele sempre fugiu desse rótulo, pois acreditava que cada um de nós deve ser responsável pela própria mudança, longe de religiões, mestres, gurus ou líderes. 

Em 1929, em uma de suas palestras, Krishnamurti afirmou: “A verdade é uma terra sem caminho”. Ou seja, não se pode chegar a ela através de uma instituição religiosa, do estudo da Psicologia ou de um ritual espiritual, mas, sim, pelo espelho das relações humanas, da compreensão da mente e do autoconhecimento.

Ele falava constantemente sobre a necessidade urgente de uma transformação na sociedade e que essa mudança está na consciência individual do ser humano. Em suas falas, o indiano, que levava sempre um ar de serenidade no rosto, questionava sobre o comportamento humano na sociedade agressiva e competitiva em que vivemos (em crise, que já não pode mais viver com base nas velhas tradições, e que precisa de mudança).

Ele afirmava: “Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente”. Se a nossa sociedade está doente, então a cura está dentro de cada um de nós. Essa cura começa quando passamos a entender quais são os problemas que nos afetam. 

Para o  filósofo, a meditação é de extrema importância para o autoconhecimento e a limpeza de nossas mentes: 

Nossas mentes estão distorcidas, foram moldadas pela cultura em que vivemos, pelas estruturas religiosas e econômicas, pela comida que comemos etc. Nós damos à mente uma determinada estrutura e, ao condicioná-la, este condicionamento vira uma distorção. Unicamente quando não existe distorção, a mente pode ver com clareza, pureza, inocência e de maneira completa. O primeiro passo é ter a capacidade de olhar sem nenhuma distorção e a arte de escutar, o que significa que a mente deve estar em absoluta quietude, sem nenhum movimento.

“Estamos tentando, como toda essa discussão é retórica, ver se podemos fazer com que aconteça uma transformação radical da mente. Não aceitar as coisas como elas são, entendê-las, mergulhar nelas, examiná-las. Use o seu coração, a sua mente e tudo o que você tem para descobrir um jeito diferente de viver. Mas isso depende de você e mais ninguém. Porque, para isso, não há professor, aluno, líder, guru, mestre ou salvador que lhe ajude. Você mesmo é o professor, o aluno, o mestre, o guru, o líder etc. VOCÊ É TUDO! E... Entender é transformar o que há.”

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