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terça-feira, 6 de julho de 2010

O aniversário de Tenzin Gyatso e a transformação mundial

Hoje, aniversário de 75 anos de Tenzin Gyatso, Sua Santidade o Dalai-Lama, encerro uma série de postagens que fiz com traduções de suas tessituras. Os textos redigidos por Tenzin tem ajudado milhões de pessoas a se reencontrarem com Deus. O budismo tibetano mantém suas tradições milenares, mas torna-se visivelmente mais unicista a cada dia.

Buda, Jesus Cristo, Oxalá, Shiva, Maomé... todos são UM, todos nós somos UM e O Deus é UM só. Parabéns à Sua Santidade pelo transcorrer de sua data natalícia, que ele tenha saúde e força de ânimo para continuar a nos libertar, jutos um dia, em retribuição, poderemos ajudar para que os monges budistas recuperem o Tibete; para Lhasa, para o Tibete livre.

Deus abençoe o Gyawa Rinpoche (Grande Protetor)! E que suas bençãos recaiam perenemente sobre todos nós. No ensinamento de hoje vamos aprender como podemos começar a construir agora mesmo este mundo novo, no qual habitaremos todos dentro em breve. O tratamento para com amigos e inimigos e o atruísmo universal, a compaixão e o mundo. Vamos saber como acumular, juntar e usar nossa energia de maneira positiva e proativa. Os benefícios da compaixão e da paciência que jamais nos deixam perder a razão. Veremos que as verdadeiras amizades podem ser as maiores dádivas para nós, nesta jornada terrena e que os inimigos também tem muito a nos ensinar. Vamos aprender a desenvolver nossas melhores qualidades, sendo os mestres e senhores de nós mesmos. Iluminemos nossos espíritos, os de nossos irmãos e irmãs. Namastê!

Ronald Sanson Stresser Júnior
Humilde servo de Deus e eterno aprendiz.

Na imagem vemos a alegria de Tenzin Gyatso, Sua Santidade o Dalai-Lama.

Como podemos começar

Deveríamos começar por remover os maiores obstáculos à compaixão: raiva e ódio. Como todos sabemos, estas são emoções extremamente poderosas que podem oprimir toda nossa mente. Todavia, elas podem ser controladas. Se, no entanto, elas não forem, essas emoções negativas nos contaminarão, sem esforço adicional da parte delas, diga-se de passagem, e, impedirão nossa busca pela felicidade de uma mente amorosa.

Por isso, de início, é útil investigarmos se a raiva tem algum valor, ou não. Algumas vezes, quando estamos desencorajados por uma situação difícil, a raiva nos parece de ajuda, tendo o aspecto de trazer consigo mais energia, confiança e determinação.

Nesse ponto, porém, devemos examinar cuidadosamente nosso estado mental. Por mais que possa ser verdade que a raiva traga energia extra, se explorarmos a natureza dessa energia, descobrimos que ela é cega: não podemos estar certos de que seu resultado será positivo ou negativo. Isto se deve ao fato de a raiva eclipsar a melhor parte de nosso cérebro: sua racionalidade. Portanto, quase sempre, não podemos confiar na energia da raiva. Ela pode vir a causar uma quantidade imensa de comportamentos infelizes e destrutivos. Além disso, se a raiva atingir extremos, a pessoa se torna tal qual um louco, agindo de maneiras tão prejudiciais a ela mesma, quanto aos outros.

É possível, todavia, desenvolver uma energia igualmente forte, porém, muito mais controlada, de modo a lidarmos com as situações difíceis.

Esta energia controlada procede não apenas de uma atitude compassiva, mas, também da razão e da paciência. Estes são os mais poderosos antídotos para a raiva.

Infelizmente, muitas pessoas julgam erroneamente estas qualidades como sinais de fraqueza. Acredito que o contrário seja a verdade: que elas são os verdadeiros sinais de força interior. A compaixão é, por natureza, gentil, pacífica e suave, mas, é muito poderosa. São os que facilmente perdem sua paciência, os inseguros e instáveis. Por isso, para mim, o aparecimento da raiva é um sinal evidente de fraqueza.

Portanto, quando um problema se apresenta, tente manter-se humilde, manter uma atitude sincera e, ocupar-se para que o resultado seja justo. É claro que outros poderão tentar se aproveitar de você e, que se seu desapego pode encorajar a agressão injusta, então você deverá procurar adotar uma posição firme. Isso, contudo, deveria ser feito com compaixão, e, caso seja necessário expressar seus pontos de vista e, adotar medidas fortes, faça isso sem raiva ou má-fé.

Você deveria se conscientizar disso, mesmo que seus oponentes pareçam estar lhe atingindo, pois ao final, a atividade destrutiva deles só prejudicará a eles mesmos. De modo a verificar seu próprio impulso egoísta de retaliar, você deveria se lembrar de seu desejo de praticar a compaixão e, assumir a responsabilidade de ajudar a impedir que a outra pessoa sofra as conseqüências de seus próprios atos.

Desse modo, pelo fato de você escolher calmamente as medidas que emprega, elas serão mais eficazes, mais precisas e mais fortes. A retaliação baseada na energia cega da raiva quase nunca acerta o alvo.

Amigos e inimigos

Devo novamente enfatizar, que não será suficiente meramente pensar que a compaixão, a razão e a paciência são boas, para desenvolvê-las. Devemos esperar que as dificuldades se apresentem para, então, procurar praticá-las.

E, quem cria tais oportunidades? Não os nossos amigos, é claro, mas, nossos inimigos. Eles são os que nos trazem a maior parte dos problemas. Portanto, se verdadeiramente desejamos aprender, devemos considerar os inimigos, nossos melhores professores!

Para uma pessoa que estima a compaixão e o amor, a prática da tolerância é essencial, e, para isso, um inimigo é indispensável. Por isso, deveríamos nos sentir gratos a nossos inimigos, pois são eles os que melhor podem nos ajudar a desenvolver uma mente tranquila! Frequentemente, acontece também que, com uma mudança nas circunstâncias, inimigos tornam-se amigos, tanto em nível pessoal, quanto na vida pública.

Portanto, raiva e ódio são sempre prejudiciais e, continuarão a nos perturbar e a interromper nossas tentativas de desenvolver uma mente calma, a menos que trabalhemos para reduzir essas forças negativas e, exercitemos nossa mente. A raiva e o ódio são os nossos verdadeiros inimigos. Estas são as forças que mais necessitamos confrontar e derrotar, não os inimigos temporários que se apresentam intermitentemente através da vida.

É claro, que é natural e certo que todos queiramos amigos. Frequentemente, brinco dizendo que: se você realmente quer ser egoísta, você deveria ser muito altruísta! Você deveria cuidar bem dos outros, se ocupar do seu bem-estar, ajudá-los, serví-los, fazer mais amigos, criar mais sorrisos. O resultado disso? Quando você mesmo precisar de ajuda, encontrará muitos ajudantes! Se, ao contrário, você negligenciar a felicidade dos outros, você será o perdedor, no longo prazo. E, a amizade, será ela produzida por brigas e raiva, ciúme e intensa competitividade? Acho que não. Só a afeição nos traz genuínos bons amigos.

Na sociedade materialista de hoje, se você tem dinheiro e poder, você parece ter muitos amigos. Mas, eles não são seus amigos; eles são amigos de seu dinheiro e de seu poder. Quando perder sua prosperidade e influência, você verá como será difícil encontrar estas pessoas.

O problema é que, quando as coisas do mundo correm bem para nós, nos tornamos confiantes de que podemos viver nossa vida sem precisar de amigos, mas, assim que nosso status e saúde declinam, logo nos conscientizamos do quanto estávamos errados. Este é o momento em que apreendemos quem é realmente útil e, quem é completamente inútil. Por isso, para nos prepararmos para esse momento, e fazermos amigos genuínos que nos ajudarão quando a necessidade se apresentar, nós mesmos precisamos cultivar o altruísmo!

Ainda que algumas vezes as pessoas riam quando o digo, eu mesmo sempre quero mais amigos. Adoro sorrisos. Por causa disso, tenho o problema de saber como fazer mais amigos e, de saber como conseguir mais sorrisos, especialmente, sorrisos genuínos. Pois há muitos tipos de sorrisos, os sarcásticos, artificiais ou diplomáticos. Muitos sorrisos não produzem nenhum sentimento ou satisfação e, algumas vezes podem até criar suspeita ou medo, não é mesmo? Mas, um sorriso genuíno nos dá um sentimento de frescor e é, acredito eu, exclusivo dos seres humanos. Se estes são os sorrisos que queremos, então temos que nós mesmos criar as razões para que apareçam.

A compaixão e o mundo

Concluindo, eu gostaria de brevemente expandir meus pensamentos além do tópico deste curto texto e, defender um ponto mais abrangente: a felicidade individual pode contribuir, de um modo efetivo e profundo, para a melhoria global de toda a nossa comunidade humana.

Pelo fato de todos repartirmos essa idêntica necessidade de amor, é possível sentir que qualquer pessoa que encontramos, em quaisquer circunstâncias, é um irmão ou irmã. Não importa o quão desconhecido seja o rosto, ou quão diferente seja a roupa e o comportamento, não há divisão significativa entre nós e outras pessoas. É tolice nos prendermos a diferenças externas, porque nossas naturezas básicas são as mesmas.

Em última análise, a humanidade é uma e, este pequeno Planeta é nosso único lar. Se quisermos proteger esse nosso lar, cada um de nós precisa experimentar um sentimento vívido de altruísmo universal. É apenas esse sentimento, que pode remover os motivos autocentrados que levam as pessoas a se maltratar e enganar, umas as outras. Se você possui um coração aberto e sincero, você naturalmente sente autoconfiança e dignidade e, não haverá necessidade de temer os outros.

Acredito que, em todos os níveis da sociedade, familiar, tribal, nacional e internacional, a chave para um mundo mais feliz e, de mais sucesso, é o crescimento da compaixão. Não necessitamos nos tornar religiosos, nem necessitamos acreditar em uma ideologia. Tudo o que se faz necessário é que cada um de nós desenvolva nossas boas qualidades humanas.

Tento tratar quem quer que eu encontre, como um velho amigo. Isto me dá um sentimento genuíno de felicidade. É a prática da compaixão.

Sua Santidade o Dalai-Lama
Fonte dos textos, de Sua Santidade o Dalai-Lama: http://www.dalailama.org.br

生日快樂吉祥如意


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