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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Einstein: "Como Vejo o Mundo"

"Há um tipo de experiência religiosa raramente acessível em sua total pureza. Dou a ela o nome de 'religiosidade cósmica'. 

É muito difícil falar a respeito desse sentimento para qualquer um que não o tenha vivenciado, especialmente porque não há nenhuma concepção antropomórfica de Deus correspondente a ele.

O ser experimenta o nada das aspirações e vontades humanas (...). A existência individual é vivida então como uma espécie de prisão e o ser deseja experimentar o Universo como um todo significativo.

(...) Ora, os gênios religiosos de todos os tempos se distinguiram por essa religiosidade ante o cosmos. Ela não tem dogmas nem Deus concebido à imagem do homem, portanto nenhuma igreja ensina a religião cósmica. 

Temos também a impressão de que os hereges de todos os tempos da História humana se nutriam com essa forma superior de sentimento religioso.

Como esse sentimento religioso cósmico pode ser comunicado de pessoa a pessoa, uma vez que não se pode chegar a nenhuma teologia? Para mim, o papel mais importante da arte e da ciência consiste em despertá-lo e mantê-lo vivo naqueles que lhe são receptivos."

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