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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Do trabalho inconsciente ao trabalho consciente

A civilização contemporânea quer autômatos. E as pessoas estão seguramente perdendo seus hábitos adquiridos de independência, transformando-se cada vez mais em robôs, não mais que engrenagens de suas máquinas.

É impossível dizer como tudo isso acabará, e como sair dessa situação - nem mesmo se pode haver um fim e uma saída. Uma coisa é certa: a escravidão do homem só aumenta. O homem torna-se um escravo voluntário. Não tem mais necessidade de grilhões externos: começa a amar sua escravidão, a orgulhar-se dela. E nada mais terrível poderia acontecer ao homem.

(...) O homem mecânico não pode fazer um trabalho consciente, de maneira que a primeira tarefa [de um trabalho de libertação] é preparar auxiliares conscientes. (...) Não há, nem pode haver, iniciação externa. 

Na realidade, cada um deve iniciar a si mesmo. Os sistemas e as escolas podem indicar os métodos e os caminhos, mas nenhum sistema, nenhuma escola pode fazer para o homem o trabalho que ele mesmo deve fazer. 

Um crescimento interior, uma mudança de ser, dependem inteiramente do trabalho que é necessário fazer sobre si.

(G. I. Gurdjieff, citado por P. D. Ouspensky em "Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido".)

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