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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O OLIMPO INDÍGENA

No início, criou Tupã os céus, o espaço ilimitado, os mundos habitados, a terra, os mares e os abismos eternos. Tudo era envolto em névoa tenebrosa e fria.

Por este tempo travou-se no elevado céu, a grande e feroz batalha entre o BEM (Tupã) e o MAL (Anhangá). Então, saiu o poderoso senhor da eternidade a combater juntamente com outros deuses contra o cruel senhor da morte. Tupã alcançou a vitória e lançou o terrível inimigo nas profundezas da terra. Com o impiedoso Anhangá, foram também lançados nos mundos subterrâneos: Jurupari que ficou sendo o mensageiro do deus cruel; Ticê, que se tornou esposa do senhor das trevas; Xandoré (ave falconídea), o deus do ódio; Caramurú e Boto; Abaçaí e Guandirô e muitos angás também foram atirados nos infernos.

Um dia Tupã, o poderoso deus, desceu até o centro da Brasília Terra e fez nascer as flores, os frutos, as grandes florestas, os rios e os mares, os répteis, os animais e os homens mortais, com espírito imortal. Neste trabalho, o sábio deus foi auxiliado por Sumá (deusa da agricultura) e por Icatú (deus da beleza).

Santificou também o monte Araçatuba que ficou sendo a morada das divinas Parajás. E, em seguida, dividiu o universo em três partes: Os Céus, a Terra e os Infernos.

A Terra também foi dividida em quatro partes: a Terra propriamente dita, os Mares, os Rios e as Florestas.

Para cada uma destas divisões foram designados deuses. Mas era Tupã que orientava, fiscalizava e exercia o domínio do universo.

DEUSES DOS CÉUS

Os deuses dos céus são:

Peurê, Catú, Mutim e Nháa;

Jaci (deusa da Lua), Rainha da Noite e dos homens, que foi esposa de Tupã;

Anhum (deus da música), o deus melodioso que tocava divinamente o sacro Taré;

Caramuru, o deus dragão, que podia ser tanto bom quanto cruel, era o deus que presidia as ondas revoltas dos grandes oceanos;

Rudá, o deus do amor;

Tambatajá (um deus de amor e protetor de todos os perigos);

Polo, o deus dos ventos e mensageiro de Tupã;

Sumá, foi ela que ensinou a arte da agricultura aos tupis;

Caupé, deusa da beleza, Afrodite-indígena;

Jururá-Açú, conta uma lenda, que por ter libertado o deus infernal, tornou-se a única deusa que podia entrar e sair livremente dos infernos. Tupã castigou esta linda deusa transformando-a em uma tartaruga;

Tainacam, a deusa das Constelações;

DEUSES DA TERRA

Caapora, deus guardião dos animais;

Catú, o deus outonal;

Mutin, o deus da primavera;

Peurê, o senhor do verão;

Nhará, que preside o inverno;

Guaipira, a deusa da história;

Picê, a deusa da poesia;

Biaça, a deusa da astronomia;

Açutí, a deusa da escrita;

Arapé, a deusa da dança;

Graçaí, a deusa da eloqüência;

Piná, a deusa da simpatia;

Parajás, deusas da honra, do bem e da justiça;

Aruanã, o deus da alegria e protetor dos Carajás.

DEUSES DO INFERNO

Anhangá, deus das trevas, deidade suprema dos Infernos;

Ticê, esposa de Anhangá;

Guandirô, era o deus da noite, que bebia o sangue dos homens;

Xandoré, deus do ódio, lançador de raios, relâmpagos e trovões;

Tiriricas, deusas do ódio;

Pirarucú, o deus do mal que mora no fundo das águas. Conta-se que ele casou com Yara e dessa união nasceram vários monstros;

DEUSES DAS ÁGUAS SALGADAS E DOCES

Boto, deus dos abismos e dos mares. Ele era um deus violento e irritável, não somente agita às águas, mas também manda dos abismos dos mares, terríveis monstros que atormentam os homens, contudo era também, o protetor das aleegres e felizes viagens fluviais ou marítimas. No fundo do grande rio, que era o Amazonas estava o seu palácio, a sagrada Loca;

Yara, a deusa dos serenos lagos;

As formosas Juruás;

A lendária nereida Açaí.

O Monte Iiapaba para os Tupis, era sinônimo de céu, onde os deuses julgavam a alma dos mortos.

DEUSES DAS FLORESTAS

Curupira, deus protetor das matas;

Abeguar, deus do vôo;

Saci, o deus negro que vivia sempre alegre e outros semideuses de segunda ordem comandados pela encantadora Araci, a deusa da aurora e das madrugadas. Foi ela que fez nascer o lendário Juazeiro.

Fonte: Texto pesquisado e desenvolvido por Rosane Volpatto

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