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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Os Orixá e o Desfile das Escolas de Samba de São Paulo

Cantando a humildade, e encantando a humanidade, através dos ensinamentos dos Orixá

A homenagem que as escolas de samba, da cidade de São Paulo, estão fazendo aos Orixá, é maravilhosa. Estou acordado até essa hora acompanhando. O fruto está lá, na passarela, sendo compartilhado por todos os integrantes das escolas de samba, que deram duro o ano todo pra fazer acontecer essa manifestação cultural do povo brasileiro.

Recebe o Axé quem cumpre suas obrigações. A magia acontece e fortalece tod@s que não praticam o mal e não ganham dinheiro com a magia. Fortalece as pessoas do povo, que homenageiam as deidades ancestrais sem nada pedir em troca, que não seja amor e alegria. O luxo e o desperdício pode parecer evidente para alguns, mas podem saber que são desnecessários, a riqueza que representa o povo é cultural, é de fé, não tem nada a ver com lucro financeiro, é uma entrega.

Quando entregamos aos Orixá, agradecemos, compartilhamos o que recebemos, nada pedimos em troca. Quem recebe a paga material, sem valorar e reverenciar as forças da natureza, que não reclame quando chegar lá na Aruanda.

A riqueza material e o poder espiritual só trazem benefício real àqueles que nada pedem ou esperam em troca. Axé pra quem é de Axé, boa noite pra quem é de boa noite, a benção pra quem é de benção, bom dia pra quem despertou.

Lembre-se sempre, o Carnaval brasileiro que nos é vendido nada ou pouco te a ver com a festa popular que acontece na passarela do Samba, não nos representa, nosso Carnaval não festeja a carne ou ganhos materiais, celebra as dádivas espirituais que recebemos na vida, celebra a própria vida.

São Paulo, um santo católico, empresta seu nome à capital paulista, entretanto é Ogum, em nome de Oxalá, que comanda o exército celestial todo, em suporte ao povo que crê na entrega à paz, concordância e tolerância entre a única raça que reflete o poder divino, a raça humana.

Não brinque o 'Carnaval' que vendem pra você, leve a sério a festa do povo, que vai continuar acontecendo, com ou sem sambódromos, com ou sem plumas, paetês e extravagâncias de qualquer espécie.

Salve três vezes a cultura afro-descendente brasileira, salve três vezes o povo brasileiro. O que está encima é o que está embaixo, não existe coluna do meio. A festa é do povo, o circo não, o pão é do povo e não existe barganha.

O pão é Axé, é o poder dos Orixá que vem nos valer.

O Carnaval de origem romana não nos representa. A festa em celebração à vida é a crença popular que representamos.

Não existe pessoa que seja mais em meio a muitos.

O verdadeiro ganho é imaterial, não tem preço ou medida.

O retorno do poder sempre há de reverter, fortalecer e levantar àqueles que o emanam, mediunizando e propagando a força ancestral, divina, que habita o cerne de cada ser humano.

Alegria!

Na mata, quem manda é Oxoce!

Saravá o povo brasileiro!

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