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quarta-feira, 22 de junho de 2011

São Thomas More † Padroeiro dos Políticos e Governantes

"Ó Deus, Pai de Misericórdia, fazei que eu confirme, com meu testemunho, minha fé em Vós. Que eu dê um testemunho alegre, bem-humorado, simples e firme. Que eu mostre, com meus atos, aquilo que eu professo com minhas palavras. Amém!" ~São Thomas More


No dia de hoje os católicos saúdam São João Fisher, bispo de Rochester, e São Thomas More, ex-lorde chanceler do Reino da Inglaterra, eles foram decapitados porque se opuseram ao divórcio de Henrique VIII e não aceitaram o ato pelo qual aquele monarca rompeu com o Papado.

S. Sir Thomas More é conhecido popularmente também como São Thomas Morus ou Tomás Moro. Ele nasceu em Londres, no dia 7 de Fevereiro de 1478 e desencarnou na mesma cidade, em 6 de Julho de 1535. Thomas More foi estadista, diplomata, escritor, advogado, legislador e ocupou vários cargos públicos, entre eles o de Chanceler do Reino de Henrique VIII da Inglaterra.

More via no divórcio uma matéria da jurisdição do papado, e a posição do Papa Clemente VII era claramente contra o divórcio em razão da doutrina sobre a indissolubilidade do matrimônio. Além disso ele era contrário as Reformas Protestantes, fatos que o levaram a renunciar ao seu cargo de Chanceler do Reino em 16 de maio de 1532, o que provocou desconfiança na Corte e em Henrique VIII.

More foi convocado, excepcionalmente, para fazer o juramento em 17 de abril de 1534, e, perante sua recusa, foi preso na Torre de Londres, juntamente com o Cardeal e Bispo de Rochester John Fisher, tendo ali escrito o "Dialogue of Comfort against Tribulation". A sua decisão foi manter o silêncio sobre o assunto. Pressionado pelo rei e por amigos da corte, More decidiu não enumerar as razões pelas quais não prestaria o juramento.

Inconformado com o silêncio de More, o rei determinou o seu julgamento, sendo condenado à morte, e posteriormente executado em Tower Hill a 6 de Julho. Nem no cárcere nem na hora da execução perdeu a serenidade e o bom humor e, diante das próprias dificuldades reagia com ironia.

Pela sentença o réu era condenado "a ser suspenso pelo pescoço" e cair em terra ainda vivo. Depois seria esquartejado e decapitado. Em atenção à importância do condenado o rei, "por clemência", reduziu a pena a "simples decapitação". Ao tomar conhecimento disto, Tomás comentou: "Não permita Deus que o rei tenha semelhantes clemências com os meus amigos." No momento da execução suplicou aos presentes que orassem pelo monarca e disse que "morria como bom servidor do rei, mas de Deus primeiro."

A sua cabeça foi exposta na ponte de Londres durante um mês, foi posteriormente recolhida por sua filha, Margaret Roper. A execução de Thomas More na Torre de Londres, no dia 6 de julho de 1535 "antes das nove horas", ordenada por Henrique VIII, foi considerada uma das mais graves e injustas sentenças aplicadas pelo Estado contra um homem de honra, consequência de uma atitude despótica e de vingança pessoal do rei. Ele está sepultando na Capela Real de São Pedro ad Vincula.

É geralmente considerado como um dos grandes humanistas do Renascimento. Foi canonizado como santo da Igreja Católica em 9 de Maio de 1935 e sua festa litúrgica acontece no dia 22 de junho.

Em 2000, São Thomas More foi declarado "Patrono dos Estadistas e Políticos" pelo Papa João Paulo II. Em seu discurso, o Santo Padre falou:

"Esta harmonia do natural com o sobrenatural é talvez o elemento que melhor define a personalidade do grande estadista inglês: viveu a sua intensa vida pública com humildade simples, caracterizada pelo proverbial bom humor que sempre manteve, mesmo na iminência da morte.

Esta foi a meta a que o levou a sua paixão pela verdade. O homem não pode separar-se de Deus, nem a política da moral: eis a luz que iluminou a sua consciência. Como disse uma vez
: "O homem é criatura de Deus, e por isso os direitos humanos têm a sua origem n'Ele, baseiam-se no desígnio da criação e entram no plano da Redenção. Poder-se-ia dizer, com uma expressão audaz, que os direitos do homem são também direitos de Deus" (Discurso, 7 de abril de 1998).

É precisamente na defesa dos direitos da consciência que brilha com luz mais intensa o exemplo de Tomás Moro. Pode-se dizer que viveu de modo singular o valor de uma consciência moral que é "testemunho do próprio Deus, cuja voz e juízo penetram no íntimo do homem até às raízes da sua alma" (Carta enc. Veritatis splendor, 58), embora, no âmbito da acção contra os hereges, tenha sofrido dos limites da cultura de então."

A iniciativa partiu de vários Chefes de Estado e contou também com o apoio do então Primeiro-Ministro português, António Guterres.

Lord Alton, um ilustre parlamentar britânico, declarou na época que: "com o passar do tempo os apelos de Thomas More tornam-se mais oportunos e significativos. Ele é particularmente forte como o símbolo do que Sua Santidade, João Paulo II, chamou "Unidade de Vida" e, noutra frase, o Santo Padre diz-nos para sermos sinais de contradição".

Na opinião do parlamentar inglês, Thomas More "não quebrou a ligação entre o público e o privado. Mas, no nosso tempo, a vida política é com frequência marcada pelo proveito pessoal e vantagens. Os que nela participam defendem a sua carreira em vez de causas. A política para Thomas More nunca foi um assunto para tirar vantagens pessoais ou para acumular poder pessoal. Pelo contrário, foi enraizada no seu profundo desejo de servir".

Reflexão/Oração escrita pelo santo quando prisioneiro na Torre de Londres*:

Dá-me a tua graça, Senhor.

Que eu não dê valor nenhum às coisas do mundo
E fixe apenas em Ti meu pensamento,
Sem dar ouvidos às vozes mutáveis dos homens.
Que eu me satisfaça com minha solidão
E não deseje companhias terrenas.
Que pouco a pouco me desapegue completamente do mundo
E desate dos cuidados do mundo todo e qualquer pensamento.
Que nem as fantasias do mundo possam dar-me prazer.
Que pense em Deus com alegria,
E com dor peça a sua ajuda.
Que em Deus eu procure meu conforto e meu apoio,
E que todos os meus esforços sejam dirigidos ao seu Amor.
Que eu reconheça minha pouca valia e mesquinhez,
E docilmente me humilhe sob a poderosa mão de Deus.
Que me arrependa dos pecados cometidos
E acolha docilmente a adversidade para expiá-los.
Que aceite sofrer aqui meu Purgatório,
Encontrando contentamento nas aflições.
Que eu caminhe pela via estreita que conduz à vida
E carregue a cruz com Cristo.
Que eu não esqueça as coisas supremas
E tenha sempre diante dos olhos a minha morte,
Que sempre está ali ao lado.
Que pense na morte com familiaridade.
Que tenha diante dos olhos e da mente o eterno fogo do Inferno.
Que peça perdão antes da vinda do divino Juiz.
Que pense incessantemente na Paixão que Cristo sofreu por mim.
Que incessantemente lhe agradeça seus benefícios.
Que recupere o tempo perdido
E me abstenha de palavras vãs
E fuja das risadas fúteis e das alegrias tolas.
Que do lazer não necessário eu me afaste para sempre,
Assim como das riquezas terrenas, dos amigos, da liberdade, da vida, de tudo.
Que eu pense que meus maiores inimigos são meus melhores amigos.
Os irmãos de José não poderiam ter-lhe feito, com o amor e a bondade,
Tão grande bem como aquele que lhe fizeram com a hostilidade e a inveja.

Estas reflexões deveriam ser mais estimadas e apreciadas do que todos os tesouros de todos os príncipes cristãos e pagãos que fossem reunidos e sintetizados num feixe só.

Rezar: Pai Nosso ~ Ave Maria ~ Credo

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo Deus onipotente em três Pessoas iguais e coeternas ─ tem misericórdia de mim, que do fundo de minha miséria e insignificância pecadora reconheço humildemente, perante tua Majestade, ter levado minha vida no pecado, desde a infância até hoje.

(Na infância, neste e naquele ponto. Depois da infância, neste e naquele ponto. E assim por diante, em todas as idades posteriores).

Agora, Senhor bom e misericordioso, que me deste a graça de conhecer meus pecados, concede-me também a graça de arrepender-me, não só de palavra, mas de coração, através da dor de uma amarga contrição, e afastar-me deles para sempre.

E perdoa-me também as culpas que minha mente, ofuscada pelos interesses terrenos, por más inclinações e maus hábitos, por minha insuficiência, é incapaz de reconhecer como pecados. Ilumina meu coração, Senhor misericordioso, e dá-me a graça da cognição e da sabedoria. Perdoa-me aqueles pecados que esqueci por negligência, e traze-os à minha mente a fim de que possa claramente reconhecê-los.

Deus glorioso fazei que por tua graça, de ora em diante não mais dê valor às coisas terrenas e ponha e fixe em Ti meu coração, de modo a poder dizer com o Apóstolo São Paulo: Mundus mihi crucifixus est et ego mundo. Mihi vivere Christus est, et mori lucrum. Cupio dissolvi et esse cum Christo.

*"Orações da Torre", apud "Humanidades" – Universidade de Brasília, janeiro/março 1983, vol. 1, nº 2, pp. 63 ss

Fonte/Referência: Internet: (acessado em 22 de junho de 2011)

QUE SÃO TOMÁS MORO, NO DIA DE HOJE E EM TODOS OS OUTROS DIAS, ILUMINE A CABEÇA E A ALMA DOS POLÍTICOS E GOVERNANTES. JUNTO COM SÃO JOÃO FISCHER, INTERCEDA JUNTO A SANTÍSSIMA TRINDADE  PARA QUE OS POLÍTICOS E GOVERNANTES TENHAM A OBRIGAÇÃO MORAL E ESPIRITUAL EM EXERCER O PODER DE MANEIRA DIGNA, COMO NOS ENSINOU O MESTRE JESUS. QUE A CONSCIÊNCIA ASSIM ILUMINADA OS GUIE.

QUE AS AÇÕES, ATOS, ATITUDES DOS POLÍTICOS E GOVERNANTES SEJAM AQUELAS PELAS QUAIS ESPERA QUEM LHES CONFIA O PODER ATRAVÉS VOTO, QUE A JUSTIÇA SOCIAL, A FRATERNIDADE E A LIBERDDE LHES SIRVAM DE NORTE. QUE ENTENDAM A CORRUPÇÃO COMO FERRAMENTA MALIGNA, PERVERSA, INSUSTENTÁVEL, DESTRUTIVA E ANTI-DEMOCRÁTICA, AFASTANDO DESTA MANEIRA AS TREVAS DO MEIO POLÍTICO.

SE TODO PODER EMANA DE DEUS E EM NOME DE DEUS DEVE SER EXERCIDO, DA MESMA FORMA OS POLÍTICOS ENTENDAM QUE O PODER QUE LHES É CONFIADO, ATRAVÉS DO VOTO, SAGRADO, QUE EMANA DO POVO E CONFIA UM PODER QUE EM NOME DO POVO DEVE SER EXERCIDO. EM NOME DA ÉTICA, EM NOME DE DEUS, ARCANJOS, ANJOS E TODOS OS SANTOS, ASSIM ESPERO E QUE ASSIM SEJA!

(RSSJ - 22/06/2011)

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